Vasco

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quarta-feira, 24 de maio de 2017

KIKE EDITORIAL, OU O VENENO DO ESCORPIÃO - TÉCNICO BELLE ÉPOQUE

Quando você vê fotos das primeiras décadas do século 20, depara-se com homens usando terno, gravata, chapéu e bengala, quase sempre. Era a “brasucada” vivendo os ares da francesa “Belle Époque”,  que ditou moda, entre 1871 e 1914. 
Milton Mendes não usa terno e gravata para treinar o time....
Pelo Rio de Janeiro, a capital do país, porto de entrada das ideias e modismos europeus, a bossa rolou  por volta de 1889, com a chegada de tempos republicanos, e mandou ver, até, e durou até 1922.
A “Belle Époque”, além da moda de estilistas que a realçariam, também (é claro!) a beleza feminina, trouxe muitas (felizmente) e belas novidades tecnológicos,  artísticos e fez o homem ir pelos ares (leia-se Alberto Santos Dumont).
  A então sociedade patriarcal, machista e preconceituosa, ainda era fortíssima, mas as mulheres conquistavam espaços.
Como se vê, a  “Belle Époque” foi pré-modernista, o que significa que o glorioso Clube de Regatas Vasco da Gama não tem um treinador pós-moderno em sua equipe de futebol. Está 95 anos atrasado, comparecendo ao trabalho trajado como naquela época, inexplicavelmente, em um país de clima tropical que não recomenda paletó e gravata durante prélios do ludopédio.
... mas usa nos dias de jogos, demonstrando faltas de espírito de equipe
 Não há fotografias de nenhum treinador vascaíno trajado à beira do gramado, como durante a “Belle Époque”. Um comandante de grupo que não se veste com o uniforme do clube, quando todos os atletas estão trabalhando como mandam os padrões desportivos, demonstra total falta de espírito de equipe. Idiota imitação de treinadores europeus, que convivem com o clima frio.
Quem trouxe esta idiota imitação para o Brasil foi Zezé Moreira, que não ganhou nada de importante, a não ser torneio regional. Pela década-1950, ele acompanhava o jogo, do túnel, elegantemente vestido, quando o seu Fluminense ganhava por 1 x 0, se muito. A partir de 1978, com a TV mostrando o técnico Cesar Menotti todo produzido “a lá europeus”, começaram a surgir “imitadores  tupiniquins”. 
Durante os anos-1990, após o papelão do futebol brasileiro do Mundial da Itália, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, achava o antigo meio-campista (do Internacional-RS, da Roma-ITA e do São Paulo), Paulo Roberto Falcão tão elegante quanto o alemão Franz Beckenbauer, hábito adquirido (por Falcão, é claro!) em seus tempos de futebol italiano. E o contratou para dirigir o time canarinho. 
Falcão foi um extraordinário jogador de bola. Mas, com treinador engravatado, jamais deu certo, em lugar algum. Veja fotos dos treinadores campeões mundiais pelo Brasil –Vicente Feola, Aymoré Moreira, Mário Jorge Lobo Zagallo, Carlos Alberto Parreira e Luís Felipe Scolari – e observe que todos estão à beira do gramado usando o uniforme do escrete nacional, exercitando o espírito de equipe. O engravatado Wanderley Luxemburgo, que, também, teve o selecionado nacional sob o comando, só ganhou torneios caseiros, por clubes. Luís Alonso Peres, o santistas Lula; o gremista Waldyr Espinosa; o rubro-negro PC Carpegiani, os são-paulinos Telê Santana e Paulo Autuori e o colorado Abel Braga foram campeões continentais e mundiais interclubes, tabelando na indumentária  com a instituição representada.
O engravatado Milton Mendes, com um terno que lembra um “lambe-lambe” (nada contra a extinta profissão), empatou com o Macaé, que havia perdido os cinco jogos pela Taça Guanabara, e com o Flamengo, por conta de um pênalti, escandalosamente, inexistente, aos 47 minutos do segundo tempo. Venceu, por 1 x 0, Madureira e Boa Vista, por absoluto demérito dos oponentes. Foi às semifinais do Estadual ser a alegria do Fluminense, que mandou-lhe 3 x 0. De nada adiantou o engravatado treinador (como os árbitros de futebol dos inícios do futebol no Brasil) tirar o terço do bolso e pedir ao seu Deus para ajuda-lo – e prejudicar o adversário.  ele não o ajudou, também, diante do Palmeiras, que mandou-lhe 4 x 0, na estreia vascaína no Brasileirão. Só ajudou nos 2 x 1 sobre meio-time reserva do Bahia, no domingo passado.  

