Vasco

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terça-feira, 16 de maio de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLIN - CAPIXABA

1 -  Embora sempre mais forte, o Vasco jamais conseguiu vencer o capixaba Rio Branco, de Vitória, em Campeonatos Brasileiros. No de 1986, por exemplo, empatou, por 1 x 1. Antes disso, caíra, em 21 de setembro e em 29 e outubro do mesmo ano, respectivamente por 1 x 0, fora, e por 2 x 1, em São Januário. Mais? Pelo Torneio Heleno Nunes, em homenagem ao almirante vascaíno, então presidente da antiga Confederação Brasileira de Desportos, o alvinegro capixaba segurou um empate, por 0 x 0, em  4 de dezembro de 1976, em casa.

2 - O Vasco vai a forra com o Rio Branco nos amistosos. Nos 10 já disputados, venceu oito e empatou dois. Inclusive, há uma goleada, por  8 x 2. Confira esta história: 25.04.1948 – Vasco 3 x 1;27.04.1958 – Vasco 2 x 1; 21.06.1964 – Vasco 2 x 0;  24.03.1970 – Vasco 1 x 0; 30.11.1975 -  Vasco 0 x 0 Rio Branco; 29.01.1976 -  Vasco 0 x 0 Rio Branco; 07.05.1981 – Vasco 2 x 0; 07.10.1981 – Vasco 2 x 0; 01.05. 1986 – Vasco 8 x 2; 30.06.2000 – Vasco 2 x 0. Há, também, um triunfo, por 1 x 0, em 6 de fevereiro de 1968, pelo Torneio Presidente Costa e Silva.
3 - Em 1916, o Vasco rolava a bola, pela primeira vez, estreando pela Terceira Divisão do Campeonato Carioca e sendo goleado, em 3 de maio de 1916, por 10 x 1, pelo  Paladino Futebol Club, com o seu primeiro gol marcado por Adão Antônio Brandão. A primeira vitória aconteceu em 29 de outubro doe mesmo ano, por 2 x 1 sobre o River, no campo da Rua Figueira de Mello, em jogo apitado por Horácio Salema Ribeiro e com gols marcados por Alberto, aos 10; Rocha II, aos 28, e Cândido, aos 34 minutos. Mas o River, fundado em 1914, no bairro da Piedade, atuou com apenas nove atletas (Motta, Rocha I e Barbosa; Rocha II, Julinho e Grande; Cyro, Luciano e Oliveira), enquanto o time vascaíno esteve completo (Ary Correia, Jaime Guedes e Augusto Azevedo; Victorino Rezende, João Lamego e Manuel Baptista; Bernardino Rodrigues, Adão Antônio Brandão, Joaquim de Oliveira, Alberto Costa Júnior e Cândido Almeida).

4 - Era noite de 27 de outubro de 1964. O Vasco pegava o Flamengo, e o Maracanã viveu uma de suas histórias mais sinistras. Aconteceu no primeiro minuto do segundo tempo.  O Vasco vencia, por 1 x 0, com gol de Célio, aos 31 minutos. Aos 44, quando administrava o placar, para virar de etapa na frente, o volante rubro-negro Carlinhos, empatou. O treinador cruzmaltino, Ely do Amparo, ficou uma fera com o seu goleiro, Marcelo, acusando-o de falha no lance. O clima ficou quente entre eles, no intervalo, e quase foram aos tapas. Mas o bem pior ainda viria.
 Pouco depois da saída de bola para a fase final, o meia flamenguista Nelsinho  livrou-se da bola, desferindo um chute fraco e despretensioso, da intermediária. Marcelo, incrivelmente, deixou a bola passar por entre as pernas. Abalado, ele foi até Ely do Amparo e pediu que o substituísse, pois considerava-se descontrolado emocionalmente, para continuar. Durante 15 minutos, os colegas tentaram serenar o seu estado psicológico, e até os rubro-negros lhe foram solidários, também o pedindo para ficar. Mas de nada adiantaram os apelos. Marcelo saiu de campo chorando, aplaudido pelo público de 44.346 torcedores.  Deixou o gamado, para nunca mais voltar.

 5 - Marcelo Antônio de Araújo Cunha, nascido em 04.11.1938, em Itanhandu-MG, começou a carreira pelo Yuracan, de Itajubá-MG. Depois, passo por São Paulo, Palmeiras, Ferroviária, de Botucatu-SP e Bonsucesso, antes de chegar à Colina. O Vasco daquela tragédia foi: Marcelo (Levis), Joel, Caxias, Fontana e Barbosinha; Maranhão e Alcir; Zezinho, Célio, Mário e Ronaldo. O Flamengho era: Marcial; Murilo, Ditão, Ananias e Paulo Henrique; Carlinhos e Nelsinho; Carlos Alberto, Beirute, Paulo Alves e Osvaldo. Técnico: Flávio Costa. O juiz foi Frederico Lopes.

6 -  Em 1969, o Vasco tinha um zagueirão, o Pereira, que a imprensa o chamava de “Pau Pereira”, por motivos óbvios. Buscado no Canto do Rio, onde tinha salário de Cr$ 10 mil cruzeiros mensais, sem receber bichos por vitórias, ele passou a ganhar oito vezes mais em São Januário. Quando chegou o momento da renovação do vínculo, pediu Cr$ 160 mil, além de “luvas”.  A pedida do Pereira virou um terror na diretoria cruzmaltina. Acusaram alguns ídolos da torcida de orientá-lo, para tirarem proveito da situação, ou seja, se o “Pau Pereira” levasse tanto, eles pediram muito mais, afinal, eram astros. Além de não topar o que o jogador pedia, o Vasco preparou uma lista de “indesejáveis” do clube, na qual incluiu  Brito, Barbosinha, Nei Oliveira  e Nado, entre outros titulares. Quanto ao ingênuo do Pereira, foi parar no Madureira, que tinha tanta grana quanto o Canto do Rio. Que tragédia!  

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