Vasco

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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

CASCATA DA ESQUINA DA COLINA

Atribui-se ao Vasco da Gama  ter marcado o primeiro gol olímpico do futebol brasileiro.. Em 31 de março de 1928, durante amistoso com o uruguaio Wanderers, inaugurando os refletores do estádio de São Januário e uma parte das arquibancadas atrás de um dos gols.
Até então, a rapaziada só havia disputado uma partida internacional, em 2 de dezembro de 1923, empatando, por 1 x 1, com o também uruguaio Universal FC, na despedida da bola do autor do seu primeiro gol, o português Adão Antônio Brandão – Vasco 1 x 10 Paladino, em 3 de maio de 1916, pelo Campeonato Carioca da Liga Metropolitana de Esportes Athléticos.
No jogo do gol olímpico, a refrega estava dura, muito pegada, quando o ponta-esquerda Santana cobrou um escanteio, e a bola viajou, direto, para a rede do visitante. No dia seguinte, o jornal “A Noite” escreveu: “O que o Vasco acabou conseguindo nessa memorável noite não se mede nem se descreve”. O time foi: Valdemar, Espanhol e Itália; Brilhante, Nési e Lino; Pascoal, Russinho, Claudionor, Tales e Santana. O Wanderers teve: Cabrera, Tomasini e Tagrese; Labrada, Lobos e Carrica; Godoi, Conte, Ochiusso, Cacanelo e Farradana.
 O primeiro gol olímpico oficial e primeirão mesmo saiu em 21 de agosto de 1924, na Ecócia, por Billy Alston. O termo, porém, só surgiu em 2 de outubro da mesma temporada, durante um amistoso entre as seleções argentina e uruguaia. Quem marcou foi o "hermano" Cesáreo Onzari, nos 2 x 1. Os argentinos chamaram o gol de olímpico, porque os rivais haviam sido os campeões dos Jogos Olímpicos daquele ano, em Paris.
 

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

TRAGÉDIAS DA COLINA - TAÇA RJ-3013

O Vasco fazia uma péssima campanha Taça Rio-2013. Após quatro placares negativos, finalmente, o treinador Paulo Autuori conseguiu uma vitória: 2 x 1 Friburguense.
Era o sete de abril e a torcida não engolia as apresentações do time nos últimos compromissos – 0 x 1 Botafogo (final da Taça Guanabara); 0 x 1 Volta Redonda; 0 x 0 Olaria e 0 x 3 Botafogo. Por isso, só 546 torcedores compraram ingressos e entraram em São Januário. Muitos preferiram ficar do lado de fora, protestando contra o que considerava culpa da diretoria, pela queda de produção da rapaziada após a Taça GB, que valera um vice.
 Naquele dia, com a renda de R$ 10.300, 00, o Vasco pagou para jogar, pois o arrecadado não cobria as despesas da partida – Michel Alves; Nei, Luan, Renato Silva e Yotum (Elsinho); Sandro Silva, Fellipe Bastos (Dakson), Pedro Ken e Bernardo; Romário e Tenório (Thiaguinho) foi o time.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

ÁLBUM DA COLINA - PAGINA 1952

Campeão carioca, em 1952, o Vasco ganhou uma edição especial da "Esporte Ilustrado", contando a sua trajetória na campanha, pelo número 775, de 12 de fevereiro de 1953. Em seu editorial, à página 3, o articulista Levy Kleiman se dirige "aos desportistas de todo o Brasil", dizendo que ninguém "em sã consciência", poderia esperar que o Time da Colina chegasse ao título. Nem mesmo o técnico (Gentil Cardoso) "que prometera o cetro ao presidente (Ciro Aranha) do clube", garantia.

