Vasco

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terça-feira, 31 de outubro de 2017

FIGURAS DAS COLINA - KOSILEK

Kosilek e Buglê, campeões carioca-1970,
reproduzidos da revista Fatos&Fotos
Conta-se que o Vasco da Gama gostara muito de um atacante do Coritiba e telefonara ao clube paranaense, sondando a compra do passe de um jogador loirinho e com nome de polonês, começando pela letra “K”. Era só do que lembravam em São Januário.
Para não perder o dinheiro vascaíno, o Coritiba enviou Kosilek, que tinha as características descritas pelo Vasco que, na verdade, queria Krüger, seu companheiro de  dupla de ataque, maior ídolo do time e garoto-propaganda em projetos comerciais.
KOSILEK SEMPRE sempre sustentou que a tal história fora inventada pelo presidente do Coritiba, Evangelino Costa Neves, para se promover, dizendo que passara a perna nos “portugas”.  
 Kosilek era um bom atacante. Durante as temporadas 1968/1969, matara a pau no ataque do Coritiba, marcando 40 gols entre jogos oficiais e amistosos, sendo destaque na campanha bi estadual.
 NO ENTANTO, Kosilek não conseguiu  emplacar na Colina, como no 7 de setembro de 1969, quando marcou os dois tentos de Vasco 1 x 2 Coritiba, pela Taça de Prata (um dos embriões do Brasileirão) e foi uma das maiores figuras da partida. Terminou barrado, por Valfrido, e só disputou cinco jogos do Campeonato Carioca-1970, quando a “Turma da Colina” quebrou o tabu, de 12 anos, sem títulos estaduais.
 Em São Januário, Kosilek chegou com 26 de idade, pesando  79 quilos e medindo 1m80cm, bela estatura para um centroavante. Custara Cr$ 200 mil cruzeiros (moeda da época) e levou Cr$ 20 mil, de luvas (antigo arranjo financeiro), para compensar os 15% sobre o valor do passe (antigo atestado liberatório do atleta), pois ele ainda não tinha direito ao benefício.       
DEPOIS DO SEU pouco tempo como cruzmaltino, Kosilek foi para o Vitória-BA e voltou ao Jandaia-PR, onde encerrou uma trajetória iniciada no Corinthians e que inclui também o Internacional, na década-1960. Confira os jogos vascaínos dele: 22.02.1970- Vasco 0 x 2  Flamengo; 24.03.1970 -  1 x 0  Rio Branco-ES;05.04.1970 - 0 x 2  Bangu; 26.04.970 -  1 x 0  América-RJ; 01.05.1970  0 x 0  Flamengo;03.05.1970  2 x 0  Desportiva-ES;  10.05.1970 -  0 x 2  Flamengo; 01.08.1970 - 1 x 0  Olaria; 09.08.1970 - 1 x 0  Flamengo;15.08.1970 -  2 x 0  Portuguesa-RJ; 13.09.1970 - 3 x 2  América-RJ;20.09.1970 - 0 x 2  Fluminense;17.10.1970  - 5 x 1  Santos-SP;04.11.1970 -  4 x 0  CSA-AL.
 Portanto, 14 jogos, com 9 vitórias, um empate e quatro escorregadas, marcando só dois gols, no 1’ x 0 América-R|J e nos 4 x 0 CSA-AL.  
NASCIDO EM SÃO PAULO, em 3 de abril de 1944, João Kosilek Júnior era filho de um alemão coma uma iugoslava, começou a carreira como juvenil do Corinthians, em 1962. Chegou a fazer uma partida pelo time principal, mas sem balançar a rede. Entre 1963/1964, foi para o Internacional-RS, como parte do pagamento do passe do goleador Flávio “Minuano”. Dos Pampas, saiu para ser campeão paranaense da Série B-1965, com o Jandaia, que o segurou até 01.12.1967, quando o Coritiba o levou.
 SAÍDO DA COLINA, Kosilek passou por Vitória-1971; Água Verde-PR-1972; Bangu e Campo Garnde-RJ-1973; Rio Branco-ES-1974 e, finalmente, Jandaia-1977.
Kosilek (D) ao lado de Krüger, em publicação histórica
editado pelo Coritiba, em 2016
 Kosilek jamais procurou desculpas para o seu insucesso na Colina.
 À “Revista do Esporte” Nº 575, de 25 de julho de 1970, ele disse ter estranhado a troca de time, mas não vira a adaptação como a causa do desacerto.
 “Não posso reclamar do Vasco. Encontrei bons companheiros... sempre mereci o máximo respeito e confiança dos treinadores, mas nada adiantou. Não acertei mesmo...”, foi franco.
 Depois de encerrar a carreira de atleta, ele tornou-se comentarista esportivo da Rádio Cidade de Jandaia. Viveu por 61 anos, até 15 de fevereiro de 2005.

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