Vasco

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quarta-feira, 15 de março de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - JAIR

1 - Jair Rosa Pinto, um dos grandes ídolos vascaínos da década-1940, disputou 71 partida pela "Turma da Colina". Fez 27 gols, média de 0,39 por jogo, dos quais venceu 44 e empatou 18 e caiu em 9. Estreou em 14 de fevereiro de 1943, em Vasco 1 x 1 Palmeiras, amistosamente, já balançando a roseira. O último tento foi em 19 de outubro de 1946, nos 4 x 3 sobre o Bonsucesso, pelo Campeonato Carioca. A despedida rolou em 9 de novembro de 1946, no 1 x 1, com o São Cristóvão, pela mesma disputa. Seus títulos de campeão pelo clube foram: Torneio Início-1944; Torneio Relâmpago-1944; Torneio Municipal-1944/45/46 e Campeonato Carioca-1945 (invicto). Teve mais dois parentes que vestiram a jaqueta cruzmaltina, o irmão Orlando e o sobrinho Roberto Pinto.

2 - O Vasco é o terceiro clube que mais atletas cedeu à Seleção Brasileira, para Copas do Mundo: 35 – atrás só de Botafogo (46) e São Paulo (40). No ‘pentacampeonato’ mundial, o clube foi representado por Bellini, Orlando e Vavá, em 1958, e por Ricardo Rocha, em 1994. A cruz pátea, chamada de Malta, já mandou, também, um artilheiro de Mundial, Ademir Menezes, com nove gols, na Copa de 1950.
NO PODIO: MEDALHA DE BRONZE NESTE QUESITO

3 - Os vascaínos ‘copistas’ foram: 1930- Brilhante, Itália, Fausto e Russinho; 1934 - Tinoco e Leônidas da Silva; 1938- Jahu e Niginho; 1950 - Barbosa (foto abaixo), Augusto, Ely, Danilo, Alfredo, Maneca, Ademir e Chico; 1954 - Paulinho, Ely e Pinga; 1958 - Bellini, Orlando e Vavá; 1966- Brito; 1978 - Abel, Dirceu e Roberto Dinamite; 1982 - Pedrinho e Roberto Dinamite; 1990 - Acácio, Mazinho, Tita, Bebeto e Bismarck; 1994 - Ricardo Rocha; 1998 - Carlos Germano.

4 - Em 1954, Ademir Menezes vestiu a camisa de um time do interior paulista, por meio-tempo de jogo. Foi o Tupã FC, da cidade do mesmo nome, a530 km da capital e que fazia bodas de prata. O artilheiro chegava ao fim de linha, mas ainda era uma das razões dos convites ao Vasco para amistosos. Confira a súmula da partida: 30.06.1954 – Vasco 0 x 1 Tupã. Local: Tupã-SP. Juiz: Querubim da Silva Torres. VASCO: Barbosa, Bellini e Elias; Mirim (Amaury), Adésio (Laerte) e Beto; Friaça (Vadinho), Ademir (Iêdo), Vavá, Alvinho e Hélio. TUPÃ: Eliseu Jaccoud (diretor), Barros, Vicente, Costa, Marinho, Sorocaba e Benites. Agachados: Ellison, Mendonça, Ademir Menezes (foto/C, agachado), Beto, Ceci e Damas.
O TUPÃ MANDOU TROVÃO PRA CIMA E APAGOU A CALDEIRA DA LOCOMOTIVA CRUZMALTINA

5 -  A data 21 de agosto é de festa em São Januário. Nela, o Club de Regatas Vasco da Gama aniversaria. Logo, se jogar no dia, tem que vencer e presentear a sua torcida. No entanto, a rapaziada já pisou na bola em três dessas oportunidades. A primeira escorregada foi diante de um tradicional freguês, o Bonsucesso, por 1 x 3, em 1932, no campo da Estrada do Norte, pelo Campeonato Carioca. A segunda rolou diante do Fluminense, outro freguês, em 1983, valendo, também, pelo Estadual, pelo mesmo placar, mas no Maracanã. Por fim, o último vexame aconteceu contra o paraguaio Cerro Porteño, pela Copa Mercosul, em 2001, no Assunção.

