Vasco

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sábado, 20 de outubro de 2012

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - CAMISA BRANCA

  Era tarde de domingo, no 16 de janeiro de 1938. Que a galera se lembrasse, nunca tinha visto a rapaziada adentrar ao tapete verde São Januário usando camisa branca com a faixa transversal preta. Quem não foi ao jogo, surpreendeu-se, no dia seguinte, quando o Jornal do Sports fez alusão ao fato, com  a foto – no placar, Vasco 4 x 1 Bonsucesso, pelo Campeonato Carioca. 
Embora Vasco 4 x 1 Bonsucesso tivesse sido jogado em janeiro de 1938, valia, ainda, pelo Campeonato Carioca de 1937. A Turma da Colina, meramente, só cumpriu tabela.  Niginho (2), Lindo e Luna balançaram o filó, e o time teve: Rey, Poroto e (Zé Luís) Itália; Rafa, Zarzur e Calocero; Lindo, Alfredo I, Niginho, Feitiço e Luna. O Vasco terminou a temproada em terceiro lugar, há oito pontos do campeão, totalizando 30 pontos, em 22 jogos, vencendo 13, empatando 4 e perdendo 5. Marcou 84 e sofreu 42 gols.

Antes de adotar este uniforme, os vascaínos jogavam todos com o preto que marcou o seu
 futebol desde os primeiros tempos 
A VOLTA - Após os 4 x 1 Bonsucesso, de  16 de janeiro de 1938, a jaqueta branca com a faixa preta e diagonal, mesmo levando sorte para o gramado, foi retirada de circulação após a goleada. Então, Nigino (2), Lindo e Luna ficaram na história da rapaziada como os goleadores da nova moda. 
Isso até  22 de março de 1942, quando a jaqueta foi relembrada e o meio-campista Villadoniga marcou os dois gols dos 2 x 1 sobre o América, valendo valeu o Troféu da Paz, patrocinado pela loja O Camizeiro, encerrando uma série melhor-de-três iniciada em 1937, em jogo que marcou, também, a estreia vascaína de Ademir Menezes, o segundo maior goleador e primeiro grande ídolo de massa da torcida cruzmaltina.
 O time vascaíno do dia alinhou: Walter, Florindo e Osvaldo; Figliola, Zarzur e Dacunto; Alfredo II, Villadoniga, Ademir, Massinha e Manuel Rocha.



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

CALENDÁRIO - 19, 20, 21 E 22 DE OUTUBRO

                                                        19 DE OUTUBRO

VASCO 4 X 0 BOTAFOGO - Já que recebia visitas naquele domingo, em São Januário, porque não tratar mal o visitante? E não deu outra. O "Almirante" sapecou 4 x 0 nos alvinegros, pelo Campeonato Carioca-1941. Gonzalez (2), Moacir e Villadoniga balançaram as redes. O técnico era Telêmaco Frazão de Lima e o time teve: Chiquinho, Florindo e Osvaldo Saldanha;  Argemiro, Zarzur e Dacunto; Alfredo II, Moacir, Villadoniga, Gonzalez e Orlando.  


VASCO 1 x 0 BOTAFOGO - O próximo duelo vencido foi em uma quarta-feira, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro-2005, com gol  de Romário, aos cinco minutos do segundo tempo diante de 15 mil pagantes, também em São Januário. Renato "Gaúcho" Portaluppi  era o treinador deste time: Roberto; Wagner Diniz, Fábio Braz, Anderson do Ó e Diego; Ives, Osmar (Robson Luis), Abedi (Eder) e Morais; Alex Dias e Romário (Wilian).

