sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

HISTÓRIAS DO GAMA - OSVANDO LIMA

Julho de 1978; o Gama passava por seríssimas dificuldades financeiras e a saída mais falada seria solicitar licença das competições da Federação Metropolitana de Futebol-FMF. O presidente Márcio Tanus de Almeida, principal assessor da Administração Regional da cidade do Gama e que estava no cargo, apenas, porque o adminisrtrador  Walmir Bezerra o indicara para suceder ao fundador Hermínio Neves, o Tim, em troca do seu apoio, não via como acumular duas funções.

Já que o Tim não era visto pelo administrador Bezerra como alguém com traquejo suficiente para comandar um clube no regime profissional e  ser o representante da cidade no campeonato metropolitano, começou-se a procurar alguém  para substituir o Tanus. Como ninguém queria o cargo, o ainda presidente Márcio Tanus e seu diretor Márcio Rodrigues conseguiram convencer o diretor de futebol, Osvandio Lima, a assumir o comando. “Me pegaram no laço”, comparava.

Osvando, comerciante, proprietário de uma das principais lojas do Gama, a Casa Lima, ao ser o brigado a topar o dessafio, disse aos demais dirigentes:

 - Sem o apoio dos comerciantes da terra, não terei como tocar o Gama. Uma coisa é eu gerir a minha loja, outra é atender às expectativas de todauma cidade apaixonada por futebol – e foi à luta e quase quebrou a sua loja.  De sua parte, o  administrador Walmir Bezerra liberava o estádio da comunidade para a turma trabalhar.

 Quando Osvando Lima tornou-se presidente, os jornais cariocas divulgavam que o Botafogo iria cobrar do Gama, judicialmente, Cr$ 290 mil cruzeiros (moeda da época), de cota não paga por amistoso, no Bezerrão.

- Começar um mandato daquele jeito, era pior do que ter a minha loja assaltada e não sobrado nada – considerou.

 Osvando Lima negociou com o Botafogo e a Federação Metropolitana de Futebol, que lhe emprestou grana, e marcou o seu “primeiro gol como cardtola”.

- Evitamos que o nome do Gama ficasse sujo e não conseguissemos mais trazer nenhum grande clube pra jogar amistosos com a gente” – comemorava.

 Osvando considerava, porém, o grande lance dos seus inícios de presidência gamense ter conseguido patrocinadores para tirar o meia Péricles, do Brasília Esporte Clube e considerado o principal craque do então futebol candango.

- Foi algo tão grande para um olube pequeno, como o Gama, que a apresentação do atleta foi no Iate Clube de Brasília -, acentuou, sobre o fato, ocorrido durante almoço com a imprensa,  no então mais famoso e importante clube brasiliense.      

  Os patrocinadores  – o principal foi o carnê Gamão Milionário, que sorteava prêmios para os compradores - conseguidos por Osvando Lima pagaram Cr$ 50 mil cruzeiros, de luvas (antiga grana por fora do comtrato) e Cr$ 10 mil cruzeiros mensais a Péricles, “investimentio muito grande para o pequeno Gama”, sublinhava.

Péricles foi tornado capitão do time, pelo treinador Martim Francisco e, ganhando a companhia do aratilheiro Fantato e do ponta-esquerda Robertinho, vindos do Goiânia EC, liderou a rapaziada durante a conquista do titulo de campeão brasiliense de 1979, o primeiro dos gamenses.

Osvando Pimentel de Lima nasceu na goiana Uruano. Foi lateral-direito do Brasilinha, time amador gamense, e seu único titulo como atleta foi campeão aspirante da cidade, em 1966. 

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