terça-feira, 23 de maio de 2017

BEBETO, O BAIANO QUE VASCAINOU

Bebeto vestiu a camisa do Flamengo, diante do Vasco, pela última vez, em uma segunda-feira: 12 de junho de 1989, no Maracanã, pelo Estadual. No dia, ele marcou o seu último gol rubro-negro, aos 38 minutos do segundo tempo. Mas o Vasco mandou 2 x 1, com Roberto Dinamite, aos 22, e de Paulo Roberto, aos 39 minutos da mesma etapa final.
O clássico teve 6.143 pagantes e o Flamengo, do técnico Telê Santana, jogou com: Zé Carlos; Jorginho “Tetra”, Aldair, Zé Carlos II e Leonardo; Ailton, Renato Carioca e Valdeir: Alcindo (Sérgio Araújo), Bebeto e Zinho. No Vasco, o treinador Sério Cosme usou; Acácio; Paulo Roberto, Célio Silva, Fernando e Mazinho (Cocada); Zé do Carmo, França, Geovani (Vivinho) e Bismarck;  Roberto Dinamite e William.
Pelo Vasco, o primeiro jogo de Bebeto, contra o Flamengo, rolou em 5 de novembro do mesmo 1989, em um domingo, no Maracanã, pela segunda fase do Campeonato Brasileiro. Estiveram presentes 59.076 pagantes, que gastaram NCz$ 1.088.300,00 (novos cruzeiros). Luís Carlos Félix apitou e o Fla venceu, por 2x 0, com Bujica marcando os dois tentos, aos 30 minutos da etapa inicial, e aos oito do segundo tempo.
No Vasco, o técnico Nelsinho Rosa escalou: Acácio; Luis Carlos Winck, Leonardo Siqueira, Quiñonez e Mazinho; Zé do Carmo, Andrade (Vivinho), Marco Antônio Boiadeiro e Titas: Bebeto e Bismarck. No Fla, o chefe Valdyr Espinoza confiou em: Zé Carlos; Josimar, Júnior, Fernando e Leonardo; Aílton, Zico e Zinho; Alcindo, Bujica (Nando), Luís Carlos (Zé Carlos Paulista).
Sandoval! Você não disse se é vascaíno, ou flamenguista. Mas, com certerza, é um "baianíossimo, bebetíssimo", certo? (Foto vascaína reproduzida da revista "Placar", das Editora Abril, e flamenguista de álbum de figurinhas).

segunda-feira, 22 de maio de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - 171

1 - Na década-1950, o Vasco tinha um dos times mais convidados para amistosos pelo Brasil a fora. Por aquela época, o hoje "grande" Cruzeiro só era conhecido em Belo Horizonte. Então, jogar um amistoso com o "esquadrão cruzmaltino", como falavam os "speakers" radiofônicos, era uma festa na capital mineira. Em um desses convites, no feriado do 15 de novembro de 1956, o Vasco aplicou um "autêntico 171" na torcida mineira. Começou a partida com um time e terminou com um outro. Todos os reservas foram usados pelo treinador Martim Francisco, que era, também, mineiro. Nos programas de desenhos gráficos de computadores que usam estrelinhas, as substituições formam uma árvore de Natal. E, como estava perto daquela data, o presente vascaíno foi de grego: escalpelou a "Raposa", por 4 x 1, com Valmir, Lierte Pinga e assando o queijo mineiro. Confira a "escalação 171" do "Almirante": Carlos Alberto (Sivuca), Paulinho (Ortunho), Bellini (Haroldo), Orlando (Jophe), Coronel  (Clever), Lerte (Delcyr

