Vasco

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quarta-feira, 25 de junho de 2014

51 - COPA DO MUNDO EM BRASILIA-2

Colômbia 2 x 1 Costa do Marfim, em 19 de junho de 2014, na tarde desta quinta-feira, foi o segundo jogo de uma Copa do Mundo em Brasilia. Para os vencedores, rolou como se estivessem em casa, como admitiu o seu treinador, o argentino, José Pekerman. Afinal, dos mais de 68 mi presentes, a maioria torcia pela equiupe sul-americana, que amarelou, com as suas camisas, o estádio Mané Garrincha.Com a vitória, a Colômbia atingiu sei spontos e garantiu, no desenrolar da rodada, a classificação às oitavas-de-final.
No início do jogo, os dois times avisaram logo que iriam ao ataque. mas o primeiro lance real perigo levou 27 minutos para rolar. Em contra-ataque colombiana, James Rodriguez avançou pela esquerda. Mesmo marcado por dois jogadores, cruzou para o atacante Teofilo Gutierrez. Sozinho na pequena área, este perdeu o gol, dentro da pequena área, chutando para fora. A Costa do Marfim respondeu quatro minutos depois. Aurier pedalou dentro da área e chutou rasteiro, para Ospinadefender. O outro lance emocionante da etapa aconteceu aos., quando Gradel fez trabalhoiu pela esquerda e, perto da linha de fundo cruzou paras Bony furar, dentro da área.
No segundo tempo, 8 minutos, a Colômbia trocou Ibarbo por Quintero. Aos 13 minutos, Cuadrado trabalhou pela direita, foi até a linha de fundo e chutou alto, quase sem ângulo. A bola bate no travessão. Passdo um minuto, a Costa do Marfm colocou em campo Didier Droga, em lugar de Bony, para melhorara a qualidade do toque de bola no ataque e criar mais chances de gol. Mas foi a Colômbia quem marcou. Aos 18 minutos, Cuadrado cobru escanteio,da esqureda, e James Rodriguez subiu,. se antecipando a Drogba, e cabeceou forte: 1 x 0.
Sofrido o gol, a Costa do Marfim foi para a pressão. E trocou mais uma peça. Aos 21 minutos, Kalou ocupou a vaga de Gradel. Os marfineses foram par cima e complicaram a vida dos colombianos, Mas sofreram um contra-ataque, após perderem a bola no meio do campo. Quintero ficou cara-a-cara com o goleiro Barry, e tocou na bola à sua saída, aumentando para 2 x 0. Seis minutos depois, o camisa 10 marfinense, Gervinho, fez uma incrível jogada individual, pela esquerda, passando entre dois marcadores. Driblou mais um e chutou no canto direito do goleiro, à meia altura, marcando um belíssimo gool, candidato a uma dos mais bonitos da Copa, o segundo dele na competição: 2 x 1
Aos 33 minutos o treinador da Colômbia José Pekerman fez mais uma substituição, trocando Aguilar por Mejia, para reforçar o meio-de-campo e segurar o placar. Os últimos 10 minutos foram de pressão total dos marfinenses. Mas os colombianos se seguraram. Confira a ficha técnica:
19.06.2014 (quinta-feira) - Colômbia 2 x 1 Costa do Marfim - Copa do Mundo. Estádio: Mané Garrincha. Início: 13h. Juiz: Howard Webb-ING, auxiliado porMichael Mullarkey e Darren Cann, ambos da Inglaterra. Cartão amarelo: Zokora (C.Mar) Gols: James Rodríguez, aos 18; Quintero, aos 24, e Gervinho aos 27 min do 2º tempo. COLÔMBIA: Ospina; Zuniga, Yepes, Zapata e Armero (Santiago Arias); Sánchez, Aguilar (Mejía), Cuadrado e James Rodriguez; Ibarbo (Quintero) e Gutierrez. Técnico: José Pekerman. Costa do Marfim: Barry; Aurier, Bamba, Zokora e Boka; Serey Die (Bolly), Tioté e Yaya Touré; Gervinho, Bony (Drogba) e Gradel (Kalou). Técnico: Sabri Lamouchi

48 - COPA DO MUNDO -1986

Em 1986, a segunda chance de Telê Santana. Jogar no El Campín, em Bogotá, a 2.600 metros de altitude, sempre fora difícil para a Seleção Brasileira. Naquele estádio, quando o Brasil enfrentou a Colômbia, por Eliminatórias da Copa, só havia vencido (2 x 0) em 1969, na “Era Pelé”. Em 1977 e em 1981, respectivamente, foram 0 x 0 e 1 x 1. Em 1985, num amistoso, a vitória foi deles, por 1 x 0. Naquele dia, 15 de maio, começava a cair o técnico Evaristo de Macedo, pois a Seleção Brasileira jamais havia perdido para a colombiana. E o treinador que não teve escapatória, seis dias depois, quando caiu, por 1 x 2, para o Chile, também, amistosamente, em Santiago, quando os anfitriões perderam uma boa oportunidade para dar uma goleada.
Os dois reveses levaram o então presidente da CBF, Giulite Coutinho, a derrubar Evaristo e substituí-lo por Telê Santana, de volta à Seleção, da qual se desligara, após a eliminação na Copa-82. Telê, que estava treinando o Al Ahli, da Arábia Saudita, ganhou uma licença, de 40 dias, e reestreou no comando do time canarinho, vencendo a Bolívia, por 2 x 0, em 2 de junho, pelas Eliminatórias. Dali até a estréia, na Copa-86, foram seis vitórias, três empates e duas derrotas.
Em sua segunda chance de ganhar uma Copa do Mundo, Telê viu a sua equipe sofrer para estrear vencendo a Espanha, por 1 x 0, em 1º de junho daquele 1986, com a ajuda do árbitro australiano Christopher Bambridge. Aos sete minutos do segundo tempo, o espanhol Michel mandou uma bomba que bateu no travessão e dentro do gol. Os 35.748 pagantes que estavam no Estádio Jalisco, em Guadalajara, viram. O árbitro, não. Contando com esta “mãozinha”, o Brasil fez 1 x 0, com Sócrates, 11 minutos depois.
O Brasil jogou com: Carlos; Édson Boaro, Júlio César, Edinho e Branco; Alemão, Elzo, Júnior (Falcão) e Sócrates; Careca e Casagrande (Müller). Espanha: Zubizarreta; Tomas, Moñoz, Goicoetxea e Camacho; Maceda, Michel Gonzalez e Javier Lopez (Señor); Butragueño, Moreno e Salinas. Técnico: Miguel Muñoz.
Cinco dias depois, diante de 48 mil testemunhas, o Brasil voltou a ter vitória difícil, pelo mesmo 1 x 0, sobre a Argélia, no mesmo estádio. A Seleção precisou de 76 minutos para o centroavante Careca achar o caminho do gol. Telê repetiu a escalação inicial e a substituição de Casagrande, por Müller) – Falcão entrou no lugar de Edson Boaro, por contusão do lateral-direito. A Argélia, do técnico Rabah Saddane, formou com: Drid; Medjadi, Said, Megharia e Mansouri; Guendouz, Assad (Bensaoula), Mabrouk e Menad; Belloumi (Djamel Zidane) e Rabah Madjer. O árbitro foi o guatemalteco Rômulo Mendez Molina.
O QUE PEGOU? – Antes da viagem para o México, a Seleção havia sofrido o abalo da recusa de Leandro em viajar, por sentir-se culpado pelo corte de Renato Gaúcho – os dois haviam pulado o muro da concentração, pra se divertirem na noite de Belo Horizonte, onde o time trabalhava. Mas o problema maior era o grande número de leões, sendo a principal a de Zico, quebrado pelo zagueiro Márcio Nunes, do Bangu e ainda tratando de um dos joelhos operado.
Com tantos fatos negativos, Telê testava um time a cada jogo-treino. Terminou com Oscar sendo barrado, por Júlio César, do Guarani de Campinas, e Falcão perdendo a vaga para o “brucutu” Elzo, do Atlético-MG. Do grupo de 1982, sobravam ainda Júnior, jogando no meio-de-campo, e Sócrates. No mais, a Seleção estava na mesma sede que jogara em 1970, em Guadalajara, e feito a adaptação, em Toluca, a 2,700 metros de altitude.
No terceiro jogo, em 12 de junho, o time continuou em Guadalajara, melhorou e mandou 3 x 0 na Irlanda do Norte, diante de 51 mil pagantes e com gols de Careca, aos 15 minutos do primeiro tempo e aos 43 do segundo, e do botafoguense Josimar, o substituto de Leandro, aos 41 da primeira etapa. A formação foi: Carlos; Josimar, Júlio César, Edinho e Branco; Alemão, Elzo, Júnior e Sócrates (Zico); Careca e Casagrande (Muller). Irlanda do Norte: Pat Jennings; Nicholl, McDonald, O´Neill e Donaghy; Campbel (Armstrong), McIllroy, McCreery e Stewart; Clarke e Whiteside (Hamilton). O treinador era Billy Bingham.
Animada pela melhora nas suas apresentações, se bem que diante de uma equipe fraca, a Seleção Brasielira de Telê Santana fez o seu grande jogo na Copa-86, goleando a Polônia, por 4 x 0, no mesmo estádio Jalisco, de Guadalajara. O jogo foi assistido por 45 mil pagantes e os gols foram marcados por Careca, aos 30 minutos do primeiro tempo e aos 38 do segundo, este em cobrança de pênalti, e por Josimar, aos 10, e Edinho, aos 34, ambos na da etapa final.– na foto ao lado, em pé,da esquerda para adireita: Sócrates, Elzo, Júlio César, Edinho, Branco e Carlos; agachdos, na mesma ordem: Nocaute Jack, massgista, Josimar, Müller, Júnior, Careca, Alemão e o rouperiro Ximbica.
Naquela partida, a formação do Brasil foi: Carlos; Josimar, Júlio César, Edinho e Branco; Alemão, Elzo, Júnior e Sócrates; Müller (Silas) e Careca. A Polônia mandou aogramdo : Mlynarczyk; Wojcicki, Przybys (Furtok), Majewski e Ostrowski; Tarasiewicz, Karas, Urban (Zmuda) e Dziekanowski; Boniek e Smolrek. Técnico: Antoni Piechniczek.

