Vasco

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sexta-feira, 21 de abril de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - SEGUNDA

 1 -12 de junho de 1995 – A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro marcou Vasco x América para uma segunda-feira, no Estádio Proletário, do Bangu, em Moça Bonita. Valia pela 12º rodada do Estadual e só 54 pagantes apareceram para ver a "Turma da Colina" mandar 3 x 0 no "Diabo".
TESTEMUHAS! E, como não era a casa de um e nem do outro, mas a do “zonzoutro”, a grana da patota não deu para pagar o preço da bola do jogo.

 2 - 17 de julho de 1960 - O Vasco foi fazer um amistoso, em Alagoas, e encontrou tanta facilidade que, ao colocar 5 x 0 no placar, trocou todos os titulares, pelos reservas. Jogou com dois times.
FOI, MAS NÃO FOI MUTO, NÃO! Explica-se: a pugna rolou em Maceió, diante do Clube de Regatas Brasil, o“Cê-Rê-Bê”. Por tratar-se de jogo festivo, o Clube da Colina foi trocando seus “players” durante o decorrer da contenda, para movimentar todos os que haviam viajado. Só Paulinho de Almeida, Coronel e Ronaldo não saíram. No total, 19 atletas foram substituídos.

 3 - 12 de outubro de 1941 -Torcedores cruzmaltinos superfanáticos contam, sem a menor vergonha, que os cartolas do Madureira tinham tanta admiração pelo Vasco, ao ponto de, em um domingo, levarem a rapaziada para disputar duas partidas na Rua Conselheiro Galvão.
LENDINHA. Realmente, Vasco e Madureira se enfrentaram, em um mesmo domingo, e os vascaínos venceram os dois jogos, pelo mesmo placar de 4 x 1. Um dos jogos valeu pelo Campeonato Carioca e o outro pela Taça Oscar Cox. EVIDENTEMENTE, que os “dois times usaram dois times”. Ainda não se falava em biônicos.

 4 - Há quem conte que o goleiro Moacyr Nascimento Barbosa (22.03.1921 a 07.04.2000) não se conformava com o fim do seu ciclo em São Januário (1945 a 1955) e, enquanto esteve no Santa Cruz-PE (1956 a 1960) vivia sonhando em“revestir” a camisa 1 que o consagrarea. Até que conseguiu. Mas, primeiramente, arrumou emprego no Bonsucesso (1957). Foi em 1958 que "repintou" na Colina. Encerrou a carreira, no entanto, defendendo o Campo Grande, em 1962. Antes do Vasco, esteve no Desportiva Comércio e Indústria (1940-1941) e no Ypiranga ((1942-1944), ambos de São Paulo. Como vascaíno, Barbosa fez 22 jogos pela Seleção Brasileira, vencendo 16, empatando quatro e perdendo dois. Sofreu 29 gols.
QUE PENA! Perdeu, exatamente, um dos dois jogos que jamais deveria ter perdido, o da final da Copa do Mundo de 1950, para os uruguaios, dentro do Maracanã.

5 - Barbosa foi campeão sul-americano, em 1949, da Taça Rio Branco, de 1950, e vice da Copa do Mundo, também, de 1950. Embora tenha desembarcado em São Januário, em 1945, com a fama de “um gato no gol”, só um ano depois conseguiu barrar o titular Rodrigues. E segurou a vaga até metade da temporada-1956. Era um goleiro seguro, elástico, com excelente senso de colocação e corajoso, sempre pulando nos pés dos atacantes para salvar a sua“cidadela”. Por isso, foi campeão carioca em 1945/47/49/50/52 e campeão sul-americano de clubes campeões, em 1948. De quebra