                                                        20 DE OUTUBRO 
                                                                                                            

VASCO 7 X 0 PORTUGUESA-RJ elevou para 10 (equivalente ao mês-10, outubro) o número de bolas enviadas pela rapaziada às redes da "Zebra da Ilha". Aconteceu no, Maracanã, diante de poucos olhos, só 10.629 pagantes, ouvindo o sopro do apito de José Roberto Wright. Malmente a bola rolou, a 1 minuto, Guina mandou o "garoto do placar" escrever: 1 x 0. Aos 35, foi a vez de Roberto Dinamite explodir o barbante: 2 x 0, placar da etapa inicial. O rebu pintou pra valer foi no segundo tempo. Paulinho Pereira, aos 13; o Dinamite, de volta ao marcador, aos 18; Wilsinho, aos 20; Guina, também repetindo, aos 36, e Catinha (depois mudou a grafia para Katinha), aos 42, fizeram a festa comemoradas por: Leão; Paulinho Pereira. Ivã (Paulo Cesar), Gaúcho e Marco Antônio; Zé Mário (Paulo Roberto), Dudu e Guina; Catinha, Roberto e Wilsinho.
 DETALHE: pode-se dar um desconto para a "Lusa Carioca", pois, quando já havia queimado todas as substituições, o goleiro Chico saiu de campo (machucado) e o meia Marquinhos foi para o seu lugar, pagar todos os seus pecados.


                                                              21 DE OUTUBRO

VASCO 5 X 0 PORTUGUESA-RJ teve "gol rapidão", marcado por Valter Marciano, aos 3 minutos, anunciando placar do "outro mundo" – Pinga, batendo pênalti, aos 20; Livinho, aos 40; Vavá, aos 49 e aos 75, confirmaram o aviso, no estádio das Rua Campos Sales. Com apito de Mario Vianna, a pugna está no histórico do Campeonato Carioca-1956, com caneco na Colina, após 16 vitórias, quatro empates e dois insucessos. Temporada de um impressionante saldo de 41 gols – 58 pró e 17 contra. Naquele dia, o treinador Martim Francisco agradeceu a: Carlos Alberto Cavalheiro, Dario e Bellini; Laerte, Orlando e Coronel; Sabará, Livinho, Vavá, Válter e Pinga.

VASCO 9 X 0 BONSUCESSO foi o chamado placar de "lascar o cano". Além de ter rolado na casa do adversário, à Rua Teixeira de Castro. Valendo pelo Campeonato Carioca-1945, só no primeiro tempo foi 4 x 0, com Isaías abrindo a conta, aos 22 minutos, para Ademir, Lelé e Chico o seguirem o caminho da rede. Na segunda etapa, até o zagueiro Berascochea pintou por lá. Ademir, Isaías e Lelé repetiram o feito do primeiro tempo, e Jair Rosa Pinto os acompanhou.  Rodrigues, Augusto e Rafagnelli; Berascochea, Ely do Amparo e Argemiro; Ademir, Lelé, Isaías Jair e Chico.
DETALHE: o ponta-de-lança Ademir Menezes foi escalado, teoricamente, como ponta-direita, porque o treinador Ondino Viera não queria desperdiçar o poder de foto dos "matadores" Isaías e  Lelé, naquele jogo integrante da primeira campanha invicta de um campeão carioca após o surgimento do profissionalismo no futebol brasileiro.  

VASCO 2 X 1 ATLÉTICO-PR é o que se pode chamar de uma "alfinetada" no Furacão. Afinal, o lateral-esquerdo Alfinete compareceu à rede do Estádio Couto Pereira, em Curitiba, aos 40 minutos do primeiro tempo. Jogo do Campeonato Brasileiro-1973, importante, por ter sido na casa do adversário, que chegou a igualar o placar. Mas Roberto Dinamite, aos 42 da etapa final, dinamitou as pretensões do anfitrião. José Faville Neto-SP apitou ante um público de 11.549 pagantes. Para a súmula da partida, o chefe Mário Travaglini mandou os nomes de: Andrada; Paulo César, Miguel, Renê e Alfinete: Alcir, Gaúcho (Dé) e Ademir; Jorginho Carvoeiro, Roberto Dinamite e Luís Carlos Lemos. 
VASCO 3 x 2 AMÉRICA-MG, um jogo com placar apertado, mas importante por ter sido vencido na casa do adversário, em Belo Horizonte, pelo Campeonato Brasileiro-1976. Dé "Aranha", Galdino e Luis 'Fumanchu" se encarregaram de arrombar a toca do "Coelho", o apelido dos americanos mineiros.    

