Vasco

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sexta-feira, 15 de maio de 2015

DOIS NÚMEROS – 13 e 14 - E OS VASCAÍNOS

Pelas contas da edição 27 da revista carioca “Manchete Esportiva”, de 1956, o atacante Albino Friaça passou 50 minutos campeão mundial, em 1950, ao abrir o placar de Brasil 1 x 2 Uruguai, no 16 de junho, no   Maracanã.
Na verdade, 77 minutos, pois o gol de Gigghia que virou o placar saiu a 13 minutos do final. Dessa marca, desconte-se dois minutos, o tempo em que Friaça passou desmaiado, devido tanta gente pular sobre ele comemorando seu gol. Logo, foram 75 minutos como campeão mundial, título interrompido por um 13 fatal, para os supersticiosos.
Friaça era presença constante no fustigo ao adversário
Sobre aquele seu tento, ele comentou com a “Manchete Esportiva”: “...quase todos nós tínhamos absoluta confiança na vitória...a certa altura (do segundo tempo), Bauer controlou a bola no meio do campo, passou por Obdúlio Varela e a entregou a Zizinho, que fez alguns passos e lançou no buraco. Eu acompanhava o lance, livrei-me, na corrida, do meu marcador, Rodrigues Andrade, e finalizei. com um tiro forte e endereço certo”.
Para Friaça, o time brasileiro era o melhor da Copa-50, deixando, após os 6 x 1 Espanha, o grupo convencido  da vitória final, sobretudo por achar os espanhóis os melhores depois do Brasil. E apontou o ponta-esquerda Gainza como o mehor jogador da competição. Também, elogiou o treinador Flávio Costa.
 Albino Cardoso Friaça disputou 13 jogos pela Seleção Brasileira e em três dias 13 defendeu o escrete nacional – 13.05.1950 – Brasil 3 x 3 Paraguai; 13.06.1950 – Brasil 6 x 1 Espanha; 13.04.1952 – Brasil 5 x 0 Panamá. Quando estava em sua temporada-13, defendia o Vasco da Gama, pelo qual, com 13 bolas nas redes, ele foi o principal artilheiro do time que conquistou o Torneio Municipal-1947.
 Em São Januário, no entanto, Friaça não precisava de coincidências numéricas para tornar-se um dos ídolos da torcida vascaína. Fazia parte de uma “máquina” chamada por “Expresso da Vitória” e ficou campeão carioca-1945/47/49.
Fazer gols valia esta sempre requisitado pelos repórteres
Friaça chegou à Colina, em 1943, e integrou a equipe dos aspirantes. Mas não demorou para o treinador uruguaio Ondino Viera subi-lo ao time-A. Ele dedicou oito das 15 temporadas de sua carreira ao “Almirante”. Saiu algumas vezes – defendeu São Paulo, Ponte Preta e Guarani de Campinas – e, sobre o “Expresso da Vitória”, comentou com a mesma “Manchete Esportiva”: “Que timão possuíamos...um esquadrão como o do Vasco custaria (em 1956) uma fortuna incalculável”- e citou os colegas Barbosa, Augusto, Rafagnelli, Berascochea, Ely do Amparo, Argemiro, Jari Rosa Pinto, Ademir Meneses,  Isaías, Chico, Elgen e Lelé, artilheiro do Campeonato Carioca-1945, com 13 choros de goleiros – excluiu-se da lista do grandes “Matadores da Colina”.  
 Friaça é o artilheiro-14 (vizinho de 13) da história vascaína, com 191 jogos em 106 gols – os 13 maiores são Roberto Dinamite (617), Ademir Menezes (272), Romário (251), Pinga (250), Russinho (225), Sabará (165), Vavá (150), Lelé (147), Valdir ‘Bigode’ (144), Maneca (137) Chico (127), Bismarck (112)  e Edmundo 110.
Nascido em Porciúncula-RJ, em 20- de outubro de 1924, ele viveu por 84 temporadas, até 12 (vizinho do 13) de janeiro de 2009. Portanto, 84 temporadas: 8 + 4 = 12, vizinho do 13.     
                        FOTOS REPRODUZIDAS DE MANCHETE ESPORTIVA
     
