quinta-feira, 10 de março de 2016

HISTÓRIAS DO FUTEBOL BRASILIENSE ESCORREGADAÇAS DO TIME DO GAMA

15.06.1980 - A diretoria alviverde procurava um adversário famoso para disputar um amistoso e fazer a festa pela conquisa do primeiro título de campeão candango, em 1979. O tempo passava, tentava-se adversários de peso, mas nenhum tinha data disponível. Até que o Atlético-MG teve. E o Periquitão trouxe o Galo (apelido do time mineiro), em uma esolaradíssima tarde  já de junho, quando a galera nem mais esperava pelo jogo. Tanto que só 3.267 pagantes apareceram no Bezerrão – renda de Cr$ 326 mil e 700 cruzeiros – e pouco ajudaram a pagar a cota do time alvinegro de Belo Horizonte.

Pra piorar, o Atlético-MG, que era um dos primeiros colocados do Campeonato Brasileiro, com um time bem acertadinho, a milhares de quilômetros de distância em experiencia do que o Gama, que não tinha jogadores rodados. E não perdoou: mandou 5 x 0. Só o centroavante Fernando Roberto – aos  27, 35 e 43 minutos do segundo tempo – marcou três gols. Antes, Renato Queiroz, aos 27 do primeiro tempo, havia dado o recado. Quem tinha alguma esperaça de empat na etapa final, desistiu, aos 24, quando Luis Alberto carimbou a segunda bola nas malhas do time candango.

O Gama do primeiro vexame interestadual foi: Hélio; Carlão, Paulo Frederico, Décio (Jairo) e Odair; Santana, Manoel Ferreira e Luís Carlos (Boni); Lino,. Fantato e Robertinho. Treinador: Martim Francisco. O Atletico-MG alinhou: João Leite; Alves, Osmar (Fred), Marcus Vinicius Silva (Alexandre) e Hilton Brunis; Cbicão (Heleno), Renato Queiroz e Palhinha (Luís Alberto); Pedrinho Gaúcho (Dinei), Feernando Roberto e Rômulo. Treinador: Procópio Cardoso Neto.


13.11.2002 -  O mesmo Atlético-MG foi reponsável por uma outra grande escorregadaça gamense. Desta vez, com gamenses  mais experientes e valendo pelo Campeonato Brasileiro: Gama 4 x 6 Atlético-MG.

À época, o Gama fazia uma fraca participação no Brasileirao e somava, apenas, 22 pontos, em 23 partidas. Bola rolando, o “Galo” (apelido dos atleticanos) abriu a conta, aos 14, e  ampliou, aos 43, placar da primeria etapa. Na fase final, o Periquitão reagiu, aos  quatro minutos,  por Anderson. Mas dois minutos depois o goleiro Pitarelli entregou a rapadura - 1 x 3 – que ficou menos amarga, aos 12, por conta de Nen: 2 x 3. 

Aos 16, Romualdo revidou falta e foi expulso de campo. Mas o Gama mostrou ralça e, aos 28,  chegou ao empate, por intermédio de Rodriguinho: 3 x 3. No entanto, aos 33, o goleiro Pitarelli voltou a entregar a garapa: 3 x 4, que virou 3 x 5, aos 37. Sem querer jogar a toalha, os alviverdes voltaram a bater na rede, aos 41 minutos, com Dimba, cobrando pênalti: 4 x 5. Por fim, o árbitro Romuldo Corrêa-SP marcou pênalti inexistente para os galenses - converteram, aos 48 -, rolou tremendo rebu dentro do gramado, com o golereio Pitarelli e o meia Jackson sendo expulsos, além de um atleticano, e a PM chamada a intervir na bagunça. E, por 4 x 6, o Gama foi rebaixado à Série B do Braileiro, no Estádio Independência, em Belo Horizonte, diante de 15.783 pagantes – renda de  R$ 76.243,00 – e de um radialista candango que chamou o placar por “derrota honrosa”.

Treinado pro Sérgio Aledsandre, o Gama foi: Pitarelli; Paulo Henrique (Wilson Goiano), Nen, Vinícius e Rochinha (Victor); Deda, Anderson, Jackson e Lindomar (Rodriguinho); Romualdo e Dimba. O Alético-MG alinhou: Eduardo; Neguete (Ronildo), Nen (Genalvo), Edgar (Eraldo) e Mancini; Hélcio, Cleison, Paulinho e Michel; Kim e Renaldo. Técnico. Geninho.

Aquele foi um dos sete jogos com o segundo maior número de gols - dez  - na história do Brasileirão. Os outros foram: Guarani de Campinas-SP 8 x 2 Clube do Remo-PA (1983); Vasco da Gama 6 x 4 Goiás (2003); Atlético-PR 6 x 4 Vasco da Gama (2006; Portuguesa de Desportos-SP 5 c 5 Figueirense-0SC (2008)  e Bahia 6 x 4 Goiás (2023). Os maiores – 11 gols - ainda são: Corinthians 10 x 1 Tiradentes-PI (1983) e Santos 7 x 4 Bahia (2003).   

                           

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