VASCO 4 X 0 SÃO CRISTÓVÃO rolou com Roberto Dinamite explodindo três pipocas nas redes do "Santo", em um sábado, em São Januário, pelo Estadual-1978, diante de 20.070 pagantes. Orlando Fantoni era o treinador, Ramon fez o outro tento da patota formada por: Leão; Orlando ‘Lelé’, Abel Braga, Gaúcho e Marco Antônio ‘Tri’; Helinho, Paulo Roberto e Guina; Wilsinho, Roberto e Ramon. Em 1978, o "Almirante" fez um fraco primeiro turno, ficando em quarto lugar, com quatro vitórias, cinco empates e dois vexames. No segundo, melhorou e ficou com a segunda melhor campanha, com 10 vitórias e uma queda livre.
 
                                 DINAMITE DO OUTRO LADO DO BALCÃO
                                                                 21.101989 
                          VASCO DA GAMA 0 X 0 PORTUGUESA DE DESPORTOS
   Roberto Dinamite, o maior ídolo da torcida cruzmaltina, entrava em campo para navegara contra o "Almirante". Aconteceu em um sábado, exatamente, em São Januário, onde ele recebia os aplausos da galera, a sua casa, desde que saíra de Duque de Caxias-RJ. O jogo valia pela primeira fase do Campeonato Brasileiro-1989 e o maior goleador da história vascaína estava emprestado à "Lusa do Canindé". Só 7.502 almas conferiram, pagando NCz$ 120.255,00 (novos cruzeiros). José de Assis Aragão-SP apitou e a “Turma da Colina”, comandada pelo técnico Nelsinho Rosa, era:  Acácio; Ayupe, Sidnei, Leonardo Siqueira e Cássio; Zé do Carmo, Andrade, William e Marco Antônio Boiadeiro; Anderson (Vivinho) e Tato.
DETALHE-1: a Portuguesa-SP tinha
 time dirigido por um treinador muito ligado ao Vasco, Antônio Lopes, e contava, ainda, com o lateral-esquerdo Lira, que se consagrara em São Januário – Sidmar; Zanata, Eduardo, Henrique e Lira; Capitão, Márcio Araújo, Biro-Biro e Toninho; Jorginho e Roberto Dinamite foi a formação.
O CARA - Carlos Roberto de Oliveira tinha a sua imagem ligada, indissociavelmente, ao Vasco da Gama. Passara 21 dos seus 22 anos como atleta profissional na Colina, tendo balançado as redes por 702 vezes, em 1.110 partidas com a camisa cruzmaltina. . Entre os motivos que  o fizeram de maior ídolo da torcida vascaína estavam ser o maior artilheiro da história dos Campeonatos Brasileiro (190 gols) e Carioca (279). Pela Federação Internacional de Estatística de Futebol, entidade reconhecida pela FIFA, aparecia como o quinto goleador do planeta, em disputas de primeira divisão, com 470 gols, em 758 jogos oficiais – fica atrás só do “Rei Pelé”, de Josef Biean (TCH), de Puskas (HUN) e de Romário.
 
