Vasco

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terça-feira, 25 de julho de 2017

VASCOMENGUISTAS E FLAMALTINOS

Antônio Lopes dos Santos, carioca, nascido em 12 de junho de 1941, foi um treinador de grande identificação com o Vasco da Gama. Ultimamente, ele não tem exercido mais o ofício. Trabalha, desde 2013, como como executivo do clubes e, desde o final de 2014, serve ao Botafogo.

Lopes vascaíno, reproduzido de
www.netvasco. Agradecimento
Lopes chegou a ser atleta do Olaria e  do Bonsucesso, mas preferiu apostar na sua formação em Educação Física. Depois de graduado, foi convidado, em 1974, pelo colega de faculdade e então preparador físico vascaíno, Hélio Vígio, para  integrar a comissão técnica liderada pelo treinador Mário Travaglini. Era o início de uma nova carreira. Até então, vinha sendo delegado de polícia.
Lopes esteve auxiliar de preparação-física vascaína até 79. Em seguida, começou a careira de treinador, pelo mesmo Olaria dos tempos de jogador. Voltou a São Januário, como treinador, em 1981, e depois em 1983/85 a 86/97 a 2000/2002 a 2003. Nessas vezes, dirigiu o time por 600 vezes, com  306 vitórias, 146 empates e 2148 derrotas.
O cartel de títulos de Lopes na Colina é grande: campeão brasileiro-1974 e carioca-1977, como preparador físico. Entre os treinadores, é um dos mais vitoriosos da Colina: campeão estadual-RJ 1982/98/2003; brasileiro-1997; da Taça Libertadores da América-1998 e do Torneio Rio-São Paulao-1999.  
Lopes rubro-negro, em reprodução
de www.algoas24horas

FLAMENGUISTA - Antônio Lopes passou pela Gávea, em 1987, comandando o time da casa por 40 jogos, com 24 vitorias, 9 empates e 7 derrotas.
  Por aquela temporada, ele enfrentou o Vasco em duas oportunidades: empatou, por 0 x 0, valendo pelo segundo turno do Estadual, em 18 de julho, no Maracanã, diante de 83.403 almas, e perdeu, por 1 x 0, em 9 de agosto, diante do  hoje inimaginável público de 114.628 pagantes, no mesmo velho “Maraca”.
Na tarde do domingo daquele “Clássico dos Milhões”, o time vascaíno ficou campeão  estadual, com o gol marcado pelo ex-rubro-negro Tita, aos 42 minutos do primeiro tempo. Após o gol, ele saiu com a camisa encobrindo o rosto, lançando uma nova moda no futebol brasileiro.  No jogo apitado por Pedro Carlos Bregalda, o treinador Antônio Lopes armou este Fla: Zé Carlos; Jorginho Amorim, Leandro, Aldair e Aírton; Andrade, Aílton e Zico; Alcindo (Kita), Bebeto e Marquinhos. No lado vascaíno, o comandante da equipe era Sebastião Lazaroni, que escalou: Acácio; Paulo Roberto “Gaúcho”, Do­nato, Morôni e Marinho; Dunga, Luís Carlos e Tita; Mauricinho, Roberto e Romário.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

33 - VASBRO-NEGROS E FLAMALTINOS

O meia argentino Conca e o zagueiro Rafael Vaz estão em atividade no Flamengo. Do primeiro, a turma de ultrajovens torcedores cruzmaltinos, a turminha de até 14, nem sabe disso. Mas do zagueiro Rafael Vaz todos se lembram, pois até 2016 vestia a camisa dos colineiros. Já o lateral Gilberto nem é bom lembrar, pois perdeu pênalti na decisão do Mundial de Clubes da FFIFA-2000, contra os corintianos. Bem como de Pimentel que, ao estar no Flamengo, deizia nem gostar de  lembrar que já fora vascaíno. Vamos conferir as suas vascaínadas e flamengadas:

CONCA- Já já participou de dois jogos rubro-negros, após deixar o futebol chinês. Teve no Vasco o seu primeiro clube no Brasil, desembarcando em São Januário, em 2007. Estreou em 13 de maio , substituindo o atacante Alan Kardec, na partida contra o América-RN.
Em 30 de junho, ganhou a vaga de titular, durante a vitória sobre o Cruzeiro, por 3 x 1, e marcou os seis dois primeiros gols cruzmaltinos no jogo seguinte, nos 4 x 0 Santos.
Baixinho, medindo 1m67cm, Conca disputou 50 partidas e marcou oito tentos pelo Vasco, usando a camisa 8. Dono de muita habilidade e rapidez, chegou a ser escalado, também, como atacante, formando dupla com Leandro Amaral.  
Nascido em General Pacheco, em 11 de maio de 1983, ele estreou no Flamengo entrando perto do final de uma partida contra o Fluminense, seu clube anterior no futebol brasileiro, pelas finais do Estadual-1017.