                                                     MISTÉRIOS DO 14

O Vasco e o número 14 fazem uma boa tabelinha. O primeiro título internacional da rapaziada; o primeiro continental; o primeiro em continente europeu e a maior goleada passaram por aquela dezena. Sem falar que, entre 1980 e 2000, a “Turma da Colina” chegou a 14 finais de Estaduais. Confira a tabelinha:
14 de janeiro de 1940 – Disputava-se, no Brasil – e em São Januário – o primeiro torneio internacional de clubes. Chamou-se Luiz Aranha, em homenagem ao presidente da então Confederação Brasileira de Desportos, irmão de Cyro Aranha, o presidente vascaíno. Uma puxadinha de saco,  tudo em casa. Foram jogos de 20 minutos, com dois tempos de 10, até as semifinais, e de 30 minutos (duas etapas de 15), na final. Modelo idêntico ao dos "Torneios Inícios", muito populares entre os cariocas, na época. Só que maior números de escanteios a favor decidia.
O Vasco tinha a concorrência de Flamengo, Botafogo e dos argentinos Independiente e San Lorenzo. E entrou pra rachar. Aos 3 minutos, Fantoni marcou e venceu o Independiente, por  1 x 0. Na final, pegou pela frente um outro argentino, o San Lorenzo. Como o tempo normal ficou no 0 x 0, foi para a prorrogação. E pra cima. Em jogada de Orlando Rosa Pinto, no segundo tempo, surgiu o chamado “córner” que fez a taça ir pra Colina. Era a primeira conquista de um clube brasileiro em uma competição internacional. A moçada: Nascimento, Jaú e Florindo; Figliola, Zarzur e Argemiro; Lindo, Fantoni, Villadoniga (Luna), Nino e Orlando. 

Orlando (D) armou o ataque
 do escanteio vitorioso
14 de março de 1948 –  Pintou a mais  importante conquista do futebol brasileiro da época. O Vasco foi buscar, no Estádio Nacional de Santiago do Chile, o primeiro titulo de um clube canarinho no exterior, o Sul-Americano de Clubes Campeões.
Tão impactante, que os presidentes chileno, Gabriel González Videla, e argentino, Juan Domingo Perón, compareceram à final – e entregaram o troféu ao capitão cruzmaltino Augusto da Costa.
Naquele dia, todo o Brasil foi Vasco. O "Time da Colina" empatou, por 0 x 0, com o River Plate-ARG, uma das equipes mais fortes do planeta, prejudicado, pela arbitragem, que anulou um gol legítimo, de Chico, e marcou um pênalti contra, que o goleiro Moacir Barbosa foi  buscar, na cobrança de Lostau.
Treinado por Flávio Costa, o Vasco era:  Barbosa, Augusto e Wilson (Rafanelli); Ely, Danilo e Jorge; Djalma, Maneca (Lelé), Friaça (Dimas), Ismael e Chico.    
Livinho fez o Real cair na real