FIM DE LINHA – Em 21 de junho, no mesmo Estádio Jalisco, a Seleção de Telê Santana despediu-se da segunda Copa do México, eliminada, pela França, por 4 x 3, nas cobranças de pênaltis, após 1 x 1 no tempo normal. A decepção foi diante de 65 mil pagantes, que viram o Brasil sair na frente do placar, aos 18 minutos, com o gol de Careca. Mas Michel Platini empatou, aos 42.
O desastre começou a acontecer aos 27 minutos do segundo tempo, quando Telê apostou em Zico, tirando Muller. Assim que entrou, o “Galinho” lançou Branco, que atacou e sofreu um pênalti (foto). Ainda frio, Zico bateu e o goleiro francês Joel Bats defendeu. Nas cobranças de penais, Sócrates e Júlio César erraram. Fim de linha para uma geração.
Brasil: Carlos: Josimar, Júlio César, Edinho e Branco; Alemão, Elzo, Júnior (Silas) e Sócrates: Müller (Zico) e Careca. França: Bats; Amoros, Tusseau, Bossis e Batiston; Giresse (Ferreri), Platini, Fernandez e Rocheteau (Bellone); Tigana e Stopyra. Técnico: Henri Michel. O árbitro foi o romeno Ioan Igna.
A COPA DE MARADONA – Quem se ligava a crendices, supertições, o motivo estava na cara. Para aqueles, “A Maldição da Copa”, que tirara os títulos dos Mundiais de 54, 74 e 82, respectivamente, de seleções maravilhosas, como as da Hungria, da Holanda e do Brasil, escolhera o México, para nova vítima.
Primeiramente, porque o Mundial número 13 seria pobre de craques – grandes nomes de Copas anteriores estavam em final de carreira ou já haviam parado – e um terremoto, há oito meses da abertura da disputa, colocava tudo em perigo.
A Copa do Mundo de número 13 seria na Colômbia, que não deu conta de realizá-la, por falta de condições financeiras e turbulências políticas. Da mesma forma, sem grana, o Brasil recusou promovê-la. Os Estados Unidos tentaram agarrá-a, mas a FIFA vetou, porque o Tio Sam não tinha tradição no futebol. Assim como os chilenos se recuperam de um terremoto, em 1962, e realizaram seu Mundial, os mexicanos, também, deram a volta por cima e fizeram a sua segunda edição do grande evento.
A Copa-86 foi a consagração de Diego Armando Maradona, que levou a seleção argentina a um indiscutível título. De tudo ele fez na competição. De gol de placa a tento ilegal, com uma mão, iludindo a arbitragem. Enfim, sobrou, excedeu.
A Argentina de Maradona estreou vencendo a Coreia do Sul, por 3 x 1. Fácil, fácil! Em seguida, empatou, por 1 x 1, com a Itália. E garantiu a passagem de fase, com 2 x 0 sobre a Bulgária. Nas oitavas-de-final, apertou-se pra fazer 1 x 0 em cima do Uruguai, mas barbarizou, nas quartas, com 2 x 1 contra a Inglaterra, no jogo em que Maradona apanhou a bola no meio do campo e passou por quase todo o time inglês, para fazer o gol. Nas semifinais, foram 2 x 0 na Bélgica e, na final, 3 x 2 para os alemães aplaudirem o talento sul-americano.
O time campeão jogou com: Pumpido; Cucciuffo, Ruggeri, Brown e Olarticoechea; Batista, Enrique, Giusti e Burruchaga; Maradona e Valdano. Técnico: Carlos Bilardo. Alemanha: Schumacher; Berthold, Eder, Foster e Brehme; Briegel, Jakobs, Lothar Matthaus e Magath; Allofs (Voller) e Rummenigge. Técnico: Franz Beckenbuer.
TODOS OS RESULTADOS: Itália 1 x 1 Bulgária; Argentina 3 x 1 Coreia do Sul; Itália 1 x 1 Argentina; Bulgária 1 x 1 Coreia do Sul; Itália 3 x 2 Coreia do Sul; Argentina 2 x 0 Bulgária; México 2 x 1 Bélgica; Paraguai 1 x 0 Iraque; México 1 x 1 Paraguai. Bélgica 2 x 1 Iraque; México 1 x 0 Iraque; Bélgica 2 x 2 Paraguai; França 1 x 0 Canadá; União Soviética 6 x 0 Hungria; França 1 x 1 União Soviética; Hungria 2 x 0 Canadá; França 3 x 0 Hungria; União Soviética 2 x 0 Canadá; Brasil 1 x 0 Espanha; Argélia 1 x 1 Irlanda do Norte; Brasil 1 x 0 Argélia; Espanha 2 x 1 Irlanda do Norte; Brasil 3 x 0 Irlanda do Norte; Espanha 3 x 0 Argélia; Alemanha 1 x 1 Uruguai; Dinamarca 1 x 0 Escócia; Alemanha 2 x 1 Escócia; Dinamarca 6 x 1 Uruguai; Dinamarca 2 x 0 Alemanha; Escócia 0 x 0 Uruguai; Polônia 0 x 0 Marrocos; Portugal 1 x 0 Inglaterra; Inglaterra 0 x 0 Marrocos; Polônia 1 x 0 Portugal; Inglaterra 3 x 0 Polônia; Marrocos 3 x 1 Portugal; México 2 x 0 Bulgária; Bélgica 4 x 3 União Soviética; Brasil 4 x 0 Polônia; Argentina 1 x 0 Uruguai; França 2 x 0 Itália; Alemanha 1 x 0 Marrocos; Inglaterra 3 x 0 Paraguai; Espanha 5 x 1 Dinamarca; França 1 x Brasil ( França 4 x 3 nos pênaltis); Alemanha 0 x 0 México (Alemanha 4 x 1 nos pênaltis); Argentina 2 x 1 Inglaterra; Bélgica 1 x 12 Espanha (Bélgica 5 x 4 nos pênaltis); Alemanha 2 x 0 França; Argentina 2 x 0 Bélgica; França 2 x 2 Bélgica (França 4 x 2 nos pênaltis) e Argentina 3 x 2 Alemanha.

