Vasco

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA DEDÉ

1 -  O zagueiro Dedé, isto é, Anderson Vital da Silva, é o cara da sua área que mais gols marcou com a jaqueta cruzmaltina: 10. E todos na mesma temporada, em 2011, superando as sete redes balançadas por Hércules Brito Ruas, em 1967 – o terceiro é Mauro Galvão, com seis tentos. Contratado, em 2009, após o Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, Dedé não teve muitas chances com o técnico Dorival Júnior. Disputou, apenas, cinco partidas, sem marcar nenhum gol. Em 2010, ele foi ganhando a vaga, aos poucos, e terminou o ano como o melhor zagueiro do Brasileiro. Em 2011, chegou à Seleção Brasileira, convocado pelo treinador Mano Menezes. Nascido em 1º de julho de 1988, em Volta Redonda-RJ, Dedé já era artilheiro em sua terra. Pelo “Voltaço”, em 2008, quando disputou o seu primeiro campeonato, deixou três bolas no filó, em 16 jogos. Razão pela qual o Vasco foi buscá-lo, quando totalizava 13 tentos, em 100 jogos, pelo antigo clube. Ele custou R$ 984,4 aos cofres de São Januário.

2- Dario José dos Santos, o "Dadá Maravilha", foi um dos maiores goleadores do futebol brasileiro, entre o final da década 1960 e a 70. Quando desandou a marcar gols, pelo Atlético-MG, ele foi apelidado, pelo locutor Waldir Amaral, da Rádio Globo-RJ, de “Apolo 9”, em alusão ao número da sua camisa e ao projeto, da NASA, que colocara um home na Lua. Em 1968, Dario fora tirado do Campo Grande-RJ, por NCr$ 90 mil cruzeiros novos. No alvinegro suburbano, começara a "matar", lançado por Adílson e Alves. E fez uma revelação ao repórter (vascaíno) Eliomário Valete, pela a Revista do Esporte Nº 505, 9 de novembro de 1968: tinha horror de jogar contra a dupla de zaga vascaína Brito e Fontana. “Como batem bem. Até tapas no rosto já levei, além de outras entradas mais violentas. Quando eu apanhava a bola e partia para a área do Vasco, temia pela minha saúde”, contou.

3 -   Muitos repórteres que cobriam o Vasco achavam que Brito e Fontana não se suportavam, porque andavam, sempre, de cara virada, um para o outro. O motivo era que o segundo não concordava que o colega jogasse calado. E aí se pegavam. Quando Fontana foi para o Cruzeiro, o velho companheiro de "xerifado" disse à imprensa que o colega faria muita falta ao time vascaíno, por achar que a sua energia contagiava, empurrava o time para a frente. Os dois passaram a se entender melhor na Seleção Brasileira. E quis o destino que, depois do tri, se reencontraram atuando pela zaga cruzeirense, depois das Copa do Mundo-1970.       

 4 - Em uma manhã de sábado de 2006, em São Januário, o Vasco ganhou, por 2 x 1, em um dos seus  joguinho bregas, arrumados por Eurico Miranda. Foi contra um time sul-coreano, o Jeonbuk Hyundai, que fazia pré-temporada no Brasil. Os "caras" daquele Vasco eram Romário e Morais, mas eles não atuaram. Digamos que foi um treino de luxo para a rapaziada estrear na Copa do Brasil, quatro dias depois, contra o Botafogo da Paraíba, em João Pessoa. Confira, abaixo, a ficha técnica.Outros amistosos bregas da rapaziada em 2006: Vasco 6 x 0 Duque de Caxias, no Vasco Barra; Vasco 7 x 0 Rio Branco de Campos, em São Januário; Vasco 0 x 1 Entrerriense, em Três Rios-RJ; Vasco 2 x 2 Angra dos Reis, em São Januário; Vasco 4 x 0 Sagrada Esperança (Angola), em São Januário; Vasco 4 x 2 Villa Rio, em São Januário e Vasco 6 x 0 Olaria, em São Januário.

5 - A revista sobre os 60 anos do “Almirante” é um tesouro disputadíssimo pelos colecionadores. Encontra-se nela fotos dos times campeões cariocas (invicto) de 1945 e 1947, bem como da equipe do título de 1949, com Heleno de Freitas ao lado de Ademir Menezes, e das duas últimas conquistas do “Expresso da Vitória”, em 1950 e em 1952. Lá está, também, a foto do “Troféu América del Sur”, o primeiro de um clube brasileiro no exterior, oferecido pelo presidente do Chile, Gabriel Gonzalez Videla. A publicação lista todos jogos internacionais, entre 31 de março de 1928 e 15 de junho de 1958 , e passa pelos demais esportes praticados pelo clube até aquele 1958, ou sejam,  atletismo, basquete, esgrima, futebol de salão, natação, pugilismo, remo, saltos ornamentais e tênis de mesa. Surgido para dedicar-se ao remo, o Vasco conta a sua história nesta modalidade, em três páginas (com fotos) escritas pelo historiador José da Silva Rocha, que seria seu presidente, em 1963. Embarcando na baleeira “Volúvel”, em 19000, o leitor navegará pelas yoles em um texto muito agradável. O Vasco começou a ser grande por ali. 

6 - Era véspera de Vasco x  Náutico-PE, em São Januário, pelo Campeonato Brasileiro-1989. A rapaziada não fizera os pontos planejados nos jogos anteriores, e o presidente Antônio Calçada teria dito ver a comissão técnica trabalhando pouco. O treinador Nelsinho Rosa ficou uma fera, evidentemente. E a imprensa carioca não perdeu a chance de tocar mais fogo ainda na Colina. No dia da partida, o “Pai Santana” aproveitou a onda e disse aos radialistas que tinha um óleo milagroso, “trazido da cidade santa de Meca” (na Arábia Saudita), para massagear ao músculos do baianinho Bebeto, o seu escolhido para tirar de São Januário o título de “a casa onde mora o fuxico?”. Se o óleo fez milagre, ou não, Bebeto mandou duas pipocas nas redes e a rapaziada sapecou 4 x 2 nos pernambucanos, limpando a fumaça da crise. Naquele dia, o Vasco jogou com tanta raça que roubou 47 bolas dominadas pelo “Timbu”.

7 - O Vasco via-se ameaçado de não chegar à final do Brasileirão-1989. Isso por causa de manobras da cartolagem da Federação Paulista de Futebol, para ajudar o seu mais forte concorrente ao título, o Palmeiras. A entidade escondera estar a Inter, de Limeira, punida com a perda de um mando de campo, só fazendo um dia depois do empate (2 x 2) do seu filiado, em seu reduto, diante dos vascaínos. Com a revelação, os palmeirenses poderiam tirar de Limeira o seu jogo contra o time da casa, levando-o para um outro local. Então, Eurico Miranda, que era o diretor de futebol da Confederação Brasileira de Futebol-CBF, soltou os cachorros. Em resposta, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, pediu-lhe que se decidisse: se comportava como diretor de uma confederação, ou omo representante de clube. No dia 16 de novembro, uma quinta-feira, Eurico pediu dispensa do seu cargo na CBF, e voltou para a Colina.









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