VASCO 1 X 0 GAMA, partida duríssima, pela primeira fase do Campeonato Brasileiro-2000, em um sábado, com a galera que foi a São Januário só comemorando a vitória aos 46 minutos do segundo tempo, com gol de Romário, na chamada "última bola do jogo".  Era o terceiro encontro e a terceira vitória cruzmaltina nesse duelo da família "Gama", pelo Brasileirão. No quesito gols, ficaram sendo 11 cariocas e três candangos. Escalado pelo treinador Oswaldo de Oliveira, o "Almirante" convocou estes anfitriões: Helton; Clébson, Júnior Baiano, Odvan, Henrique (Luisinho), André Silva (Jorginho Paulista), Paulo Miranda, Juninho Paulista (Pedrinho), Juninho Pernambucano,  Viola e Romário. O Gama, treinado por Mauro Fernandes,  teve: Nílson, Jairo Araújo, Gérson, Rochinha, Deda, Kabila, Lindomar, Romualdo, Juari, William e Lima.  

                                                                 22 DE OUTUBRO

22 de outubro de 1950 - Vasco da Gama 7 X 0  Canto do Rio -  a rapaziada não tinha mesmo pena do Cantusca (apelido do adversário). Como já o havia goleado em tantas outras vezes, não custaria nada mandar mais uma encaçapada. E assim o fez, em um domingo, em São Januário, fechando o primeiro turno, com a moçada treinada  por Flávio Costa no auge do Expresso da Vitória. 
Naquele dia, os impiedosos goleadores foram Ademir Menezes (2), Djayr (2), Maneca,Jansen e Tesourinha, tendo o time sido Barbosa, Augusto e Wilson Capão;  Ely, Danilo e Jorge; Tesourinha, Maneca, Ademir Menezes, Jansen e Djayr. OBS: 20º encontro entre os dois clubes por Campeonatos Cariocas, já tendo o Almriante goleado o rival por cinco vezes – 5 x 0 (18.05.1941); 5 x 2 (02.09.1943); 14 x 1 (06.09.1947); 6 x 0 (31.09.1949) e 4 x 0 (23.10.1949). Este prélio fez parte da campanha do título carioca da temporada, com 17 vitórias, em 20 jogos, marcando 74 gols, com o fantástico saldo de 53.


22 de outubro de 1995 - Vasco da Gama 6 x 1 Paysandu-PA goleda assistida por 4.138 pagantes, pelo Campeonato Brasileiro. Embora o adversário seja chamado  por Papão, em sua terra, ele começou a ser papado a partir dos 10 minutos do primeiro tempo, quando Nélson pipocou o açaí. Gostou e, depois provou mais. No segundo tempo, Valdir melou o bigode em mais duas oportunidades, deixando para Juninho Pernambucano e Leonardo saborearam os últimos goles. Carlos Alberto Zanata era o guloso treinador vascaíno e a sua patota mordeu nas garras de: Carlos Germano; Pimentel, Ricardo Rocha (Tinho), Alex e Sidnei; Luisinho Quintanilhas (Juninho Pernambucano), Charles Guerreiro e Nélson; Pedrinho, Marcelo (Leonardo Pereira) e Valdir  Bigode.  

22 de outubro de 2005 - Vasco da Gama 2 x 1 Flamengo -  um sábado à tarde,  em São Januário, pela 12ª rodada do returno do Campeonato Brasileirão, com 10.543 pagantes. Cinco minutos depois do início da pugana, Wagner Dnzi abriu os trabalhos. Meia hora depois, o “Baixinho” Romário escreveu o dele no placar. Renato Gaúcho Portaluppi era o treinador desta rapaziada: Roberto; Wagner Diniz, Fábio Braz, Anderson do Ó e Diego: Ives, Amaral, Abedi (Eder) e Fernandinho (Robson Luís); Alex Dias e Romário.   

22.10.1960 – Vsco da Gama 3  x 0 São Cristóvão - no estádio da Rua General Severiano, com Pinga pingando duas gotas de alegria na rede do "Santo" e Delém completando a festa no placar. Jogo do segundo turno do Campeonato Carioca, com ... pagantes. Ely do Amparo estawva com otreinador e escalou: Ita; Paulinho de Almeida e Bellini; Orlando Peçanha, Laerte e Coronel; Sabará, Wilson Moreira, Delém e Pinga.

