Vasco

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - BUGA

 
1 - Em 1982, a Portuguesa da Ilha do Governador, que havia perdido 10 dos seus 15 jogos disputados, e estava em queda livre, rumo ao rebaixamento no Campeonato Carioca. Foi, então, que virou um jogo em que ficou pro duas vezes atrás do placar, contra o Flamengo, no Estádio Luso-Brasileiro, o chamado “Morro dos Ventos Uivantes”. Aos 30 minutos do segundo tempo, o centroavante Buga cobrou falta e o vento colocou a bola no fundo do barbante: 3 x 2, resultado que levou o Vasco para o triangular final do Estadual, quando pagou América e Flamengo, e ficou campeão. Hoje, Buga sobrevive carregando e descarregando caminhões em sua terra, Livramento de Nossa Senhora, distante 720 km de Salvador, onde conta aos amigos ter balançado mais de 300 redes.

2 - José Alberto dos Santos virou Buga por herdar um apelido de um tio. Filho de José Virgínio, o Zé Cearense, com Almerinda Francisca dos Santos, iniciou a vida de boleiro pelo Cruzeiro, de sua terra. Em 1977, aos 19 anos, profissionalizou-se, pelo Botafogo de Salvador. Depois, ciganou por Fancana-SP; Estrela-ES;, Guarapari-ES; Campo Grande-RJ; Portuguesa-RJ; Tuna Luso-PA; Boa Vista-POR; Benfica-POR; Guaratinguetá-SP e Colatina-ES, onde parou, em 1988, aos 30 anos de idade.

3 - Nos meses de junho, o Vasco chegou a passar 17 anos sem enfrentar o Botafogo: entre 21.06.1951 a 09.06.1968. Logo em seguida, engatou um outro intervalo, de 12 temporadas, em um "irrealizável  clássico", que não rolou, entre 04.06.1969 a 21.06.1981. Mas não foi só com os alvinegros de General Severiano que os vascaínos ficaram tanto tempo sem se encontrar, nos junhos. Com o maior rival, o Flamengo, chegaram a ficar desencontrados por longa "estiagem": de 14.06.1950 a 08.06.1959. No entanto, o recorde vascaíno de tempo sem refregas contra grandes rivais, em junho, foi de 27 anos sem topar com o Fluminense, entre 30.06.1947 a 01.06.191975, e o Santos, de 03.06.1965 a 07.06.1992. Imediatamente, rolou uma paradinha nos encontros com o "Peixe": 18 anos, entre 07.06.1992 a 06.06.2010.  

4 -  Embora sempre mais forte, o Vasco jamais conseguiu vencer o capixaba Rio Branco, de Vitória, em Campeonatos Brasileiros. No de 1986, por exemplo, empatou, por 1 x 1. Antes disso, caíra, em 21 de setembro e em 29 e outubro do mesmo ano, respectivamente por 1 x 0, fora, e por 2 x 1, em São Januário. Mais? Pelo Torneio Heleno Nunes, em homenagem ao almirante vascaíno, então presidente da antiga Confederação Brasileira de Desportos, o alvinegro capixaba segurou um empate, por 0 x 0, em  4 de dezembro de 1976, em casa.

5 - O Vasco vai a forra com o Rio Branco nos amistosos. Nos 10 já disputados, venceu oito e empatou dois. Inclusive, há uma goleada, por  8 x 2. Confira esta história: 25.04.1948 – Vasco 3 x 1;27.04.1958 – Vasco 2 x 1; 21.06.1964 – Vasco 2 x 0;  24.03.1970 – Vasco 1 x 0; 30.11.1975 -  Vasco 0 x 0 Rio Branco; 29.01.1976 -  Vasco 0 x 0 Rio Branco; 07.05.1981 – Vasco 2 x 0; 07.10.1981 – Vasco 2 x 0; 01.05. 1986 – Vasco 8 x 2; 30.06.2000 – Vasco 2 x 0. Há, também, um triunfo, por 1 x 0, em 6 de fevereiro de 1968, pelo Torneio Presidente Costa e Silva.
6 - Em 1916, o Vasco rolava a bola, pela primeira vez, estreando pela Terceira Divisão do Campeonato Carioca e sendo goleado, em 3 de maio de 1916, por 10 x 1, pelo  Paladino Futebol Club, com o seu primeiro gol marcado por Adão Antônio Brandão. A primeira vitória aconteceu em 29 de outubro doe mesmo ano, por 2 x 1 sobre o River, no campo da Rua Figueira de Mello, em jogo apitado por Horácio Salema Ribeiro e com gols marcados por Alberto, aos 10; Rocha II, aos 28, e Cândido, aos 34 minutos. Mas o River, fundado em 1914, no bairro da Piedade, atuou com apenas nove atletas (Motta, Rocha I e Barbosa; Rocha II, Julinho e Grande; Cyro, Luciano e Oliveira), enquanto o time vascaíno esteve completo (Ary Correia, Jaime Guedes e Augusto Azevedo; Victorino Rezende, João Lamego e Manuel Baptista; Bernardino Rodrigues, Adão Antônio Brandão, Joaquim de Oliveira, Alberto Costa Júnior e Cândido Almeida).

7 - Em 1956, aos 32 anos, Pinga deixou a meia e foi transformado em ponta-esquerda, pelo técnico Martim Francisco. Na nova função, sagrou-se campeão carioca da temporada e, um ano depois, buscou, na Europa a espanhola Taça Tereza Herrera e a do francês Torneio de Paris. Em 1958,  foi campeão carioca e do Torneio Rio-São Paulo. Em seu currículo cruzmaltino constam 232 gols, em 466 jogos, o que o torna o quarto maior artilheiro da história do clube, atrás de Roberto Dinamite, de Romário e de Ademir Menezes.

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