Vasco

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sexta-feira, 20 de março de 2015

HISTÓRIAS DO KIKE. MANCHETE CAMPEÃ DE COLORIR FUTEBOL DOS BRASILEIROS

    A revista carioca Manchete, criada pelo ucraniano (naturalizado brasileiro) Adolpho Bloch, foi uma das semanárias que mais coloriu o futebol brasileiro. Lances de grandes jogos, conquistas de taças, grandes esquadrões posados, redes balançando, nada escapou das lentes dos seus fotógrafos que clicavam o melhor do futebol, também, para as coligadas Manchete Esportiva e Fatos & Fotos.

 Quem quiser ver a história fotográfica do primeiro título da Seleção Brasileira em Copas do Mundo (na Suécia) é só procurar um arquivo público ou colecionadores. Está tudo lá, em textos, fotos e até personagens contando as suas glórias. Em 1962, época do bi (no Chile), a história foi contadas com mais cores, por conta de mais tecnologia chegada à imprensa brasileira. Por ali, vimos o capitão Mauro Ramos de Oliveira repetindo o Hideraldo Luís Bellini da capa de Manchete Esportiva de 1958, o drama do ‘Rei Pelé”, carregado nos braços do massagista após contusão que o tirou do Mundial, e, como não poderia faltar, o gol de Vavá que fechou a campanha nos 3 x 1 Tchecoeslováquia.

 Em 1970 (no México), época do tri, Manchete fez o maior documentário do escrete canarinho para desportistas e historiadores, incluindo edições especiais,  uma delas com o capitão Carlos Alberto Torres repetindo Bellini e Mauro. Claro que a mesma receita seria usada quando o tetra (nos Estados Unidos) chegou, em 1994. Naquele período, quem muito beliscou capas e páginas às custas do seu sucesso foi o atacante Romário, que não deixou de ter nem um dos seus casamentos badalados.

 A história dos grandes times fo futebol brasileiro poderia ser testemunhada, também, nos salões de barbeiros de todo o país. Manchete os homenageava, por duas páginas, e eles iam parar nas paredes diantes de tesouras e navalhas. Só uma vez, em 1953, a concorrente O Cruzeiro fez isso, quando o Vasco da Gama (campeão carioca-1952) tirou o quase imbatível Expresso da Vitória dos trilhos.

O primeiro encontro de Manchete com o esporte (foto ali em cima) se deu sem nada a ver com o esporte. Seu Nº 1 chegou às bancas de revistas na última semana de abril de 1952, com 30 mil exemplares distribuídos só no Rio de Janeiro e em São Paulo, com 40 páginas e apenas quatro anúncios. Um deles comparando as qualidades de um jóquei vencedor ao aparelho de barbear Tech e à lâmina Gillette Azul, “feitos um para o outro” – O Cruzeiro da semana circulou com 400 mil exemplares, 130 páginas e 70 anúncios.

 O torcedor tirou muito o chapéu pra semanária Manchete. Mas a Editora Bloch, um dia, pisou na bola com ele (fotos logo acima). Publicou a eleita melhor foto (de Orlando Abrunhosa) da Copa do Mundo de 1970 - Pelé comemorando gol diante da então Tchecoeslováquia, seguido por Tostão e Jairzinho -  em preto-e-branco, na capa de Fatos & Fotos. A mesma foi publicada colorizada e divinizada pela internacionalíssima francesa Paris Match.   

