Vasco

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domingo, 11 de fevereiro de 2018

OS ARQUEIROS DA COLINA - MARCELO -13


Marcelo, Paulinho de Almeida, Brito, Odmar, Barbosinha e Pereira, em, pé, da esquerda para a direita; Joãozinho, Altamiro, Célio, Lorico e Milton,agachados, em 1964.
 
Era noite de 27 de outubro de 1964. O Vasco pegava o Flamengo, e o Maracanã viveu uma de suas histórias mais sinistras. Aconteceu no primeiro minuto do segundo tempo.
 O Vasco vencia, por 1 x 0, com gol de Célio, aos 31 minutos. Aos 44, quando administrava o placar, para virar de etapa na frente, o volante rubro-negro Carlinhos, empatou. O treinador vascaíno, Ely do Amparo, ficou uma fera com o seu goleiro, Marcelo, acusando-o de falha no lance. O clima ficou quente entre eles, no intervalo, e quase foram aos tapas. Mas o bem pior ainda viria. Pouco depois da saída de bola para a fase final, o meia flamenguista Nelsinho  livrou-se da bola, desferindo um chute fraco e despretensioso, da intermediária. Marcelo, incrivelmente, deixou a bola passar por entre as pernas. Abalado, ele foi até Ely do Amparo e pediu que o substituísse, pois considerava-se descontrolado emocionalmente, para continuar. Durante 15 minutos, os colegas tentaram serenar o seu estado psicológico, e até os rubro-negros lhe foram solidários, também o pedindo para ficar. Mas de nada adiantaram os apelos. Marcelo saiu de campo chorando, aplaudido pelo público de 44.346 torcedores.  Deixou o gamado, para nunca mais voltar.
 Marcelo Antônio de Araújo Cunha, nascido em 04.11.1938, em Itanhandu-MG, começou a carreira pelo Yuracan, de Itajubá-MG. Depois, passo por São Paulo, Palmeiras, Ferroviária, de Botucatu-SP e Bonsucesso, antes de chegar à Colina. O Vasco daquela tragédia foi: Marcelo (Levis), Joel, Caxias, Fontana e Barbosinha; Maranhão e Alcir; Zezinho, Célio, Mário e Ronaldo. O Flamengo teve: Marcial; Murilo, Ditão, Ananias e Paulo Henrique; Carlinhos e Nelsinho; Carlos Alberto, Beirute, Paulo Alves e Osvaldo. Técnico: Flávio Costa. O juiz foi Frederico Lopes.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

O VENENO DO ESCORPIÃO - PRIMEIRA VISITA DE PRESIDENTE DE PORTUGAL

Almeida em reprodução de www.youtube
O primeiro presidente da república portuguesa a visitar o Brasil foi Antônio José de Almeida, o sexto do seu país e que cumpriu mandato entre 5 de outubro de 1919 A 5 de outubro de 1923.
 Convidado pelo seu colega Epitácio Pessoa, ele veio prestigiar as comemorações do centenário da independência da antiga colônia, em 1922. Mas nem tanto.
 Explica-se: a embarcação que o trazia – um vapor - ainda não estava toda pronta par a viagem e esta atrasou-se,  por dois dias, começando em 28 de agosto. Pra pior, avarias no frigorífico obrigaram a comitiva a parar na espanhola Las Palmas, nas ilhas Canárias, após três dias de navegação.
 Só com 10 dias de atraso, em 17 de setembro, o presidente português desembarcou no Brasil, passando no Atlântico o dobro do tempo que gastava-se na época naquele trajeto. O Almeida conquistou os brasileiros com a sua simpatia. Hospedou-se no Palácio Guanabara e, de cara, mandou uma tremenda balela: “ Já me sinto bem, só de estar no Brasil”, disse, após 20 dias de atribulada viagem e que teve os imprevistos atribuídos a sabotagens de monarquistas desse e do outro lado do Atlântico.
 Sacanagens monarquistas, ou não, o Almeida  foi recebido por uma grande galera, que não se programara para ir ao porto, pois a meteorologia previa para o domingo 17 de setembro muita chuva. No entanto, pintou um sol de rachar e o presidente português foi delirantemente aplaudido, sem falar de ter faturado todas as manchetes dos jornais.
Os portugueses definiam Antônio José de Almeida, sujeito de barbas brancas, como uma figura – além de simpática – de “perfil oriental, alma romântica  e olhos ardentes”, cabendo tudo isso dentro de um caudilho que fora um dos principais responsáveis pela república em Portugal.    

