Vasco

Vasco

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

CLUB DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS - 11

 Écio Capovilla era considerado um dos melhores meio-campistas recuados (médio, antigamente) do futebol carioca. Inclusive, convocado por Vicente Feola, disputara dois jogos pela Seleção Brasileira  - 29.06.1960 - 4 x 0 Chile e 03.07.1960  -  2 x 1 Paraguai -, ajudando-a a conquistar a Taça do Atlântico. Mesmo assim, em 1961, quando Paulo Amaral tornou-se o treinador da "Turma da Colina" e tirou-lhe do time.
Barrado, Écio ficou na dele. E não deixou a imprensa carioca fazer muita onda, pois até achava não viver uma boa fase. E viu Paulo Amaral cair, em 1962, quando foi substituído por Jorge Vieira, que devolveu-lhe a vaga de titular, por oito amistosos pelo país a fora.
Reprodução de www.crvscodagama.com.br
de 14.08.2014
 Vaga recuperada, Écio entrou numa, depois dos amistosos, de responder ao chefe de maneira não muito amistosa. Perdeu a vaga, para Nivaldo e, depois, para Maranhão. Mais uma boa pauta para os fofoqueiros da imprensa. 
Contra aquilo, no entanto, ele armou uma retranca. Dizia ser amigo e admirador do seu treinador, "homem de espírito altamente evoluído", como pronunciou-se pela "Revista do Esporte" - N 211, de 23.03.1963.
  Pelo meio do desagrado, Écio e Jorge voltaram a se entender, com o atleta garantindo que a amizade bilateral não fora arranhada e tudo ficado no rol dos " chutes pra fora". Como prova, citava ter o Vasco da Gama renovado o seu contrato, pelo início de novembro, dois meses após o término, a pedido de Jorge Vieira, por vê-lo sofrer um pequeno acidente durante um treino recreativo. "Fiquei mais amigo dele, por seu procedimento humano e altamente correto", disse à mesma publicação.
Nascido, em Valinhos-SP (14.08.1940), Écio surgiu no time infantil do Rigesa. Depois, passou pelo Guarani, de Campinas, e o Fluminense, até o Vasco leva-lo, em 1956. Tempinho depois, ele estava no time "SuperSuperCampeãoCarioca-1958", disputando as 26 partidas do título que consagrou esta rapaziada do último pega: Miguel, Paulinho de Almeida, Bellini e Coronel; Écio e Orlando Peçanha; Sabará, Rubens, Almir Pernambuquinho Roberto Pinto e Pinga.
Écio ficou pela Colina até 1964, quando rumou para o peruano Sporting Cristal, de Lima, onde aposentou-se da bola. 


   




  Galera! Seguinte: o "Kike" gosta do espírito natalino, mas não estabelece limites para credos. Aceita todas as tendências que preguem o bem, ensinem o crescimento do homem. Então, diante da multiplicidade de opções religiosas, pra você que é cristão, um Natal bola na rede. De placa!
 Foto acima reproduzia de www.crvascodagama.com.br.

