Vasco

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domingo, 29 de março de 2015

FERAS DA COLINA - CARTOLÃO JOÃO SILVA

Além de ter pedido um jogo, por W x 0, por não comparecimento (25.11.1943) ao seu estádio, o  glorioso Club de Regatas Vasco da Gama já viveu uma outra situação "extraordinariaríssima": um presidente não votou nele. Esquisito? Pois aconteceu.
Na noite de 10 de janeiro de 1966, por motivos aquáticos: um tremendo temporal impediu o cartola João Silva de chegar à Rua General Almério de Moura, onde 85 membros do Conselho Deliberativo foram mais rápidos do que a tromba d´água e reuniram-se para elegê-lo.
Cedinho, João Silva abria os jornais e
conferia as notícias do Vasco
 Circunstância perdoável. Tanto que, no início da noite seguinte, o João foi empossada, na sede do Edifício Cineac, no centro da cidade. Assim como fora extraordinária a reunião dos “Cardeais da Colina”, para tornarem João Silva presidente do Vasco (37º), o motivo, também, foi uma outra esquisitice na história cruzmaltina: o presidente anterior, Manuel Joaquim Lopes (desde 1964), renunciara, por ter recusado uma sua proposta, apresentando um candidato a conselheiro. Então, João Silva entrou no rolo como presidente-tampão, para ficar até março de 1967, quando foi eleito Reynaldo de Mattos Reis, que terminou sendo o primeiro presidente vascaíno com mandato caçado (em 1969) pelos conselheiros. 
Para completar o rol de esquisitices daquele período vascaíno, o vice-presidente Antônio Soares Calçada, que havia, também, decidido renunciar ao seu cargo, desistiu da desistência e ficou na diretoria do João. Um dia antes de sua eleição, João Silva não aceitava o cargo. Mas, durante o almoço do 10 de janeiro, o ex-presidente Alah Batista (1961/1963) e o conselheiro Joaquim Melo o fizeram “desrecusar” a recusa, com o compromisso de escolher os assessores.
Em pé ( com uma mão na cintura), o presidente João Silva
 bateu uma bolinha com a rapaziada
João Silva nasceu em Portugal, em 1921, e veio para o Brasil com dois anos de idade. Em 1930, já era sócio contribuinte do Vasco. Em 1940, quando a sua família mudou-se par Juiz de Fora-MG, ele desligou-se do clube. Voltando ao Rio de Janeiro, dois anos depois, comprou um título de sócio proprietário, por Cr$ 5 mil cruzeiros, pagando prestações mensais de Cr$ 500 cruzeiros.
Em sua vida cruzmaltina, João Silva chegou a ser diretor social; de pugilismo; de basquetebol; de futebol amador; vice-presidente de esportes terrestres e de futebol, e presidente do Conselho Deliberativo.
Casado, com Amélia Silva, o português João foi pai de Marilda e Marilene. Além associado do Club de Regatas Vasco da Gama, era de mais 30 outros clubes. O Bonsucesso o convidou, por várias vezes, para presidi-lo, mas ele sempre recusou, com uma justificativa: “Sou vascaíno e gosto de trabalhar pelo Vasco”.         



                                    

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