GILERTO - Foi outro jogador de passagem rápida pela Colina: 40 jogos e seis gols. Chegou em 2000 e saiu em 2001, levando no currículo os títulos de campeão brasileiro, da Copa Mercosul e da Taça Guanabara, todos em 2000, e da Taça Rio, em 2001.
Cria do América-RJ, o carioca Gilberto da Silva Melo nasceu em 25 de abril de 1976 e esteve rubro-negro em 1996/1997, por 116 jogos e dois gols. Não fez um voo direto da Gávea para São Januário, tendo passado, antes, pela italiana Internazionale, de Milão. Defendeu, também, Cruzeiro e Grêmio-RS, e chegou à Seleção Brasileira.

PIMENTEL – Ele não foi um lateral-direito espetacular, mas agradava  pela força, disposição  e velocidade. Assim, ajudou a equipe vascaína a gnhar o seu único tri estadual, em 1992/93/94, além de, em 1993, conquistar, também, na Espanha, o Troféus Cidade de Zaragoza e de Barcelona. E, ainda, o Tormeio João Havelange, por aqui.
O carioca Marcelo Luís Pimental, nascido em 3 de agosto de 1972, foi vascaíno de 1971 a 1997, por 252 vezes, marcado 24 gols. Fez parte, também, do time campeão da Copa São Paulo Junior-1992, a única conquistada pelo Vasco.   
No Flamengo, esteve entre 1998/99, atuando por 72 jogos e marcando dois gols. Saiu,  voltou e não emplacou entre 2001/2002. A partir dali, começou a defender times pequenos,  até parar.  Saiu da Gávea com os títulos da aça Guanabara, do  Estadual e da Copa Mercosul, todos em 1999, e da Copa dos Campeões-2001

REAFAEL VAZ - Ele fez voo direto São Januário-Gávea,  mais parecendo desapreço vascaíno pela sua contribuição à história do clube. Havia marcado o gol que dera o bi estadual ao "Almirante",  durante o 1 x 1 Botafogo, em 8 de maio de 2.016, no Maracanã, diante de 60 mil almas. Antes, havia marcado o tento da vitória, por 1 x 0, sobre o Flamengo, em 14 de fevereiro de 2016 da mesma temporada, um grande impulso para a chegada ao bi. 
Em 18 de maio, Rafael Vaz marcou o gol antológico. Garantiu a vaga vascaína na fase vindoura da Copa do Brasil, diante do CRB, aos 47 minutos do segundo tempo, empatando a partida. O treinador Jorginho Amorim o lançou como centroavante, em lugar de Thalles pois não tinha mais ninguém para aumentar a sua força ofensiva.
Rafael Vaz dos Santos nasceu em São Paulo-SP, em 17.09.1988, mede 1m88cm e foi um cruzmaltino por 47 jogos e 10 gols, de 2013 a 2016, sendo tirado do Ceará Sporting. Vinha sedo um autêntico cigano da bola, com passagens por 12 clubes, desde 2006. Contratado para a vaga de Dedé, o então grande ídolo vascaíno, estreou com gol diante do Internacional-RS. Depois, marcou contra o Criciúma-SC e o Santos. Uma boa chegada, sem sequência em 2014, indo para a reserva. Quando nada, encarando o Friburguense, marcou um belo gol, de voleio.
Sem chances como técnico Doriva, Rafael Vaz voltou a jogar com Celso Roth. Pelo Brasileirão-2015, marcou gol nos 2 x 1 Sport-PE, que tiraram o Vasco da lanterna. Em seis de junho de 2016, já não era mais da "Turma da Colina", para assinar contrato com o maior rival.
Por ora, pelo Flamengo, Rafael Vaz já disputou 62 partidas e marcou  um gol. Foi campeão estadual-2017, como rubro-negro, o que o torna tri, porque estava vascaíno no bi de 2015/16.

domingo, 23 de julho de 2017

87 - DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - AS SANTAS PARCEIRAS E AS PECADORAS