quinta-feira, 19 de março de 2015

ANIVERSARIANTE DO DIA - PASCHOAL




  Nascido em 19 de abril de 1900, no Rio de Janeiro, o carioca, Paschoal), enquanto viveu (até 23.12.1987), jamais deixou de frequentar São Januário, na qual esteve como ponta-direita, entre1922 a1932. Ele já chegou balançando a rede. No primeiro jogo, amistosamente, contra a seleção da Marinha, fez o único tento da partida. Dali, pelos próximos 10 anos, foi o dono absoluto de sua posição, a qual só a deixou quando uma contusão não lhe permitiu ir mais além.Figura fundamental no time da conquista do primeiro título vascaíno na Série A do Campeonato Carioca, em 1923, Paschoal Silva Cinelli era tão veloz – chutava, também, com o pé esquerdo – que lhe apelidaram por "Trem de Ferro". Foi descoberto pelo treinador uruguaio Ramón Platero, quando jogava pelada na área chamada de Cais do Porto. Em 1924, com o Vasco enfrentando o racismo dos clubes de elite e escanteado para a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres, ele deitou e rolou nas redes dos times pequenos.
Campeão carioca em 1922 (Segunda Divisão), 1923, 1924 (LMDT) e em 1929, Paschoal foi o símbolo dos primeiros Vascos vencedores. Durante a campanha do bi carioca (1923/24), ele totalizou oito gols (1 em 23 e 8 em 24), em 30 jogos (14 em 23 e 16 em 24). Em seu último título, em 1929, fez todos os 23 jogos e deixou quatro bolas no filó. Por sinal, naquele ano ele integrou o seu melhor time: Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola: Paschoal, Oitenta e Quatro, Russinho, Marito Mattos e Santana.
Paschoal deixou o seu nome registrado, também, na história de um dos maiores duelos vascaínos, o“Clássico da Amizade”, denominação em desuso, contra o Botafogo. No primeiro deles, em 22 e abril de 1923, em General Severiano, marcou umdos gols – Mingote e Cecy completaram os 3 x 1. Quando parou de jogar, trabalhou em uma loja de secos e molhados. (foto reproduzida de www.crvascodagama.com.br) Agradecimento.



quarta-feira, 18 de março de 2015

HISTORI & LENDAS CRUZMALTINAS - REIS

Roberto Dinamite entregou ao Rei da Música Popular Brasileira, o torcedor vascaíno Roberto Carlos Braga, o título de  Sócio Proprietário Benfeitor do Vasco. Foi durante shows no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, em dezembro de 2011. Quando houve a comemoração dos centenário vascaíno, em 1998, Roberto compôs uma música em homenagem ao clube, gravada em um CD produzida pelo também vascaíno Pierre Aderne. Um outro torcedor vascaíno homenageado, em 2011, foi o Rei do Futebol, Pelé, que ganhou uma camisa oficial e lembrou que o seu primeiro título foi usando a jaqueta cruzmaltina, em 1956.        

                Foto reprouzida de www.crvascodagama.com.br - agradecimentos do Kike                                        

 


 

                                                          


        








 

terça-feira, 17 de março de 2015

BAIXARIAS RURO-NEGRÍSSIMAS

A Associação dos Repórteres Fotográficos do Rio de Janeiro promovia, em 1953, a segunda eleição de sua “Miss Objetiva”, com a participação de várias artistas de rádio, de teatro e de cinema.  Quem vendesse mais votos (Cr$ 2 cruzeiros, cada), seria a coroada.
Foram feitas cinco apurações, que elegeram, com 33.550 votos, a candidata Ester Tarcitano (E), da TV Tupi, deixando, em segundo lugar, Tahís Bellini (D), apoiada pelo Flamengo. Mas o que rolou? A flamenguista não aceitou o resultado e disse que fora roubada, levando seus torcedores a atacarem a mesa apuradora.
Noticiado pela revista “O Cruzeiro”, o mau comportamento dos flamenguistas, fotografado por E. Santos, gerou “caras partidas, cadeiras quebradas e vidros espatifados” na noite da apuração. A promoção era tão glamurosa, eu o vice-presidente da república, Café Filho, corou Ester Tarcitano (foto). Quanto a candidata rubro-negro, esta foi chamada, pela magazine de maior circulação na América Latina, de “especialista em autoelogios.
(foto reproduzida da revistas 'O Cruzeiro de 28.11.1953).

segunda-feira, 16 de março de 2015

AS PRIMEIRAÇAS DO ALMIRANTE VASCO

              ONDE E QUANDO O VASCO DA GAMA PRIMEIROU:

   Estádios: das Laranjeiras, do Fluminense: 3 de junho de 1917, empatando, por 2 x 2, com o Sport Club Brasil, pelo Campeonato Carioca da Segunda Divisão;
 da Gávea, do Flamengo, em 4 de setembro de 1938, na inauguração, vencendo o anfitrião, por 2 x 0, pelo Campeonato Carioca;
 General Severiano, do Botafogo, em 3 de maio de 11916, em sua primeira partida da história, sendo goleado, pelo Paladino, por 10 x 1; 
Caio Martins, em Niterói, em 20 de julho de1941, com 3 x 1 sobre o Canto do Rio, pelo Carioca; 
Campos Sales, do América, em 2 de setembro de 1917, em Vasco 3 x 0 Boqueirão, pelo Carioca da Segunda Divisão. Atualmente, o América tem o Estádio Giulite Coutinho, em Mesquita. Ali, o Vasco jogou, pela primeira vez, em 30 de janeiro de 2002, vencendo o América, por 2 x 0. Já no Estádio Proletário, chamado de Moça Bonita, do Bangu, foi em 10.10.1948, goleando o dono da casa, por 6 x 1.
Confira, agora, as estreais vascaínas em diferentes estádios:
 Pacaembu-SP: Vasco 3 x 3 São Paulo, no Pacaembu, em 04.06.1940; 
Morumbi, em 04.12.1968, caindo ante o Palmeiras, por 3 x 0, pela Taça de Prata, um dos embriões do atual Brasileirão;
 Palestra Itália, do Palmeiras, 1 x 1 , com o Palmeiras, em 15.11.1924;
 da Vila Belmiro, do Santos, 2 x 2, com o Santos, em 03.12.1933, 2 x 2.
Mineirão-BH: em 03.04,1966, mandando 2 x 0 no Atlético-MG; 
da Fonte Nova, em Salvador, 2 x 0 sobre a Seleção Baiana, em 17.01.1954; 
Serra Dourada, em Goiânia, 1 x 1, em 29.06.1975, amistosamente, com o Goiânia Esporte Clube;
 Olímpico e no Beira-Rio, ambos em Porto Alegre. No primeiro, 0 x 2 Grêmio, em 23.11.1955, e no segundo 0 x 2 Internacional, em 01.11.1969, pela Taça de Prata.

CAMPINHOS – estreias crumzmaltinas, em estadinhos”, diante dos chamados “pequenos”:
10.06.1923 – Vasco 3 x 2 São Cristóvão, na Rua Figueira de Mello, pelo Campeonato Carioca da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres; 
28.04.1929 – Vasco 2 x 1 Bonsucesso, no campo da Estrada do Norte, pelo Campeonato Carioca da Associação Metropolitana de Esportes Athléticos; 
12.06.1932 - Vasco 3 x 3 Olaria, na Rua Cândido Silva, pelo Campeonato Carioca da Associação Metropolitana de Esportes Athléticos.
19.01.1936 – Vasco 4 x 1 Madureira, na Rua Domingos Lopes, pelo Campeonato Carioca da Federação Metropolitana de Desportos
 27.11.1938 – Vasco 2 x 2 Bonsucesso, na Rua Teixeira de Castro, pelo Campeonato da Liga de Futebol do rio de Janeiro; 
12.10.1941 – Vasco 4 x 1 Madureira, na Rua Conselheiro Galvão, pela Taça Oscar Cox.
 09.11.1947 – Vasco 2 x 0 Olaria, na Rua Bariri, pelo Campeonato Carioca da Federação Carioca de Futebol.
Nesses campinhos, o Vasco perdeu na estreia em Ítalo del Cima, 1 x 2 Campo Grande, em 07.07.1963. Mas estamos no lucro. Vale ressaltar que a pesquisa não inclui os estádios dos primeiros campeonatos, a não ser do primeiro jogo da história do clube, em General Severiano.

