Vasco

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

HISTORI&LENDAS DA COLINA - CADÊ A GALERA?

                                            
1 - VASCO 2 X 0 CORITIBA, em 11 de dezembro, pelo Torneio da Bahia-1975, foi mais um dos jogos vascaínos com pouca gente no pedaço: público pagante de apenas 1.892. Parece até até da História do Brasil. Este rolo rolou na Fonte Nova, em Salvador, com cocadas na caçapa mandadas por  Paulo César e Roberto Dinamite. O treinador vascaíno era  Mário Travaglini e esta a sua patota: Andrada; Paulo César, Miguel, Moisés e Alfinete;  Alcir, e  Zanata;  Neném (Paulo Roberto), Dé, Roberto Dinamite e Luís Carlos. Kpranóiz! Jogo muito mal marcado, pois nesta época do ano há festas e mais festas em todos os dias, em todas as Bahias.   

2 - VASCO 4 X 1 SÃO CRISTÓVÃO valeu pelo Campeonato Carioca, em São Januário, e celebrou o 66º encontro entre os dois times, pela competição citada acima. Vavá, Sabará e Pinga foram escalados, pelo trinador Flávio Costa, que  chamou para o serviço: Víctor Gonzalez, Elias e Mirim; Ely, Laerte  e Dario; Sabará, Alvinho, Vavá, Pinga e Parodi. Jogo 1.505 da história peloteira cruzmaltina.
                                                

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

BELAS DA MANCHETE ESPORTIVA - CLARA

DAMA DO IATISMO - Clara Demaison era tão louca pelo iatismo que, três hora antes de dar a luz ao primeira filho, estava à beira do mar, no Yatch Clube do Rio de Janeiro. Esperava pelo barco “Vendaval”, que vinha de Buenos Aires, trazendo o marido a bordo. Campeã na classe Star, para pequenos percurso e duas pessoas, Clara velejava desde 1947, na época com velas de nailon, importadas. Clicada por Jankiel Gongarowski, ela foi destacada pelo Nº  61 das “Manchete Esportiva” que circulou a partir de19 de janeiro de 1957.   
 
LADY OF IATISM Clara Demaison was so crazy about yachting that, three hours before giving birth to her first child, she was at the edge of the sea at the Yacht Club in Rio de Janeiro. She waited for the ship "Gale", which came from Buenos Aires, bringing her husband on board. Champion in the Star class, for small route and two people, Clara had sailed since 1947, at the time with imported nylon candles. Clicked by Jankiel Gongarowski, she was highlighted by the No. 61 of the "Sports Manchete" that circulated from January 19, 1957.
   

 
 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

HISTORI&LENDAS CRUZMALTINAS

1 - O Vasco jamais esteve mais tempo do que Flamengo e Fluminense sem ser campeão carioca, como apregoam os torcedores da dupla. Os cruzmaltinos já ficaram de 1959 a 1969 na fila, enquanto os tricolores penaram entre 1925 a 1935 e os rubro-negros de 1928 e 1938. Logo, tudo na mesma sacola.
2 - O pernambucano Manoel Amaro de Lima apitou jogos do Vasco nas datas 18 e 19 de novembro. Na primeira, com goleada cruzmaltina, por 4 x 0, sobre o Botafogo da Paraíba, pelo Campeonato Brasileiro de 1979, no estádio Caio Martins, em Niterói. Na segunda, 10 anos antes, pela marcação do milésimo gol de Pelé, quando ele viu o pênalti que o "Rei do Futebol" cobrou, no Maracanã, em Vasco 1 x 2 Santos.
 

3 - A mais importante das vitórias que deu ao Vasco da Gama o título de "O Time da Virada" aconteceu em 1949, em São Januário. A rapaziada perdia, por 2 x 0, do Flamengo, seu maior rival, e virou, para 5 x 2. Naquela temporada, o título ficou na Colina, com time invicto e um recorde ainda imbatível: 84 gols em 20 partidas.
4 - Quase todos os grandes craques brasileiros marcaram gols para o Vasco: Leônidas da Silva, Fausto dos Santos, Feitiço, Ademir Menezes, Pelé, Garrincha, Tostão, Amarildo e até Nílton Santos. Este foi em 15 de novembro de 1959, um gol contra, em Vasco 4 x 2 Botafogo, pelo Campeonato Carioca.
5 - Em janeiro de 1957, o time vascaíno viajou até o Peru, onde tinha um bom mercado, para disputar três amistosos. Respectivamente, nos dias 23, 26 e 31, se deu bem em todos eles, mandando 4 x 3 para cima do Deportivo Municipal, e 1 x 0 sobre o Sporting Cristal, ambos pelo Torneio de Lima, e 3 x 1 contra o Universitário, não valendo nada, só um amistosão. A revistas carioca“Manchete Esportiva”, que valorizava muito uma boa fotografia, mostra o zagueiro Orlando encara o atacante Montano, do Universitário.
6 - Para a decisão do título brasileiro de 1983, contra o Fluminense, o técnico vascaíno Edu Coimbra, vestiu, pela manhã, a camisa branca que usava em todas as partidas depois que passou a treinar o Vasco. Nem esqueceu de deixar para fora da camisa a medalha benta de São José que beijaria durante o jogo. Não funcionou. O placar de 0 x 0 deu o título ao adversário.