domingo, 23 de dezembro de 2012

CLUB DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS - 12

Após a conquista do título do futebol carioca-1970, o Vasco da Gama passou a ser coberto por terríveis nuvens negras. Rolou uma impressionante sessão tumulto. Confira:
1 - time disciplinado durante o Estadual, de repente, teve quatro atletas expulsos de campo, durante as primeiras rodadas do Torneio Roberto Gomes Pedrosas, o Robertão, embrião do atual Brasileirão; 2 - departamento médico cheio de chinelinhos; 3 - prêmio pela conquista do título não pago; 4 - supervisor José Bonetti irritou-se por não ter reivindicações atendidas e abandonou cargo; 5 - treinador Tim (Elba de Pádua Lima) ameaçou, também, ir emobra, gastar o seu tempo pescando; 6 - presidente Agatirno Gomes culpou a imprensa pelos males do clube e de desseminar campanha difamatória contra ele e o diretor João Silva; 7 - proibida a entrada, em São Januário, de repórteres e do procurador do jogador Silva, ameaçado de ser mandado embora.
 Junte-se tudo isso as pressões de Silva  - um dos líderes do grupo, juntamente com Bougleux – junto a Tim, para o seu amigo Valfrido não ser barrado. O queria do seu lado, no ataque, com Dé indo para a ponta-direita. Tim não o atendeu, mas durante Vasco 0 x 1 Atlético-MG, no Mineirão, Silva gritava, Valfrido caía para o meio e Dé para a direita. Durante o intervalo, Dé foi sacado do time e voltou ao Rio de Janeiro dizendo-se sabotado.
 Três dias após o final do Estadual (e de muitas festas), o Vasco estreou no Robertão, encarando a  Ponte Preta. Tim reclamou, pediu o adiamento da partida, alegando que os seus jogadores estavam esgotados, fisicamente, mas não adiantou. Devido a isso e ao grande número se contundidos, ele previu não haver chances de vitória nos primeiros cinco jogos. Quase acertou. O Vasco perdeu seis, incluindo-se os 0 x 2 Fluminense, da última rodada do Estadual-RJ. Sobrou até para o macumbeiro (oficialmente, massagista) Santana, que quase perdeu o emprego. Escapou por conta de uma zebra fenomenal: 5 x 1 Santos. 
  A goleada salvadora –  antes, 0 x 1 Ponte Preta; 0 x 1 Botafogo; 1 x 3 Flamengo; 0 x 2 América-RJ e 0 x1 Atlético-MG, entre 23.09 e 11.109.1970 – sobre o forte time do Santos – Cejas; Carlols Alberto Torres, Ramos Delgado (Marçal), Djalma Dias e Rildo; Clodoaldo e Lima ( Douglas); David, Nenê, Pelé e Edu Américo – nem foi tão vista como de ordem técnico-tático, mas de forma psiocfinanceira, pois a diretoria cruzmaltina prometera, na véspera – a Élcio: Fidélis, Joel Santana, Renê e Eberval; Benetti e Ademir; Luís Carlos Lemos (Willie) , Dé (Kosilek) , Silva e Gílson Nunes - pagar a premiação pelo título esperado há 12 temporadas.
 O dopíng financeiro fez bem ao Vasco. No jogo seguinte, mandou 3 x 0
Santa Cruz-PE (28.10), na casa do adversário, em Recife, com a mesma rapaziada que batera no “Rei Pelé”. Exceto um dos zagueiros que o marcara, o reserva Joel Santa, substituído por Altivo, que ganhou a posição e passou a formar a dupla de zaga com Renê - Valfrido substituiu Dé, no decorrer da pugna.
 Mas ficou por ali a reação vascaína. Seguiram-se 0 x 0 Bahia (28.10); 1 x 3 Fluminense (01.11); 1 x 1 São Paulo (07.11); 1 x 1 Internacional (11.11); 1 x 3 Corinthians (14.11); 1 x 4 Atlético-PR (22.11) . 0 x 1 Grêmio-RS (29.11); 0 x 3 Cruzeiro (03.12); 0 x 1 Palmeiras (06.12). Isso valeu o nono e último lugar do Grupo da fase classificatória para as finais, com o Vasco totalizando só duas vitórias, trêsa empates e 11 derrotas. Marcou 14 e levou 26 gols.  

sábado, 22 de dezembro de 2012

CALENDÁRIO - 22 A 25 DE DEZEMBRO

1 - Seja onde for, o Club de Regatas Vasco da Gama tem torcida apaixonada. Caso do Norte do Brasil,  onde as Indústria de Bebidas Amazonas lançou uma cerveja com o nome do "Almirante". Com o calor que faz naquela região, a torcida se ligava nas ondas da Rádio Nacional, tomada, pelo presidente Getúlio Vargas, do empresário baiano Geraldo Rocha (nascido em Barreiras), para transformá-la na emissora mais potente da América do Sul. Era parte do seu programa de governo, para fazer a sua propaganda política,

2 - O Vasco da Gama foi o primeiro clube brasileiro a dizer não ao racismo no futebol, que era um esporte de elite, pelos seus inícios no país. Por isso, foi perseguido pelos dirigentes das demais agremiações cariocas. A "Turma da Colina" segue combatendo o odioso preconceito, em qualquer tempo, hora e lugar. Confere?   
Imagem reproduzida de www.crvsacodagama.com.br
 1 - Wherever you go, the Vasco da Gama Racing Club has a passionate fan base. Case of the North of Brazil, where the Beverage Industry of Amazonas launched a beer with the name of the "Admiral". 
With the warmth it makes in that region, the fans joined the waves of Rádio Nacional, taken by President Getúlio Vargas, from Bahia businessman Geraldo Rocha (born in Barreiras), to make it the most powerful station in South America. Part of its government program, to make its political propaganda,

2 - Vasco da Gama was the first Brazilian club to say no to racism in football, which was an elite sport, because of its beginnings in the country. For this reason, he was persecuted by the leaders of other Carioca associations. The "Turma da Colina" continues to fight the odious prejudice, at any time, time and place. Does it?