6 -- Thomaz Soares da Silva, um cidadão nascido em 14 de setembro de 1921, em São Gonçá-lo-RJ – viveu até 8 de fevereiro de 2002 – e que seria, hoje, digamos, meia-atacante, foi o maio craque do futebol brasileiro, a partir da década-40. Um dos seus maiores amigos era o grande atacante vascaíno Ademir Marques de Menezes. Chamado de “Mestre Ziza”, pelo o jornalista italiano Girdano Fatori, da Gazzeta dello Esporte, durante a Copa do Mundo de 1950, Zizinho tinha um grande desejo: voltar a atuar, um dia, ao lado do amigo Ademir.

7 - Zizinho defendia o Bangu, pelo final de 1955, quando dois times argentinos – Independiente e Racing – vieram ao Rio de Janeiro, disputar o Torneio do Atlântico, contra Vasco e Flamengo. Foi então que os cruzmaltinos atenderam ao desejo do “Mestre”. Cavalheirescamente, o Bangu o emprestou, e Zizinho pôde voltar a jogar, duas vezes, ao lado do centroavante que considerava um irmão. No primeiro jogo, o Vasco perdeu do Independiente, por 4 x 1. No segundo, recuperou-se e venceu o Racing, na disputa do terceiro lugar, por 3 x 2.

8 - Vasco 1 x 4 Independiente foi em 27 de dezembro de1955, no Maracanã, apitado por Harry Davis, auxiliado por Anver Bilate e Pedro Vilas Boas. Gol vascaíno foi marcado por Pedro Bala e o time de São Januário formou com: Hélio, Dario e Coronel; Mirim (Laerte), Orlando e Beto; Pedro Bala, Zizinho, Ademir (Vavá), Pinga (Alvinho) e Parodi (Wilson). O paraguaio Parodi foi expulso de campo, no segundo tempo. Três dias depois, novamente no Maracanã, a vitória cruzmaltina foi sob o apito de Charles Williams, auxiliado por Lino Teixeira e Cícero Pereira Júnior. Pedro Bala, Vavá e Pinga marcaram os gols da Turma da Colina, que foi: Hélio, Paulinho e Dario; Mirim, Orlando (Laerte) e Beto; Pedro Bala, Zizinho, Vavá, Pinga e Wilson (Ademir). Depois daquela história,, Zizinho, ainda, voltou a ser vascaíno, mas como treinador, em 1967 e em 1972. Nesta segunda passagem, ele era o comandante do time que empatou, por 2 x 2, com o Flamengo, em 7 de maio, quando Tostão estreava como cruzmaltino.

9 – O  Goiás Esporte clube é um tradicional “freguês” cruzmaltino,  desde 12 de julho de 1958, data do primeiro pega, amistosamente e goleado pela “Turma da Colina”: 6 x 0. Dez anos depois, no 10 de outubro de 1968, rolou um segundo amistoso, e a rapaziada economizou bola na rede: 2 x 1. Só a partir de 1973 começaram os encontros oficiais, valendo pelo Campeonato Brasileiro.

10 – Embora tenha levado a melhor no retrospecto, o Vasco já levou goleada do Goiás. Em 7 de outubro de 1995, pelo Brasileirão, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, o “Almirante” foi afundado, por 0 x 4, em um sábado, diante de 9.096 almas, que pagaram R$ 78 mil, 630 cruzeiros (moeda da época) para acreditar e conferir a expulsão de Pimentel.  Treinado por Carlos Alberto Zanata, o time foi:  Carlos Germano; Pimentel, Cláudio Gomes, Alex Pinho e Jefferson; Luisinho Quintanilha, Cristiano, Juninho Pernambucano e Richardson (Bruno Carvalho); Valdir ‘Bigode’ e Leonardo Pereira (Brener);     

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