 Contribuiu muito para a simpatia dos cariocas pelo Almeida, de acordo com repórteres que o acompanharam, o seu dom de orador que sabia impressionar,  um autêntico “Rolando Lero” – personagem enrolão, dos programas de Chico Anísio  na TV.
Reprodução de www.jangadadatijuca.blogspot.com
 Ao responder discurso de Epitácio Pessoa, durante banquete no Palácio do Catete, o presidente português chamou o Brasil de “grande pátria” e disse que a sua independência fora um fato espontâneo e natural, consequência de evolução inexorável que nenhuma força poderia impedir. Disser, também, que a nossa independência não partira do “Grito do Ipiranga”, mas vinha sendo formado na consciência nacional.
E não ficou por aí. O “Rolando Lero” português afirmou que o Brasil, mesmo quando colônia, fora, dede cedo, uma nação, com mais condições de vida própria do que muitos outros povos que passavam por independentes, “mas não passavam de organismos subordinados a outros mais poderosos que os dominavam”.      
Pronto! Com uma prosopopeia daquelas, o Almeida tornou-se uma autêntica máquina de fazer discursos. Onde ia, teria que discursar. Durante a visita de 20 de setembro à Câmara dos Deputados, nem “Rolando Lero” seria capaz de dizer o que ele disse: “ ...estou aqui em nome de Portugal, para agradecer aos brasileiros o favor que eles nos prestaram, proclamando-se independentes...”. 
Grande favor! Portugal cobrou do Brasil dois milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência brasileira, dinheiro que o Brasil não tinha e precisou pedir emprestado à Inglaterra.
Portanto, se o que o Almeida falou não fosse “una broma”, como dizemos espanhóis, Portugal não iria até 29 de agosto de 1825 para assinar o “Tratado de Paz e Aliança” e reconhecer o Brasil independente, negociado, por Don Pedro I, com o apoio, principalmente, dos Estados Unidos e da Inglaterra.
Ainda bem que, no Rio de Janeiro, a rapaziada leva tudo na sacanagem. Inclusive, “rolandos leros” portugueses. 

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

OS ARQUEIROS DA COLINA - LEVS - 12

 Grande sacanagem da malandragem! E olha que o cara tinha até um nome pomposo: Levs (sem “i”) Bispo de Sá.  Em outros tempos, no mínimo, seria um ajudante do governador Mem de Sá, durante a expulsão dos franceses do Rio de Janeiro.
Tempinho depois de enturmado com a rapaziada, o “Tia Maricá” – apelido anterior – teve este sulista caçado. Passaram a chamá-lo de “Sabonete”, pois havia um com o nome de "Lever". Quando ele contava que fora motorista, no Paraná, a turma lhe pegava pelo pé, dizendo que só poderia ter sido caminhão transportador de sabão -  tirava tudo na brincadeira.

Em foto reproduzida da "Revista do Esporte"
Levs sacaneia o atacante Célio

Nascido em Curitiba (22.02.1940), Levs era um dos goleiros mais altos do futebol carioca da década-1960: 1m86cma, com 85cm de cintura. Pesava 81 quilos, calçava chuteiras e sapatos nº 41, seus olhos e cabelos castanhavam no claro e ele não escondia que adorava ser  presenteado, pela mulher, com um perfume “Avon”.
 - Rapaz, sabonete já é cheiroso. Você não precisa de perfume, não”, sacaneava o gozador zagueiro Brito, que encarnava, também, quando o colega acendia um cigarro (Minister): ”Capiau do Paraná tem que fumar é cigarrim de paia, rapaz!”, brincava. Levs sorria.
O bom humor do goleiro, segundo o próprio, vinha de seus pais (José e Augusta de Sá), que eram católicos e entendiam que sorrir era uma vontade de Deus. Por sinal,  Britão contava que, sempre que a capelinha de Nossa Senhora das Vitórias estava aberta, o goleiro entrava e rezava. “Mas era devoto de uma outra Nossa Senhora, a das Graça”, avisava.             
 Como Levs mostrava-se um paranaense cintura dura, horrível de samba no pé, quando revelou que dançar (e ir ao cinema) eram os seus programas prediletos, Britão passou a levá-lo para sacudir esqueleto festas da  Ilha do Governador, quando estavam de folga, nos domingos.  
Levs começo a ser goleiro não time do Huracan São Vicente,  Série C de uma liga amadora de Curitiba. Ao final de 1961, assinou o seu primeiro contrato profissional, com o Olímpico, de Irati-PR, ganhando Cr$ 8 mil cruzeiros.
 Quando chegou ao Vasco, Levs dizia não ter absolutamente nada , a não ser uma grande vontade de ganhar a camisa 1. Mas teve que esquentar muito o banco, pois Seu Zezé Moreira preferia escalar o time assim: Gainete; Ari, Brito, Fontana e Oldair; Maranhão e Lorico; Luizinho Goiano, Célio, Mário e Zezinho. Levs jogou por este time campeão da I Taça Guanabara-1965 durante a partida em que o Vasco mandou 5 x 0 Fluminense.