CLSSIFICAÇÃO FINAL: 1 – Argentina; 2 – Alemanha; 3 – França; 4 – Bélgica; 5 – BRASIL; 6 – México; 7 – Espanha; 8 – Inglaterra; 9 – Dinamarca; 10 – União Soviética; 11 – Marrocos; 12 – Itália; 13 – Paraguai; 14 – Polônia; 15 – Bulgária; 16 – Uruguai; 17 – Portugal; 18 – Hungria; 19 – Escócia; 20 – Coréia do Sul; 21 - Irlanda do Norte; 22 – Argélia; 23 – Iraque; 24 – Canadá.
(fotos roproduzidas do Jornal de Brasilia). Agradecimentos.

terça-feira, 24 de junho de 2014

47 - COPA DO MUNDO -1982

Maravilhosa Seleção Brasileira jogou demais, mas não levou.
O Brasil tirou a Bolívia e a Venezuela, nas Eliminatórias, para chegar ao Mundial de 1982, na Espanha, formou uma de suas melhores seleções, mas não chegou às semifinais. Assim como, em 1954, com a Hungria, e, em 1974, com a Holanda, a Copa do Mundo cometeu uma tremenda injustiça contra a Seleção Brasileira, que mostrou o mais bonito futebol daquela disputa.
O time campeão foi o da Itália, que começara a Copa vivendo um ambiente muito conturbado, vindo de quase sete meses sem vitórias e revelando brigas entre jogadores e imprensa de seu país, por causa de suas pífias apresentações contra Polônia (0 x 0), Peru (1 x 1) e Camarões (1 x 1). A classificação à segunda fase só saiu porque os italianos, com dois gols pró e dois contra, haviam marcados mais do que Camarões, que ficara em um gol pró e um contra.
A Copa-82, que inscreveu 107 candidatos para as Eliminatórias, passou a ter 24 seleções e novo regulamento: fase inicial com seis grupos de quatro, seguida de quatro grupos de três, com os dois melhores de cada chave preliminar. Dali sairiam quatro semifinalistas, que brigariam para irem à final.
BRASIL DIVINO – Telê Santana (na foto, entre Sócrates e Zico) dirigia o time canarinho desde abril de 1980. Até desembarcar na Espanha, havia vencido 24 vezes, empatado seis e perdido apenas duas. Por isso, seus jogadores levavam até excessivos otimismo e confiança. Mas, na estréia, em 14 de junho, diante da União Soviética, o que se viu foi frango do goleiro Waldir Peres e o árbitro espanhol Lamo Castillo deixando de marcar dois pênaltis, cometidos por Luisinho, do Atlético-MG. Isso sem falar que Serginho, do São Paulo, irritou os colegas, desperdiçando boas chances de gol.
Os soviéticos marcaram primeiro, aos 33 minutos, por intermédio de Bal. A Seleção Brasileira, no entanto, era muito boa e virou, para 2 x 1, no segundo tempo, com Sócrrates, aos 30, e Éder Aleixo, aos 43, este um belíssimo gol, um toquinho, por cobertura, quando todos esperavam o atacante desferir a sua conhecida “bomba”, de pé esquerdo.
O Brasil teve: Waldir Peres; Leandro, Oscar, Luisinho e Júnior; Falcão, Sócrates e Dirceu (Paulo Isidoro); Zico, Serginho e Éder. Os soviéticos, treinados por Konstantin Boskov, foram: Dassaev; Sulakvelidze, Chivadze, Baltacha e Demianenko; Shengeliza, Bessonov e Gavrilov (Suslopanov); Bal, Daraselija e Blokhin. O jogo, no Estádio Sanchez Pizjuan, em Sevilha, contou com 68 mil pagantes.
Passada estréia dos vacilos, quatro dias depois, no Estádio Benito Villamarin, na mesma Sevilha, o Brasil desenrolou-se e goleou a Escócia, por 4 x 1, diante de 47.379 pagantes. De novo, o time sofreu o primeiro gol, marcado por Narey, aos 18 minutos. Zico empatou, aos 33, para a grande virada acontecer no segundo tempo. Oscar, aos 3, Éder, aos 19, e Falcão, aos 41, completaram o serviço.
Seleção Brasileira: Waldir Peres; Leandro, Oscar, Luisinho e Júnior; Cerezzo, Falcão e Zico; Serginho (Paulo Isidoro), Sócrates e Éder. A Escócia, do técnico Jocik Stein, foi: Rough; Narey, Hansen, Gray e Miller; Hartford (McLeish), Wark e Souness; Archibald, Strachan (Dalglish) e Robertson.
Pra fechar a primeira fase, a Seleção fez 4 x 0 sobre a Nova Zelândia, cujos jogadores, depois do vareio de bola, saíram de campo chamando o Brasil de “campeon”. O jogo, em 23 de junho, foi no mesmo local do anterior, assistido por 43 mil pagantes e apitado pelo então iugoslavo Damar Matovinovic. Zico, aos 29 e aos 31 minutos do primeiro tempo; Falcão, aos 9, e Serginho, aos 25, da fase final, fizeram os estragos.
Brasil: Waldir Peres; Leandro, Oscar (Edinho), Luisinho e Júnior; Cerezzo, Falcão e Zico; Serginho (Paulo Isidoro), Sócrates e Éder. Nova Zelândia: Van Hattum; Dodds, Herbert, Elrick e Boath; Sumnner, McKay e Cresswell; Almond, Woodin e Rufer. Técnico: John Adshead.
Em 2 de julho, pela terceira vez seguida, em Mundiais, os brasileiros enfrentariam os argentinos. E foram para o gramado do Estádio Sarriá, em Barcelona, encarar o desfio, diante de 44 mil almas. Depois dos 2 x 1 de 1974 e do 0 x 0 de 1978, a Seleção fez 3 x 1 nos “hermanos”, com Diego Maradona dando vexame: expulso de campo. Foi uma bela exibição, com gols de Zico (foto), aos 12 minutos do primeiro tempo; Serginho, aos 22, e Júnior, aos 29 da segunda etapa. Ramon Diaz, aos 44, fez o tento de honra dos “albicelestes”, que preservavam como titulares oito remanescentes da Copa que ganharam, emcasa, em 1978.
Brasil: Waldire Peres; Leandro (Edevaldo), Oscar, Luisinho e Júnior; Cerezzo, Falcão e Zico (Batista); Serginho, Sócrates e Éder. Argentina; Fillol; Olguín, Galván, Passarella e Tarantini; Barbas, Calderon e Ardilles; Bertoni (Santamaría), Marradona e Kempes (Ramon Diaz). Técnico: Cesar Menotti. O árbitro do mairo clássico sul-americano foi o mexicano Rubio Vasquez.