2 - Embora tenha aplicado o artigo 171 pra cima do Cruzeiro, o Vasco era camaradão da "Raposa". Inclusive, chegou a fazer várias armações com a galera do animal. Certa vez, os dois combinaram ficar, por três jogos, em cima do muro: 0 x 0, em 6 de fevereiro de 1983, no Maracanã; 17 dias depois, no Mineirão, e em 14 de setembro de 1986, no Maracanã. Algum tempinho depois, armaram, de novo, mas com pipocas na chapa: 3 x 2 pra lá e pra cá, respectivamente, em 20 de julho e em 7 de novembro de 2004, em São Januário e no Mineirão, respectivamente.  Pra completar a política bilateral de boa vizinhança, rolou mais uma combinação para Vasco e Cruzeiro voltarem a ficar cima do muro: 3 x 3  no Mineirão e na Colina, respectivamente, em 26 de junho e em 05 de outubro de 2005. 

3 - Passadas as combinações citadas, o Vasco, expert na aplicação do artigo 171 pra cima de mineiros, sapecou 3 x 0, em 2011, em São Januário e na Arena do Jacaré. Cobrado pelo ex-amigo, o "Almirante" justificou ter entendido "abater um jacaré", quando seria "jogo na Arena do Jacaré". E, como o bicho que pintara pela frente fora a "Raposa", a executara, como já havia feito, anteriormente, na Colina. 

domingo, 21 de maio de 2017

DOMINGO É DIA DE MULHER BONTIA - BIGA , A GUERRILHEIRA "HERMOSA"

Esta é uma emocionante história de amor, iniciada em uma ilha e interrompida na selva. Tipo daquelas que esgotavam as vendas das revistas “Capricho” e “Sétimo Céu”, durante a década-1960, comovendo jovens apaixonadinhas. Por astros desse enredo, entram uma professorinha carioca, de 23 anos de idade,  e um guerrilheiro equatoriano.
Fotos reproduzidas de "O Cruzeiro"
Tudo começou quando Abigail, a Biga, juntou-se a um grupo de amigas e foi passear em Cuba. Na ilha caribenha, ela conheceu, namorou e apaixonou-se, loucamente, por Santiago Pérez Leroux. Quando voltu ao Brasil, só pensava em reencontrá-lo. Em março de 1962, comprou passagens aéreas, a prestação, e foi reviver a paixão repentina. O que Abigail Pereira Nunes – filha do deputado Adão Nunes – não imaginava era o quanto seria perigoso aquele romance.  O namorado comandava uma organização clandestina rebelde que pretendia derrubar o governo do Equador. Estava na mira dos fuzis e das metralhadoras do poder.
 Biga chegou a Quito e passeou muito com o namorado. Enquato isso, a situação política do país efervescia. De repente, Santiago abriu o jogo e contou-lhe que o seu grupo viajaria para a selva, a fim de fazer uma guerrilheiro. Ela pediu para juntar-se ao grupo dele e, durante a noite fria de 30 de março, acompanhoucerca de 50 rapazes e mais três moças, para as montanhas de Santo Domingo de los Colorados, a 100 quilômetros de Quito.
Por amor a Santiago, Biga atravessou 13 quilômetros de mata, vencendo pântanos que a enlamaçavam até os joelhos e com chuva gelando o seu corpo de uma bonita morena brasileira. Seus pés inchavam dentro das botas, mas nada a desanivava segui-lo.
Biga carregava uma espingarda, que nem sabia usar. Ainda passaria por treinamento. Mas nem teve tempo. Enquanto Santiago esperava pela chegada de mais um grupo rebelde, centenas de soldados cercaram a área onde montariam o acampamento, com ordem de atirar para matar. Ela ouviu disparos de metralhadoras, segiu a sua rota e, no meio da caminhada, teve uma de suas pernas  ferida, deixando-a sem poder andar. Escondeu-se entre um tronco seco caído ao chão e o de uma árvore gigante. Por sorte, havia uma folha de bananeira que a cobriu e ela não foi vista pelos perseguidores.
Biga e o namorado Santiago
A noite chegou, trazendo chuva e frio. Foram três dias naquele martírio. Então, Biga saiu do econderijo e vagou pela floresta, sem mais contato com o namorado e força física. Desabou junto a uma vegetação rasteira. Achada por camponeses, foi levada para a casa de um índio colorado, para ser socorridas. Mas um dos camponeses a entregou aos militares, que a prenderam, como guerrilheira, sem que tivesse disparado um tiro.
 Levada para um quartel do exército equatoriano, Biga foi divulgada pela imprensa do país como uma “experiente revolucionária russa, ou cubana”.  Uma das manchetes dos jornais estampava: “Hermosa muchacha brasileña entre los guerrilleros”.
“Hermosa”, Abigail era. Guerrilheira, jamais. Apenas, uma jovem, tremendamente, apaixonada,que não via dificuldades para estar ao lado de quem amava. Caíra junto com 47 amigos do Comandante Santiago (e as outas três mulheres), que portavam 29 espingardas, três fuzis e uma submetralhadora. Em 10 de abril, ela passou a ocupar a cela 12 do “Carcel de Mujeres” da Penitenciária Nacional, em Quito, acusada de conspirar contra contra a segurança do estado equatoriano – Biga, no enanto, só queria beijinhos e amassos do namorado.         