Lia e Raquel, reprodução de
 www.png.mulher
 Há quem se escandalize, mas, desde sempre, homem e mulher “pularam a cerca”. Foi só pintar a oportunidade, porque este é um esporte a ser eternamente praticado. Até na Bíblia a atividade é mencionadas. Conta Gênesis 29:31, por exemplo, que o mau caráter Labão, pai da feiosa Lia, cobrou sete anos de trabalhos (que viraram 14) para permitir a Jacó casar-se com a sua outra e linda filha Raquel. Ao vencer os primeiros sete anos, no dia do casório, ele a substituiu pela nada atraente. Quando, finalmente, pôde emplacar Raquel, esta não conseguir parir. Então, mandou o maridão traçar a serva Bila, o que, também, não era uma novidade bíblica, pois, nas mesmas circunstãncias, Abrão traçara Agar, a mando da esposa Sara.
Quanto ao Jacó, este deveria ser um taradinho. Mesmo  achando Lia um horor, emprenhou-lhe por sete vezes, e ainda encaçapou mais dois na serva lhe emprestada.
 É dos Estados Unidos, no entanto, que a história registras as mulheres mais fatais e mais capazes de induzir os homens à prática da modalidade “salto com vara”. Por sinal, esporte olímpica que já deu medalhas, também, ao Brasil.        
Uma das mais famosas “puladas de cerca” nos “Iztêitiz” rolou em 2008, quando o vacilão governador de Nova York, Eliot Spitzer, foi acusado de requisitar os serviços de gatas estonteantes da Emperors Club VIP, um famoso bordel de Washington, e terminou perdendo o emprego. Spitzer pediu desculpas à família e ao público, mas não adiantou. As “perseguidas” das meninas fizeram o seu eleitorado perseguí-lo e renunciar ao cargo.

Monica Lewinsky enrolou-se com Bill
Substituido por David Peterson, este fez pior. Revelou já ter praticado o esporte dos tempos bíblicos, bem como a sua mulher. Chifradas pra lá, .chifradas pra cá, mas revelações que não lhe derrubaram da cadeira.   
Nada, porém, fora tão emocionante e chocante como as impróprias “ultrapassagens” entre a estagiária Monica Lewinsky e o morador da Casa Branca, o saxofonista Bill Clinton, em 1998. O homem só escapou do “empeachment” graças ao apoio de sua mulher Hillary, que era nome forte para tentar sucedê-lo, pelo Partido Democrata.
Aliás, paraece que mulheres de homens públicos nos EUA adoram perdoar um chifrinho. Além de Hillary, houve o caso, em 2000, de Cindy McCain, esposa do senador John McCain, que disputaria a candidatura presidencial (e disputou) pelo Partido Repulicano. Acusado de traçar uma lobistas que tinha clientes de olho nas suas atividades parlamentares, McCain, para Cindy, era um homem de grande caráter e sempre priorizara a família e o país – um santo homem, digamos! 
Na Europa, uma da mulheres mais fatais desses tempos mais modernos foi a modelo e cantora Carla Bruni. Tomou o presidente Nicolas Sarkozy de sua segunda mulher, Cecília Ciganer, com quem era casado há 11 temporadas. O novo casório rolou em 2008, levando Carla a ter a sua vida esmiuçada pela impensa, que contou sobre os seus relacionamentos com Mick Jagger, Eric Clapton e Donald Trump, além de publicar fotos em que ela revivia Eva no paraíso.
 Pelo visto nas páginas das magazines, Sarkozy tinha uma boa razão para ser acusado de ligar demais para a sua bela mulher e de menos para a França. Tanto que tornou-se o primeiro presidente francês a renunciar ao cargo. Com certeza, achou melhor curtir um monumento exclusivo, do que ficar discutindo com grevistas, desempregados, imigrantes ilegais e a turma da União Europeia.
No Brasil, o lance mais espetacular desses tempos republicanos só não foi mais trepidante do que a imperial “pulada de cerca” de Dom Pedro I, com Domitila de Castro e Canto, a Marquesa de Santos. Envolveu o presidente do Senado, Renan Calheiros, e a  jornalista Môncia Veloso.
Acusado, pela oposição senatorial, evidentemente, de  usar recursos de uma empreiteira para pagar pensão à moça, com quem tivera uma filha, o saltitante parlamentar teve de renunciar ao seu importante posto, para não ser defenestrado da Casa.
Com todo aquele rebuliço, Renan ganhou o apoio da mulher, Verônica, que o perdoou, por preferir “fazer de tudo pela família”, como publicou o Jornal de Brasília, acrescentando que o parlamentar renunciara à sua presidência, no início de dezembro de...., tendo a mulher do lado.
 Pois é! Nesse alucinante esportepraticado pelos saltadores, os fãs da amodalidade saltos com vara só se dram mal durante as Olmpíadas do Rio de Janeiro-2016, pois a grande estrela da prova, a russa Helena Ynsimbayeva, não competiu, devido punição à federação de atletismo do seu país, por contga de doping. Informou-se, porém, que o velocista Usain Bolt honrara o “time da pulada”, traçando uma carioca que fizera questão de contar pra todo mundo ser ele um grande campeão, em todos os sentidos – ainda bem que os jornais cariocas não eram lidos na Jamaica.                  