A TRAGÉDIA DE SARRIÁ – Era o dia 5 de julho. O Brasil, inteiramente, favorito, diante de uns italianos que, duramente, só haviam vencido os argentinos, por 2 x 1. Enquanto a Azurra marcara quatro e sofrera três gols, o time de Telê esnobava um cartel de quatro vitórias, com 13 bolas nas redes dos adversários e três nas suas. Belíssimo saldo de 10 gols.
Cinco minutos depois de o árbitro israelense Abrahamn Klein apitar o início de jogo, Toninho Cerezzo, displicentemente, desatentamente, desnecessariamente, atrasou a bola para o meio da zaga canarinha. Paulo Rossi recebeu o presente e abriu o placar. Sócrates empatou, aos 12, colocando a casa em ordem. Por pouco tempo. Aos 25, Rossi voltou a marcar, e a Itália virou de tempo em vantagem. Foi duro para o Brasil "reempatar", a 22 minutos do final, num belo chute de Falcão. O empate ia nos classificando. Até que, numa falta a favor dos italianos, com bola sobre a nossa área, aos 30 minutos, a defesa brasileira voltou a errar e Paolo Rossi (foto) acabou com o sonho de uma maravilhosa geração: Itália 3 x 2. Os 44 mil pagantes saíram do estádio incrédulos.
Brasil: Waldir Peres; Leandro, Oscar, Luisinho e Júnior; Cerezzo, Falcão e Zico; Serginho (Paulo Isidoro), Sócrates e Éder. Itália; Dino Zoff; Gentile, Scirea, Collovati (Bergomi) e Cabrini; Tardelli (Marini) Antognoni e Orialli; Bruno Conti, Paolo Rossi e Graziani. Técnico: Enzo Bearzot.
TAÇA NA BOTA – Feito o inimaginável, eliminar o Brasil, a Itália tirou a Polônia, com 2 x 0, nas semifinais, com mais dois gols de Paolo Rossi. Finalmente, em 11 de julho, com 3 x 1 sobre a Alemanha, em partida apitada pelo brasileiro Arnaldo César Coelho, no Estádio Santiago Bernabeu, em Madrid, a Azurra mandou 3 x 1 pra cima doss alemães, com gols marcados por Paolo Rossi, Tardelli e Altobelli. Breitner, de pênalti, descontou para os vice-campeões.
Itália: Zoff; Gentile, Scirea, Colovatti e Cabrini; Bergomi, Tardelli e Orialli; Conti, Rossi e Graziani (Altobelli/Causio. Alemanha: Schumacher; Kaltz, Karl Forster, Bernd Foster e Breitner; Stielik, Dremmler (Hrubesch) e Briegel; Littbarski, Fischer e Rummenigge (Hansi Muller). Técnico: Jupp Derwall. O jogo, com 100 mil pagantes, marcou o tri da seleção italiana, que, ainda, teve Paolo Rossi como o principal artilheiro, com 6 gols, e o craque da Copa.

TODOS OS RESULTADOS: Itália 0 x 0 Polônia; Peru 0 x 0 Camarões; Itália 1 x 1 Peru; Polônia 0 x 0 Camarões; Polônia 5 x 1 Peru; Itália 1 x 1 Camarões; Alemanha 1 x 2 Argélia; Áustria 1 x 0 Chile; Alemanha 4 x 1 Chile; Áustria 2 x 0 Argélia; Argélia 3 x 2 Chile; Alemanha 1 x 0 Áustria; Bélgica 1 x 0 Argentina; Hungria 10 x 1 El Salvador; Argentina 4 x 1 Hungria; Bélgica 1 x 0 El Salvador; Hungria 1 x 1 Bélgica; Argentina 2 x 0 El Salvador; Inglaterra 3 x 1 França; Tcheco-Eslováquia 1 x 1 Kuwait; Inglaterra 2 x 0 Tcheco-Eslováquia; França 4 x 1 Kuwait; França 1 x 1 Tcheco-Eslováquia; Inglaterra 1 x 0 Kuwait; Espanha 1 x 1 Honduras; Iugoslávia 0 x 0 Irlanda do Norte; Espanha 2 x 1 Iugoslávia; Honduras 1 x 1 Irlanda do Norte; Honduras 0 x 1 Iugoslávia; Espanha 0 x 1 Irlanda do Norte; Brasil 2 x 1 União Soviética; Escócia 5 x 2 Nova Zelândia; Brasil 4 x 1 Escócia; União Soviética 3 x 0 Nova Zelândia; União Soviética 2 x 2 Escócia; Brasil 4 x 0 Nova Zelândia; Polônia 3 x 0 Bélgica; União Soviética 1 x 0 Bélgica; União Soviética 0 x o Polônia; Alemanha 0 x 0 Inglaterra; Alemanha 2 x 1 Espanha; Inglaterra 0 x 0 Espanha; Itália 2 x 1 Argentina; Brasil 3 x 1 Argentina; Itália 3 x 2 Brasil; França 1 x 0 Áustria; Irlanda do Norte 2 x 2 Áustria; França 4 x 1 Irlanda; Itália 2 x 0 Polônia; Alemanha 3 x 3 França (Pênaltis, Alemanha 8 x 7); Polônia 3 x 2 França e Itália 3 x 1 Alemanha.
CLASSIFICAÇÃO FINAL: 1 – Itália; 2 – Alemanha; 3 – França; 4 – Polônia; 5 – BRASIL; 6 – Inglaterra; 7 – União Soviética; 8 – Áustria; 9 – Irlanda do Norte; 10 – Bélgica; 11 – Argentina; 12 – Espanha; 13 – Argélia; 14 – Hungria; 15 – Escócia; 16 – Iugoslávia; 17 – Camarões; 18 – Tcheco-Eslováquia; 19 – Honduras; 20 – Peru; 21 – Kuwait; 22 – Chile; 23 – Nova Zelândia e 24 – El Salvador. (FOTOS REPRODUZIDAS DO PLACAR). AGRADECIMENTO.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

