Vasco

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quarta-feira, 27 de junho de 2018

5 - A PROPAGANDA NA COPA - JAIRZINHO

Ponta-direita do Botafogo, Jair Ventura Filho, o Jairzinho voltou da Copa do Mundo-1970, no México, consagrado internacionalmente, por ter sido "tri" e marcado gols (7) em todas as partidas, o que valeu-lhe o apelido de "Furacão", colocado pelos anfitriões.
Jairzinho, além do Botafogo, defendeu, também, o Cruzeiro. Fora do Brasil, esteve no futebol francês, no Olympic, de Marselha, e encerrou a carreira em um time boliviano
Com a glória trazida de gramados mexicanos, Jairzinho mordeu publicidade e aumentou a sua conta bancária, como mostra este anúncio da Gillette, por meio do qual ele manda o seu recado, dizendo ter perdido o seu pacote de lâminas de barbear, mas contado com a ajuda do companheiro de Seleção Brasileira e capitão Carlos Alberto Torres.
Jairzinho, além do Botafogo, defendeu, também, o Cruzeiro. Fora do Brasil, esteve no futebol francês, no Olympique de Marselha, e encerrou a carreira defendendo um time boliviano.  


terça-feira, 26 de junho de 2018

4 - A PROPAGANDA NA COPA- SINTONIA


Em 1970, quando a TV no Brasil ainda não era colorida e nem chegava a todos os rincões, as emissoras de rádio disputavam um campeonato muito brigado, o da busca de patrocinadores para as suas jornadas esportivas. A Copa do Mundo era o grande lance. A estatal Rádio Nacional do Rio de Janeiro apostava tudo na popularidade do narrador Jorge Curi, muito vibrante. Disputava audiência, principalmente, com a Rádio Globo, da mesmas Cidade Maravilhosas.


In 1970, when TV in Brazil was not yet colorful and did not reach all corners, radio stations did not waste time in search of sponsors for their sports days. The World Cup was the big deal. The state-owned National Radio of Rio de Janeiro bet everything on the popularity of the narrator Jorge Curi, very vibrant. He was fighting for the audience with Rádio Globo.
 
 A paulistana Rádio Record convidou, por esta anúncio, o ouvinte a ligar a TV, mas tirando o som, para ouvir a narração de Sílvio Luiz, os comentários de Pedro Luís e as reportagens de Flávio Prado. E prometeu muita emoção. em AM e FM. De sua parte, a concorrente Tupi ofereceu emoções na voz de Haroldo Fernandes. Umas boa guerra na "latinha", o apelido do microfone.

The São Paulo Radio Record invited by this announcement, the listener to turn on the TV, but taking the sound, to listen to the narration of Silvio Luiz, comments of Pedro Luís and the reports of Flávio Prado. And he promised a lot of emotion. in AM and FM. For his part, the competitor Tupi offered emotions in the voice of Haroldo Fernandes. A good war in the "tin", the nickname of the microphone.
Enquanto a turma radiofônica tentava de puxar a brasa para a sua sardinha, a fabricante de material esportivos Topper chamava o "Doutor Sócrates", um dos craques que passaram pela Seleção Brasileira, para receitar a saúde de seus produtos, no caso as suas chuteiras. Com elas, o meia-atacante marcou gol durante a Copa do Mundo da Espanha, em 1982  
While the radio group tried to pull the ember for their sardines, sports equipment manufacturer Topper called "Doctor Socrates", one of the stars who went through the Brazilian National Team to talk about the health of their products, in the case here boots. With them, the midfielder scored goals at the World Cup in Spain in 1982.

12 - NO MUNDO DA COPA - PELÉ CAPEIRO


Esta edição da revista paulista “A Gazeta Esportiva”, que circulava quinzenalmente, mas já saiu de cena, é uma das mais disputadas pelos colecionadores, por trazer uma bela foto do “Rei Pelé”. Foi clicada antes de uma partida da Seleção Brasileira (na época, era raro creditar fotos),  no estádio Paulo Machado de Carvalho, o chamado Pacaembu, poucos dias antes da viagem para o Chile, onde a rapaziada foi buscar o bi.
 Por sinal, durante a promoção chilena, Pelé sofreu a pior contusão de sua carreira, uma lesão muscular, que o tirou de campo por vários meses. Por causa do problema, ele só atuou nos 2 x 0 México, marcando um gol, e em parte do 0 x 0 Tchecoeslováquia.   