22 de outubro de 1970 - Vasco da Gama 1 x 0 ABC-RN - jogo 2.529 doAlmirante,  trranscorrido no estádio.... da potiguasr Natal, amikstgossamenter. Ademir Silva foi o bastedor de rede, com o time do técnico... sido:  

22 de outubro de 1975 – Vasco da Gasmas 1 x 0 Cruzeiro-MG - 
  
22 de outubro de 1992 – Vasco da Gama 3? X 0 Itaperuna-RJ - golada na casa adversário, o Estádio Jair Bittencourt, na prsença de 2.702 torcedore. Edmundo (2) e Roberto Dinamite, aos 78 minutos, liquidarem o time do afitrião, pelo Estadual, a Taça Rio que valia pelo segundo turno. Time goleador: Carlos Germano; Luis Carlos Winck, Jorge Luis, Alexandre Torres e Cássio; Luisinho Quintanilha, Leandro, Bismarck (Luciano) e Carlos Alberto Dias; Edmundo e Roberto (Valdir). Técnico: Joel Santana

22 de outubro de 2008 – Vasco da Gama 4 x 2 Goiás  - em uma noite de quarta-feira com Edmundo (2), Madson e Alex Teixeira esgotando o estoque de gols primeiro tempo. O técnico era Renato Gaúcho Portaluppi que escalou: Rafael; Fernando, Eduardo Luiz, Jorge Luís, Valmir, Baiano (Wagner Diniz), Jonílson, Mateus (Leandro Bonfim), Madson, Alex Teixeira (Pedrinho) e Edmundo.  OBS; o feito elevou, para cinco, a invencibilidade sobre o time da casa, em Brasileiros, atingindo 14 vitórias e 58 gols, em 29 jogos.

                                                         ANIVERSARIANTES

 Augusto da Costa - carioca, defensor e capitão vascaíno por um bom tempo, tendo sido da Turma da Colina, entre 1945 a 1954, por 311 jogos e dois gols. Ajudou a rapaziada a conquistar 18 títulos: Torneio Relâmpago-RJ-1943; Taça Centenários de Portugal-1947; Torneio Gérson Santos Coelho-1948; Torneio Municipal-RJ-1945/1946/1947; Torneio Início do Campeoanto Carioca-1945 e 1948; Campeoanto Sul-Americano de Clubes Campeões-1948; Troféu Cinquetenário do Racing-ARG, Quadrangular Internacional do Rio de Janeiro e Torneio Internacional do Chile-1953; Campeonato Carioca-1945/1947/1949/1950/1952 e Torneio Internacional Rivadávia Corrêa Meyer-1953. Viveu de 22.10.1920 a 01.03.2004.

Jorge Dias Sacramento - lateral-esquerdo pernambucao, nascido em Recife, esteve vascaíno, entre 1943 a 1954, por 337 jogos.  Conquistou com a Turma da Colilna 15 dos títulos citados acima nas conquistas do companheiro Augusto da Costa, exceto o Torneio Municipal, o Tornei Início e o Campeonato Carioca todos de 1945. Viveu de 22 de março de 1924 a 30 de julho de 1998.

Pedro Luís Vicençote, lateral-esquerdo chamado por Pedrinho, nascido em Santo André-SP,  em 1957. Esteve vascaíno, entre 1981 a 1983 e em 1986, tendo sido campeão estadual-RJ-1982. 

