Vasco

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - FLU

1 - Entre 2000 e 2010, o Vasco mandou nos duelos contra o Fluminense. Foram 19 vitórias 8 empates e só duas "bolas furadas". Eis a estatística: 02.04.2000 – Vasco 3 x 2; 21.05.2000 – Vasco 0 x 1; 11.02.2001 – Vasco 2 x 0; 15.04.2001 – Vasco 3 x 3; 07.03.2002 - Vasco 2 x 2; 15.05.2002- Vasco 1 x 0; 02.02.2003 – Vasco 2 x 2; 19.03.2003 – Vasco 2 x 1; 23.03.2003 – Vasco 2 x 1; 07.03.2004 – Vasco 4 x 0; 04.04 – 2004 – Vasco 2 x 1; 27.02.2005 – Vasco 2 x 1; 26.03.2005 – Vasco 1 x 1; 05.03.2006 – Vasco 2 x 2; 17.02.20076 – Vasco 4 x 4; 23.03.2008 – Vasco 1 x 2; 08.02.2009 – Vasco 0 x 0; 13.02.2010 - 0 x 0 e 28.03.2010 – Vasco 3 x 0.

2 - O Vasco teve a sua melhor média de gols no Campeonato Brasileiro em 1982. Cravou 2,63 tentos, por jogo, ou 42 bolas nas redes, em 16 compromissos. O time escalava atletas muito ofensivos, como Wilsinho, Roberto Dinamite e Cláudio Adão (autor de 13 tentos, ajudando o time a chegar às oitavas de final.  O Vasco está em 10º lugar no ranking do Brasileirão, mas no quesito recordes é o clube que mais vezes (8) fez o principal artilheiro, sendo que, um deles, Edmundo, detém o recorde de mais tentos (6) em uma só partida(6 x 0 União São João-SP, em 11.09.1997). Um outro, Romário (2000/01/05), integra o trio (com Dario e Túlio Maravilha) dos que mais vezes (3) foram o principal “matador”. O Vasco tem, também, a segunda melhor média geral de gols da competição (1,46).  O Vasco é, também, o time com mais empates na Série A do  Brasileiro: 341.

3 -“Além de  torneios europeus, o treinador Martim Francisco (foto) ajudou o Vasco a ganhar outros, também, pelo continente sul-americano? Em 1957, por exemplo, foi buscar taças no Chile e no Peru. Em Santiago, pelo Torneio Internacional do Chile, no primeiro jogo, o Vasco bateu o uruguaio Nacional, por 2 x 1 (16.01), com gols de Laerte e de Válter Marciano. Passados três dias, decidiu e venceu o local Colo Colo, por 3 x 2, com gols marcados por Válter (2) e Livinho.  Esta foi a formação-base: Wagner, Ortunho e Bellini; Orlando, Laerte (Clever) e Coronel; Sabará, Livinho, Wilson Moreira, Válter e Roberto Pinto. Depois, o Vasco de Martim ganhou o Torneio de Lima. Mandou 4 x 3 no Municipal (23.01); 1 x 0 no Sporting Cristal (26.01) e 3 x 1 sobre o Universitário (31.01). Na estreia, Livinho (2), Sabará e Válter Marciano compareceram ao barbante. No segundo jogo, o goleador foi Laerte, enquanto Livinho, Válter e Artoff fizeram o serviço na última parida. O time-base teve: Wagner, Ortunho e Bellini; Orlando, Laerte e Coronel; Sabará, Livinho, Wilson Moreira, Válter e Roberto Pinto (Artoff).  A conquista reafirmava o prestígio adquirido pelos cruzmaltinos em gramados peruanos, a partir de 20 de março de 1954, quando venceram os Combinados Universitário/SportBoys, por 1 x 0; Sucre/Sporting Tabaco, por 1 x 0 (24.03) e Municipal/Centro Luqueño, por 3 x 0 (27.03).  

4 -  O zagueiro Dedé, isto é, Anderson Vital da Silva, é o cara da sua área que mais gols marcou com a jaqueta cruzmaltina: 10. E todos na mesma temporada, em 2011, superando as sete redes balançadas por Hércules Brito Ruas, em 1967 – o terceiro é Mauro Galvão, com seis tentos. Contratado, em 2009, após o Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, Dedé não teve muitas chances com o técnico Dorival Júnior. Disputou, apenas, cinco partidas, sem marcar nenhum gol. Em 2010, ele foi ganhando a vaga, aos poucos, e terminou o ano como o melhor zagueiro do Brasileiro. Em 2011, chegou à Seleção Brasileira, convocado pelo treinador Mano Menezes. Nascido em 1º de julho de 1988, em Volta Redonda-RJ, Dedé já era artilheiro em sua terra. Pelo “Voltaço”, em 2008, quando disputou o seu primeiro campeonato, deixou três bolas no filó, em 16 jogos. Razão pela qual o Vasco foi buscá-lo, quando totalizava 13 tentos, em 100 jogos, pelo antigo clube. Ele custou R$ 984,4 aos cofres de São Januário.