7 - O cabelereiro Paulo César compareceu ao Hotel Atlântico, onde o Vasco estava concentrado, para pintar, com spray vermelho, sobre um fundo branco, uma cruz de malta nos cabelos dos jogadores. Era pra dar Vasco na cabeça. Só o meia Mário e o goleiro Acácio toparam. Acácio disse que queria chegar ao Maracanã com visual de vitória. Paulo César ia sempre à concentração cortar os cabelos dos vascaínos. Da última vez, o Vasco vencera o Uberlândia, em jogo muito difícil.

8 - O meia Lorico viveu por 70 anos, até a madrugada de 20 de dezembro de 2010. Jogador clássico, começou a carreira em 1959, na Portuguesa Santista. Em 1960, já estava no Vasco, ficando por seis temporadas. O próximo time foi a Prudentina, de Presidente Prudente-SP. Seguiu para a Lusa, em 67, ficando nela até 1972. Depois, seguiu rumo ao Noroeste, de Bauru-SP, seu time até 1976. A última parada foi o Botafogo, de Ribeirão Preto, no considerado melhor time da história do “Botinha”, que tinha Sócrates e Zé Mário.
 
9 - Tempos depois de se consagrar em São Januário, o ponta-direita Catinha trocou a grafia do seu apelido, para Katinha, com “K”, dava mais status do que o “C”. Registrado como Elcir Andrade Branco, ele foi cria do Atlético-PR, desde os 11 anos de idade, e teve uma passagem de apenas 28 jogos pelo Avaí-SC. Em sua estreia com a camisa cruzmaltina, em 1979, contra o Flamengo, fez o cruzamento para o segundo tento a moçadas, na partida em que o Vasco botou o “Urubu” pra voar. Depois de deixar a Colina, Katinha defendeu o Ceará Sporting, o Joinville-SC e o Fortaleza-CE, pelo qual parou, em 1997.
 10 - Roberto Dinamite disputou uma Copa do Mundo e esteve em outro, como reserva, sem entrar em campo. Por sinal, o massagista Santana tirava um sarro com ele, dizendo que precisou fazer uma trabalho para o lateral-direito Zé Maria sofrer um problema "joelhar", e o atacante Nunes um "tornozelar", durante os treinos, para garantir-lhe a vaga no Mundial-1978. Roberto cheogu a Mar del Plata, local dos jogos iniciais, como reserva. Após 1 x 1 Suécia e 0 x 0 Espanha, entrou no 1 x 0 Áustria para marcar o gol que classificou a Seleção Brasileira à fase seguinte. Em 1982, ganhou a convocação às vésperas da Copa da Espanha começar, devido a contusão de Careca. Quando foi informado, Roberto disputava o primeiro tempo de um amistoso Vasco x Taguatinga, em Taguatinga-DF.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

HISTORI & LENDAS - YPIRANGULADAGEM

1 - O Vasco da Gama disputou quatro partidas contra o paulista Ypiranga, que revelou o maior goleiro de sua história, Moacir Barbosa. Desses pegas, dois foram amistosos vencidos pela Turma da Colina e dois pegas pelo Torneio Rio-São Paulo, com um triunfo para cada lado. Em sua principal vitória nessa questão, o Almirante mandou 6 X 2 , pela disputa oficial interestadual-1933, em  São Januário, quando o treinador Harry Welfare, que escalou esta rapaziada:  Rey; Dino e Itália; Gringo, Fausto e Mola; Orlando, Almir, Russo, Carnieri e Carreirinho. Na caçapa, pintaram Russo (3), Carreiro (2) e Almir.  O Almira, no entanto, não foi bem na primeira disputa interestadual importante do futebol brazuca, terminando em em quinto lugar, com 10 vitórias,  quatro empates e oito escorregadas, em 22 compromissos. 
 