COPA DO MUNDO 1990 - ALEMÃES FATURAM

 
"Hermanos" mandam Seleção Brasileira pra casa. Alemães faturam.
   A Copa do Mundo de 1990, novamente, na Itália, que já havia promovido a de 1934, foi o que se pode chamar de “Mundial da Retranca”. Os torcedores saíam dos estádios irritados com os placares de 0 x 0, 1 x 0 e 1 x 1. A metade do número total de jogos (52) não passou disso. Quando a imprensa criticou o defensivismo, foi muito citado ocaso da Argentina, a campeã da Copa anterior, que chegara à final, contra os alemães, empatando e vencendo nas decisões por pênaltis. Já os brasileiros! Que vexame (foto)
  Em 1990, tivemos três seleções participando, pela primeira vez: Eire, Emirados Árabes e Costa Rica. Também, a volta de quatro países que, de há muito, não disputavam a competição: Egito (1934), Estados Unidos (1950), Coréia do Sul (1954) e Colômbia (1962). Devido a queda do Muro de Berlim, com as suas respectivas implicações políticas, um ano antes, a Alemanha pôde contar com os atletas de sua antiga parte oriental, que formava a DDR-República Democrática Alemã, que disputa só o Mundial-1974..
Enquanto isso, a Seleção Brasileira fez uma de suas piores Copas. Terminou em nono lugar, atrás do Eire, se bem que tivesse vencido três jogos, enquanto aquele não ganhara nenhum. A péssima campanha pode ser atribuída ao pensamento do treinador Sebastião Lazaroni, que tirou a capacidade de improviso do jogador brasileiro, para enquadrá-lo em um sistema tático, tipicamente, europeu que abria espaço até para um líbero. O Brasil atuava com, apenas, dois atacantes. Se o 3-5-2 dera certo na conquista da Copa América, em 1989, em casa, após 40 anos de jejum, não funcionou na Itália.
ROLA A BOLA – A Seleção só pôde ter todos os convocados reunidos duas semanas antes da estréia. Como “nos melhores” anos de bagunça generalizada, Romário levou seu terapeuta particular, que não se encaixava bem com o médico Lídio Toledo; os empresários circulavam, livremente, pela concentração, na cidade de Gubbio, enchendo de sonhos milionárias as cabeças dos atletas, que estavam divididos em grupos, e havia uma excessiva preocupação com faturamento publicitário, além de pressões pela fixação do prêmio pela conquista.
Pra piorar, após jogos-treinos, contra equipes esquisitas, das terceira e da quarta divisões futebol italiano, o time de Lazaroni perdeu um desses preparativos, por 1 x 0, para um combinado da região da Úmbria, com um cara chamado Artistico fazendo o gol, em cobrança de falta, numa falha de Taffarel. Tava feia a coisa!
A estréia brasileira foi em 10 de junho, vencendo a Suécia, por 2 x 1, com dois gols de Careca – aos 40 minutos do primeiro tempo e aos 12 do segundo. Brolin, descontou, aos 33 –, mas a Seleção mostrou, de cara, que precisaria melhorar muito, se quisesse chegar ao título. Isso ficou evidente para 62.6728 pagantes do jogo apitado pelo italiano Túlio Lanese, no estádio Delle Alpi, em Turim.
Brasil: Taffarel; Mozer, Ricardo Gomes e Mauro Galvão; Jorginho, Dunga, Alemão, Valdo (Silas) e Branco; Careca e Muller. Suécia: Ravelli; Roland Nilsson, Larsson e Ljung (Strömberg); Schwarz, Ingesson, Limpar, Thern e Joaquim Nilson; Brolin e Magnusson (Peterson). Técnico: Olle Nordin.
Mesmo vencendo a fraca Suécia na estréia, o clima era pesado, para o segundo jogo, no mesmo estádio, em 16 de junho. Renato e Aldair reclamavam por estarem na reserva e Romário recusava-se, até mesmo, a sentar-se no banco com os demais companheiros. Resultado: Seleção penou para vencer a Costa Rica, por 1 x 0, com um gol de Muller, em chute que batera em Montero, aos 33 minutos do primeiro tempo. O jogo foi apitado pelo tunisiano Naji Jouini e teve 58.007 pagantes.
Brasil: Taffarel; Mozer, Ricardo Gomes e Mauro Galvão; Jorginho, Dunga, Alemão, Valdo (Silas) e Branco; Creca (Bebeto) e Muller. Costa Rica: Conejo; Marchena, Gonzalez, Montero e Chavez; Flores, Chavarria, Ramirez e Jara (Medford); Gómez e Cayasso (Alexandre Guimarães). Técnico: Bora Milutinovic.
Para o terceiro jogo, em 19 de junho – 1 x 0 sobre a Escócia, no Delle Alpi, com apito do austríaco Helmut Khol – o técnico Sebstião Lazaroni tirou Mozer e Muller, para lançar Ricardo Rocha e Romário. Mas, como este “reclamão” mostrava-se, inteiramente, sem ritmo de jogo, teve que ceder a sua vaga – aos 19 minutos da etapa final – a Müller que, quando nada, aproveitou uma sobra de bola dividida por Careca, com o goleiro escocês, para fazer o gol da vitória, faltando nove minutos para o final da partida. Outro “reclamão”, Renato Gaúcho, entrou, faltando sete minutos para o final da partida, no lugar do zagueiro Mauro Galvão.
Brasil: Taffarel; Ricardo Rocha, Ricardo Gomes e Mauro Galvão (Renato Gaúcho); Jorginho, Dunga, Alemão (Silas), Valdo e Branco; Careca e Romário (Müller). Escócia: Leighton; McKimmie, McPherson, McLeish e Malpas; Aitken, McLeod (Gillespie), McStay e McCall; McCoist (Fleck) e Johnston. Técnico: Alex Roxburg. O partida teve 61.381 pagantes.
ESTAÇÃO MARADONA – O fim de linha da Seleção na Copa-90 foi em 24 de junho, no mesmo Delle Alpi, na derrota, por 1 x 0, frente aos argentinos, apitada pelo francês Joel Quiniou. Por ironia do destino, naquele dia, o Brasil fazia a sua melhor apresentação no Mundial, perdendo gols e chutando bolas contra as traves dos “hermanos”.
Como quem não faz leva, aos 35 minutos do segundo tempo, Maradona apanhou a bola na intermediária, passou por Alemão e Dunga, e serviu Caniggia à esquerda da área brasileira. Enquanto Mauro Galvão trombava com Ricardo Gomes, que foi expulso do clássico sul-americano, Canigghia driblava Taffarel (foto) e mandava o Brasil de volta para casa: Argentina 1 x 0, após tantas discussões, dos canarinhos, por premiação.
Brasil: Taffarel; Ricardo Rocha, Ricardo Gomes e Mauro Galvão (Renato Gaúcho); Jorginho, Dunga, Alemão (Silas), Valdo e Branco: Careca e Muller. Argentina: Goycoechea; Basualdo, Simon, Monzon, Ruggeri e Olarticoechea; Giusti, Troglio (Calderon) e Burruchaga: Maradona e Caniggia. Técnico: Carlos Billardo. O jogo foi assistido por 61.381 pagantes.
TÍTULO ALEMÃO – Em 90, os alemães deram o troco aos argentinos, que haviam lhe vencido, na final anterior. Levou o seu terceiro título mundial, com um futebol ofensivo, diferente da maioria retranqueira. Seu destaque foi o atacante Lothar Matthaus, eleito o craque da Copa.
Comandados pelo treinador Franz Beckenbauer, na fase preliminar, os alemãs golearam Iugoslávia e Emirados Árabes, respectivamente, por 4 x 1 e 5 x 1, e empataram com a Colômbia:r 1 x 1. Nas oitavas-de-final, mandaram 2 x 1 na Holanda; nas quartas, 1 x 0 na Tcheco-Eslováquia e, nas semifinais, 5 x 4 sobre os ingleses, nas cobranças de pênaltis, após 1 x 1 no tempo normal. Na final, 1 x 0 em cima dos argentinos, com gol de Matthaus, cobrando pênalti, aos 40 minutos do segundo tempo, no Estádio Olímpico, de Roma, diante de 73.603 pagantes.
Alemanha: Ilgner; Berthold (Reuter), Kohler e Buchwald; Augenthaler, Hassler, Matthaus, Littbarski e Brehme; Voeller e Klinsmann. Argentina: Goycoechea; Basualdo, Simon, Ruggeri (Monzon), Lorenzo e Serrizuela; Sensini, Troglio e Burruchaga (Calderon); Maradona e Dezotti. Técnico: Carlos Bilardo. O árbitro foi o mexicano Edgardo Mendez Codesal.
TODOS OS RESULTADOS: Itália 1 x 0 Áustria; Tcheco-Eslováquia 5 x 1 Estados Unidos; Itália 1 x 0 Estados Unidos; Tcheco-Eslováquia 1 x 0 Áustria; Itália 2 x 0 Tcheco-Eslováquia; Áustria 2 x 1 Estados Unidos; Camarões 1 x 0 Argentina; Romênia 2 x 0 União Soviética; Argentina 2 x 0 União Soviética; Camarões 2 x 1 Romênia; União Soviética 4 x 0 Camarões; Argentina 1 x 1 Romênia; Brasil 2 x 1 Suécia; Costa Rica 1 x 0 Escócia; Brasil 1 x 0 Costa Rica; Escócia 2 x 1 Suécia; Brasil 1 x 0 Escócia; Costa Rica 2 x 1 Suécia; Colômbia 2 x 1 Emirados Árabes; Alemanha 4 x 1 Iugoslávia; Iugoslávia 1 x 0 Colômbia; Alemanha 5 x 1 Emirados Árabes; Alemanha 1 x 1 Colômbia; Bélgica 2 x 0 Coreia do Sul; Uruguai 0 x 0 Espanha; Bélgica 3 x 1 Uruguai; Espanha 3 x 1 Coreia do Sul; Espanha 2 x 1 Bélgica; Uruguai 1 x 0 Corei do Sul; Inglaterra 1 x 1 Eire; Holanda 1 x 1 Egito; Inglaterra 0 x 0 Holanda; Eire 0 x 0 Egito; Inglaterra 1 x 0 Egito; Holanda 1 x 1 Eire; Camarões 2 x 1 Colômbia; Tcheco-Eslováquia 4 x 1 Costa Rica; Brasil 0 x 1 Argentina; Alemanha 2 x 0 Holanda; Eire 0 x 0 Romênia (Eire 5 x 4 nos pênaltis); It´=alia 2 x 0 Uruguai; Iugoslávia 2 x 1 Espanha; Inglaterra 1 x 0 Bélgica; Argentina 0 x 0 Iugoslávia (Argentina 3 x 0 nos pênaltis); Itália 1 x 0 Eire; Alemanha 1 x 0 Tcheco-Eslováquia; Inglaterra 3 x 2 Camarões; Argentina 1 x 1 Itália (Argentina 5 x 4 nos pênaltis); Alemanha 1 x 1 Inglaterra (Alemanha 5 x 4 nos pênaltis); Itália 2 x 1 Inglaterra e Alemanha 1 x 0 Argentina.
CLASSIFICAÇÃO FINAL: 1 – Alemanha; 2 – Argentina; 3 – Itália; 4 – Inglaterra; 5 – Iugoslávia; 6 – Tcheco-Eslováquia; 7 – Camarões; 8 – Eire; 9 – BRASIL; 10 – Espanha; 11 – Bélgica; 12 – Romênia; 13 – Costa Rica; 14 – Colômbia; 15 – Holanda; 16 – Uruguai; 17 – União Soviética; 18 – Áustria; 19 – Escócia: 20 – Egito; 21 – Suécia; 22 – Coreia do Sul; 23 – Estados Unidos; 24 – Emirados Árabes. 

