Vasco

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

O SIDERÚRGICO PONTEIRO MORAIS

 A história folclórica do futebol brasileiro é repleta de “causos” em que o jogador foi trocado por quatro bolas; cinco pares de chuteiras; um jogo de camisas, etc. Com Morais, atacante vascaíno em 1966, aconteceu, mesmo!
O morenão Morais, ao lado de Adílson,
em foto  de www.nabocadogol.com.br
 Rolando uma bola redondinha para o time amador do Lajes, de sua terra – Ribeirão das Lajes-RJ - , ele emplacava. Em 1962, apresentou-se para o serviço militar, em Barra Mansa-RJ e, depois, passou a jogar por Guarani e Santo Amaro, este de Paracambi, região de Vassouras.
 Para trocar de time, ofereceram-lhe emprego em uma siderúrgica. Topou e, em 1965, recebeu mais um convite: profissionalizar-se e ganhar duas vezes mais do que como “siderúrgico”,  defendendo a paulista Esportiva de Guaratinguetá.
 Bernardino de Morais - nascido em 28 de outubro de 1942 - viu  uma boa chance de chegar a ponta-esquerda do Santos, e jogar ao lado do “Rei” Pelé. Ou tornar-se corintiano, são-paulino ou palmeirense. E foi nessa - claro! Sonhava dar dias melhores para os pais Bernardo F. de Morais/Maria Norberta e os irmãos Osvaldo, Neusa, Eunice e Luís. 
 Morais mandou ver no time de Guaratinguetá e, uma temporada depois, já desembarcava em São Januário, com a sua transferência custando Cr 25 milhões de cruzeiros aos cofres do “Almirante” – grana que nenhum time de interior discutia muito,  na época. Primeiramente, fez testes, do agrado geral.
 Morais, com 1m65cm de altura, passou a ganhar CR$ 400 mil, por dois anos de contrato – bela grana, para quem ganhava pouco em uma siderúrgica. Mesmo baixinho, tinha um pezão, calçando chuteiras de numero 40. E as usou jogando ao lado de gente como Edson Borracha, Oldair Barchi, Brito, Fontana, Silas, Salomão, Danilo Menezes, Nado, Célo Taveira e Luís César, entre outros.       
 

 



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