Kleimam fotografava um time "apavorante" no início da disputa, vencendo sem convencer. E contava que, com o passar das rodadas, a geração que encerrava o ciclo vitorioso – iniciado em 1944, com a montagem do "Expresso da Vitória" – mostrava veteranos, como Barbosa, Augusto, Danilo e Chico, entre outros, parecendo terem bebido do "sôro da juventude" (grafia da época).
"Um milagre estava acontecendo", justificava. Mas batia na rapaziada, dizendo que Gentio Cardoso transformara um “time de fantasmas” na mesma “máquina” das conquistas cariocas de 1949/1950, quando todas as bitolas eram largas.
E finalizava dizendo que “... o Gigante de São Januário não dormiu no ponto, ganhou brilhantemente ... com o mesmo time de velhos e mais dois excelentes reforços”, não citados.

Aquela edição, idealizada e produzida por Levy Kleiman, teve fotografias de José Santos, Alberto Ferreira Lima e Alexandre Miranda. Redação de Roberto Mércio, gráficos dos gols por William Guimarães e desenhos publicitários por Alberto Lima.
Da página 4 a 6, desfilavam os campeões – Barbosa, Augusto, Haroldo, Ernâni, Eli, Danilo, Jorge, Bellini, Sabará, Maneca, Ipojucan, Ademir Menezes, Edmur, Alfredo, Chico, Vavá. Friaça e Jansen – e as suas biografias.
 Seguia-se meia página com os placares e rendas das 20 partidas disputadas – apenas uma queda (0 x 1 Fluminense) e dois empates (1 x 1 Botafogo e 2 x 2 Fluminense) – e mais duas relatando o trabalho da diretoria, sob o título “Ressurge o Campeoníssimo, com texto de Roberto Mércio dizendo que “A nau do Almirante... venceu todas as procelas e, impávida e serena, ancorou orgulhosa no porto da vitória!. Contando com uma tripulação coesa”. Uma folha adiante, o repórter repete o filão sobe o título “Departamento médico e a recuperação dos campeões de 52”
O show dos gráficos e William Guimarães, com todos os gols da campanha, é a próxima atração, em oito páginas. Tiveram por “observadores” (passavam a noção dos tentos ao desenhista) José Romeu (14 jogos), Jorge Miranda (2), , Carlos Xavier (2), Mário de Souza e Milton Rebelo.
Encerrada a sessão gráfica, vinha matéria sobre o trabalho de Gentil Cardoso e dos 20 atletas que jogaram pelo título (17 vitórias), informando o número de atuações de cada um dos campeões, dos quais Augusto (zaga direita)e Danilo (centro médio) estiveram nas 20 partidas. Por fim, a edição era fechada analisando a campanha, jogo a jogo, com as fichas técnica.
Também, brindava o torcedor vascaíno, com um poster colorido, em página dupla, patrocinado por J.Isnard & Cia Ltda a Casa dos Discos Portugueses, “A preferida pelos campeões de 52”,que apareciam em quatro fotos manuseando os chamados “bolachões”.





segunda-feira, 8 de outubro de 2018

REINAÇÕES NA ESQUINA DAS COLINA

Aconteceu nas vidas de Pelé e de Marta. Em 1957, o primeiro jogou com a camisa cruzmaltina, por um combinado com o Santos, enquanto o a rapaziada principal da "Turma da Colina"  excursionava pela Europa. Só ficaram em São Januário o lateral-direito Paulinho de Almeida e o capitão Bellini, que deveriam se apresentar, brevemente, à Seleção Brasileira, e os reservas Wagner, Iedo, Artoff e Valdemar. 
Reprodução de www.crvascodgama.com.br
 Rolava o Torneio do Morumbi, e o treinador do escrete nacional, Sylvio Pirillo, foi ao Maracanã assistir aos jogos da moçada contra  o Flamengo, o português Belenenses e o então iugoslavo Dínamo, que não deve ser confundido com o xará soviético. E ficou deslumbrado com um garoto, de 16 anos, que aprontava os demônio como vascaíno – nos jogos em São Paulo, o combinado usaria a camisa santista, mas só a usou em uma partida, porque a disputa foi cancelada, devido prejuízos financeiros.
Naqueles jogos em que o garoto encantou Pirillo, ele compareceu por cinco vezes ao filó, isto é, em todos jogos no Rio de Janeiro, o que levou-o ao time canarinhou. Enaltecido pela imprensas, que nem sabia direito como era o nome dele, o moleque estreou na Seleção Brasileira, em 7 de julho daquele 1957, entrando no segundo tempo e já marcando um gol sobre a Argentina, que viera disputar a Copa Roca. O restante da história não precisa contar. Confere?  
Reprodução de esporteterra.com.br
A alagoana Marta, a maior atleta de todos os tempos no futebol jogado pelas mulheres, foi cruzmaltina por duas temporadas. Depois de mostrar aos patrícios que tinha tudo para ser a rainha da bola, ela chegou em São Januário, para iniciar, pra valer, a sua história, no ano-2000. Pelo time do "Almirante", na temporada-2001, saiu ganhadora do Campeonato Brasileiro sub-21 e teve sua primeira convocação para a Seleção Brasileira.
Hoje, consta do seu currículo, cinco Bolas de Ouro da Fifa, como a melhor do planeta, entre 206 a 2010. Assim como Pelé, ela vestiu, também a camisa 10 do Santos, e ficou em 2009,  campeão  da Taça Libertadores da América e da Copa do Brasil, pelo time que ficou conhecido por "Sereias das Vila".  