42 - COPA DO MUNDO - 1978

Um ano e quatro meses antes da Copa do Mundo de 1978, a Seleção Brasileira trocou o experiente treinador Oswaldo Brandão, pelo teórico Cláudio Coutinho. Para este, um militar até pouco tempo, já era hora de os brasileiros pararem de privilegiar a criatividade e passarem a adotar conceitos europeus, como a polivalência que levara Alemanha Ocidental, Holanda e Polônia ao sucesso no Mundial-74.
 Coutinho inovou o vocabulário do futebol brasileiro, é verdade. Mas “inventou” na mesma medida. Transformou o quarto-zagueiro Edinho, do Fluminense, em lateral-esquerdo e fez do lateral-direito Toninho, do Flamengo, o seu ponteiro direito. Inexplicável foi não ter levado ao Mundial um dos maiores talentos do aís, o apoiador Falcão, do Internacional. A vaga ficou com o “brucutu”, Chicão, do São Paulo.
 Concentrada na Villa Marista, em Mar del Plata, a Seleção treinava debaixo de muito frio, sem esquentar a confiança dos brasileiros. Tanto que decepcionou nos empates dos primeiro dois jogos da Copa-78, competição que teve 106 inscritos, dos quais só 97 disputaram as Eliminatórias.
  Na estréia, em 3 de junho, assistido por 312.569 pagantes, em “Mardel”, o Brasil sofreu o gol de abertura do placar – Sjoberg, aos 37 minutos do primeiro tempo –, enrolou-se muito com o gramado, mas conseguiu empatar, oito minutos depois, com Reinaldo, do Atlético-MG – quatro minutos antes do gol, o mesmo Sjoberg cabeceara uma bola contra o travessão. No segundo tempo, no último minuto, durante uma cobrança de escanteio, batido por Nelinho, da direita, Zico cabeceou, marcou, mas o árbitro Clive Thomas, do País de Gales, anulou, alegando ter apitado antes da cabeçada do Galinho.
BRASIL: Leão; Toninho, Oscar, Amaral e Edinho; Batista, Cerezzo (Dirceu) e Rivellino; Gil (Nelinho), Reinaldo e Zico foi o time. O treinador dos suecos, George Ericsson, escalou: Helström; Borg, Andersson, Nordqvist e Erlandsson; Tapper, Linderoth e Lennart Larsson (Edström); Sjöberg, Bo Larsson e Wendt.
 Diante dos espanhóis, em 7 de junho, no mesmo Estádio Mundial-78, de Mar del Plata, foi bem pior. O Brasil só não perdeu porque Amaral salvou uma bola que ia entrando, em cima da linha. O time continuou enrolado, nunca agradando aos 34.771 assistentes que pagaram para vê-lo em ação. Edinho, na lateral, e Toninho, na ponta, realmente, não agradaram, bem como o placar de 0 x 0. Pra piorar, jogara desfalcado de Rivellino, que levara uma forte pancada no tornozelo direito, o que o tirou de maior parte da competição.
BRASIL: Leão; Nelinho (Gil), Oscar, Amaral e Edinho; Batista, Cerezzo e Dirceu; Toninho, Zico (Jorge Mendonça) e Reinaldo foi o time brasileiro. O do treinador dos espanhóis, o húngaro Ladislao Kubala, usou: Gonzalez; Uria (Guzman), Bianqueti (Biosca), Marcelino e Olmo; San José, Leal e Asensi; Cardenosa, Juanito e Santillana.
DINAMITE NELES – A Áustria havia vencido seus dois jogos e a Espanha perdido um e empatado o outro.  A última rodada do Grupo 3 seria decisiva para brasileiros e espanhóis. Como ambos venceram, pelo mesmo placar de 1 x 0, os canarinhos levaram a vaga, em 11 de junho.
 O perigo de ficar de fora do restante da Copa levou a Seleção Brasileira a mudar muito. Foi preciso o presidente da CBD, o almirante Heleno Nunes, exigir as trocas de Zico e Reinaldo, dois jogadores leves e que sofriam com o péssimo gramado do estádio de “Mardel”, pelos pesados Roberto Dinamite, do Vasco, e Jorge Mendonça, do Palmeiras. Além disso, Toninho voltou à lateral-direita e Edinho, para quem inventaram estar com três cartões amarelos, perdeu a vaga, para Rodrigues Neto, do Flamengo. Funcionou! Aos 44 minutos do primeiro tempo, Gil cruzou, da direita, Roberto matou a bola no peito, dinamitou os austríacos e classificou o Brasil.
A Seleção de Coutinho jogou com: Leão; Toninho, Oscar, Amaral e Rodrigues Neto; Batista, Cerezo (Chicão) e Dirceu; Gil, Jorge Mendonça (Zico) e Roberto Dinamite foi o time brasileiro. Pela Áustria, o técnico Helmut Senekowitsch usou: Koncillia; Sara (Weber), Pezzey, Obermayer e Breitenberger; Hickersberger, Prohaska e Kreuz; Krieger (Hapich), Krankl e Jara. O jogo foi assistido por 35.221 pagantes e teve arbitragem do francês Robert Wurtz.
 Saído de uma apagada primeira fase, a Seleção Brasileira foi para Mendonza, no pé da Cordilheira dos Andes, passar mais frio e encarar os peruanos, no Estádio Parque General San Martín, em 14 de junho. Os novos adversários poderiam ter sido outros, pois o regulamento da Copa suscitava interpretações diferentes. Como Brasil e Áustria haviam pontuado iguais, mas os europeus feito um gol a mais, o primeiro lugar da chave seria por saldo de gols ou sorteio? A FIFA ficou com a primeira hipótese. E os canarinhos encararam peruanos, argentinos e poloneses, em vez de alemães ocidentais, austríacos, de novo, italianos e holandeses.
 Naquela tarde do jogo contra o Peru, o time brasileiro desenrolou-se, jogou fácil e mandou 3 x 0 inquestionáveis, agradando aos 31.278 desportista que pagaram para vê-lo vencer. Dirceu abriu a porteira, aos 14, cobrando, com curva, uma falta. E fez o segundo, aos 27 minutos do primeiro tempo, com um chute de longe. Aos 25, da fase final, Zico cobrou pênalti, sofrido por Roberto Dinamite, e acabou com a história.
BRASIL: Leão; Toninho, Oscar, Amaral e Rodrigues Neto; Batista, Cerezzo (Chicão) e Dirceu; Gil (IZico), Jorge Mendonça e Roberto Dinamite. O técnico Marcos Calderón formou assim os peruanos: Quiroga; Duarte, Manzo, Chumpitaz e Diaz (Navarro); Velasquez, Muñante e Cueto; La Rosa, Cubillas e Oblitas.