This edition of the São Paulo magazine "A Gazeta Esportiva", which circulated fortnightly, but has already left the scene, is one of the most disputed by collectors, for being capped with a beautiful photo of "King Pele." It was clicked before a match of the Brazilian National Team (at the time, credits in photos were rare), in the Paulo Machado de Carvalho stadium, the so-called Pacaembu, a few days before the trip to Chile, where the boys went to get the bi.
  By the way, during the Chilean promotion, Pele suffered the worst injury of his career, a muscle injury, which took him off the field for several months. Because of the problem, he only acted in the 2 x 0 Mexico, scoring a goal, and partly the 0 x 0 Czechoslovakia.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

MEMÓRIAS DA PUBLICIDADE ESPORTIVA

 Contusões durante atividade esportivas. Bom motivo para empresas de medicamentos mandarem o seu recado na publicidade. Lance jogado pela Johnson & Johnson do Brasil, que iniciou as suas atividades no país, em 1933, instalando-se no bairro das Mooca, em São Paulo. Chegou vendendo produtos hospitalares e domésticos, como algodão, esparadrapo, gaze e compresas cirúrgicas. Este anúncio circulava muito pela revista semasnária carioca O Cruzeiro, durante a década-1950. 

11 - NO MUNDO DA COPA - PINTOU O "REI"