14 de junho de 1957 – O Vasco conquistou o Torneio de Paris, concebido para ser o mais importante do calendário internacional. Na estreia, 3 x 1 sobre o Racing local. Na decisão, 4 x 3 diante do Real Madrid, apontado como o melhor time do planeta. Os espanhóis saíram na frente, aos quatro minutos. Di Stefano marcou.
 Aos 16, minutos, Válter Marciano empatou: 1 x 1. Aos 28, Vavá desempatou, com a rapaziada virando o primeiro tempo na frente. Na etapa final, eles empataram, aos 8, com Mateos. Aos 21 minutos, Livinho voltou a desempatar: Vasco 3 x 2, e time espanhol na roda. Aos 39, Válter aumentou: 4 x 2. Aos 44, Kopa diminuiu: Vasco 4 x 3, formando com: Carlos Alberto; Dario, Viana, Orlando e Ortunho; Laerte e Valter Marciano; Sabará, Livinho, Vavá e Pinga. O treinador era Martim Francisco.
Vasco 14 x 1 Canto do Rio -  Esta é a maior goleada da história dos campeonatos cariocas. Aconteceu em 6 de setembro de 1947, quando o “Expresso da Vitória” carregou o caneco, com uma superioridade indiscutível sobre a concorrência: 20 jogos, com 18 vitórias e dois empates, fazendo 68 gols, dos quais Maneca  marcou 14.
Detalhe: a rodada seguinte foi em 14.09, e  o Vasco venceu o seu maior rival, o Flamengo, por 2 x 1.A goelada sobre o “Cantusca” teve apito de Alberto Gama Malcher, em São Januário. Maneca (5), Ismael (5), Dimas (3) e Chico foram os “matadores”. O time teve: Barbosa, Augusto e Rafanelli; Eli, Danilo e Jorge; Nestor, Maneca, Dimas, Ismael e Chico. O treinador era Flávio Costa.

24 DE MAIO - ANIVERSARIANTE
); Marcelinho Carioca e Souza. Técnico: Antônio Lopes.


ANIVERSARIANTE DO DIA - Nascido em 24 demaio dee 1900, no Rio de Janeiro, vivceu até 23 de dezembro de 1987 (87 temporadas). Paschoal), enquanto viveu (até 23.12.1987), jamais deixou de frequentar São Januário, na qual esteve como ponta-direita, entre1922 a1932. Ele já chegou balançando a rede. No primeiro jogo, amistosamente, contra a seleção da Marinha, fez o único tento da partida. Dali, pelos próximos 10 anos, foi o dono absoluto de sua posição, a qual só a deixou quando uma contusão não lhe permitiu ir mais além.
Figura fundamental no time da conquista do primeiro título vascaíno na Série A do Campeonato Carioca, em 1923, Paschoal Silva Cinelli era tão veloz – chutava, também, com o pé esquerdo – que lhe apelidaram por "Trem de Ferro". Foi descoberto pelo treinador uruguaio Ramón Platero, quando jogava pelada na área chamada de Cais do Porto. Em 1924, com o Vasco enfrentando o racismo dos clubes de elite e escanteado para a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres, ele deitou e rolou nas redes dos times pequenos. 
Campeão carioca em 1922 (Segunda Divisão), 1923, 1924 (LMDT) e em 1929, Paschoal foi o símbolo dos primeiros Vascos vencedores. Durante a campanha do bi carioca (1923/24), ele totalizou oito gols (1 em 23 e 8 em 24), em 30 jogos (14 em 23 e 16 em 24). Em seu último título, em 1929, fez todos os 23 jogos e deixou quatro bolas no filó. Por sinal, naquele ano ele integrou o seu melhor time: Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola: Paschoal, Oitenta e Quatro, Russinho, Marito Mattos e Santana. 
Paschoal deixou o seu nome registrado, também, na história de um dos maiores duelos vascaínos, o“Clássico da Amizade”, denominação em desuso, contra o Botafogo. No primeiro deles, em 22 e abril de 1923, em General Severiano, marcou umdos gols – Mingote e Cecy completaram os 3 x 1. Quando parou de jogar, trabalhou em uma loja de secos e molhados. (foto reproduzida de www.crvascodagama.com.br) Agradecimento. 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

OS CRUZMALTINOS DA FLORESTA

  Dentro de um carro de transporte escolar, humildes e apertadamente instalados, os jogadores do Vasco do Acre aguardavam, pacientemente, o motorista que os levaria ao Kingston Hotel, em Taguatinga. Era quarta-feira de cinzas (13/2/2002) e eles haviam acabado de perder para o  Brasiliense, por 1 x 0, resultado que encerrava a sua segunda aventura na Copa do Brasil. Quase todos aqueles rapazes haviam saído das categorias de base do clube. Viajaram durante quatro horas de voo, entre Rio Branco e Brasília, para jogar na capital do país usando um dos quatro jogos de camisas presenteados pelo então presidente do Vasco da Gama-RJ, o então deputado federal Eurico Miranda.