                                                            23 DE DEZEMBRO
Em vésperas do Natal, tudo é festa. Até vestir a camisa do maior rival. Aconteceu!. Mas foi por uma boa causa e com sucesso. A data 23 de dezembro teve mais  festas para o "Almirante". Vamos ver:

VASCO  3 X 2 BOQUEIRÃO DO PASSEIO - Jogo 27º da rapaziada, que ainda disputava a Segunda Divisão do Campeonato Carioca. Como ainda não tinha um estádio, o "Almirante" teve que ir às Laranjeiras,  em um domingo. Naquela temporada, a moçada disputou 18 jogos, com nove vitórias, quatro empates e cinco quedas. Marcou 43 e sofreu 37 gols.  

            "ALMIRANTE" CARREGA CANECO DOS ASPIRANTES PARA A COLINA 

 Este título saiu de uma disputa em melhor de quatro pontos, com o Fluminense. O primeiro jogo foi em 16 de dezembro, no Maracanã – preliminar da decisão do campeonato principal, entre Flu e Bangu – com os cruzmaltinos mandando 1 x 0. José Mário Vinhas apitou e o ponta-direita Joãozinho, aos 44 minutos do primeiro tempo,  mandou a bola na rede. O segundo duelo, apitado pro Geraldino César, rolou quatro dias depois, no mesmo local e, novamente, como preliminar do jogo citado acima. Houve empate, por 0 x 0.
 O pontinho que o Vasco precisava para conquistar o título dos "aspiras" foi ganho nos 2 x 1 da noite de 23 de dezembro, de virada. João Márcio abriu o placar para os tricolores, aos 20 minutos do primeiro tempo, mas Rubilota se encarregou de mudar a história, aos 44 da etapa inicial e aos 31 do período final. Pipico, aos 29 minutos do primeiro tempo, e Lula, aos 33 do segundo, foram expulsos de campo. Carlos Floriano Vidal apitou a finalíssima, também no Maracanã, auxiliado Otávio Vítor do Espírito Santo e Eurípedes Matos Carmo. O Vasco foi: Pedro Paulo; Massinha, Caxias, Russo e Jorge Andrade: Odmar e Alcir;  Joãozinho, Altamiro, Rubilota e Ronaldo. O Fluminense teve: Jorge Vitório; Laurício, Zé Luís, Lula e Baiano; Luís Henrique e Tito: Mateus, Pipico, Antunes e João Márcio.

                                                                    24 DE DEZEMBRO

1 - VASCO NO 24 DE DEZEMBRO

Desde 3  de maio de 1916, quando disputou o seu primeiro jogo – e levou 10 x 1, do Palestino, em uma quarta-feira, pelo Campeonato Carioca da Série C –, o  Vasco da Gama mandou times a campo em todos os dias do calendário gregoriano. Inclusive, no 24 de dezembro, quando o Brasil, país mais católico do planeta, celebra festividades como ceias, trocas de presentes e missa pelo nascimento de Jesus Cristo. Já foram duas as oportunidades em que a sua bola rolou no 24 do 12.

  Nessas vezes, no entanto, o Almirante foi representado por equipes de aspirantes, os caras que estouraram a idade limite para juvenis, ou  estavam na reserva do quadro principal.

Da primeira dessas vexes  valeu pelo Campeonato Carioca de Aspirantes-1950 e a rapaziada mandou o sacode 6 x 0 América.  Não há como encontrar a ficha técnica desta partida, pois jornais da época não noticiavam  a categoria – malmente, resultados. Na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro e nos arquivos do Club de Regatas Vasco da Gama, nem pensar.

 Até se chegar à denominação de aspirante, foi um longo caminho.  Inicialmente, em 1906, disputou-se o Campeonato Carioca de Segundos Quadros, promovido pela Associação Metropolitana de Esportes Athléticos. E assim foi até 1934, para não deixar parada a moçada que não atuava pelo time principal, pois ainda não havia substituições. Os jogos eram as preliminares das rodadas e, algumas vezes, valeram por entidades diferentes.

  Chegado o regime profissional, quando surgiram a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres e a Federação Metropolitana de Desportos, o nome da disputa passou a ser Campeonato de Amadores. Só em 1941 veio o nome de Campeonato de Aspirantes, o que durou até 1970.  

