Vasco

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quarta-feira, 12 de abril de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - MILÉSIMO

28 de novembro de 2000 – O Vasco enfrentava o Bahia, o qual venceu, por 3 x 2, em São Januário, e o meia Juninho Paulista marcou o milésimo gol vascaíno em Campeonatos Brasileiros, iniciados em 1971. Foi primeiro clube carioca a atingir a marca ‘milesimal’, até então, sob obtida pelo São Paulo, 20 dias antes, com 4 x 3, sobre o Sport Recife, na Ilha do Retiro.
UM TIME DE pouquíssimos frequentadores. Aliás, só de dois.

 Roberto Dinamite é o maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro, com 190 gols, entre 1971 e 1992, dos quais 181 pelo Vasco, o clube que mais vezes teve o artilheiro isolado da competição: Roberto Dinamite, em 1974 (16 gols) e em 1984 (16 gols); Paulinho, em 1978 (19 gols); Bebeto, em 1992 (18 gols), e Edmundo, em 1997 (29 gols, sendo seis, o recorde, contra o União São João, de Araras-SP, em 11 de setembro de 1997, em São Januário, em Vasco 6 x 0. Já o Dinamite foi o primeiro a marcar cinco gols em um só jogo do Brasileirão, nos 5 x 2, de 4 de maio de 1980, no Maracanã, contra o Corinthians.
O CARA NASCEU pra dinamitar, explodir bombas nas redes dos “inimigos”

 O Vasco foi o time que mais gols marcou em um só Campeonato Brasileiro: 69, em 33 jogos de 1997, quando foi o campeão. Também, foi o único a ter artilheiro e vice-artilheiro da disputa em um mesmo ano. Foi em 1984, quando Roberto Dinamite marcou 16 e Arturzinho 14 gols. No mesmo ano, o Vasco construiu a segunda maior goleada do Campeonato Brasileiro: em 19 de fevereiro de 1984, mandou 9 x 0 em cima da Tuna Luso-PA, em São Januário.
ESTES CARAS vão pra guerra e ficam sempre no pelotão da frente.

 03.03.1966 – Era a estréia de Garrincha pelo Corinthians. O Pacaembu recebia um público de 44.154 pagantes e a expectativa pela apresentação do “Demônio das Pernas Tortas” era infernal. No entanto, depois que o juiz Eunápio de Queirós apitou bola rolando, o nome do jogo foi o centroavante cruzmaltino Célio Taveira Filho, que marcou dois gols – aos 37 minutos do primeiro tempo e aos 35 da etapa final, após o volante Maranhão abrir a porteira, aos 23 da fase inicial. Amauri, Joel, Brito, Fontana, Oldair, Maranhão, Danilo Menezes, Luisinho (Zezinho), Célio (foto), Lorico e Tião foram os caras que estragaram a festa do ‘Seu Mané’.
A TURMA DA COLINA NÃO esperava pegar pela frente “um time de manés”. (Imagem reproduzida da Revista do Esporte).

O “Ybis”, um barco iole-2, lançado às águas em julho de 1912, foi um dos grandes vencedores vascaínos, remados por Carneiro Dias e Claudionor Provenaço.  De fabricação italiana, com ele, o Vasco foi tri, valendo à embarcação ser carregada nos ombros dos remadores, durante as comemorações que rolavam pela Praça XV de Novembro, no Rio de Janeiro. Afinal, 19 vitórias consecutivas mereciam a honraria. O “Ybis” só foi vencido em 1917, segundo os historiadores vascaínos, muito mais por “uma pixotada dos seus remadores, do que por méritos do adversário”.
UMA “DERRAPADA ÁQUÁTICA”, digamos, com licença da metonímia.

Picolé
 O treinador Antônio Lopes não foi o único delegado de polícia a prestar serviços em São Januário. Houve, também, um centroavante, na década de 1960, apelidado por Picolé. Registrado como José Geraldo de Camargo, antes de chegar à Colina, ele passara pelos paulistas São José de Cerquilho, Comercial de Tietê, São Bento de Sorocaba, XV de Piracicaba e Palmeiras. Viveu até 19 de fevereiro de 2007. Depois do futebol, formado em Direito, foi delegado classe especial da Polícia Civil de São Paulo. ESFRIOU VÁRIAS TORCIDAS e congelou, de vergonha, vários goleiros. (foto reproduzida de sovasco.blogspot.com)

 Classificações vascaínas em Brasileiros - 1993 - 20º lugar, em 14 jogos, com 5 vitórias, 3 empates, 6 derrotas, 19 gols pró e 20 contra; 1994 - 13º lugar, em 25 partidas, com 8 triunfos, 8 quedas, 9 empates, 23 gols a favor e 25 sofridos; 1995 - 20º lugar, em 23 confrontos, vencendo 7, empatando 3, perdendo 13, marcando 32 e levando 39 tentos; 1996 – 18º colocação, em 23 disputas, alcançando 8 vitórias, 3 igualdades, 12 reveses, 37 bolas nas redes e 43 contra; 1997 - 1º lugar (campeão), em 33 jogos, com 21 vitórias, 7 empates, 5 derrotas, 69 gols marcados e 37 sofridos; 1998 - 10º lugar, em 23 jogos, vencendo 9, empatando 7, perdendo, com 34 gols pró e 24 contra; 1999 - 6º lugar, em 24 prélios, com 10 vencidos, 8 empatados, 6empatados, 40 gols marcados e 31 sofridos; 2000- 1º (campeão) após 26 jogos, com 12 vitórias, 7 empates, 7 derrotas, 42 marcados e 42 sofridos.
Obs: entre 1971 e 2000, foram 688 jogos, com 292 vitórias, 221 empates, 175 derrotas, 1000 gols marcados, 689 sofridos e saldo de 311.
CAMPEÃO EM 1997 E EM 2000. Até 2000, em termos de gols, fez mil.

 Em 21 de março de 1956, o Vasco foi convidado para se apresentar na cidade paranaense de Rolândia, amistosamente. Venceu o Nacional local, por 2 x 1, com dois gols de Astoff. O técnico daquela época era Martim Francisco e o time formou com: Wagner, Dario e Haroldo; Laerte, Orlando e Coronel; Antônio Luís, Ademir Menezes, Vavá (Astoff), Pinga (Livinho) e Parodi (Dejayr).
O JUIZ MANUEL MACHADO não derrubou o Vasco, ao rolar por Rolândia.

Treinadores cruzmaltinos na década de 1970 – Elba de Pádua Lima, o Tim (1970, campeão carioca); Paulo Amaral e Admildo Chirol (1971); Zizinho e Célio de Souza (1972); Mário Travaglini (1872/1974 – campeão brasileiro); Paulo Emílio (1976 – campeão da Taça Guanabara); Orlando Fantoni (1977/1978 – campeão carioca e da Taça Guanabara); Carlos Froner e Otto Glória (1979).
OTTO NÃO TEVE a glória de fazer chover taça numa temporada de seca de faixas.

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