Não era fácil conseguir uniformes idênticos no Acre. Celsimar Maciel, o preparador físico, garantia que, no máximo, o que se podia fazer na terrinha era comprar camisas brancas, ou pretas, e pintar as listras e a cruz de malta, pois, na capital acreana, não havia fábricas de roupas.

CERTIDÃO - O Vasco do Acre foi fundado no dia 28 de julho de 1952, por um grupo de desportistas que incluía um ex-governador acreano, Ronaldo Magalhães, Toninho Almeida e alguns cariocas que viviam no perto dos seringais. Em 2002, o clube fez meio-século de bola rolando, mas não pode badalar muito. Para representar o Acre na Copa do Brasil, o máximo que conseguiu foi uma ajuda, de R$ 1 mil, do governo estadual, que colocou o seu logotipo nas camisas, e quantia idêntica do Supermercado Araújo.

Os vascaínos acreanos se consideram donos da maior torcida estadual, levando uma média de 3 mil torcedores aos seus jogos. Mesmo assim, o time tem poucos títulos estaduais: campeão amador acreano, em 1962, e no profissionalismo, em 99 e 2001. Em 2001, teve a sua primeira participação na Copa do Brasil, perdendo os dois jogos contra o Ji-Paraná, de Rondônia.

Contra o Brasiliense, em Rio Branco, venceu, por 2 x 1. No jogo de volta, em Taguatinga, fez quantas faltas pôde, fechou-se na defesa, contra-atacou, mas deixou de eliminar o time da casa, porque aos 45 minutos do segundo tempo o atacante Evilásio, cara a cara com o goleiro, chutou para fora. Quando nada, o Vasco acreano mostrou aos brasilienses um ótimo lateral esquerdo, o "russo" Ananias, tão habilidoso com a bola que parece tê-la produzido a partir do látex das seringueiras de sua terra.

O Vasco acreano jogou no DF com: Máximo; Paquito, Marco Anônio, Josué e Ananias; Serginho, Mamud, Ciro (Léo) e Siqueira: Índio (Evilásio) e Marcelo Lopes (Paulinho). O técnico Marcelo Altino e Josué foram expulsos de campo. O preparador físico Celsimar Maciel dirigiu o time durante quase todo o segundo tempo.

 

Em 1999, a revista paulistana Placar, da Editora Abril, publicou este poster do Vasco do Acre, em sua Edição do Campeões.

 

 

 



