Vasco

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

TRAGÉDIAS DA COLINA - PATÉTICO

Em 1942, quando ainda escrevia “football” a edição de Nº 233 da revista semanal carioca “Esporte Ilustrado” publicou a foto que você vê  e contou no texto da matéria  que América, Botafogo, Flamengo e Fluminense sonhavam levar Lelé, Isaías e Jair, os atros do Madueira. Acrescenta que, em 1939, eles estiveram “com um pé em São Januário; em 40, quase tornando-se tricolores, e, em  1941, quase rubro-negros e quase alvinegros. Não mudaram de camisa devido desacertos financeiros entre cartolas".
 Ainda bem que o trio que ficou conhecido por “Os Três Patetas”, brincadeira alusiva a três feras do cinema norte-americano, trocou o “Tricolor Suburbano” pela Colina. Segundo comentou-se, na época, por pressões do presiente da repúblcia, Getúlio Vargas, que teria dado uma prensa no bicheiro que comandava o “Madura”.
  Se foi verdade, a torcida cruzmaltina deveria ter agradecido, e muito, ao “home”,  pois os três rapazes eram um terror para qualquer defesa. Mas, quais motivos teria Getúlio para ajudar à “Turma da Colina”?
 Pois bem!  O glorioso gaúcho fizera a Revolução de 1930, que derrubara o presidente Washington Luís, tendo por um dos parceiros de lutas Oswaldo Aranha, irmão de Cyro Aranha, que foi presidente cruzmaltino. Tempos depois, o sobrinho preferido dele, Vargas Neto, o aproximou da moçada de São Januário, e o restante da história é muito conhecida, pois sim? Pois é! Getúlio usou bastante a casa vascaína para fazer a propaganda do seu governo e comparecia até em feste junina da rapaziada. Era um líder populista.
O VASCONAUTA Jorge Medeiros, do Rio de Janeiro, lembra que uma das grandes “Tragédias da Colina” foi provocada, por sinal, pelo Madureira dos “Três Patetas”, mandando uma impiedosa goleada sobre o Vasco da Gama, há 75 temporadas, com quatro gols de Isaías, que deixou parentesco com o meia Léo Lima, aquele que fez um passe de letra, para Souza marcar um gol contra o Fluminense, lembra-se? Caso  não,  o glorioso Medeiros poderá contar esta história, depois.
 Historiador vascaíno, Jorge Medeiros enviou a ficha técnica da partida, para os mais jovens torcedores do “Almirante” ficarem sabendo como foi o o estrago, que teve 0 x 2 no primeiro tempo. Anote: 14 .04.1942. Vasco 1 x 5 Madureira. Estádio: da Rua Campos Sales. Juiz: Mário Vianna. Público: não divulgado. Renda: 23.310$100 contos de reis, a moeda que vigorava, até Getúoio Vargas trocá-la pelo cruzeiro. Gols: Isaías (4) e Waldemar (MEC) e Ruy (Vsc). Os dois times atuavam assim: VASCO DA GAMA:  Wálter, Florindo e Oswaldo; Figliola, Noronha e Argemiro; Alfredo, Ademir Menezes, Villadoniga, Ruy e Orlando. MADUREIRA:  Alfredo, Jahu e Rubens;  Octacílio, Odilon  e Esteves; Jorge, Waldemar, Isaías, Jair e Murilo.    

COMENTÁRIO DO KIKE: Naquele Estadual, o Vasco perdeu para mais dois “pequenos”, de forma vexaminosa: 0 x 4 São Crstóvão e 2 x 3 Bonsucesso. De sua parte, o Madureira e Isaías, no dia 10 de maio, aprontaram mais um feito impressionante: o atacante marcou três gols e o clube foi  aos 6 x 6 Bonsucvesso, no maior placar dos empates da história do Campeanto Carioca.  Valeu? 

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