A BATALHA DE ROSÁRIO – Na fase anterior, a Argentina havia perdido, para a Itália (0 x 1), mas derrotado os demais adversários – 2 x 1 Hungria, 2 x 1 França e 2 x 0 Polônia. Era uma campanha, em números, inferior à brasileira, que contabilizava dois empates – 1 x 1 Suécia e 0 x 0 Espanha – e duas vitórias – 1 x 0 Áustria e 3 x 0 Peru. No critério gols pró, os “hermanos” estavam com seis, um a mais do que os canarinhos. Mas a sua defesa levara três, contra apenas um da brasileira. Na realidade, relação equilibrada. Foi assim que Brasil e Argentina foram a campo, diante de 37.326 pgantes (foto).
Quando a bola rolou, em 18 de junho, no Estádio El Cordelon, em Rosario, logo se viu que o jogo seria muito pesado. Chicão, por exemplo, pegou Kempes, de jeito, e levou o cartão amarelo. Ele substituía Cerezzo, com “dores musculares psicológicas”, segundo o medido Lídio Toledo. Reinaldo, também, reclamou dores, num dos joelhos, e não jogou.
Como derrota, muito, certamente, tiraria a chance do perdedor, o Brasil administrou o empate. Achava que a vaga seria decidida, na bola, na última rodada. Praticamente, foi um jogo de chances iguais, com o placar de 0 x 0 servindo mais aos anfitriões, como veremos a seguir. O Brasil jogou com: Leão; Toninho, Oscar, Amaral e Rodrigues Neto (Edinho); Chicão, Batista e Dirceu; Gil, Jorge Mendonça (Zico) e Roberto Dinamite. Argentina: Fillol; Olguín, Galván, Passarella e Tarantini; Ardiles (Villa) e Gallego; Bertoni, Luqie, Kempes e Ortiz.
 Em 21 de junho, de volta ao Parque General San Martín, em Mendoza, a Seleção fez 3 x 1 sobre a Polônia, com gols de Nelinho, aos 13 minutos do primeiro tempo, e de Roberto Dinamite, aos 12 e aos 17, da etapa final. Lato fez o tento polonês, aos 44 da primeira fase, assistido por 39.586 viventes.
O Brasil formou com: Leão; Nelinho, Oscar, Amaral e Toninho; Batista, Cerezzo (Rivellino) e Dirceu; Gil, Zico (Jorge Mendonça), Roberto Dinamite. A Polônia, do técnico Jacek Gmoch, foi: Kukla; Szymanowski, Maculewicz, Zmuda e Gorgon; Kasperczak (Lubanski), Deyna e Nawalka; Lato, Szarmach e Boniek.
ARMAÇÃO ILIMITADA – Como o italiano Benito Musolini, em 1934/38, e o general brasileiro Garrastazu Medicis, em 1970, já haviam obtido grandes dividendos políticos, com os títulos mundiais de suas respectivas seleções, o general Jorge Rafael Videla pretendia repetí-los, a bem do regime militar argentino. Então, criou o Ente Autárquico Mundial, para ser o caminho da conquista da Copa.
 Preterida como sede das Copas de 50 e 62, organizadas, respectivamente, por Brasil e Chile, a Argentina estava decidida a ganhar tudo nos bastidores. Pra começar, convencera a FIFA a desconsiderar as pressões internacionais que acusavam seu governo de já ter matado mais de 10 mil dissidentes e sumido com cerca de outros 15 mil. A trégua celebrada entre militares e o grupo guerrilheiro urbano Motoneros, de ideologia peronista, era uma carta de fiança para a entidade. E garantiu-se como organizadora.
 Na bola, estreou favorecendo-se da expulsão de dois húngaros. No segundo compromisso, passou pelos franceses, em jogo marcado por inúmeras irregularidades. Na decisão da vaga de finalista, com o Brasil, teve a ajuda do regulamento, para enfrentar o Peru em horário diferente de Brasil e Polônia. Entrou em campo sabendo que precisaria vencer, por três gols de diferença. Fez o dobro, deixando no ar a suspeita de suborno aos peruanos, o que foi confirmado, mais tarde, pelo zagueiro Manzo.
 Vice-campeã olímpica, em 1928, e mundial, em 30, a Argentina, agora, não aceitava mais ser vice. Isso o presidente Videla conversara com os jogadores da sua seleção. E eles cumpriram a sua parte, em 25 de junho, perante 71.483 pagantes, no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. Venceram a Holanda, na final, por 3 x 1, após 1 x 1 na prorrogação. Kempes (2) e Bertoni foram os heróis do dia. Nanninga fez o tento holandês. Quanto ao Brasil, restou ser “campeão moral”, vencendo a Itália, por 2 x 1, em 24 de junho, na disputa pelo terceiro lugar. Saiu da Copa-78 invicta, com mais pontos do que os demais concorrentes, como leremos a seguir.
PONTOS DO CAMPEÃO – Quando o árbitro israelense Abraham Klein – auxiliado pelo húngaro Karoly Palotai e o mexicano Alfonso Archundia – apitou final de jogo – Brasil 2 x 1 Itália – e os brasileiros saíam de campo, abraçados, com suas camisas enroladas ao pescoço, só me vinha à mente, naquele sábado – 24 de junho de 1978 –, uma lembrança de poucos dias antes: o técnico Cláudio Coutinho, após vencer a Polônia, 3 x 1, chegando, surpreendentemente, ao centro de imprensa de Mendoza, à noite, e dizendo que o Brasil era o "campeão moral" daquele Mundial. Estávamos fora da da final, devido aos suspeitos 6 x 0 impostos, pela Argentina, ao Peru, a conta certa de quanto os "hermanos" precisavam para irem à decisão do título, contra a Holanda – na foto, Nelinho, Lão, Oscar, Amnaral, Batista e Toninho Baiano, em pé, da esquerda para a direita; Gil, Zico, Roberto Dinamite, Dirceu e Toninho Cerezzo, agachados, na mesma ordem.
  Realmente, era duro ter um time invicto, fazendo o mesmo número de pontos do campeão e ficando em terceiro lugar na XI Copa do Mundo. No futebol brasileiro, ser terceiro, ou último, é a mesma coisa. Tanto que nós, jornalistas que estávamos no Estádio de Nuñez, em Buenos Aires, só por obrigação de enviar notícias para os nossos veículos, fomos indiferentes quando Dirceu virou, para 2 x 1, o jogo que o Brasil perdia, no primeiro tempo, por 1 x 0.
