15.06.1980 - A diretoria alviverde
procurava um adversário famoso para disputar um amistoso e fazer a festa pela
conquisa do primeiro título de campeão candango, em 1979. O tempo passava,
tentava-se adversários de peso, mas nenhum tinha data disponível. Até que o
Atlético-MG teve. E o Periquitão trouxe o Galo (apelido do time mineiro), em uma esolaradíssima tarde
já de junho, quando a galera nem mais esperava pelo jogo. Tanto que só 3.267
pagantes apareceram no Bezerrão – renda de Cr$ 326 mil e 700 cruzeiros – e pouco
ajudaram a pagar a cota do time alvinegro de Belo Horizonte.
Pra piorar, o Atlético-MG, que era um
dos primeiros colocados do Campeonato Brasileiro, com um time bem acertadinho, a milhares de quilômetros de distância em experiencia do que o Gama, que não
tinha jogadores rodados. E não
perdoou: mandou 5 x 0. Só o centroavante Fernando Roberto – aos 27, 35 e 43 minutos do segundo tempo – marcou três
gols. Antes, Renato Queiroz, aos 27 do primeiro tempo, havia dado o recado. Quem tinha alguma esperaça de empat na etapa final,
desistiu, aos 24, quando Luis Alberto carimbou a segunda bola nas malhas
do time candango.
O Gama do primeiro vexame interestadual
foi: Hélio; Carlão, Paulo Frederico, Décio (Jairo) e Odair; Santana, Manoel
Ferreira e Luís Carlos (Boni); Lino,. Fantato e Robertinho. Treinador: Martim
Francisco. O Atletico-MG alinhou: João Leite; Alves, Osmar (Fred), Marcus
Vinicius Silva (Alexandre) e Hilton Brunis; Cbicão (Heleno), Renato Queiroz e
Palhinha (Luís Alberto); Pedrinho Gaúcho (Dinei), Feernando Roberto e Rômulo.
Treinador: Procópio Cardoso Neto.
13.11.2002 - O mesmo Atlético-MG foi reponsável por uma outra grande escorregadaça gamense. Desta vez, com gamenses mais experientes e valendo pelo Campeonato Brasileiro: Gama 4 x 6 Atlético-MG.
À
época, o Gama fazia uma fraca participação no Brasileirao e somava, apenas, 22 pontos, em 23 partidas. Bola
rolando, o “Galo” (apelido dos atleticanos) abriu a conta, aos 14,
e ampliou, aos 43, placar da primeria
etapa. Na fase final, o Periquitão reagiu, aos quatro minutos, por Anderson. Mas dois minutos depois o
goleiro Pitarelli entregou a rapadura - 1 x 3 – que ficou menos amarga,
aos 12, por conta de Nen: 2 x 3.
Aos 16, Romualdo revidou falta e foi expulso de campo. Mas o Gama
mostrou ralça e, aos 28, chegou ao
empate, por intermédio de Rodriguinho: 3 x 3. No entanto, aos 33, o goleiro
Pitarelli voltou a entregar a garapa: 3 x 4, que virou 3 x 5, aos 37.
Sem querer jogar a toalha, os alviverdes voltaram a bater na rede, aos
41 minutos, com Dimba, cobrando pênalti: 4 x 5. Por fim, o árbitro Romuldo
Corrêa-SP marcou pênalti inexistente para os galenses - converteram, aos
48 -, rolou tremendo rebu dentro do gramado, com o golereio Pitarelli e o meia
Jackson sendo expulsos, além de um atleticano, e a PM chamada a intervir na
bagunça. E, por 4 x 6, o Gama foi rebaixado à Série B do Braileiro, no Estádio
Independência, em Belo Horizonte, diante de 15.783 pagantes – renda de R$ 76.243,00 – e de um radialista candango
que chamou o placar por “derrota honrosa”.
Treinado pro Sérgio Aledsandre, o Gama foi: Pitarelli; Paulo Henrique
(Wilson Goiano), Nen, Vinícius e Rochinha (Victor); Deda, Anderson, Jackson e Lindomar
(Rodriguinho); Romualdo e Dimba. O Alético-MG alinhou: Eduardo; Neguete
(Ronildo), Nen (Genalvo), Edgar (Eraldo) e Mancini; Hélcio, Cleison, Paulinho e
Michel; Kim e Renaldo. Técnico. Geninho.
Aquele foi um dos sete jogos com o segundo maior número de gols -
dez - na história do Brasileirão. Os
outros foram: Guarani de Campinas-SP 8 x 2 Clube do Remo-PA (1983); Vasco da
Gama 6 x 4 Goiás (2003); Atlético-PR 6 x 4 Vasco da Gama (2006; Portuguesa de
Desportos-SP 5 c 5 Figueirense-0SC (2008)
e Bahia 6 x 4 Goiás (2023). Os maiores – 11 gols - ainda são:
Corinthians 10 x 1 Tiradentes-PI (1983) e Santos 7 x 4 Bahia (2003).
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