sábado, 22 de julho de 2017

FLAMALTINOS-31 - JORGINHO E ZINHO

Carioca, do bairro de Guadalupe,  nascido em 17 de agosto de 1964, Jorginho foi atleta e treinador do Flamengo e do Vasco. Revelado pelo América, ficou pela Gávea, entre 1984 a 1989. Era lateral-direito, disputou 246 jogos, marcou oito gols e conquistou taças de 13 disputas, entre elas o Estadual-RJ-1986, as Taças GB-1984/88/89 e as Taça Rio-1985/86. Os demais foram torneios rápidos, no RJ e no exterior. Em 1986, o seu Fla-base era: Zé Carlos; Jorginho, Guto, Aldair e Adalberto; Andrade, Aílton e Júlio César Barbosa;  Bebeto, Chiquinho e  Marco Antônio Rodrigues, dirigidos por Sebastião Lazaroni.      
Jorge de Amorim Campos poderia ter sido, também, campeão brasileiro-1986, caso o Flamengo, vencedor do grupo principal, não tivesse se recusado a decidir com o Sport-PE, vencedor do módulo B, como previa o regulamento da Copa União, como chamou-se a disputa da temporada. O time que não deixou dúvidas de ter sido o melhor.
No Fla-1987, da esquerda para a direita, Jorginho e o último em pé, da mesma
 forma que Zinho, entre os agachados nesta reprodução de
  www.imortaisdofutebol
Como treinador, Jorginho chegou à Gávea, em 17 de março de 2013, e saiu no 6 de junho, por falta de bons resultados.
Começava-se o Brasileirão e ele caiu, após 14 jogos, com sete vitórias, quatro empates e três derrotas, ou 59,5% de aproveitamento.
No VASCO DA GAMA, pelo qual disse torcer, quando garoto, Jorginho esteve, como atleta, entre 2000/2001, tendo sido campeão do Brasileirão, da Copa Mercosul e da Taça Guanabara, todos em 2000, além de ajudar a rapaziada a carregar a TaçaRio-2001.

Durante a final do Brasileiro-2.000, decidido já em 2001, nos 3 x 1 São Caetano-SP, no Maracanã, o seu Vasco teve: Hélton; Clebson, Odvan, Júnior Baiano e Jorginho Paulistas; Jorginho (Henrique), Nasa, Paulo Mirandas e Juninh Pernambucano; Euller (Pedrinho) e Romário.
 Pela decisão da Copa Mercosul-2000, com Vasco 4 x 3 Palmeiras, na casa do adversário, o time foi: Hélton; Clébson, Odvan, Júnior Baiano e Jorginho Paulista; Jorginho (Paulo Miranda), Nasa (Viola), Juninho Pernambucano e Juninho Paulista; Euller (Mauro Galvão) e Romário. Em ambas conquistas, o treinador que estava no banco era Joel Santana.
  PARA TREINAR o time vascaíno, Jorginho voltou a São Janário, em 16 de agosto de 2015. Pegou a turma em queda livre rumo à Série B do Brasileirão, mas quase evita o rebaixamento, que aconteceu na última rodada. Em 2016, ele conseguiu devolver o clube à Série A, liderando a disputa até faltarem oito rodadas para o final,terminando em terceiro lugar.
Jorginho e Zinho vascaínos reproduzidos de www.goal.com.br
 Segundo Jorginho, o Vasco caiu muito de produção e só decidiu a salvação na última rodada, por desgaste físico dos seus muitos veteranos.
Falou-se, porém, em boicote por parte de alguns atletas e, também, do aprendiz de cartolagem Euriquinho, filho do presidente Eurico Miranda.
 Foram 87 jogos no comando do da rapaziadas, com 43 vitórias, 24 empates e 19 derrotas, ou 49% de aproveitamento.
 EM SEU RETORNO à Colina, com treinador, Jorginho levou ZINHO, seu companheiro da campanha do tetra da Seleção Brasileira da Copa do Mundo-1994, para ser o seu auxiliar técnico.
 O amigo, nascido, em Nova Iguapu-RJ, em 17 de junh de 1967, começou a ser flamenguista quando ele estava saindo para o futebol alemão.
Crizam César de Oliveira, o Zinho, foi rubro-negro, de 1989 a 1992, quando rumou para o Palmeiras. 
Em 2004, aos 36 de idade, voltou à Gavea e participou do titulo do Estadual, mas só ficou até 2005, pois não se entendeu bem com o técnico Cuca. Saiu deixando na sa história rubro-negra 401 jogos, 54 gols marcados e oito títulos conquistados, destascando-se os dos Brasileiros-1987 e de 1992; dos Estaduais-RJ-1986/1991/2004 e da Copa do Brasil/1990.
 

