Vasco

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domingo, 19 de fevereiro de 2017

COMANDANTES DE ESQUADRAS - GRADIM

O treinador campeão carioca-1958, Francisco de Souza Ferreira, o Gradim, ganhou tal apelido por causa de um grande atacante negro da seleção uruguaia, assim chamado. Conta-se que, ao ser batido pela Celeste, durante o Campeonato Sul-Americano de 1914, o Chile pedira a anulação da partida, porque o adversário tivera escalado dois jogadores africanos. Na época, o racismo atacava forte no futebol.
O Gradim brasileiro esteva no comando de rapaziadas desde os seus 19 anos de idade. A vida “na boca do túnel”, com falava-se, antigamente, invadira a sua carreira de atleta, em 1927, quando Manoel Caballero (futuro patrono do Bonsucesso) convidou-o a dirigir o terceiro time dos rubro-anis, em uma decisão de título, contra o Flamengo – ficou vice.

Reprodução de Manchete Esportiva
Pra valer mesmo, a careira de treinador de Gradim começou em 1942, quando “pendurou as chuteiras”. Vale ressaltar, no entanto, que, em 1936, após uma saída do Bonsucesso, ele encarou uma segunda invasão de sua vida atlética, dirigindo o time juvenil, paralelamente às suas atuações como jogador do time A. Serviu para ele levar a garotada do “Bonsuça”, em 1939, ao único título rubro-anil na Série A do futebol carioca.     

 Com treinador, pra valer, de saída, Gradim comandou as três equipes mantidas pelo Bonsucesso. Ficou, por oito anos, no clube da Rua Teixeira de Castro, e, em 1951, passou a trabalhar pelo Fluminense, para o qual, de cara, carregou a taça de campeão carioca juvenil da temporada. Um bom recado de chegada para, em 1852, ser promovido a assistente do lendário treinador Zezé Moreira, o qual substituiu, em 1954, quando o chefe dirigia a Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Aliado a isso, engordou o currículo ajudando os tricolores a ganharem o tetra (1951 a 1954) carioca dos aspirantes, categoria extinta na década-1960.

 Com Zezé a serviço da Confederação Brasileira de Desportos, o emergente Gradim pode ter a sua primeira experiência internacional. Disputou, com os tricolores, a Copa Montevidéu, ficando em terceiro lugar, atrás dos uruguaios Peñarol e Nacional, e à frente do peruano Alianza Lima; do austríaco Rapid Viena; do América-RJ; do Norrköping, da Suécia, e do Sportivo Luqueño, do Paraguai.
Pelo final da competição, Gradim viveu um fato inusitado: comandou o time do América, em seu último compromisso, tendo em vista que Oto Glória, o treinador do “Diabo Vermelho, precisou voltar ao Rio de Janeiro, urgentemente, devido assuntos familiares. Ainda naquele 1954, ficou vice do Torneio Rio-São Paulo. Em 1955, além, de voltar a ser campeão carioca juvenil, comandou times tricolores em jogos de aspirantes e de profissionais.

A temporada-1957 marcou o reencontro de Gradim com o Vasco da Gama. Contratado para assistente de Martim Francisco, no entanto, dedicava a maior parte do seu tempo aos juvenis. Com a saída do “chefe”, assumiu a chefia, para navegar com o “Almirante” rumo aos canecos de campeão dos Torneio Inicio e Rio-São Paulo, e do SuperSuperCampeanto Carioca.
 O primeiro encontro de Gradim com o Vasco fora em 1934, como atleta. Sagrou-se campeão da Liga Carioca de Futebol, numa época em que havia duas entidades dirigentes -  a outra era a Associação Metropolitana de Esportes Athléticos.  Diz a lenda que teria marcado 27 gols, dos quais 21 de cabeça. No entanto, o registro oficial da Liga é de que fez só oito,  em 12 jogos do seu campeonato.     

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