quarta-feira, 13 de maio de 2015

VASCO DA GAMA 1 X 1CUIABÁ - COPA DO BRASIL

Uma falta, de fora da área, batida pelo zagueiro Rodrigo, um autêntico  foguete, salvou o Vasco de um vexame, hoje à noite, na Arena Pantanal em Cuaibá. E ficou no 1 x 1 com o time do mesmo nome da capital de Mato Grosso, o qual voltará a enfrentar no próximo dia 20, em São Januário.
No primeiro tempo, o jogo, praticamente, não teve emoções, com os dois times se enrolando muito com a bola e não conseguindo produzir lances de reais perigos na área. E assim foi rolando até que o Cuiabá abriu o placar, em um lance de persistência do seu lateral-esquerdo Maninho. Ele disputou um lance com zaga vascaína e correu atrás da bola, que ia saído. Se cruzou, ou chutou ao gol, nem ele sabe. No entanto, a bola bateu no poste esquerdo defendido pelo goleiro Martin Silva, que ficou olhando a viagem da pelota, e a viu na rede.
 O gol de empate saiu aos 48 minutos. Yago atacava e foi derrubado perto da área. O zagueiro Rodrigo cobrou, disparando um "míssil" para a rede do goleiro Rafael.  No jogo de volta, o  Vasco se classifica com empate por 0 x 0, graças ao gol marcado fora de casa.
Madson enfrentou um time que toca bem a bola, bem arrumado
                                             CONFIRA A FICHA TÉCNICA
13.05.2015 (quarta-feira) - Vasco 1 x 1 Cuiabá-MT. Copa do Brasil.  Local: Arena Pantanal, em Cuiabá-MT. Juiz: Vinicius Gonçalves Dias Araújo-SP. Público: 7.611 pagantes e total acima de 8.000. Renda: R$ 389.015,00. Gols: Maninho, aos 35, e Rodrigo, aos 48 min do 2º empo. VASCO: Martín Silva; Madson, Rodrigo, Luan e Christianno; Guiñazu, Serginho e Julio dos Santos (Bernardo); Marcinho (Jhon Cley) e Rafael Silva (Bernardo) e Gilberto. Técnico: Doriva. CUIABÁ: André; Gean, Ricardo Braz, Egon e Maninho; Bogé, Felipe Blau (Pink), Raphael Luz (Geovani) e Gilsinho; Kaíque (Assis) e Nino Guerreiro. Técnico: Fernando Marchiori. (Foto reproduzida de www.crvascodagama.com.br). Agradecimento.

terça-feira, 12 de maio de 2015

HISTORI&LENDAS CRUZMALTINAS


Maradona foi lançado por um vascaíno
1 - Vasco e Independiente, de Buenos Aires, já se encontraram em três torneios e um amistoso. Confira a conta: 27.12.1955 – Vasco 1 x 4 Independiente (Torneio Atlântico); 14.02.1970 – Vasco 1 x 1 Independiente (Torneio Internacional de Verão do RJ); 18.03.1975 – Vasco 2 x 1 Independiente (amistoso); 27.08.1981 – Vasco 1 x 2 Independiente (Troféu Villa de Madrid).
“INDEPENDENDIENTEMENTE” de qualquer motivo, o Almirante soçobra neste cruzeiro à costa argentina.

 
O vascaíno Delém, goleador que foi negociado, com o River Plate, no início da década de 1960, quando já estava no ofício de integrante de comissão técnica, foi um dos responsáveis pelo lançamento de Diego Armando Maradona no time do Argentino Juniors. Não era homenagem ao ex-cruzmaltino, mas quando estreou, Dieguito usou a jaqueta do Argentino Juniors, com uma faixa igual à da Turma da Colina. Em tempo: Vasco e Argentino Juniors só e pegaram por três vezes: 27.01.1973 – Vasco 1 x 0Argentinos Juniors (Torneio Internacional de Verão do RJ); 02.08.1985 – Vasco 1 x 2 Argentinos Juniors (Taça Libertadores); 09.08.1985 – Vasco 2 x 2 Argentinos Juniors (Taça Libertadores). (foto reproduzida de O Globo)

UMA VITÓRIA, UM EMPATE e uma derrota. Talvez, o Vasco tenha deixado para levar mais a sério quando Argentino Juniors ficar adulto.

Ouve-se e lê-se muito que fora o treinador uruguaio Ondino Vieira o mentor da faixa em diagonal no uniforme vascaíno. Teria sugerido à diretoria do clube, para a camisa ficar parecida com a do argentino River Plate (foto/E). Os remadores vascaínos já usavam aquele modelo, desde o primeiro lustro do século 20. Além do mais, o time envergou a jaqueta, com o detalhe, em 1932, enquanto Ondino só aportou por São Januário em 1942.

