Vasco

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segunda-feira, 3 de abril de 2017

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Veja a ilustração colorida à esquerda de sua tela. Lembra quem? Ademir Menezes, não é mesmo? Olhe par a foto à direita. Confere?
 Maior ídolo da torcida vascaína, até o surgimento de Roberto Dinamite, na década-1970,  Ademir é o terceiro artilheiro da história cruzmaltina, com 301 gols, em 429 jogos – Roberto Dinamite lidera, com 698, em 1.110 partidas, e Romário tem 315, em 410. Ademir chegou a São Januário, em 1942, fez um passeiozinho por fora, em 1946, mas voltou logo, para continuar escrevendo sua história na Colina, até 1955. Ele seria o artilheiro exato na marca do pênalti  para executar a propaganda do “Polvilho Antisséptico Granado”, que garantia estar  “proporcionando uma sensação de conforto e leveza nos pés desde 1903”.
 Na década de 1950, as empresas já recorriam muito aos craques para anunciar os seus produtos. Uma delas era a sueca Gillette, que escalava uma seleção de craques lhe promovendo pela revista “O Cruzeiro”.  No caso deste “clone” do Ademir, observe que ele usa o “fardamento” da Seleção Brasileira,  também defendidas pelo atacante do “Gigante da Colina”.
No desenho em preto-e-branco à direita, a incrível semelhança é com o atacante Lelé, o artilheiro do Campeonato Carioca de 1945, com 13 tentos, na temporada em que o time vascaíno foi campeão invicto. Lelé, isto é, Manuel Pessanha, esteve vascaíno entre 1943 e 1948, período em que mandou 147 bolas no barbante, tornando-se o nono maior goleador da rapaziada. Ao lado de Edmundo “Animal”, ele é o atacante que mais gols marcou pelo clube em um só jogo, nos 9 x 2 sobre o Sport Recife, em 8 de maio de 1946, amistosamente – Edmundo fez a sua graça em 11 de setembro de 1997, nos 6 x 0 sobre o União São João, de Araras-SP, pelo Campeonato Brasileiro.
Lelé chegou até a merecer uma marchinha de carnaval, cantada por Linda Batista. Chamada de “No boteco do José”, era assim: “Vamos lá!/Que hoje é de graça/No boteco do José/Entra homem, entra menino/Entra velho, entra mulher/ É só dizer que é vascaíno/E amigo do Lelé”.
Quanto ao “reclame” do “clone” do Lelé, este era muito divulgado pela revista “Esporte Ilustrado”, promovendo as “Pelotas Superbal”, da fábrica carioca “Santos  &Moreira Leite”.  (foto PB de Ademir reproduzida de NetVasco). Agradecimento.
        QUALQUER REALIDADE COM A COINCIDÊNCIA É PURA





 
 

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