O VENENO DO ESCORPIÃO-34 - ONDE FICA ESTE PAÍS? SERÁ QUE É POR AQUI PERTO?

1 – Desde 1927, estava no Código de Menores a obrigatoriedade da permissão das autoridades para os “pixotes” viajarem, mesmo acompanhados das mães. Passado mais de meio-século, veio um novo texto, mantendo a obrigatoriedade. Então, o governo enviou uma terceira proposta ao Congresso Nacional, lembrando-se do que havia esquecido.      
Reprodução de capa de disco

2 – Ângela Maria lançara o seu primeiro disco, em 1953, e iniciara temporada na boate Casablanca, no Rio de Janeiro. Todas as noites, na mesma mesa, pedindo a mesma bebida, sentava-se o ministro do Trabalho, João Goulart, que ia embora assim que ela terminava de cantar. Quando rolou o mais importante concurso de ídolos da época e Ângela vinha sendo vencida por Vera Lúcia, ela foi ao gabinete do homem e pediu-lhe para telefonar à direção da Antárctica, pois queria o título que havia sido de Marlene, no ano anterior. No ato, João Goulart telefonou e comprou os votos que fariam dela “Rainha do Rádio”.    

3 – Era noite de 31 de dezembro, faltado cinco minutos para a troca do calendário. Os convidados para a festa do empresário Victor Costa formaram fila para desejar feliz ano novo ao presidente Getúlio Varas. Ao receber os cumprimentos de Ângela Maria, o homem exclamou: “Mas você não é a sapoti”. A cantora retrucou: “Presidente, eu não sou bicho, não!” Getúlio retrucou: “Não lhe chamei de jaboti, mas de sapoti, uma fruta da sua cor e gostosa” – velho tarado!   
4 – Após o presidente Juscelino Kubitscheck passar o governo a Jânio Quadros, em 1961,  o deputado Neiva Moreira, presidente da comissão parlamentar de transferência do Congresso Nacional para Brasília, entregou-lhe carta, pedindo-lhe ficar na nova capital brasileira, lutando pela sua consolidação. Segundo ele, a cidade e a sua “obra desenvolvimentista” estavam ameaçadas. Ninguém entendeu, pois JQ não ameaçara devolver a capital do país ao Rio de Janeiro, não renunciar ao cargo ainda e nem os militares pensavam na Revolução de 31 de Março, que implodiu JK, politicamente – Neiva tinha bola de cristal.     

 5 - Em 1961, durante o governo parlamentaristas do presidente João Goulart, foi criado o Ministério Extraordinário da Reforma Administrativa, entregue a Ernani do Amaral Peixoto. Durou dois anos e fazia frequentes reunião de representantes de setores. Pelo Exército, participava o general Humberto de Alencar Castello Branco, intransigente contra a criação do Ministério da Defesa, para coordenar Aeronáutica, Exército e Marinha. Após derrubar João Goulart e assumir o comando do governo, em 1964, Castello criou uma espécie de Ministério Previdenciário, o INPS, para coordenar o setor, que contava com vários institutos – seis, ou meia-dúzia?
Reprodução de www.odia.com.br
6 – Quando o presidente João Goulart viajou aos Estados Unidos, em 1962,  recomendou ao substituto, o deputado gaúcho e presidente da Câmara, Ranieri Mazzilli, vetar itens que considerava inconvenientes, ou inconstitucionais, no projeto de lei dos interinos.  Mazzilli não deu a menor bola para a recomendação. Deixou rolar e não jogou no mesmo time do presidente – gaúchos desentrosados. 

