Vasco

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quinta-feira, 16 de junho de 2016

DUELO CONTRA OS RUBRO-ANIS

 
O duelo Vasco x Bonsucesso já se repetiu por 139 vezes, por várias disputas. São  97 vitórias vascaínas, contra 15 do adversário e 27 empates, desde 30 de novembro de 1924. Embora a vantagem da “Turma da Colina” seja grande, já houve partidas duríssimas, até com empates por elevados placares, como 4 x 4, em 14 de outubro de 1951, e 3 x 3, em 23 de agosto de 1958, ambos dentro de São Januário. Antes disso, pelo Torneio Rio-São Paulo, em 21 de maio de 1933, houve um outro 3 x 3, igualmente no campo vascaíno. Registra-se, também, um duríssimo 0 x 0, em 6 de maio de 1948, quando o Vasco tinha o quase imbatível "Expresso da Vitória". Foi nas Laranjeiras, pelo Torneio Municipal.
 
O RIVAL - Fundado, nas proximidades das Praça das Nações, por 23 rapazes, na noite de 12 de outubro de 1913, o “Bonsuça” é um clube centenário.  Filiou-se à Liga Municipal, em 1915, e à Liga Suburbana, em 1916, para ser tri, em 1917/18/19. Animada, a rapaziada inscreveu o clube na Liga Metropolitana e, naquela ano, teve o seu primeiro grande pega com os vascaínos: na decisão do Campeonato Carioca da Segunda Divisão. Saiu de campo vice, mas obrigou o adversário a disputar duas prorrogações de meia-hora, cada. Antigos historiadores rubro-anis juravam que o Bonsucesso tinha mais time e perdera o título no apito, com gol sofrido ilegalmente, de mão.
Em 1930, o Bonsucesso formou um belo time, apelidado de “Esquadrão Acadêmico”, só com a rapaziada formada em casa, com destaques para Gradim, autor do primeiro gol (já pelo Vasco) do futebol profissional carioca, e Leônidas da Silva, o artilheiro da Copa do Mundo-1938, quando deixou o Vasco para atender a então Confederação Brasileira de Desportos, que ofereceu-lhe mais grana.
Foi por contas daquele bom time – tinha outros atletas de muito bom nível técnico, como Heitor, Claudionor, Durval, Vareta, Ceci, Miro, Oto, Loló, Eurico, Alfinete e Rebolo – que o Bonsucesso ganhou prestígio, disputou o Torneio Rio-São Paulo-1933 e ficou em terceiro lugar.
 
Além de Gradim e de Leônidas da Silva, entre outros bons jogadores que vestiram a camisa do clube suburbano e depois defenderam o Vasco estão o artilheiro Cabrita, marcador do último gol do Rio de Janeiro como capital brasileira, a temível dupla de zaga formada por Renê e Moisés, o bom goleiro Jonas e o meia Jair Pereira.
 

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