segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
CLUBE DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS-2
domingo, 30 de dezembro de 2012
CLUBE DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS-3
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| Lobo (quarto em pé, da esquerda p/direita) não demorou a vencer na Colina |
sábado, 29 de dezembro de 2012
CLUB DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS - 4
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| Paulinho de Almeida |
Mas o que rolou? O presidente eleito, Reinaldo Reis, surpreendeu a todos e contratou Paulinho, durante reunião na casa do vice eleito, Agatirno da Silva Gomes, em 20 de dezembro daquele “meia-sete”. Tocou o reu!
Os dirigentes vascaínos, no entanto, negociaram uma trégua, para o Natal. Marcou-se um almoço no Clube Comercial, e um grupo de beneméritos de maior prestigio saiu da reunião dizendo que apostaria na contratação de Paulinho. Na imprensa, uma das primeiras notícias divulgadas sobre os planos de Paulinho fora um listão de dispensas, para trabalhar só com 20 atletas. Do grupo que receberia, ficariam só os goleiros Pedro Paulo e Valdir Apple; os defensores Jorge Luís, Sérgio, Álvaro, Major e Almir; os apoiadores Oldair e Danilo Menezes, e os atacantes Nei Oliveira, Adílson Albuquerque e Valfrido. (foto reproduzida de "Esporte Ilustrado". ![]() |
| Barbosa, Haroldo, Augusto, Ely, Danilo, Jorge (em pé), Sabará, Alfredinho, Ademir, Ipojucan e Chico |
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| Chico foi motoristas de praça após pendurar as chuteiras |
Atleta cruzmaltino desde 1942, Chico ficou em São Januário por 12 temporadas. Foi campeão carioca em 1945/1947/1950/1952 e campeão sul-americano, em 1948. Ele é o 12º artilheiro da história do Vasco, com 127 gols. Da sua turma de 1952, só o centroavante Ademir Menezes e o goleiro Barbosa continuaram após ele parar. Ademir foi até 1956 e Barbosa até 1961, levando-se em conta que o desgaste físico do arqueiro é menor. “Se não fosse a injustiça sofrida em 1952, ainda estaria em evidência, em 1958”, afirmou Chico.
CALENDÁRIO - 29,. 30 E 31 DE DEZEMBRO
- Esta é a data: 29 de dezembro. Nela, o Vasco mandou a sua segunda maior goelada, 12 x 0 Andarahy, pelo Campeonato Carioca de 1937 – a principal foi 14 x 1 Canto do Rio, em 6 de setembro, pelo Cariocão de 1947. Também, em um “29 do
VASCO 8 X 1 OLARIA, pelo terceiro turno do Campeonato Carioca de 1935, foi em um domingo,
RESUMO: 29.12.1935 – Vasco 8 x 1 Olaria; 29.12.1937 – Vasco 12 x 0 Andarahy; 29.12.1938 – Vasco 7 x 1 São Cristovão; 29.12.1948 – Vasco 2 x 0 São Paulo; 29.12.1999 – Vasco 4 x 1 Raja Casablanca-MAR.

Zizinho (segundo agachado à esquerda) teve o prazer de voltar a jogar com o amigo Ademir.
VASCO 5 X 1 PALMEIRAS-RJ - Sacode do segundo turno do Campeonato Carioca da Segunda Divisão-1917, em um domingo, na Rua Figueira de Mello. Era a segunda temporada vascaína no futebol. Para aquela disputa, o Vasco (último colocado da Terceira Divisão-1916), foi beneficiado pela troca da Liga Metropolitana de Sports Athléticos, pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres, que aumentou o número de times em cada divisão, subindo os vascaínos e mais cinco equipes da "Terceirona".
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| As duas grandes feras |
Era um grande desejo do extraordinário craque voltar a jogar, um dia, na mesma equipe do seu grande amigo Ademir Menezes, colega de Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo-1950. E Thomás Soares da Silva, o Zizinho, teve tal prazer, em duas oportunidades – em 1967 e em 1972, ele voltou à Colina, como treinador.