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ACONTECEU

1721 - czar Pedro I proclama império russo; 1797 - Andrés-Jacques Garnierin faz o primeiro salto de paraquedas registrado a mil metros acima de Paris; 1807 - Potugal faz acordo secreto com Inglaterra para mudar corte para o Brasil; 1836 - aventureiro Sam Houston toma posse como o primeiro presidente da Repúblicas do Texas; 1879 - nort-aericano Thomas Edison usa filamento de fio carbonizado para testar primeira l|âmpada elétrica incandescente que leva 13h30 até queimar; 1884 - Observatório Real britânico adotado por meridiano principal da longitude; 1909 - aviadora francesa Élise Deroche se torna primeira mulher a voar sozinha; 1938 - Estados Unidos apresentam primeira cópía xerográfica; 1964 - escritor francês Jean-Paul Sartre recusa Prêmio Nobel de Literatura; 1966 - União Soviética lança sonda espacial Luna-12; 1968 -  nave norte-americanaama Apollo-7 orbita Terra por 163 vezes; 1969 - diatadura de generais-presidentes brasileiros permite reabertura do Congresso Nacional fechado há cinco meses; 1975 - missão espacial não tripulada soviética Venera-9 chega a Vênus; 2008 - Índia lança (Chandrayaan-1) sua primeira missão lunar não tripulada; 2022 - Giorgia Meloni se torna primeira mulher primeira-ministra da Itália.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - ADEMIRIANA

Era um domingo. A torcida cruzmaltina vivia a expectativa de assistir Ademir Menezes balançar a rede. E foi para o estádio da Rua Conselheiro Galvão, acompanhar a quarta partida vascaína do atleta pernambucano, que não marcara gol durante a estreia e os dois jogos seguintes – 05.04.1942: Vasco 0 x 0 América; 12.04: 1 x 5 Madureira e 26.04: 1 x 1  Flamengo. 
Ademir Marques de Menezes encantara aos vascaínos durante excursão do selecionado pernambucano, pelo Sul/Sudeste do país, com 11 titulares e vários reservas do Sport Recife, razão de a imprensa noticiar os amistosos como sendo do Leão da Ilha. Foram 10, vitórias, dois empates, duas derrotas, 46 tentos marcados e 29 levados. 
No 1º de maio, aproveitando o feriado do Dia do Trabalho, o Vasco convidou a equipe pernambucana a encará-lo, no estádio da Rua Campos Sales. O treinador uruguaio Ondino Viera ainda estava desenhando a engrenagem do assombroso Expresso da Vitória, que começaria a entrar nos trilhos, em 1944, para tornar-se uma das máquinas mais poderosas do futebol mundial, pelos próximos oito anos. 

ROLOU A PELOTA  – Era normal, para o torcedor vascaíno, a sua patota abrir 3 x 0 de frente – Villadoniga (2) e Nino – sobre adversários nordestinos.  Não fazia mais do que a sua obrigação. No entanto, aos 30 minutos do primeiro tempo, um rapaz magrinho, com uma cabeleira invocada,  repartida do lado esquerdo, foi lançado e,  como se tivesse um motor a propulsão a jato, diminuiu o placar do primeiro tempo: Vasco 3 x 1.
A segunda parte da surpresa veio durante a etapa final. Aos dois minutos, Valfredo encostou o visitante no escore da partida: 2 x 3. Aos 6 e aos 7, em outros dois grandes lances, Ademir virou a história, para 4 x 3. Surpreendente? Aos 18, Nino colocou a casa em ordem: 4 x 4. Ninguém, n entanto, esperava que Pirombá derrubasse os anfitriões: 5 x 4, aos 27 minutos. Incrível!
Surpresa acontecida, foi a vez de o Flamengo, também, desafiar os pernambucanos. Três dias depois, levou  3 x 1, no mesmo estádio, sem Ademir visitando o barbante, mas fazendo outra boa atuação – Pirombá (2) e Beressi marcaram os gols dos vitoriosos. 

CORRIDA PELO CRAQUE – Quem vira, quisera ter Ademir em seu time. Menos a mãe dele, a inegociável Dona Otília Menezes, que não abria mão de ter o filho usando o anel de dentista – era estudante universitário, em Recife. Só concordaria com uma eventual saída do rapaz de casa se o clube que o levasse  garantisse a sua matrícula em uma faculdade de sua cidade. Não queria vê-lo só “doutor em gols”.

