Vasco

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quarta-feira, 26 de julho de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - FONTANA

1 -  O goleiro argentino Andrada ficava uma fera quando os companheiros o chamavam de “Arqueiro do Rei”. Por aquela época, em 1969, estava na moda um uísque chamado “King's Arch”, o que traduzido dizia aquilo. A rapaziada sacaneava: “Ô gringo, me dê um uísque”. Ele rebatia: "Non quiero esta brincadêra, non!". Aí  era que a turma encarnava mais. Teve que se acostumar. O zagueiro Fernando Silva, acusado pelo árbitro pernambucano Manoel Amaro de Lima de ter feito o pênalti em Pelé jura que o “Rei” tropeçou em uma de suas pernas e caiu dentro da área, no lance que gerou o gol 1.000. Para desconsolo de Andrada.   

2 -  Maior cartaz do Atlético-MG, na metade da década-1960, Bougleux, que a imprensa carioca escrevia Buglê,  conta ter sido forçado, pelos dirigentes do “Galo”, a vender o seu automóvel Mercury, modelo 1964, devido aos comentários de se tratar “de carro de playboy”. Segundo ele, jogador do futebol mineiro só poderia ter, no máximo, um Volkswagen. Quando comprou um Karman Ghia-1968, amarelo margarida, ficou perplexo por não terem reclamado. Venderam o seu passe para o Vasco da Gama, naquele ano, quanto tinha 22 anos de idade.     

1 -  Treinado por Paulinho de Almeida, o Vasco começara bem o Campeonato Carioca-1968, após seis amistosos, entre 4 e 21 de fevereiro, com três vitórias, dois empates e uma escorregada. Durante o Estadual, o time corria como um coelho, preparado fisicamente por Paulo Baltar. E mandou 3 x 2 América; 4 x 1 Madureira; 1 x 0 Campo Grande; 2 x 0 Bonsucesso; 2 x 1 Bangu; 3 x 0 Portuguesa; 2 x 0 São Cristóvão e 3 x 1 Fluminense, este em 13 de março,  com Fontana  sendo expulso de campo, aos 51 minutos, acusado de agredir ao árbitro Armando Marques. Mesmo com acusação tão grave, o “xerifão” não foi punido, exemplarmente, pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Carioca de Futebol. Ele defendeu-se contando que Salvador e Reinaldo (do Flu) fizeram falta sobre ele, que foi cobrar do juiz. Quando discutia com o apitador, os colegas Bianchini e Danilo Menezes o empurraram para o lado, e ele empurrou um deles, que caiu por cima do árbitro. Logo, acidente de trabalho. E não foi que o tribunal foi na conversa! Aplicou-lhe só a multa de NCr$ 70 novos cruzeiros, uma ninharia para o Vasco pagar.       

    
 

   

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