                                      

 

 

 

sábado, 20 de maio de 2017

O VENENO DO ESCORPIÃO-25 , O ET PIROU

Faz muito tempo. Eu estava em uma área rural e, de repente, vi pousar um disco voador, do qual saíram homenzinhos iguais aos que os desenhos nos jornais e revistas nos passam. Mantivemos contato e eles contaram terem errado a rota e pousado por ali. Indagaram onde estavam e eu informei-lhes que em um planeta chamado Brakzhyl.
Papo vai, papo vem, fui informando-lhes do que rolava por aqui e os deixei arrepiado, sobretudo com o que acontecera, a partir de 26 de outubro de 2014,quando uma mulher e um homem que formavam uma chapa haviam vencido, em segundo turno, o pleito para o comando planetário, com as suas contas aprovadas pela Comissão Eleitoral, por unanimidade.
Segui contando: “Entre outubro de 2014 e janeiro de 2015, o grupo derrotado  ajuizou ação no Tribunal Superior Planetário, alegando abuso do poder econômico e político, durante o processo eleitoral. Dois anos e três meses depois, a Comissão Eleitoral  Planetária marcou a retomada do julgamento das queixas, o que fora suspenso em março deste 2017”.
 Notei que eles ficaram de queixo caído. Mas fui falando: “O relatório da queixa, em quatro volumes,  tem 7.942 páginas; 199antas decisões/despachos; 52  depoimentos ; 58 depoimentos testemunhais, 2 acareações; mais de 75 horas de  depoimentos transcritos; mais de 380 documentos (requerimentos, manifestações, ofícios, mídias, mandados, certidões etc). E previ no que iria dar o caso: “Se a Comissão Eleitoral entender que rolou grana ilegal, a mulher terá a sua chapa cassada”.
Então, o líder dos carinhas do  disco voador indagou-me: “Mas ela já não perdeu o mandato? Como perderá o cargo que já o perdeu? Perderá duas vezes o mesmo cargo?”
Pois bem! Os meus novos amigos não entenderam nada e, antes que ficassem loucos, foram embora, o mais que depressa possível. Achando que não tivessem estado por aqui, mas sofrido uma alucinação espacial.