 

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

ARQUEIROS DA COLINA - MAZZAROPI - 11

                 IMAGEM REPRODUZIDA DE CARDS PING PONG

Em 1967, aos 14 de idade, ele jogava as sua peladas na bucólica Além Paraíba-RJ, cidade com seus 30 ml habitantes, onde nasceu, no 27 de janeiro de 1953. Era zagueiro, batia bem e não tinha muita intimidade com a bola. Então, se mancou e virou goleiro. Foi o que melhor ocorrer na pequena carreia esportiva do garoto Geraldo Pereira de matos Filho, o Geraldinho, por ser filho de Seu Geraldo. 

Em 1968, ele sofreu um acidente automobilístico e passou por uma cirurgia de apendicite. Longe da bola, aos 15, arrumou emprego, como caldeireiro, no SENAI, e ficou com pouquíssimo tempo pra jogar futebol. Acordava às seis da manhã, encarava o trabalho em horário comercial e só no finalzinho da tarde podia bater bola, sem muita demora, pois, à noite tinha a esola (o antigo ginasial) pela frente.      

 Gealdinho só não desistiu do futebol por conta da sua amizade com o também caldeireiro Cantarelle (futuro goleiro do Flamego e seu conterrâneo). Em 1969, durante uma festa em sua cidade, um tio dele o apesentou e o indicou ao treinador Célio de Souza, dos juvenis do Vasco da Gama, que procurava por um goleiro e um zagueiro. Papo daqui, dali, o homem pediu ao Geraldinho para procura-lo, em São Januário, no dia 6 de janeiro de 1970, para fazer testes. Com jeitão de caipira e carregando uma mala, o Geraldinho foi logo apelidado por Mazzaropi, em alusão ao ator Amácio Mazzaropi, que representava personagem matuto no cinema. E o apelido pegou.

 Como Mazzaropi, o ex-Geraldinho tornou-se goleiraço do Vasco da Gama. Mas, até ser titular do juvenil, demorou a tirar a posição de Aiub. Depois, perdeu espaço para Brasília e Jair Bragnça, ficando até 1972 - duas temporadas - sendo reserva. Aborreceu-se e conseguiu liberação para se mandar para o Botafogo. Só não foi porque o Seu Geraldo o convenceu de que ele deveria lutar pelo que preendia. “Mudar de clube não adianta”, disse-lhe o pai.

Recado ouvido, Mazzaropi treinou duro. Com a troca de treinador, Alfredo Abraão o promoveu a titular. Em 1973, passou a treinar co os profissionais e, em 1974, assinou o primeiro contrato. Subiu e voltou a ser reserva, só que daquela vez do argentino Andrada, considerado o melhor no futebol brasileiro. Mazzaropi aprendeu tudo o que pode com o hermano. Em 1976 quando aquele encerrrou o seu ciclo em São Januário e foi para o Vitória da Bahia, ele herdou-lhe a camisa 1 do time principal vascaíno. 

Embora Moacir Barbosa e o argentino Andrada sejam apontados como os maiores goleiros da história do Almirante, o caipirão Mazzaropi é um dos mais vitoriosos. Entre 1977 e 1978, ele ficou 1816 minutos sem sofrer gols, recorde mundial segundo a Federação Internacional de História do Futebol.