5- Dario José dos Santos, o "Dadá Maravilha", foi um dos maiores goleadores do futebol brasileiro, entre o final da década 1960 e a 70. Quando desandou a marcar gols, pelo Atlético-MG, ele foi apelidado, pelo locutor Waldir Amaral, da Rádio Globo-RJ, de “Apolo 9”, em alusão ao número da sua camisa e ao projeto, da NASA, que colocara um home na Lua. Em 1968, Dario fora tirado do Campo Grande-RJ, por NCr$ 90 mil cruzeiros novos. No alvinegro suburbano, começara a "matar", lançado por Adílson e Alves. E fez uma revelação ao repórter (vascaíno) Eliomário Valete, pela a Revista do Esporte Nº 505, 9 de novembro de 1968: tinha horror de jogar contra a dupla de zaga vascaína Brito e Fontana. “Como batem bem. Até tapas no rosto já levei, além de outras entradas mais violentas. Quando eu apanhava a bola e partia para a área do Vasco, temia pela minha saúde”, contou.

6 -   Muitos repórteres que cobriam o Vasco achavam que Brito e Fontana não se suportavam, porque andavam, sempre, de cara virada, um para o outro. O motivo era que o segundo não concordava que o colega jogasse calado. E aí se pegavam. Quando Fontana foi para o Cruzeiro, o velho companheiro de "xerifado" disse à imprensa que o colega faria muita falta ao time vascaíno, por achar que a sua energia contagiava, empurrava o time para a frente. Os dois passaram a se entender melhor na Seleção Brasileira. E quis o destino que, depois do tri, se reencontraram atuando pela zaga cruzeirense, depois das Copa do Mundo-1970.       

 7 - Em uma manhã de sábado de 2006, em São Januário, o Vasco ganhou, por 2 x 1, em um dos seus  joguinho bregas, arrumados por Eurico Miranda. Foi contra um time sul-coreano, o Jeonbuk Hyundai, que fazia pré-temporada no Brasil. Os "caras" daquele Vasco eram Romário e Morais, mas eles não atuaram. Digamos que foi um treino de luxo para a rapaziada estrear na Copa do Brasil, quatro dias depois, contra o Botafogo da Paraíba, em João Pessoa. Confira, abaixo, a ficha técnica.Outros amistosos bregas da rapaziada em 2006: Vasco 6 x 0 Duque de Caxias, no Vasco Barra; Vasco 7 x 0 Rio Branco de Campos, em São Januário; Vasco 0 x 1 Entrerriense, em Três Rios-RJ; Vasco 2 x 2 Angra dos Reis, em São Januário; Vasco 4 x 0 Sagrada Esperança (Angola), em São Januário; Vasco 4 x 2 Villa Rio, em São Januário e Vasco 6 x 0 Olaria, em São Januário.

8 - A revista sobre os 60 anos do “Almirante” é um tesouro disputadíssimo pelos colecionadores. Encontra-se nela fotos dos times campeões cariocas (invicto) de 1945 e 1947, bem como da equipe do título de 1949, com Heleno de Freitas ao lado de Ademir Menezes, e das duas últimas conquistas do “Expresso da Vitória”, em 1950 e em 1952. Lá está, também, a foto do “Troféu América del Sur”, o primeiro de um clube brasileiro no exterior, oferecido pelo presidente do Chile, Gabriel Gonzalez Videla. A publicação lista todos jogos internacionais, entre 31 de março de 1928 e 15 de junho de 1958 , e passa pelos demais esportes praticados pelo clube até aquele 1958, ou sejam,  atletismo, basquete, esgrima, futebol de salão, natação, pugilismo, remo, saltos ornamentais e tênis de mesa. Surgido para dedicar-se ao remo, o Vasco conta a sua história nesta modalidade, em três páginas (com fotos) escritas pelo historiador José da Silva Rocha, que seria seu presidente, em 1963. Embarcando na baleeira “Volúvel”, em 19000, o leitor navegará pelas yoles em um texto muito agradável. O Vasco começou a ser grande por ali. 

9 - Era véspera de Vasco x  Náutico-PE, em São Januário, pelo Campeonato Brasileiro-1989. A rapaziada não fizera os pontos planejados nos jogos anteriores, e o presidente Antônio Calçada teria dito ver a comissão técnica trabalhando pouco. O treinador Nelsinho Rosa ficou uma fera, evidentemente. E a imprensa carioca não perdeu a chance de tocar mais fogo ainda na Colina. No dia da partida, o “Pai Santana” aproveitou a onda e disse aos radialistas que tinha um óleo milagroso, “trazido da cidade santa de Meca” (na Arábia Saudita), para massagear ao músculos do baianinho Bebeto, o seu escolhido para tirar de São Januário o título de “a casa onde mora o fuxico?”. Se o óleo fez milagre, ou não, Bebeto mandou duas pipocas nas redes e a rapaziada sapecou 4 x 2 nos pernambucanos, limpando a fumaça da crise. Naquele dia, o Vasco jogou com tanta raça que roubou 47 bolas dominadas pelo “Timbu”.

10 - O Vasco via-se ameaçado de não chegar à final do Brasileirão-1989. Isso por causa de manobras da cartolagem da Federação Paulista de Futebol, para ajudar o seu mais forte concorrente ao título, o Palmeiras. A entidade escondera estar a Inter, de Limeira, punida com a perda de um mando de campo, só fazendo um dia depois do empate (2 x 2) do seu filiado, em seu reduto, diante dos vascaínos. Com a revelação, os palmeirenses poderiam tirar de Limeira o seu jogo contra o time da casa, levando-o para um outro local. Então, Eurico Miranda, que era o diretor de futebol da Confederação Brasileira de Futebol-CBF, soltou os cachorros. Em resposta, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, pediu-lhe que se decidisse: se comportava como diretor de uma confederação, ou omo representante de clube. No dia 16 de novembro, uma quinta-feira, Eurico pediu dispensa do seu cargo na CBF, e voltou para a Colina.









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