O diretor-provedor do Bauru Atlético Clube, João Fernandes, achava que não poderia haver time pior do que o dele. Até que, um dia, perdeu a paciência. Mandou toda sua rapaziada embora e colocou um anúncio no "Diário de Bauru", convocando garotos, de 8 e 16 anos, para formar uma equipe infanto-juvenil. Só para a primeira peneira pintou uma centena deles, dos quais o treinador Valdemar de Brito – meia–direita da seleção brasileira de 1934 – encontrou 25 com jeito pra a coisa, entre eles um pirralhinho que fez o diabo com a bola. Pronto! Estava nascendo o Baquinho e Pelé.
O time de João Fernandes estreou em 29 de outubro de 1953, empatando, por 3 x 3, com o Gérson Franca Futebol Clube. No segundo jogo, sapecou 21 x 0 no São Paulo – time amador de Bauru –, com sete gols de Pelé. No ano seguinte, o Baquinho conquistou o título da Liga Bauruense de Futebol, com seis rodadas de antecedência, num ano em que jogou 33 vezes, marcando 148 gols, média de 4,5 por jogo. O presente da garotada foi jogar na capital, contra o Flamengo, da Vila Mariana, na preliminar de Araraquarense x América de São José do Rio Preto. Resultado: 12 x 1 para o Baquinho, com seis gol de Pelé.
Foto do álbum de Pérsio, o cara que etá com a rede na cabeça. Pelé é o
segundo agachado, sentado na bola, da esquerda para a direita 
Em 1955, o Baquinho foi bi bauruense, mas em 56 acabou. De sua parte, Pelé entrou para o futebol de salão. Por pouco tempo, pois Valdemar de Brito o levou para o Santos, das estrelas Pagão, Del Vecchio, Jair Rosa Pinto e Zito.
No mesmo ano, o futuro "Rei do Futebol" marcaria aquele que é considerado o seu “gol marco zero”, no dia 7 de setembro, contra o Corinthians, de Santo André-SP, num amistoso em que o Santos goleou, por 7 x 1. Ainda naquele 1965, ele faria outro gol, em 15 de novembro, nos 4 x 2 sobre o Jabaquara.
Viria, então, 1957, e Pelé encantaria o Maracanã, vestindo a camisa do Vasco, que formara um combinado, com o Santos, para disputar um torneio internacional, a aça Morumbi, reunindo, ainda, Flamengo, São Paulo, o  Dínamo, de Moscou, e Os Belenenses, de Portugal. No dia 19 de junho, ele marcaria três gols do combinado – primeiros tentos internacionais –, nos 6 x 1 sobre os portugueses. Depois, mais um, no 1 x 0 sobre os então soviéticos (22.06); outro, no 1 x 1, com o Flamengo (26.06), e ainda mais outro, no 1 x 0, sobre o São Paulo (29.06).
Quando setembro chegou, “outro 7 de setembro” pintou na vida de Pelé. Um ano após marcar o seu primeiro gol santista, ele balançou as redes, pela primeira vez, com a camisa da Seleção Brasileira. Foi durante o primeiro jogo válido pela Copa Roca, no Maracanã, contra a Argentina, diante de 60 mil pagantes.
Para formar um time, o treinador Sílvio Pirillo tivera problemas na convocação, pois os clubes faziam seus caixas, na época, excursionando ao exterior, e não queriam ceder as suas estrelas. O Botafogo, por exemplo, negou Nilton Santos, Garrincha e Didi, enquanto o Flamengo não cedeu Dida e Dequinha. Então, Pirillo resolveu apostar em dois garotos que vinham arrasando, Pelé, no Santos, e Mazzola, no Palmeiras. De quebra, entregou ao vascaíno Bellini a braçadeira de capitão.
A princípio, a Seleção mostrou-se desconjuntada. Sua defesa não atuava compacta, o meio-de-campo tinha Zito sobrecarregado e, na frente, os pontas Maurinho (São Paulo) e Tite (Santos) eram figuras decorativas. Mais organizados, os argentinos ainda tinham o grande Labruna, que abriu o placar, aos 14 minutos, ao receber um passe, de calcanhar, de Herrera, e bater por baixo do goleiro Castilho (Fluminense).
Era preciso mudar. No intervalo, a torcida que se lembrava das atuações de Pelé pelo combinado Vasco-Santos passou a gritar pelo nome do garoto. Pirillo estava nos vestiários e não ouviu. Mas tivera a mesma intuição. Para o segundo tempo, tirou o centroavante Del Vecchio (Santos) e mandou a campo o “pirralho”,de 17 anos. E não deu outra. Com um minuto, Pelé empatou o jogo. Moacir (Flamengo) lançou, Pelé recebeu o passe e, de pé direito, com uma cama impressionante para um garoto de 17 anos, colocou a bola à esquerda da “lenda argentina” Nestor Carrizo.
Reprodução de www.cbf.com.br 
Com Pelé, a seleção subiu de produção, mas ele sozinho não foi capaz de impedir que os argentinos vencessem, por 2 x 1, devido a um erro do goleiro Castilho (Fluminense), que errou numa reposição de bola, para o lateral-esquerdo Oreco (Corinthians). Surpreso, Bellini ficou parado.
De posse do “presente”, Labruna só fez repassá-lo a Juárez, que desempatou, aos 38 minutos: Argentina 2 x 1, numa tarde em que o maior cronista esportivo brasileiro da época, Nélson Rodrigues, nem citou Pelé em seu artigo sobre o jogo, na Manchete Esportiva
Três dias depois, no Pacaembu, em São Paulo, diante de 70 mil pagantes, Pelé faria a sua segunda partida e marcaria o seu segundo gol pela seleção brasileira, recebendo passe de Mazzola, que marcara o segundo da vitória, por 2 x 0, na segunda partida contra os argentinos, pela Copa Roca. Como o Brasil tivera melhor saldo de gols, Pelé começou a sua vida canarinha logo como campeão – há 50 anos.
FICHA TÉCNICA - - Data 7.09.1957; Brasil 1 x 2 Argentina; Local: Maracanã; Árbitro Erwin Hieger (Áustria); Público: 60 mil pagantes, Gols: Labruna e Juárez (Arg) e Pelé (Bra). Seleção Brasileira: Castilho; Paulinho de Almeida, Bellini e Jadir. Oreco e Zito (Urubatão), Maurinho, Luisinho, Mazzola (Moacir), Del Vecchio (Pelé) e Tite. Técnico: Sívlio Pirillo. Argentina: Carrizo; Pizarro, Vairo e Giansera; Néstor Rossi (Guid) e Urriolabetia; Corbatta, Herrera (Antonio), Juárez (Blanco), Labruna e Moyano. Técnico: Guillermo Satábile.
      OBS: ESTA MATÉRIA FOI FEITA POR ENTREVISTA COM PÉRSIO.