VASCO NO MARACANÃ - A rapaziada pisou no gramado do "Maraca", pela primeria vez, de forma não oficial, caíndo, por 2 x 3, ante a Seleção Brasileira, em 18 de junho, formando com: Barbosa, Augusto e Laerte; Ely, Lola e Alfredo; Jair, Vasconcelos, Álvaro Xaxá, Lima e Chico. A Seleção usou: Castilho, Nilton Santos e Nena; Bauer, Danilo e Bigode; Maneca, Ademir Menezes, Baltazar, Jair e Rodrigues. Mas o prélio não foi levado a sério. Como o treinador do escrete nacional era o vascaíno Flávio Costa (convocara Barbosa, Augusto, Danilo, Maneca, Ademir, Chico e Ely), ele pediu ao clube para enviar-lhe quem não havia chamado para a Copa do Mundo-1950, a fim de colaborar com seu trabalho. Logo, não valeu, para efeito de estatísticas.
Antes daquilo, a "Turma da Colina" havia encarado a Seleção Brasileira em um outro jogo-treino, em 9 de junho, terminado nos 3 x 3, na Colina. O Vasco contu com: Barbosa, Laerte (Gim) e Wilson; João Martins, Lola e Alfredo; Ferrinho, Jair, Álvaro Xaxá, Ipojucan e Ismar. A Seleção teve: Castilho; Augusto (Nilton Santos) e Juvenal (Nena); Bauer, Danilo (Rui) e Noronha (Bigode); Maneca, Zizinho (Jair), Adãozinho (Baltazar), Ademir e Chico (Rodrigues).
Como se observa pelas escalações, Flávio Costa liberou alguns atletas do selecionado para reforçar o time vascaíno, casos de Barbosa, Augusto da Costa, Ely do Amparo, Alfredo e Chico Aramburo. Da mesma forma, não valeu, oficialmente, em 30 de julho de 1950, o jogo Vasco 1 x 0 Madureira, com gol de Ipojucan, pelo Torneio Início do Campeonato Carioca. Aquilo era um festivalde futebol, em um domingo, para marcar a abertura da temporada. Oficialmente, o primeiro jogo cruzmaltno no "Maraca" rolou no domingão 27 de agosto do mesmo 1950: Vasco 3 x 2 Bangu, pelo Campeonato Carioca, com gols de Ademir Menezes (2) e Tesourinha. Treinado por Flávio Costa, o time foi: Moacir Barbosa, Augusto da Costa e Wilson; Ely do Amparo, Danilo Alvim e Jorge Sacramento; Tesourinha, Ypojucan, Maneca, Ademir Menezes e Lima. 

Primeiro gol vascaíno na Série B do Campeonato Brasileliro - o Almirante estreou em 9 de maio de 2009, vencendo o Brasiliense, por 1 x 0, com gol marcado por Rdrigo Pimpão, aos 16 minutos do segundo tempo, em São Januário, com apitagem por Rodrigo Braghetto-SP, público de 15.446 pagantes e renda de R$ 323,420. O treinador Dorival Júnior escalou: Fernando Prass; Paulo Sérgio, Vilson, Gian e Ramon; Amaral, Mateus (Nílton),  Léo Lima e Carlos Alberto; Rodrigo Pimpão (Alan Kardeck) e Elton (Bruno Gallo). Foto reproduzida do Jornal de Brasília. Agradecimento 
SEGUNDONA -  O Vasco da Gama pulou para a Segunda Divisão do Campeonato Carioca quando a Liga Metropolitana de Sports Athléticos, que mudou o seu nome, para Liga Metropolitana de Desportos Terrestres e aumentou, em 10, o número de participantes de cada um dos seus torneios. Assim, os seis times que seriam da Série C subiram à Série B, e o Vasco, que fora o último colocado no ano anterior, em sua estréia no futebol, pegou carona na virada de mesa. Emsua primeira “Segundona”, o Vasco fez 16 jogos e foi o quarto colocado, com 21 pontos, de nove vitórias e três empates – perdeu quatro partidas. Marcou 40 e sofreu 31 tentos. O time-base de 1917 era: Ary (Nicolau), Guedes e Cruz; Baptista (Alcides), Lamego e Dino (Augusto); Virgílio, Hermógenes (Bacellar), Fernando (Amyres, Julinho), Guerrero e Antonico. Quanto ao primeiro gol na Série B carioca, aconteceu em 27 de maio daquele 1917, em  Vasco 4 x 2 Clube de Regatas Icarahy, em Niterói. O “Kike” não tem a súmula da