No 30 de dezembro de 1955, Charles Williams apitou e Pedro Bala, Vavá e Pinga marcaram os gols sobre os "hermanos", com a escalação sendo: Hélio, Paulinho de Almeida e Dario; Mirim, Orlando (Laerte) e Beto; Pedro Bala, Zizinho, Vavá, Pinga e Wilson (Ademir) – relembrando: o outro jogo do Zizinho vascaíno havia sido três dias antes, no 1 x 4 Independiente-ARG, com o gol da rapaziada anotado por Pedro Bala, sob apito de Harry Davis – jogaram Hélio, Dario e Coronel; Mirim (Laerte), Orlando e Beto; Pedro Bala, Zizinho, Ademir (Vavá), Pinga (Alvinho) e Parodi (expulso de campo, no segundo tempo) e (Wilson).
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
CLUB DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS - 5
O meia Rubens Josué
da Costa, revelado pelo Ipiranga, de São Paulo, era considerado “o melhor
jogador do mundo”, quando estava no Flamengo. Inclusive, era chamado de “Doutor
Rubis”, pela classe exibida. Mais? Quando o grupo empresarial de Adolpho Bloch
lançou a sua “Manchete Esportiva”, para a capa do Nº 1, quem foi o escolhido?
Claro, Rubens. Vestido como um mestre.
Pois bem! O Vasco pediu um parecer a uma junta médica, virou o meia pelo avesso e fechou o negócio. Negócio fechado, o cartolão Antônio Calçada ia pra cima do técnico Martim Francisco, querendo saber do que ele achava do jogador, que jurava estar em condições de jogar, garantia não pensar em roubar o clube. A fofoca corria solta. Para a imprensa e a torcida, não tinha assunto melhor. A torcida do Flamengo ria da portuguesada, dizendo que o Vasco comprou jogador bichado, refugo da Gávea, e por aí rolava.
CLUB DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS - 6
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| Pinga trocu de posição e arrasou com Martim |
A genealogia vencedoras dos antepassados do treinador Martim Francisco não intuía que o Andrada dos desportos desprezasse esforços terrenos e buscasse forças do além para o Vasco vencer. Mesmo assim, lhe atribuíram contatos com terreiros de macumba, em busca dos dois pontos nos gramados. E muita supertição. Martim defendia-se, dizendo que, meramente, procurava resolver preocupações íntimas de seus atletas e de interesses do clube.
Durante a campanha que levou o Vasco ao título carioca de 1956, certo de que só retribuindo à confiança que o grupo tinha nele poderia chegar ao caneco, jamais foi áspero com seus atletas, nunca culpou ninguém por nada. Indagado pelo destaque da partida, respondia: “Todos! Todos jogam em função da equipe. O sucesso pertence a todos”. Na derrotas, pretendia: “O culpado sou eu, que não soube distribuir as funções como deveria. Os jogadores fizeram, exatamente, o que eu mandei”.
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| Sabará era dos poucos conhecidos do chefe |
PANELA DE RESSÃO – Como o futebol carioca era cheio de fuxicos, quando o Vasco contratou Martim Francisco, o presidente Arthur Pires e o vice Antônio Calçada tinham um plano: enviar a equipe à Europa, a fim de que o novo comandante da rapaziada pudesse obervar, trabalhar, calmamente. Sem atribulações e cobranças, poderia selecionar o material a ser usado durante o Campeonato Carioca e voltar com uma base.
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| Bellini estava em baixa e logo decolou |
Para o presidente Arthru Pires, a identificação de ideias, ações e pensamentos dos dirigentes do departamento de futebol foi um dos responsáveis pelo título. “O que o treinador pediu, teve”, disse ele ao Nº 58 da revista “Manchete Esportiva”, considerando Martim Francisco “decisivo e sabendo dosar o trabalho físico que fez o Vasco ser o único time, em todo o certame, com uma equipe ouças vezes mexida”. O presidente vascaíno considerou os jogos contra o Botafogo (3 x 2, em 25.11), o América (1 x 0, em 07.12) e o Bangu (2 x 1, em 15.12) como as chaves da conquista que gerou um superávit de Cr$ 6 milhões de cruzeiros.