 O Vasco da Gama, campeão com os aspirantes de 1942, 43, 46, 47, 48 e 49, foi atrás do penta, aplicando várias goleadas, como  10 x 0 Bonsucesso;  7 x 1 Fluminense; 6 x 0 América; 5 x 1 Olaria e 5 x 2 Botafogo.  No entanto, perdeu o título para o Bangu, que roubou-lhe, também, o caneco do primeiro Torneio Início disputado no Maracanã – 3 x 2 na prorrogação, com 2 x 2 durante os 90 minutos.

 Por não se encontrar fichas técnicas dos compromissos dos aspirantes vascaínos de 1950, fica-se a ideia de que o time que decidiu com os banguense - Ernâni, Laerte e Wilson Capão; Alfredo, Lola e Jorge; Ferrinho, Lima, Carlinhos, Jair e Jansens (reforçado pelos titulares Laerte e Jorge), tenha tido gente que pode ter jogado no 24 de dezembro dos 6 x 0 América, pois o time A, normalmente, era: Barbosa, Augusto da Costa e Laerte; Ely do Amparo, Danilo Alvim e Jorge Sacramento; Tesourinha, Ipojucan, Ademir Menezes, Maneca e Chico. Outros reservas eram Gim, João Martins, Alfredo, Nestor, Vasconcelos  e Djayr.

                                                             25 DE DEZEMBRO

Quem esperava bola de recesso pela noite do Natal enganou-se. O Vasco foi ao gramado de São Januário e voltou a capotar, desta vez diante do Bangu, por 4 x 1.
 
VASCO 4 X 1 BANGU   do 25 de dezembro, naquele 1938, teve apito de Sahcnez Diaz e o gol vascaíno marcado por Fantoni. O time alinhou: Joel, Jaú e Florindo; Aguirre, Aziz e Marcelino; Lindo, Alfredo, Fantoni, Villadoniga e Luna.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

HISTÓRIA DA HISTÓRIA DE DOIS TÍTULOS


CAMPANHA DO ESTADUAL-RJ DE 1952: 17.08.1952 - Vaco da Gama 5 x 2 Madureira; 23.08 - 2 x 1 Canto do Rio; 31.08 - 5 x 2 Bonsucesso; 07.09 - 6 x 2 Bangu; 20.09 - 0 x 1 Fluminense; 28.09 - 3 x 2 Flamengo; 05.10 - 2 x 1 Olaria; 11.10 - 1 x 1 Botdafogo; 18.10 - 3 x 0 América; 26.10 - 2 x 1 São Cristóvão. RETURNO -  09.11 - 3 x 1 São Cristóvão; 23.11 - 1 x 0 Canto do Rio; 30.11 - 1 x 0 Botafogo; 07.12 - 3 x 0 Madureira; 14.12 0 1 x 0 Flamengo; 28.12 - 2 x 0 América; 03.01.1953 - 4 x 1 Bonsucesso; 11.01 - 2 x 2 Fluminense; 18.01 - 2 x 1 Bangu; 21.01 - 1 x 0 Olaria.

CAMPANHA DO CAMPEONATO BRSILEIRO DE 2000: 29.07.2000 - Vasco 0 x 2 Sport-PE; 06.08.2000 - Vasco 3 x 3 Cruzeiro; (Gols de Viola (2) e Romário); 11.08.2000 - Vasco 1 x 0 Corinthians (Romário); 13.08.2000 - Vasco 1 x 0 Guarani de Campinas-SP (Viola); 16.08.2000 - Vasco 1 x 1 Santa Cruz-PE (Romário); 20.08.2000 - Vasco 2 x 1 Ponte Preta-SP (Romário (2); 27.08.2000 - Vasco 2 x 2 Portuguesa de Desportos (Luiz Cláudio (2); 05.09.2000 - Vasco 2 x 2 Atlético-PR (Viola e Romário); 10.09.2000 - Vasco 1 x 3 Bahia (Felipe); 13.09.2000 - Vasco 4 x 3 Fluminense (Romário (2),Juninho Pernambucano e Juninho Paulista); 20.09.2000 - Vasco 4 x 0 América-MG (Romário (2), Euller e Juninho Pernambucano); 24.09.2000 - Vasco 2 x 1 Juventude-RS (Romário (2); 04.10.2000 R0 Vasco 4 x 0 Atlético-MG (Juninho Pernambucano (2), Nasa e Pedrinho); 11.10.2000 -Vasco 2 x 2 Vitória-BA (Romário e Juninho Paulista); 14.10.2000 - Vasco 1 x 1 Santos (Juninho Paulista); 21.10.2000 - Vasco 1 x 0 Gama (Romário); 24.10.2000 - Vasco 2 x 1 Goiás (Juninho Pernambucano e Juninho Paulista); 27.10.2000 - Vasco0 x 4 Flamengo; 03.11.2000 - Vasco 1 x 0 Coritiba (Junior Baiano); 05.11.2000 - Vasco 0 x 2 Internacional; 10.11.2000 - Vasco 0 x 3 Palmeiras; 12.11.2000 - Vasco 1 x 2 Botafogo; 16.11.2000 - Vasco 1 x 0 Grêmio-RS (Jorginho); 19.11.2000 - Vasco 0 x 4 São Paulo.

