Vasco

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quinta-feira, 27 de abril de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - CARTER

1 -  Em 25 de julho de 1976, o então govenador Jimmy Carter, do norte-americano estado da Geórgia, visitava o Rio de Janeiro e manifestou ao governador Chagas Freitas o desejo de assistir uma peleja no Maracanã. A tabela do Estadual marcava Vasco x Botafogo, com Armando Marques no apito.  O futebol ainda não era bem difundido nos Estados Unidos e Carter passou o jogo inteiro fazendo perguntas, como o nome do atleta, a importância da jogada que acabara de assistir e porque certos lances foram praticados. Mostrou-se muito curioso. Quanto ao jogo, ficou no 1 x 1, com Dé “Aranha” comparecendo à rede para o time treinado por Paulo Emilio que escalou: Mazaropi; Gaúcho, Abel Braga, Renê e Marco Antônio; Zé Mário, Luís Carlos Martins e Helinho; Luís Fumanchu (Marcelo), Dé e Roberto Dinamite. O clássico teve público de 42 mil pagantes. 

2 – Com o término da primeira metade do seu mandato rolando, o presidente Ernesto Geisel devolveu ao Rio de Janeiro, por uma semana, a sede da capital do país. Uma homenagem à cidade que ainda mantinha as presidências de importantes agências governamentais, como Petrobras, Eletrobras, Nuclebras, Furnas, Itaipu, Siderúrgica Nacional (combustíveis, aço e átomo); Institutos Brasileiro do Café e do Alcool; Interbras, Cobec; BNDE, BNH (comercialização, exportação e habitação) e de outras entidades privadas importantes, como Confederações da Indústria, do Comércio e da Agricultura; Sesi, Sesc, Senai e Senac (órgãos de classe); Fundação Getúlio Vargas, Serpro e IBGE (este federal entre os órgãos que mediam os índices mensais do custo de vida) e a Escola Superior de Guerra. Durante aquele período, o Vasco disputou dois jogos pelo Campeonato Carioca: 1 x 0 Goytacaz, com gol de Dé, e 4 x 0 Volta Redonda, com Jair Pereira, Dé, Luís Fumanchu e Luís Carlos Lemos balançando a rede.   

3 - Rolava o 12 de outubro de 1987. No gramado do Maracanã, o Vasco encarava os corintiano, pela Copa União. Como era um dia dedicado à celebração das padroeira do Brasil, a rapaziada preferiu ir à praia. Só 6.339 torcedores compareceram ao recinto do então maior estádio do mundo, levando a grana de Cr$ 659 mil, 510 velhos cruzeiros, a moeda daquela época de inflação alta. Quem não foi perdeu um show do "Baixinho". Mas quem abriu a festa foi o glorioso Vivinho, aos cinco minutos. O lateral-direito gaúcho Paulo Roberto, numa "pixotada espetacular", marcou um gol contra, presenteando o alvinegro paulistano, 11 minutos depois: 1 x 1. Sem problemas: aos 21, Romário começou o seu traçado, fechando a etapa com a "Turma da Colina"  na frente do placar: 2 x 1. No segundo tempo, o "Peixe" fez mais um, aos dois minutos. E, aos 17, fechou os trabalhos do jogo apitado por Sílvio Luiz de Oliveira-RS. O Vasco do dia goleou com: Régis; Paulo Roberto, (Milton Mendes), Donato e Mazinho; Josenilton (Humberto), Luiz Carlos e Oswaldo; Vivinho, Romário e Zé Zérgio. 

4 -   O zagueiro Abel Braga, uma das principais peças defensivas das equipes vascaínas da década-1970, estreou como “xerifão” da zaga em 19 de fevereiro de 1976, em amistoso disputado no alagoano Estádio Rei Pelé, em Maceió, com o “Almirante” colocando na maleta Cr$ 80 mil cruzeiros de cota, uma boa grana. Foi o compromisso 2.913 da rapaziada, que o venceu, por 1 x 0, com gol marcado pelo meia Jair Pereira. Para a estreia do Abelão, foi anunciadas esta escalação: Mazaropi; Toninho, Abel, Renê e Alfinete; Lopes, Zanatta e Zandonaide;  Luís Fumanchu, Roberto Dinamite e |Luiz Carlos Lemos.  

5 - Wilson Francisco Alves, que os colegas apelidaram-no por Capão, o nome do morro de onde descera para os gramados, foi um vigoroso zagueiro vascaíno que chegou à Seleção Brasileira. Quando tornou-se treinador, era mais seguro, ainda. Não revelava nada do que ganhara com o futebol, pois temia uma mordida forte do “Leão” do imposto de renda. Nascido (21.12.1927) na então Guanabara – filho de Joaquim Francisco Alves com Corina da Silva Alves –, o que ele fazia questão de revelar a sua preferência na mesa: camarada.

6 – Católico praticante, devoto de São Jorge, Wilson “Capão” casou-se com Margarida era fã da TV. Sagitariano, desdobrava-se nos treinos físicos para manter o peso de 85 quilos. Media 1m85cm, calcava chuteiras-41 e jogava com o normal de sua cintura sendo 95cm. Dono de par de olhos e de cabelos pretos, assinou o seu primeiro contrato, com o Vasco da Gama, em 1948  – passageiro do “Expresso da Vitória”. Como treinador, o premir clube foi o santista Jabaquara-SP.  

7 – A manjadíssima história do clube que perdeu um craque porque o considerou muito pequeno, magrinho ou novo, poderia ter dado o apoiador Carlos Roberto ao Vasco da Gama. Consagrado no Botafogo, como parceiro de Gérson, no meio-de-campo, o atleta tinha 16 anos quando pediu uma chance aos vascaínos, por simpatizar com o clube. No entanto, acharam-no muito novo e mandaram-no voltar no ano seguinte. Então, Carlos Roberto de Carvalho, carioca, nascido no Engenho de Dentro, pediu pai para leva-lo para a escolinha botafoguense no campo do Nova América, em Del Castilho. Ficou e foi bicampeão carioca e da Taça Guanabara-1967/1968 (era disputa à parte).  

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