Martim Francisco usou 16 jogadores para se campeão carioca em 1956. Para a imprensa, a revelação foi o lateral-esquerdo Coronel, saído do time juvenil. Testado em um time misto que fez vários amistosos pelo Brasil, o garoto claudicou nos jogos em que o time não atuou bem na Europa. Mas Martim via futuro nele e o bancou. Já o craque eleito por todos os homens das imprensa foi o meia Válter Marciano. Ataque empurrado por ele era sucesso garantido. Além da classe, jogou com muito amor à camisa. A ponto de chorar, após a partida contra o Bangu, por achar que tivesse jogado mal.
Se o craque Válter era unanimidade, para o colunistas Nélson Rodrigues, a alma do time era o zagueiro Bellini. Não só Nélson, mas todos que foram aos jogos do campeão tinham tal pensamento. Jogava duro, mas na bola. Se esta pintasse na área vascaína, haveria o bico de duas chuteiras tentando brecar o lance. Estava em baixa e foi reativado por Martim Francisco Ribeiro de Andrada, tetraneto do “Patriarca da Independência do Brasil”, José Bonifácio de Andrada e Silva, e sobrinho-neto do líder republicano Antônio Carlos Ribeiro de Andrada.
CLUB DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS - 7
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| Buglê (D), de banido a capitão |

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
CLUB DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS -8
CLUB DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS-9
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| Pinga trocu de posição e arrasou com Martim |
Durante a campanha que levou o Vasco ao título carioca de 1956, certo de que só retribuindo à confiança que o grupo tinha nele poderia chegar ao caneco, jamais foi áspero com seus atletas, nunca culpou ninguém por nada. Indagado pelo destaque da partida, respondia: “Todos! Todos jogam em função da equipe. O sucesso pertence a todos”. Na derrotas, pretendia: “O culpado sou eu, que não soube distribuir as funções como deveria. Os jogadores fizeram, exatamente, o que eu mandei”.
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| Sabará era dos poucos conhecidos do chefe |
PANELA DE PRESSÃO – Como o futebol carioca era cheio de fuxicos, quando o Vasco contratou Martim Francisco, o presidente Arthur Pires e o vice Antônio Calçada tinham um plano: enviar a equipe à Europa, a fim de que o novo comandante da rapaziada pudesse observar, trabalhar, calmamente. Sem atribulações e cobranças, poderia selecionar o material a ser usado durante o Campeonato Carioca e voltar com uma base.
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| Bellini estava em baixa e logo decolou |
Para o presidente Arthru Pires, a identificação de ideias, ações e pensamentos dos dirigentes do departamento de futebol foi um dos responsáveis pelo título. “O que o treinador pediu, teve”, disse ele ao Nº 58 da revista “Manchete Esportiva”, considerando Martim Francisco “decisivo e sabendo dosar o trabalho físico que fez o Vasco ser o único time, em todo o certame, com uma equipe ouças vezes mexida”. O presidente vascaíno considerou os jogos contra o Botafogo (3 x 2, em 25.11), o América (1 x 0, em 07.12) e o Bangu (2 x 1, em 15.12) como as chaves da conquista que gerou um superávit de Cr$ 6 milhões de cruzeiros.
Martim Francisco usou 16 jogadores para se campeão carioca em 1956. Para a imprensa, a revelação foi o lateral-esquerdo Coronel, saído do time juvenil. Testado em um time misto que fez vários amistosos pelo Brasil, o garoto claudicou nos jogos em que o time não atuou bem na Europa. Mas Martim via futuro nele e o bancou. Já o craque eleito por todos os homens das imprensa foi o meia Válter Marciano. Ataque empurrado por ele era sucesso garantido. Além da classe, jogou com muito amor à camisa. A ponto de chorar, após a partida contra o Bangu, por achar que tivesse jogado mal.