CARREGADOR DE FAIXAS - Enquanto esteve vascaíno, Mazaropi colecionou os títulos da Taça Guanabara de 1976/1977; do Estadual-RJ de 1977/1982 e do Brasileirão-1974. Saiu da Colina, em 1979. 
 Campeão carioca juvenil, em 1971, quando subiu ao gupo principal, Mazzaropi teve duas passagens por São Januário: de 1970 a 1979 e de 1980 a 1983. Ao tornar-ser titular, em 1976, e só perdeu a vaga, em 1978, quando o Vasco contratou Emerson Leão, embora o maior astro da Turma da Colina, Roberto Dinamite, achasse não ser preciso para quem tinha Mazzaropi.
 U. Vasco e Flamengo estavam igualados – 11 vitórias, dois empates e uma queda – e foram para um jogo-extra. Após 1 x 1 no tempo regulamentar e 0 x 0 na prorrogação, vieram as cobranças de pênaltis. O Fla tinha 4 x 3 a seu favor e só precisava que o seu maior ídolo, Zico, sacudir a rede. Mas Mazaropi foi lá e defendeu o chute do "Galinho de Quintino". O Vasco igualou  o placar (4 x 4) e saiu para nova série de penais. Geraldo Assobiador bateu e, de novo, Mazzaropi foi buscar. Então, o Almira matou a decisão, por 5 x 4, muito graças ao seu herói-goleiro, diante de133.444 almas.
Mazzaropi foi um catador de pênaltis em cima dos rivais flamenguistas,
como mostra esta reprodução de www.netvasco.com.br 
TURMA DA VITÓRIA 
  Mazzaropi torou-se grande ídolo da torida vascaína a  partir do domingo 13 de junho de 1976,  no Maracanã.
Vasco e Flamengo estavam igualados – 11 vitórias, dois empates e uma queda – e foram para um jogo-extra. Após 1 x 1 no tempo regulamentar e 0 x 0 na prorrogação, vieram as cobranças de pênaltis. O Fla tinha 4 x 3 a seu favor e só precisava que o seu maior ídolo, Zico, sacudisse a rede. Mas o Mazaropi foi lá e defendeu o chute do "Galinho de Quintino". O Vasco igualou  o placar (4 x 4) e saiu para nova série de penais. Geraldo Assobiador bateu e, de novo, Mazzaropi foi buscar. Então, o Almira matou a decisão, por 5 x 4, muito graças ao seu herói-goleiro, diante de133.444 almas., quando defendeu pênalti cobrado pelo maior goleador e maior ídolo da história do Flamengo, o meia-atacante Zico. Saiu de campo como herói na conquista da Taça Guanabara, o segundo troféu cruzmaltino da competição surgida em 1965. 
O Clássico dos Milhões daquela tarde  foi assistido por 133.444 pagantes, com as emoções começando aos seis minutos, quando Roberto Dinamite cobrou pênalti e abriu o placar. Tenso, o clima do jogo obrigava ao juiz, um miliar gaúcho, Agomar Martins, a segurar a rapaziada na base dos cartões. Amarelou os rubro-negros Rondinelli, Toninho, Geraldo e Luisinho Lemos, e os vascaínos Abel Braga e Roberto. Como o Urubu empatou, aos 77 minutos, e ninguém mais mexeu no placar, foi preciso uma prorrogação, de 30 minutos. Novo empate (0 x 0). Então, rolou decisão por cobranças de pênaltis. Marcaram para o Vasco: Gaú­cho, Luís Fumanchu, Zé Mário, Ro­berto e Luís Augusto, enquanto Abel desperdiçou o dele. Pelo Fla, Zico bateu um, que o  "Maza" defendeu: Vasco 5 x 4, formando com: Mazaropi; Gaúcho, Abel, Renê e Marco Antônio; Zé Mário e Zanata (Luís Augusto); Luís Fumanchu, Dé (Jair Pe­reira), Roberto Dinamite e Luís Carlos Lemos.

CAMPANHA: 14.03.1976 – Vasco 2 x 0 São Cristóvão (gols: Dé e Roberto); 17.03 – Vasco 1 x 0 Campo Grande (Dé); 20.03 – Vasco 3 x 1 Portuguesas-RJ (Luís Fumanchu, Roberto e Dé); 28.03 – Vasco 2 x 0 Bonsucesso (Roberto e Fmanchu); 31.03 – Vasco 3 x 2 Bangu (Abel, Sérgio Cosme (contra) e Fumanchu); 04.04 – Vasco 1 x 3 Flamengo (Dé); 11.04 – Vasco 2 x 0 Volta Redonda (Marco Antônio e Dé); 14.04 – Vasco 4 x 0 Goytacás ( Dé (2), Marco Antônio e Roberto); 17.04 – Vasco 3 x 0 Madueira (Dé (2) e Roberto); 21.04 – Vasco 0 x 0 Fluminense; 25.04 – Vasco 0 x 0 Americano; 01.05 – Vasco 2 x 1 América (Fumanchu e Roberto);  09.05 – vassco 2 x 1 Botafogo (Ademir e Roberto); 16.05 – Vasco 3 x 0 Olaria (Fumanchu, Dé e Roberto); 13.06 – Vasco 1 (5) x 1 (4) Flamengo (Roberto).  (fotos reproduzidas do "Jornal dos Sports" e de www.crvascodagama.com.br).Agradecimentos.

                                 Treinado por Paulo Emílio, o Vasco da grande tarde de domingo de Mazzaropi, teve mais: Gaúcho, Abel Braga, Renê e Marco Antônio; Zé Mário e Zanata (Luís Augusto); Luis Fumanchu, Roberto Dinamite, Dé (Jair Pereira) e Luís Carlos Lemos.
O árbitro Agomar Martins-RS anotou das cobranças dos penais decisivos: Júnior 1 x 0; Abel perdeu; Zé Roberto 2 x 0; Gaúcho 1 x 2; Tadeu 3 x 1; Fumanchu 2 x 3; Toninho Baiano 4 x 2; Zé Mário 3 x 4; Zico perdeu; Roberto 4 x 4; Geraldo perdeu e Luís Augusto 5 x 4.