 7 – Naquele 1962, o ministro Virgílio Távora fez um a conferência para um grupo de chamados “deputados nacionalistas”. E espantou a plateia, revelando que, pelas projeções dos seus técnicos, o déficit das empresas ferroviárias chegaria, em 1970, ao montante do orçamento da União – muito dinheiro jogado fora dos trilhos. 
8 – Rolava a noite de 31 de março de 1964 e as irmãs Edna e Ethel Poni, dois anos após o crime, cometido em Ouro Preto, foram absolvidas, por júri popular, mesmo tendo matado a tiros de revólver Lurdes Calmon, amante do marido da primeira, Fernando Mello Viana.  "Mataram em legítima defesa da integridade do lar (da primeira)” que estava desintegrado, há muitos anos, sustentou o advogado e mais respeitado criminalistas de Minas Gerais,  Pedro Aleixo. Naquela mesma noite, os militares derrubavam o governo João Goulart e iniciavam um período de 21 anos de ditadura.

Reprodução de www.memorialdademocracia.com.br
9 - Em 9 de julho de 1971, Pedro Aleixo livrava, por 7 x 0 no júri, o empresário Roberto Lobato, que matara, em Belo Horizonte, a sua mulher, Jô Souza Lima Lobato, de quem estava separado e o teria chamado de “chifrudo”. A tese de defesa fora a “legitima defesa da honra”,  usada, também, pelo advogado Evandro Lins e Silva, em 1979, para absolver Doca Street, que matara a amante mineira Ângela Diniz, com quatro tiros.
10 – Entre um júri e outro – 1964 e 1971 – Pedro Aleixo esteve vice-presidente da  República. Em 1969, ele foi impedido, pelos miliares, de assumir a presidência, quando o presidente e general  Costa e Silva foi afastado, devido uma trombose – defendeu assassinos e o castigo não chegou de bonde.         
11 – A construtora Leopoldense, de São Leopoldo-RS, havia pago Cr$ 421 cruzeiros e 50 centavos, de tributos. Por descuido administrativo, o pagara duas vezes. Ao constatar o erro, pediu a devolução do segundo pagamento. Passou sete anos e quatro meses, a partir de 1972,  cobrando, judicialmente, do Governo. Até que, depois de dezenas de pareceres e carimbos, a grana foi devolvida, pelo Ministério da Fazenda. Sem correção monetária   

12 – Em 1979, o ministro da Justiça, Petrônio Portella, enviou ao Congresso Nacional anteprojeto de lei abolindo, para quem tirava a carteira de motorista: atestado de bons antecedentes; título de eleitor; certificado de reservista; folha corrida e atestado de residência –  o que tudo isso tinha a ver com dirigir um automóvel?

 13 – O Ministério da Desburocratização, criado pelo Governo do presidente João Figueiredo, extinguiu, no mesmo 1979, a obrigatoriedade do cidadão apresentar cinco atestados: de pobreza; dependência econômica; idoneidade moral; bons antecedentes e de vida – neste último caso, o cara só podia provar que estava vivo se levasse um documento, atestando .           
                                  DA COR DA CARREIRA DE JEGUE

1 – Em janeiro de 1959, Huber Rogélio Matos Benitez ajudou Fidel Castro a derrubar Fulgêncio Batista e tomar o poder, em Cuba.  Em outubro, ele foi preso e condenado a 20 anos de prisão, acusado,  em 21 de outubro daquele 1959, de “conduta incerta, antipatriótica e antirevolucionária”, tendo Fidel Castro participado do julgamento, como acusador – passou, de herói a traidor.
2 -  Em março de 1957, Huber Matos comandara comboio, com 50 homens, e levara ao acossado grupo de  Fidel, em Sierra Maestra, o primeiro reforço em armas e alimentos. Em 1958, após fugir para a Costa Rica, voltou com um avião carregado de armas. Depois, liderou a tomada de Santiago de Cuba, a segunda cidade mais importante da ilha. Revolução ganha, tornou-se govenador militar de Camaguey. Deixou o governo por discordar da crescente influência comunista no país. Fidel viu nisso uma sublevação contra o seu governo. E  o prendeu, o condenou  e o ex-amigo foi torturado na prisão, de onde saiu um trapo, sem dentes e sem quase movimentos no braço esquerdo – quem tem amigos assim, precisa de inimigos praquê?