 

OITAVAS DE FINAL - 25.11.2000 - Vasco 3 x 3 Bahia (Clebson, Romário e Juninho Pernambucano); 28.11.2000 - Vasco 3 x 2 Bahia (Euller (2) e Juninho Paulista). QUARTAS DE FINAL - Vasco 3 x 1 Paraná (Romário (2) e Juninho Paulista); 09.12.2000 - Vasco 0 x 1 Paraná. SEMIFINAIS - 16.12.2000 - Vasco 2 x 2 Cruzeiro (Euller (2); 23.12.2000 - Vasco 3 x 1 Cruzeiro (Juninho, Euller e Romário). FINAIS -27.12.2000 - Vasco 1 X 1 SP São Caetano-SP (Romário); 18.01.2001 - Vasco 3 x 1 São Caetano-SP (Juninho Pernambucano, Jorginho Paulista e Romário)   

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

HISTÓRIAS DO KIKE. ESCÂNDALO INTERNACIONAL COM GERAMANO

Aconteceu com Germano Batista de Sales, ponta-esquerda bicampeão mundial, em 1962, na reserva de Zagallo, sem jogar uma partida. Revelado pelo Flamengo, de estatura mediana e sem nenhum currículo de grandes conquistas amorosas, o atleta fora levado pelo italiano Milan e  encantou a condessa  Giovanna Augusta.   

Reprodução da Revista do Esporte

 Assim que o pai da moça soube da história, fez de tudo para impedir o casamento, chegando a ameaçar a filha de deserdá-la. Mas a paixão de Giovanna por Germano superava tudo. Depois de defender o Milan e passar pela Fiorentina, o atleta trocou a Itália pelo belga Standard, de Liège, e Giovanna  o acompanhou, declarando que não queria um centavo do Conde Domenico Augusta, apenas que ele entendesse o seu coração. Em Liège, os dois passeavam, de mãos dadas, apaixonadamente abraçados. De lá, Giovanna telefonou à mãe, avisando: “Se o papai fizer algum mal ao Germano, eu me matarei”. De sua parte, Germano apelava ao homem para deixá-los viver em paz. Garantia o que Giovanna dissera à mama: a sua filha seria muito feliz. Mas não foi preciso a condessinha se matar. Assim que a imprensa européia anunciou que a lei belga proibira aquele casamento, como desejava o Conde Augusta, os dois arranjaram um advogado para providenciar a união civil na Escócia.

Reprodução da revista O Cruzeiro

 Antes de conhecer Giovanna Augusta, Germano só tinha um pensamento, ao ser contratado pelo Milan: fazer a independência financeira na Itália e depois voltar para o seu até então grande amor, o Flamengo. Gostava tanto do rubro-negro carioca que não admitia vestir outra camisa no Brasil, e ficou amargurado quando se divulgou que ele seria negociado com o Corinthians.  No Milan, logo ganhou o apelido de Genaro e a amizade do capitão do time e da seleção italiana, o centro-médio (hoje, como se fosse um volante recuado) Baldini. Com o seu jeito de caipirão mineiro, Germano caiu logo na simpatia dos novos colegas. Rebatia as brincadeiras, chamando a turma de “gringos”. No seu primeiro jogo pelo rubro-negro italiano, estranhou um pouco a mudança de filosofia futebolística, mas não se deixou levar pelo nervosismo. No segundo tempo já estava se sentindo como se estivesse no Flamengo. Difícil era entender porque deveria levar para os treinos e jogos uma mala com todo o material de trabalho, inclusive a toalha de banho. Na Gávea, cada um tinha o seu armário, e o roupeiro se virava com o restante.

 O amor de Germano pela condessa e pelo Flamengo, no entanto, não foi eterno. Um dia, o casamento acabou, e quando ele voltou ao futebol brasileiro já não fazia tanta questão de ser rubro-negro. Foi vestir a camisa do Palmeiras.