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domingo, 7 de outubro de 2018

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - AS PRIMEIRÍSSIMAS DONAS DA BOCA DA URNA

Foto de Alzira reproduzida de divulgação da Academia Virtual de História - Agradecimento
  Hoje é dia de os brasileiros irem às urnas, eleger os seus representantes, de deputados estaduais a presidente da República.
 Dos 147.302.357 eleitores habilitados ao voto, em 5.570 municípios, 77.337.918 são mulheres que, só a partir de 1932, quando o país era governado por  Getúlio Vargas, passaram a ter o direito de votar – 69.901.035 eleitores que votam hoje são do sexo masculino.
Mas, em 1929, Alzira Soriano já tornara-se a primeira mulher a tomar posse como prefeita de um município “brasuca”. Fora eleita, em 1928, prefeita da cidade de Lages-RN.
Luísa Alzira Teixeira Soriano, nasceu eu Jardim de Angicos, em 29 de abril de 18978 e viveu até  28 de maio de 1963. Eleita pelo Partido Republicano, com 60% dos votos, tornou-se,também, a primeira mulher latino-americana a governar um município. No entanto, ficou só uma temporada no cargo. Em 1930, descontente com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela deixou a função. Ela chegou, também, a ser eleita em três oportunidades para vereadora de Jardim de Angicos. 
Dada a largada para a mulher votar, quando 1933 rolou, Carlota Pereira de Queirós, paulistana que viveu entre 13.02.1892 a 14.04.1982,  foi eleita a primeira mulher deputada federal do país. Médica, escritora e pedagoga,  participou da Assembléia Nacional Constituinte-1934/1935. Filha de José Pereira de Queiroz e de Maria Vicentina de Azevedo Pereira de Queiro, graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo,  em 1926, fez cursos posteriores na Europa.
 Corajosa, Carlota, durante a “Revolução Constitucionalista-1932, organizou e liderou grupo de 700 mulheres para garantir assistência médica aos feridos. Fundou a Academia Brasileira de Mulheres Médicas, em 1950
Reprodução de www.tse.jus.br
Em 1934, era a vez de Antonieta de Barros, filha de uma escrava que trabalhou para Vidal Ramos, pai de Nereu Ramos, que foi vice-presidente do Senado e assumiu, por dois meses, a presidência da República, na década-1950, pela época da crise do afastamento do presidente Café Filho. Antonieta chegou à Assembleia de Santa Catarina e foi a primeira parlamentar negra destas terras. 
Nascida em Florianópolis, viveu entre 11.07.1901 a 28.03.1952, tendo sido, também,  jornalista - fundou e comandou o jornal “A Semana”, entre  1922 e 1927, e, ainda, dirigiu a a revista quinzenal “Vida Ilhoa”, em 1930. Mais:escreveu artigos para jornais catarinenses. Em 1937, com o pseudônimo  Maria da Ilha, escreveu o livro “Farrapos de Ideias”, que o fez aderir a politica partidária. Como deputada estadual, foi para a Assembleia Legislativa-SC como filiada (1935 a 1937) do Partido Liberal Catarinense. 
Entre 1947 a 1951, esteve como suplente afiliada ao Partido Social Democrático-PSD. Em sua homenagem, a Assembleia Legislativa catarinense concede a “Medalha Antonieta de Barros”  a mulheres com relevantes serviços em defesa dos diretos da mulher catarinense.
ESTADUAL - No âmbito regional, Maria do Céu Fernandes foi a primeira mulher a chegar a uma à Assembleia Legislativa estadual. Aconteceu, em 1935, no Rio Grande do Norte que, além de ter a primeira prefeita eleita, tem, ainda a primeira deputada estadual do país.
No Senado, a primeira delas a chegar foi mais uma paulista, mas representando o Amazonas, em 1979. Por sinal, Eunice Mafalda Berger Michiles só teve uma mulher antes dela atingindo cargo político alto no Brasil,  a Princesa Isabel.
Filha de  imigrantes alemães, ela foi para o norte do país por casar-se com um filho da região. Ao entrar para a política, foi a vereadora mais votada do município de Maués, com 500 votos, pelo PTB. Mas um adversário politico que comandava a Câmara de Vereadores local aproveitou-se do golpe militar de 1964 e correu atrás da corte doo mandato dela em seu primeiro dia de vigência.
Eunice reproduzida de www. jornaldebrasilia.com.br
Após ter sido deputada estadual, em 1974, Eunice chegou ao Senado por ter sido eleita primeira suplente do senador João Bosco de Lima. Passou de 1979 a 1987) no cargo. Foi seguida, em 1990, pela mineira Júnia Marise e por Marluce Pinto, de Roraima.  Dizia, sempre, que  "política era coisa de homem", e lembrava não haver nem mesmo toalete feminino no Senado.  Ela foi uma das integrantes  da Assembleia Nacional Constituinte que grou a nossa atual Constituição-1988.
Fale ressaltar que Laélia de Alcântara foi a primeira senadora negra do Brasil, tendo sido colega de bancada de Eunice Michiles, em 1981. Lutou contra o aborto e o racismo - Benedita da Silva e Marina Silva, que não é bem negra, foram as outas senadoras negras do país.