É ONDA. ONDINO FEZ uma tremenda marola na imaginação da galera. (ilustração reproduzida de remixathletics.com)

O Vasco encara oRiver Plate desde 1935. São 13 duelos, com cinco vitórias cruzmaltinas, três “rivereñas” e três empates. Confira data e placar: 10.02.1935 – Vasco 1 x 4; 30.01.1947 – Vasco 1 x 1 River Plate (Copa Atlântico); 14.03.1948 – Vasco 0 x 0 River Plate (Sul-Americano de Clubes Campeões); 18.01.1961 – Vasco 2 x 1 River Plate (Octogonal Internacional de Verão); 19.08.1980 – Vasco 2 x 3 River Plate (Troféu Joan Gamper); 24.09.1997 – Vasco 1 x 5 River Plate (Supercopa da Taça Libertadores); 30.10.1997 – Vasco 0 x 2 River Plate (Supercopa da Libertadores); 16.07.1998 – Vasco 1 x 0 River Plate (Taça Libertadores); 22.07.1998 – Vasco 1 x 1 River Plate (Taça Libertadores); 03.09.1998 – Vasco 1 x 1 River Plate (Copa Mercosul); 16.09.1998 –Vasco 0 x 0 River Plate (Copa Mercosul); 22.11.2000 -Vasco 4 x 1River Plate (Copa Mercosul); 30.11.2000 -Vasco 1 x 0 River Plate (Copa Mercosul).

COMO OS DOIS SÃO CLUBES DA FAIXA, empatam em empates: cinco.

Em suas 21 participações na Copa do Brasil, até 2009, o  Vasco chegou às quartas-de-final em oito oportunidades: 1993/94/95/98/2006/08/09/2011. Foi eliminado em 2002/03. Em 2009/ 2010/2011, seus resultados foram: 2009 - Vasco 4 x 0 Vitória e Vitória 1 x 1 Vasco;  2010 - Sousa-PB 1 x 2 Vasco; Vasco 0 x 0 Sousa-PB; ASA-AL 1 x 1 Vasco; Vasco 3 x 1 ASA-AL; Corinthians-PR 0 x 1 Vasco e Vasco 2 x 1 Corinthians-PR. Em 2011 – Vasco 6 x 1 Comercial-MS; Vasco 0 x 0 ABC-RN; Vasco 2 x 1 ABC-RN; Vasco 3 x 0 Náutico-PE; Vasco 0 x 0 Náutico-PE; Vasco 2 x 2 Atlético-PR e Vasco 1 x 1 Atlético-PR.

Amistosos vascaínos com os botafoguenses: 18.01.1925 – Vasco 2 x 1; 08.02.1925 – Vasco 3 x 2; 02.08.1925 – Vasco 3 x 2; 30.10.1925 – Vasco 3 x 3 Botafogo; 21.03.1926 – Vasco 5 x 2; 11.04.1926 – Vasco 5 x 3;  30.10.1926 – Vasco 3 x 3 Botafogo; 27.03.1927 – Vasco 5 x 4; 10.04.1927 – Vasco 6 x 3; 30.12.1934 – Vasco 1 x 1 Botafogo; 06.06.1935 -  Vasco 1 x 2; 14.05.1936 – Vasco 3 x 0; 11.04.1937 – Vasco 2 x 0; 20.03.1955 – Vasco 2 x 3; 07.09.1966 – Vasco 1 x 2; 24.01.1976 – Vasco 2 x 0 e 18.02.1977 – Vasco 3 x 4.

 

4 - O Vasco  venceu quatro dos cinco amistosos disputados com o Avaí-SC. : 12.04.1952  - 2 x 1; 27.11.1970 – 1 x 0; 02.04.1973  - 0 x 1; 15.11. 1983 – 6 x 1; 25.03.1987 – 1 x 0. Venceu, ainda, dois outros amistosos: pelo Torneio Imprensa Santa Catarina, em 10 de março de 1977, por 2 x 1, pela Copa da Hora, em 30.06.2010, por 3 x 1. Em jogos oficias, estão registrados, pelo Campeonato Brasileiro, estes encontros: 09.05.1974 – Vasco 1 x 0: 23.05.2010 -  Vasco 0 x 2; 16.09.2010 – Vasco 1 x 1 Avaí; 17.08.2011 – Vasco 2 x 0. Pela Copa do Brasil há mais dois: 18.05.2011 – Vasco 1 x 1 Avaí; 25.05.2011 –  Vasco 2 x 0; ... 2014 – Vasco 0 x 5.
 