Já que ter Ademir em seu ataque dependia de transferência escolar, ficou fácil, para o Vasco. Afinal, o seu presidente, Cyro Aranha, era irmão do ministro das Relações Exteriores, Osvaldo Aranha. Então, os cartolas vascaínos colocaram 40 contos de reis na mão do “Coronel” Menezes – primeiras luvas pagas pelo futebol brasileiro – e mais 800 ao Sport, e levaram o craque, que tinha o Fluminense como o mais duro pretendente a ser batido.                                                                                             Voltemos ao parágrafo lá de cima. Nele, a galera vascaína estava nas arquibancadas do estadinho da Rua Conselheiro Galvão à espera do primeiro gol de Ademir. Confere? Pois bem! O juiz Rubem Pereira Leite mandou a bola rolar e a rapaziada cruzmaltina abriu dois gols de frente, marcados por Nino. O “Bonsuça” apertou e diminuiu, mas Villadoniga voltou a folgar o Vasco no placar. E, até que, enfim, Ademir saiu para o abraço: 4 x 1 e o seu primeiro dos 301 gols marcados em 429 partidas pelo time da Colina – Valter, Florindo e Oswaldo; Figliola, Zarzur e Dacunto; Alfredo, Ademir, Nino, Viladoniga e Orlando  foi o Vasco do seu primeiro tento. Depois, ele o ajudou a ser campeão carioca-1947/49/50/52/56 e sul-americano-1948, no Chile, primeiro título de um clube brasileiro no exterior.

                                             PRIMEIRO GOL CANARINHO
Condecorado por Getúlio Vargas
1 - Foi em Brasil 2 x 1 Bolívia, de 28 de janeiro de 1945, pelo Campeonato Sul-Americano, que  Ademir Marques de Menezes marcou o seu primeiro gol pela Seleção Brasileira – no total, foram 35 tentos, em 41 jogos, com 30 vitórias, cinco empates e seis escorregadas. Ao ser convocado para a sua primeira participação pelo selecionado nacional, o “Queixada” já tinha feito 80 estragos nas redes dos adversários, como profissional. Dos goleiros que fizera chorar, 53 fora em nome do Vasco e 27 pelo clube que o revelara, o Sport Recife. O jogo do seu primeiro gol canarinho saiu aos 48 minutos,  no Estádio Nacional de Santiago do Chile, assistido por 28 mil pagantes  e sob arbitragem do argentino Bartolomé Macias.

2 - Com time dirigido pelo treinador Flávio Costa, que era do Vasco, o primeiro escrete nacional com gol do "Queixada" teve: Oberdan (Palm), Domingos da Guia (Cor) e Norival (Flu)(Begliomini (Cor); Biguá (Fla), Ruy (SP) e Jaime de Almeida (Fla); Tesourinha (Inter-RS), Zizinho (Fla), Servílio (Cor) Ademir (Vsc)(Jair Rosa Pinto (Vsc) e Jorginho (Ame-RJ).  

3 - Ademir só teve dois títulos de campeão pela seleção nacional: do Sul-Americano-1949 e do Pan-Americano-1952. Antes, em 1950, fora vice-campeão da Copa do Mundo e principal artilheiro, com nove gols







quarta-feira, 17 de outubro de 2012

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - ADEMIRIANA-2

Condecorado por Getúlio Vargas
1 - Foi em Brasil 2 x 1 Bolívia, no 28 de janeiro de 1945, pelo Campeonato Sul-Americano. Nele,  Ademir Marques de Menezes marcou o seu primeiro gol pela Seleção Brasileira – no total, foram 35 tentos, em 41 jogos, com 30 vitórias, cinco empates e seis escorregadas. 

2 - Ao ser convocado para estrear no escrete nacional, Ademir já tinha feito 80 estragos nas redes dos adversários, como profissional. Dos goleiros que fizera chorar, 53 fora em nome do Vasco da Gama e 27 pelo clube que o revelara, o Sport Recife. 