6 - Fazer gol com uma tremenda cabeçada tem algum segredo? Segundo Roberto Dinamite, isso depende de alguns fatores, como a colocação do cabeceador dentro da área; da sua impulsão; da chegada da bola (com ou sem efeito); se há combate de marcadores (em cima ou à distância), coisas assim. Para o maior “matador” da história cruzmaltina – 702 gols em 1.110 jogos –, a melhor fórmula para tentar o gol em jogada aérea é cabecear com os olhos abertos, de preferência tentando mandar a pelota para o chão, o que, garante, dificulta a defesa do goleiro. Na opinião de Carlos Roberto de Oliveira, se o cara cabecear direto para o gol, pode permitir uma grande defesa do arqueiro, como uma chamada “ponte cinematográfica”, desde que o camisa 1 tenha bastante reflexos. Assim, ele recomenda o cabeceio para o chão, lembrando que a pelota ganha mais impulso e, ao quicar no gramado, sempre vence o goleirão, por ganhar um efeito melhor.
Roberto não registrou, em cartório, a FÓRMULA EXPLOSÃO DINAMITE. É de domínio público.

7- O uruguaio Peñarol é um tradicional freguês continental da “Turma da Colina”. Confira, a estatística: 04.02.1947- Copa Atlântico – Vasco 0 x 0 Peñarol; 08.04.1951 - amistoso - Vasco 3 x 0; 22.04.1951 – amistoso – Vasco 2 x 0; 16.01.1958 - amistoso – Vasco 3 x 1; 09.04.1963 -Torneio de Santiago do Chile – Vasco 3 x 2; 04.03.1967 - amistoso–Vasco 2 x 1; 03.09.1967 -Troféu Ramón de Carranza – Vasco 1 x 3; 20.02. 1982-Torneio de Verão do Uruguai – Vasco 1 x 0; 15.02.1983 - Torneio Bicentenário. Simon Bolívar – Vasco 1 x 2; 20.06.1997 - Supercopa da Libertadores – Vasco 3 x 1; 11.07.1997 - Supercopa da Libertadores – Vasco 1 x 1 Peñarol; 29.07.1999-Copa Mercosul - Vasco1 x 2; 31.08.1999 - Copa Mercosul - Vasco1 x 1 Peñarol; 01.08. 2000 - Copa Mercosul – Vasco 3 x 4; 07.09. 2000 - Copa Mercosul - Vasco1 x 1 Peñarol; 05.04.2001 - Taça Libertadores – Vasco 2 x 1; 02.05.2001 - Taça Libertadores – Vasco 3 x 1.

8 - Gols de Roberto Dinamite: Fluminense 43; América 30; Botafogo 28; Americano 27; Bangu 27; Flamengo 27; Goytacaz 22; Portuguesa 22; Bonsucesso 19; Campo Grande 18; Olaria 14; São Cristóvão 14; Madureira 12; Internacional 11; Corinthians 10; Volta Redonda 10; Operário 8; Vitória 8; Santos 7; Grêmio 7 e Goiânia 7.

9 - A maior goleada vascaína sobre o rubro-negro baiano, o Vitória, foi por 5 x 0, pelo Campeonato Brasileiro de 1980, na Fonte Nova. Roberto Dinamite é o maior “matador” desses “conflitos”, com 10 balas na agulha. Da vez em que a galera menos ligou para o duelo, em 16 de agosto de 2003, valia pelo segundo turno do Brasileirão de 2003, quando só 657 pagantes compareceram às bilheterias de São Januário. A maior sequência invicta do Vasco sobre o Vitória teve sete jogos e rolou de 02.07.1973 a 13.12.75, com dois triunfos e cinco empates

10 - Os 13 primeiros jogos do confronto Vasco x Vitória foram em Salvador-BA, mas a pugna já foi exportada para outras quatro praças: Rio de Janeiro, Ipiaú, Feira de Santana e Camaçari. Cidade pouco conhecida do interior baiano, Ipiaú tem um estádio chamado Pedro Caetano e o jogo foi 0 x 0, em 07.12.1975. Em 13.12.1975, na Fonte Nova, em Salvador, Roberto Dinamite dinamitou três e o Vasco derrubou o Vitória, por 3 x 1, pela Taça Cidade do Salvador.

Um comentário:

  1. Em 42 o Madureira aplica uma goleada de 5 a 1 no Vasco. 4 gols de Isaias. No ano seguinte ele estava na Colina rsrsrs

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