 


segunda-feira, 11 de maio de 2015

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - CAMPEÃO NA TEMPORADAÇA DO (100) CENTENÁRIO

1 - Em 1998, fetejando o seu centenário, o Vasco da Gama sagrou-se campeão estadual, antecipadamentem encerrando a campanha, com 1 x 0 sobre o Bangu, em 14 de  maio. Na classificação final, em 14 jogos, somou 34 pontos, contra 25 do Flamengo; 20 do Fluminense; 17 do Bangu; 15 do Madureira; 14 de Friburguense e Botafogo e 11 do Americano, o que mostra a sua grande superioridade. 
Vasco da Gama 1 x 0 Bangu foi apitado por Ubiraci Damásio e teve 1.266 pagantes, na casa do adversário, o Estádio Proletário, em Moça Bonita, com o gol marcado pelo zagueiro/capitão Mauro Galvão, aos 47 minutos do segundo tempo. Antônio Lopes era o treinador destsa galera do dia: Marcio; Vitor, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Nasa, Válber, Vagner (Juninho) e Pedrinho; Donizete (Mauricinho) e Luizão (Luiz Cláudio. Como havia sido o campeão da Taça Guanabara, o primeiro turno, o Vasco liquidou a disputa, diante dos banguenses, conquistando naquele jogo a Taça Rio, o returno.

2 - Durante a sua campanha, o Vasco enfrentou uma “guerrilha” desencadeada por Botafogo e Flamengo, que adotaram atitudes incivilizadíssimas. Os alvinegros foram os primeiros, não comparecendo ao jogo (remarcado) cotra os cruzmaltinos, em 10 de maio: W x 0 inédito na história do clássico. Mas os vascaínos estavam apoiados no regulamento, que lhe permitia  adiar jogos, por estarem disputando a Taça Libertadores, a principal competição do futebol continental. Tanto que os banguenses aceitaram enfrentar o Vasco (o Americano, também) pela Taça Guanabara, antes do início da fase seletiva que reuniria seis dos chamados clubes pequenos. Independentemente da balbúrdia, o Vasco era o melhor. Liderou a temporada desde o começo, venceu a Taça GB e liderava a Taça Rio, quando veio o boicote de Bota e Fla.

 3 - Resultados do Vasco campeão estadual de 1998: Taça Guanabara - 18.01 – Vasco 1 x 0 Bangu; 01.02 – Vasco 5 x 0 Americano; 08.03 – Vasco  x 3 Fluminense; 29.03 - Vasco 1 x 2 Botafogo;  07.04 – Vasco 3 x 0 Friburguense; 12.04 – Vasco 4 x 0 Madureira; 19.04 – Vasco 0 x 0 Flamengo. Taça Rio – 22.04.1998 – Vasco 1 x 0 Americano; 26.04 -   Vasco 3 x 1 Friburguense;  29.04 – Vasco 2 x 0 Madureira; 10.05 – Vasco W x O Botafogo; 14.05 – Vasco 1 x 0 Bangu; 17.05 – Vasco W x O Flamengo; 21.05 – Vasco 0 x 2 Fluminense.
Reprodução de www.netvascvo.com.br/mauro-galvao



O CARA - autor do gol do título estadual de 1998, o gaúcho Mauro Geraldo Galvão foi vascaíno entre  1997 e 2000.  Dotado de grande espírito de espírito de liderança, capitaneou a equipe na conquista, também, da Taça Libertadores, na mesma temporada, e durante o Torneio Rio-São Paulo de 1999, uma outra taça levada pela rapaziada. Em seu último ano de casa, foi campeão da Copa Mercosul e do Campeonato Brasileiro.