Vasco

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terça-feira, 6 de junho de 2017

VASCO DAS CAPAS - OS DANADOS "DD"

 Artilheiro do Campeonato Carioca-1947, com 18 gols, Dimas foi um dos passageiros do "Expresso da Vitória", o time vascaíno quase imbatível, que rolou pelos trilhos da bola entre 1945 a 1952, a temporada do seu último título.

Ele aparece em nas escalações da "Turma da Colina", pela primeira vez, em  1946, quando o uruguaio Ondino Viera dirigiu a rapaziada, até junho, e passou o cargo a Ernesto Santos.
Por aquela época, o grupo era formado por Barqueta (Barbosa), Augusto (Rubens) e Rafanelli (Sampaio); Eli (Alfredo), Danilo (Dino) e Jorge; Djalma (Santo Cristo), Lelé, Isaías (Dimas, Joao Pinto), Jair (Eugen) e Chico (Mário, Friaca), e Dimas não era titular, posto que passou a conseguir com o técnico Flávio Costa, em 1947, quando o time-base era: Barbosa, Augusto e Rafagnelli (Wilson); Ely, Danilo e Jorge; Djalma (Nestor), Maneca, Dimas (Friaça), Lelé (Ismael) e Chico.
Em 1948, ainda sob o comando de Flávio Costa, Dimas perde espaço, passando a dividir posição – Barbosa, Augusto e Wilson (Rafagnelli); Ely, Danilo e Jorge; Djalma, Maneca (Lelé), Friaça (Dimas/ Tuta), Ademir (Ismael) e Chico era o time. A partir de 1949, não aparece mais nas formações da Colina. 
Dimas escreveu a história vascaína, além da artilharia do Estadual-1947, a presença em um time que não teve adversários, literalmente. Foi campeão carioca invicto, com sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o Botafogo, vencendo 17 dos 20 compromissos. Dimas da Silva, o seu nome, jogou 18 dessas partidas, que representaram o segundo título vascaíno invicto na era do profissionalismo.
 
DJAYR - A "Turma da Colina" viu um moleque baixinho, muito danado, aprontando pela ponta-esquerda do time juvenil do São Cristóvão.  E o carregou. Djayr Mazzoni era o garoto que aparece em muitos textos com a grafia Dejair (errada).
 Habilidoso e driblador, o pequenininho atleta esteve por São Januário entre 1950 e 1956, tendo sido lançado no time principal pelo treinador Flávio Costa, que barrou o antes intocável Chico, que fora o titular na Seleção Brasileira vice-campeã da Copa do Mundo-1950.
Djayr ganhou a vaga a parir das oitava rodada do Estadual e tornou-se importantíssimo dentro do esquema que levou o “Almirante” ao título estadual. As revistas e jornais que cobriram a final do Cariocão-1950 diz que ele acabou com a defesa do América, passando a ser caçado em campo e só não sendo agredido por causa do xerifão Ely do Amparo, que saiu em sua defesa.
  O último título dele pelo Vasco foi o Torneio Octogonal Rivadávia Corrêa Meyer-1953, uma grande disputa internacional. Em 19 de julho de 1956, marcou um gol em  Vasco 2 x 2 Real Madrid-ESP, pela Pequena Copa do Mundo, em Cacracas, na Venezuela, abrindo o placar. O time do dia alinhou: Carlos Alberto, Dario, Bellini, Coronel; Laerte e Orlando; Sabara, Livinho (Pinga), Vavá, Walter e Djayr (Artoff) – os espanhóis contaram naquela partida com os astros Di Stéfano, Rial e Gento.
Pouco depois, aborrecido porque Djayr passara a frequentar muito as noitadas cariocas, o Vasco preferiu rescindir o seu contato. Como se lê nas caspas das duas revistas, imagens reproduzidas de "O Globo Sportivo".



 
  

 


 

 
 


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