Se o craque Válter era unanimidade, para o colunistas Nélson Rodrigues, a alma do time era o zagueiro Bellini. Não só Nélson, mas todos que foram aos jogos do campeão tinham tal pensamento. Jogava duro, mas na bola. Se esta pintasse na área vascaína, haveria o bico de duas chuteiras tentando brecar o lance. Estava em baixa e foi reativado por Martim Francisco Ribeiro de Andrada, tetraneto do “Patriarca da Independência do Brasil”, José Bonifácio de Andrada e Silva, e sobrinho-neto do líder republicano Antônio Carlos Ribeiro de Andrada.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
hISTÓRIAS DO KIKE. "REI" CINQUENTÃO
Asssim como fez várias despedidas da Seleção Brasileira, o “Rei Pelé” se despediu, também, da camisa canarinha. Foi no 31 de outubro de 1990, disputando o que seria, então, a sua última partida com a jaquelas amarelinha, 14 temporadas depois de ter encerrado a carreira, profisionalmnente, e em comemoração aos seus 50tão de idade. O amistoso foi, no Estádio Giuseppe Meazza, em Milão, na Itália, contra uma dasquelas chamadas Seleção do Resto do Mndo, que venceu, por 2 x 1, com gols marcados por Michel e Jorge Hagi, tendo o então corintiano Neto descontado para os brasileiro, cobrando falta.
O time do "Rei" foi um grupo de jovens entregues ao então treinador e antigo cracaço da Seleção
Brasileria de 1982, Paulo Roberto Falcão, que teve contra si, também, os
brasileiros Júlio César (ex-zagueiro do Guarani de Campinas-SP) e o meia Alemão (ex-Botafogo)
ambos defensores da Seleção Brasileira da Copa do Mundo-1986. Mesmo sendo o homenageado, o “Rei Pelé”
concentrou-se com o grupo e treinou correndo em campo.
- Vi um Pelé muito
concentrado, com muita vontade de ganhar o amistoso. Poderia ser jogo festivo, menos para ele não. Talvez,
fosse para os outros. Com 50 anos nas costas, Pelé conviveu com os jogadores como
se estivesse começando a carreira na Seleção. Participou dos treinamentos, jogadas
de bola parada e ensaios táticos, demonstrando um alto nível de competitividade.
Até e perguntou: "Posso treinar umas jogadas?". Eu disse: O jogo é
seu, você manda”, contou Falcão.
No amistoso do cinquentenário Pelé, um
lance chamou a atenção do estádio lotado: Rinaldo, atacante que fazia 22 anos
naquela noite e vestia a camisa da Seleção Brasileira pela primeira vez,
disparou pelo lado esquerdo do campo e tentou a finalização, em vez de passar a
bola pra o Pelé, que fechava pelo meio, entrando sozinho na área. O chute do
então jogador do Fluminense passou longe das traves do time dos “gringos”
CONFIRA A FICHA TÉCNICA DA PARTIDA
31 de outubro de 1990 (quarta-feira. Brasil 1 x 2 Resto do Mundo: Amistoso festivo. Estádio: Giuseppe Meazza (também chamado por San Siro), em Milão, na Itália; Juiz: Tullio Lanese. Gols: Michel, aos 35 min do 1° tempo; Gheorghe Hagi, aos 4, e e Neto, aos 15 min do 2° tempo. BRASIL: Sérgio (Ronaldo); Gil Baiano (Bismarck), Paulão, Adílson (Cléber) e Leonardo (Cássio); César Sampaio, Donizete Oliveira (Luís Henrique), Cafu e Pelé (Neto); Charles (Valdeir) e Rinaldo (Careca Bianchezzi). Técnico: Paulo Roberto Falcão. RESTO DO MUNDO: Sérgio Goycoechea (Michel Preud'Homme), (Thomas N'Kono), (René Higuita); Leo Clijsters (Emmanuel Kunde), Júlio César, Oscar Ruggeri (Sergej Alejnikov) e Hugo Eduardo De León (Lajos Detari); Michel (Gabriel Calderón), Alemão (José Basualdo), Rafael Martín Vasquez (Gheorghe Hagi) e Carlo Ancelotti (Enzo Francescoli); Marco Van Basten (Hristro Stoichkov) e Roger Milla (João Paulo). Técnico: Franz Beckenbauer.