Debaixo de um frio intenso, a Seleção Brasileira, usando camisas azuis, de mangas compridas, calções brancos e meios brancos, entrou no gramado do River Plate tão desmotivada que, nos inícios da partida, passou dois por sufocos: uma falta, na entrada da área, cobrada por Maldera, colocou Leão pra se virar e, no outro lance, Antognoni acertou a trave do lado direito de Leão, já batido no lance. Depois daquilo, brasileiros e italianos entraram na lentas troca de passes laterais. Quando nada, eles ainda arriscavam uns contra-ataques. E foi num deles, aos 38 minutos que Causio “matou”. Antognoni penetrou, pelas costas de Rodrigues Neto, cruzou a bola para a área, Leão e Oscar não subiram para interceptá-la e Cáusio só a escorou para a rede.
O gol nos descontrolou e animou os europeus, que resolveram atacar. Aos 40 minutos, em novo vacilo da nossa defesa, eles mandaram outra bola na trave, daquela vez, chutada por Causio. E, novamente, com Leão batido no lance. E teve mais. No finalzinho do primeiro tempo, Paolo Rossi entrou, em velocidade, na área brasileira, chutou em cima de Leão, Causio pegou o rebote, na corrida, e acertou o travessão.
No segundo tempo, o Brasil trocou Gil, por Reinaldo. Se era pra ganhar mais velocidade, não rolou, pois o mineirinho recuava, buscava jogo. Até parecia combinado. O adversário fazia o mesmo, recuando seus atacantes, para combaterem no meio do campo. Quando contra-atacavam, não chegavam. Assim, o Brasil dominou e reclamou um pênalti, aos 13 minutos, sofrido por Jorge Mendonça e ignorado pela arbitragem.
Enfim, aos 19 minutos, nos embalos do nosso maior volume de jogo, atacamos forte. A bola sobrou para o lateral-direito Nelinho que, do lado de fora da área italiana, deu dois passos com a bola e soltou um “foguete”, enviesado, sem chances defesa para Dino Zoff. Um golaço, dos mais bonitos da Copa-78. Como comemoramos! Mudamos de vida, após Rivelino, que passara quase todo o Mundial tratando de uma contusão, substituir Toninho Cerezo. Chances de gol passaram a se oferecer para Roberto Dinamite, (foto) Jorge Mendonça e Dirceuzinho, e este não desperdiçou a surgida, aos 25 minutos. Riva trabalhou o lance, pela esquerda, a bola foi até Jorge Mendonça, que deu-lhe uma peitada, manando-a para o Dirceu, que bateu, de primeira, à direita de Zoff: 2 x 1.
Jogo virado, os italianos resolveram ir atrás do empate. Mas a defesa brasileira estava bem àquela altura, ainda ajuda pelo meio-de-campo, no primeiro combate. Pintaram alguns lances violentos e cartões amarelos, para Nelinho, Batista, Getile e Sala. No mais, o Brasil ficou trocando passes, de um lado para o outro, comandado por Rivelino, enquanto os italianos, aos 35 minutos, com Maldera, deram seu único chute a gol, na etapa. Se bem que, no último lance do jogo, Bettega cabeceou uma bola que bateu na trave – felizmente! E foi assim que o Brasil saiu de campo (foto) campeã moral – jogou com: Leão; Nelinho, Oscar, Amaral e Rodrigues Neto; Cerezzo (Rivelino) Batista e Dirceu; Gil (Reinaldo), Roberto Dinamite e Jorge Mendonça. Os italianos foram: Zoff; Gentille, Cuccuredu, Scirhea e Cabrini; Maldera, Antognoni (Cláudio Sala) e Patrício Sala; Causio, Paolo Rossi e Bettega.
VESTIÁRIOS - Naquele tempo, como não eram muitos os jornalistas que cobriam as Copas do Mundo, terminado o jogo, fomos todos esperar por jogadores e comissão técnica á saída dos vestiários. Cláudio Coutinho, que esperava o jogo ir para a prorrogação, disse: ”Não me considero o principal responsável pelo terceiro lugar do Brasil neta Copa do Mundo. Sou, apenas, uma pequena peça na grande engrenagem formada por estes rapazes que tanto souberam dignificar a camisa que vestiram”.
 De sua parte, Heleno Nunes, o presidente da então Confederação Brasileira de Desportos, antecessora da CBF, se dizia mais do que recompensado com o que a sua seleção apresentara naquela Copa, e mandava o aviso ao mundo: “Se cuidem, pois, com este mesmo time, em 1982, ninguém nos tirará o título”– paramos nesta mesma Itália, do "carrasco" Paolo Rossi.
 Dirceuzinho, o melhor jogador brasileiro no Mundial, preferia desabafar. Dizia esperar que ninguém mais o considerasse uma “barata tonta”, mas, sim, “um jogador moderno”, e culpava o regulamento pela perda do “caneco”. Já o goleiro Leão acentuava que o Brasil saía invicto, com a defesa menos vazada. Assim como ele, que se dizia satisfeito com a classificação, o zagueiro Oscar falava o mesmo, na expectativa de “ser eleito um dos bons zagueiros da competição.
 De todos os jogadores e membros da comissão técnica, foi o zagueiro Amaral quem teve o discurso mais coerente, após o “choro” e jogo contra a Itália. Para ele, de nada adiantaria fazer sete, oito gols nas semifinais, e nem culpar o regulamento. “O Brasil não foi finalista, simplesmente, porque não venceu a Argentina”, resumiu – 0 x 0, nas quartas-de-final.
TODOS OS RESULTADOS: Itália 2 x 1 França; Argentina 2 x 1 Hungria; Itália 3 x 1 Hungria; Argentina 2 x 1 França; Itália 1 x 0 Argentina; França 3 x 1 Hungria; Alemanha 0 x 0 Polônia; Tunísia 3 x 1 México; Polônia 1 x 0 Tunísia; Alemanha 6 x 0 México; Tunísia 0 x 0 Alemanha; Polônia 3 x 1 México; Brasil 1 x 1 Suécia; Áustria 2 x 1 Espanha; Áustria 1 x 0 Suécia; Brasil 0 x 0 Espanha; Brasil 1 x 0 Áustria; Espanha 1 x 0 Suécia; Holanda 3 x 0 Irã; Peru 3 x 1 Escócia; Holanda 0 x 0 Peru; Escócia 1 x 1 Irã; Escócia 3 x 2 Holanda; Peru 4 x 1 Irã; Itália 0 x 0 Alemanha; Holanda 5 x 1 Áustria; Alemanha 2 x 2 Holanda; Itália 1 x 0 Áustria; Holanda 2 x 1 Itália; Áustria 3 x 2 Alemanha; Brasil 3 x 0 Peru; Argentina 2 x 0 Polônia; Polônia 1 x 0 Peru; Argentina 0 x 0 Brasil; Brasil 3 x 1 Polônia; Argentina 6 x 0 Peru; Brasil 2 x 1 Itália e Argentina 3 x 1 Holanda.
CLASSIFICAÇÃO FINAL: 1 - Argentina; 2 – Holanda; 3 – BRASIL; 4 – Itália; 5 – Polônia; 6 – Alemanha; 7 – Áustria; 8 – Peru; 9 – Tunísia; 10 – Espanha; 11 – Escócia; 12 – França; 13 – Suécia; 14 – Irã; 15 – Hungria e 16 – México. (FOTOS REPRODZIDAS DE PLACAR).  AGRADECIMENTOS.