Vasco

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quinta-feira, 15 de junho de 2017

MYRNA, A BELA PRINCESA DA COLINA

A musa do dia viajou 59 anos pelo "Túnel da Colina" para visita-lo. Trata-se de Myrna Abi-Saber, filha de libaneses, dona de um par de olhos verdes e coroada Primeira Princesa dos Jogos da Primavera-1957.
  Bem que Myrna poderia ter sido a rainha, pois a sua plástica era imbatível entre os estudantes – 1m70cm de altura; 60 quilos; 92cm de busto; 94cm de quadris e 58cm de cintura.
Na soma dos pontos, Niura Klemm levou a coroa, pelo desempenho esportivo (ver matéria em 19.03.2016)  Myrna competiu em arco e flecha, tiro ao alvo e basquetebol.
 Estudante da Cultura Inglesa e do Colégio Barcelos Costa, onde completava o antigo curso científico, ela ainda encontrava tempo para trabalhar, como professora,  em uma entidade de ajuda chamado Pioneiras Sociais.
Além de Rainha do Vasco da Gama, Myrna era  associada do clube, há dois anos. Acompanhava os jogos cruzmaltinos, pelo rádio e a TV, sendo fã dos zagueiros Bellini e Orlando, e do atacante Vavá. Mineira, nascida em 28 de setembro de 1938, ela passou a viver no Rio de Janeiro a partir de 1943.
 Quando tinha um tempinho vago, ia à praia ou ao cinema, principalmente, aos filmes dos astros norte-americanos Jack Pallance e Ava Gardner.
 Com tanta beleza deslumbrando São Januário, Myrna não sentia necessidade de usar joias para aumentar o seu charme. “O abuso delas é feio”, justificava. Usava o perfume que a sua mãe comprasse e, no tocante a flores, preferia a palma de Santa Rita.
 Para ser apresentada a todo o país, Myrna foi fotografada por Dílson Martins e ouvida pelo repórter Ronaldo Bôscoli – Nº 134, de Manchete Esportiva, de 14 de junho de 1958. 
Os Jogos da Primavera que consagraram o seu brilho foram promovidos pelo “Jornal dos Sports”, entre 1949 e 1972, reunindo a média de 20 mil colegiais, anualmente.

Myrna flechou o alvo e o coração dos torcedores pela sua beleza
As aberturas eram no estádio do Vasco da Gama e tiveram as presenças de seis presidentes da República – Eurico Dutra, Getúlio Vargas, Café Filho, Juscelino Kubitscheck, João Goulart e Castello Branco.
Vale ressaltar que, durante os primeiros tempos dessas competições, a mulher brasileira vivia amarrada ao artigo 54, do Decreto-Lei de 14 de abril de 1941, que lhe proibia diversas práticas esportivas, como lutas,  futebol, boxe, salto com vara, salto triplo, decatlo, pentatlo, rugby, pólo e water-polo.

Um comentário:

  1. Que pernas!!! Já conhecia a Myrna de outras reportagens, mas esta ainda não tinha visto. Vale a pena colocar depois outras matérias desta verdadeira Deusa Vascaína.

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