2 - O Internacional-RS sempre foi adversário duro de ser batido pelo Vasco da Gama. Mas já foi pegado de jeito, em algumas ocasiões, como, por exemplo, em 1968 e em 1989. Na primeira, valia pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, no Maracanã.  Valfrido Espanador da Lua, Danilo Menezes Nado carimbaram as redes gaúchas, diante de 40.975 presentes. O ex-lateral-direito gaúcho Paulinho de Almeida, cria do Colorado dos Pampas, treinava o Almira e escalou: Valdir Appel;, Ferreira, Brito, Fernando e Eberval, Benetti (Buglê) e Alcir; Nado, Valfrido, Bianchini e Danilo Menezes (Adílson Albuquerque).

3 - O segundo exemplo vem de Vasco 2 x 0 Internacional, fora de casa, pelo Campeonato Brasileiro, com Bebeto marcando os dois gols. Nelsinho Rosa era o treinador e seu time alinhou: Acácio; Luís Carlos Winck, Marco Aurélio, Quiñonez e Mazinho; Zé do Carmo, Marco Antônio 'Boiadeiro' e Bismarck; Sorato (Vivinho), Babeto e Tato (William). DETALHE: os dois times saíram de ampo igualados em gols marcados (31) nos 23 jogos disputados pelo Brasileirão, com igualdade, também, em número de empates (7), além do placar se repetindo pela segunda vez.  

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

HOJE É O DIA DO RADIALISTA

Hoje é o "Dia do Radialista". Nos tempos em que o rádio era o maior amigo do torcedor brasileiro, foram muitos os jogadores cruzmaltinos que viraram ídolos por esses “brasis” a fora, graças ao cartaz que os “homens da latinha”  lhe davam. Quem acompanhava os jogos das décadas de 1940 e de 1950, por exemplo, ouvia maravilhas sobre o “Príncipe Danilo”, em um tempo em que ainda não havia Pelé e nem “Rei do Futebol”. No entanto, a classe de Danilo Alvim fez o “speeker” Oduvaldo Cozzi levá-lo para a realeza, comparando-o aos refinamentos do Conde Danilo, da ópera “A Viúva Alegre”, de Franz Lehar. 

Ademir foi radialista, também
Colega de Danilo nos vagões do “Expresso da Vitoria”, que carregou, para São Januário, as taças do Campeonato Carioca de 1949/50/52, o goleador Ademir Menezes, o “Queixada”, devido ao queixo avantajado, teve o seu apelido gritado, com grandes lucros: ajudou-o a tornar-se o maior ídolo da história do Club de Regatas Vasco da Gama, até o surgimento de outro “matador”, Roberto Dinamite, na década de 1970. Após encerrar a carreira, Ademir trocou a bola pelo microfone. Esteve  comentarista da carioca Rádio Continental.
Na década de 1960, quem ganhava muita publicidade dos radialistas era o lateral-esquerdo Coronel. Quando fazia uma grande jogada, Valdir Amaral usava as ondas médias e curtas da Rádio Globo, para dizer que o toque no balão de couro fora do “homem da patente mais alta do futebol brasileiro”. Uma década depois, já era a vez de Roberto Dinamite, que teve o apelido criado pelo “Jornal dos Sports adotado por todos os radialistas. Pelo mesmo período, alguém que passava longe da intimidade com a bola, o grandalhão Valfrido, foi apelidado por “Espanador da Lua”, também por Valdir Amaral, que lhe quebrou o galho junto ao bom humor da torcida.
Na década de 1980, o apelido mais badalado foi “Animal”, do atacante Edmundo, embora o surgimento disso tivesse começado quando ele dava uma “passeadinha”  por fora da Colina, para onde voltava, sempre que podia. Criado pelo locutor Osmar Santos, da paulistana Rádio Jovem Pan, a alcunha simbolizava um atleta de muita energia, uma fera em busca do gol. Hoje, Edmundo está do mesmo lado do criador da sua “homenagem”, como comentarista da TV Bandeirantes.   
Entre os ano 90 e invadindo os 2000, um bigodinho esquisito, à moda antiga, do atacante Valdir, valeu um outro apelido na Colina. Pegou legal e o garoto não se importava, pois parecia que lhe dava sorte no caminho do gol. Tanto que ele entrou para a história  como o quarto goleador vascaíno, com 144 bolas nas redes. E estes são apenas alguns exemplos de atletas que o rádio colocou  na crista da onda.