3 - O jogo do gol ademiriano pelo Brasil saiu aos 48 minutos,  no Estádio Nacional de Santiago do Chile, assistido por 28 mil pagantes  e sob arbitragem do argentino Bartolomé Macias.

4 - Com time dirigido pelo treinador Flávio Costa, que era, também, do Vasco da Gama, o primeiro escrete nacional com gol de Ademir teve: Oberdan (Palm), Domingos da Guia (Cor) e Norival (Flu)(Begliomini (Cor); Biguá (Fla), Ruy (SP) e Jaime de Almeida (Fla); Tesourinha (Inter-RS), Zizinho (Fla), Servílio (Cor) Ademir (Vsc)(Jair Rosa Pinto (Vsc) e Jorginho (Ame-RJ).  

5 - Ademir Menezes só teve dois títulos de campeão pela seleção nacional: do Sul-Americano-1949 e do Pan-Americano-1952. Antes, em 1950, fora vice-campeão da Copa do Mundo e o seu principal artilheiro, com nove gols








terça-feira, 16 de outubro de 2012

VASCAÍNOS MUITO BEM NO PLACAR


Ao longo da história do jornalismo esportivo brasileiro, as revistas repetiram bastante vários itens. Sem problemas. O futebol pede isso. Como eleições de atletas. Se na década-1960, a Revista do Esporte elegia até o maior torcedor,  trinta aos depois Placar não fugiu desse lance, e saiu à procura do "Craque do Ano", a partir de 1981.
Para chegar ao vencedor, a revista da Editora Abril instituiu três votações: dos leitores, de jornalistas esportivos indicados pela sua direção e a dos seus representantes. Os primeiros votavam pelo cupom que você vê abaixo, podendo escolher, indistintamente, atletas brasileiros e estrangeiros, desde que estivessem atuando em clubes do Brasil. Malandramente, não aceitava-se voto por xerox, o que exigia-se a compra da edição semanal .
O pleito selecionava 10 atletas, para o júri da crônica esportiva separar três. De posse da lista tríplice, a redação de "Placar" votava no vencedor– nos anos anteriores, haviam sido: 1981 - Zico, do Flamengo; 1982 - Sócrates, do Corinthians; 1983 - Sócrates e Jorginho, do Palmeiras; 1984 -  Montanaro (vôlei) e Joaquim Cruz (atletismo); 1985 - Ayrton Senna (piloto de Fórmula-1); 1986 - Careca, do São Paulo; 1987 - Taffarel (goleiro do Internacional) e Oscar Schmidt (basquetebol); 1988 - Geovani, do Vasco da Gama; 1989 - Zico.    

Para saber quem seria o "Craque do Ano-1989, a eleição foi lançada pelo Nº 1021, de 5 de janeiro de 1990, dando-se ao leitor apenas 26 dias para votar. Assim, votos chegados à redação de "Placar" a partir de 1º de fevereiro iriam para o lixo. Iriam! Como o vascaínos Bebeto deixou para trás o primeiro líder, o rubro-negro Zico, e Bismarck fez o mesmo com Taffrarel, a briga foi considerada tão boa, que a revista promoveu a primeira "virada de mesa", esticando o prazo de votação para 15 de fevereiro.  pela edição de Nº 1026, que circulou com data de 9 de fevereiro de 1990, Bebeto estava com 1. 264 votos, contra 1.237 de Zico, enquanto Bismarck somava 605 e Taffarel 601
. Outros cruzmaltinos bem votados eram Mazinho, em quinto lugar, com 430, e Roberto Dinamite, caminhando para o final da carreira, em oitavo, com 182, empatado com Túlio, que começava a aparecer, pelo Goiás. Vale ressaltar que o Dinamite, na época, estava emprestado, pelo Vasco, à Portuguesa de