Iolanda em foto do acervo
do governo do Acre 
GOVERNADORAS -  Iolanda Fleming, nascida em em 20 de junho de 1936, filha de um seringueiro cearense, foi a  primeira a chefiar um estado brasileiro: em 1986. Batizada e registada por Iolanda Ferreira Lima, adotou o Flemnig por ter se cassado com o político Geraldo Fleming.
  Inicialmente, elegeu-se, pelo MDB (futuro PMDB) vereadora, por Rio Banco, capital acreana, exercendo mandato entre 1972 e 1976, chegando à presidência da Câmara Municipal. Em 1978, tornou-se deputada estadual. Em 1982, atingiu a vice-governadoria do Acre, na chapa do governador Nabor Júnior, vindo a a assumir a governadoria quando o homem foi para o Senado, em 1986. Em 1988 passou a vice-prefeita de Rio Branco
No entanto, a primeira governadora eleita como titular do cargo foi a maranhense Roseana Sarney, em 1994. Filha de um presidente da República - José Sarney -, ela graduou-se em ciências 
Sociais e  já governou o seu Estado por quatro oportunidades, sendo duas consecutivos. A terceiro devido a cassação do governador Jackson Lago-PDT, que venceu-lhe no pleito-2006. Durante o último dos mandatos, ela renunciou ao cargo, perto do final, devido problemas de saúde. Roseane Sarney foi, também, deputada federal, pelo Maranhão, de 1991 – 1994.
Livia, em foto do acervo do amigo  Orlado Brito
Quanto a candidaturas à presidência da República, a primeira a tentar foi, em 1989,  Lívia Maria Pio de Abreu, pelo Partido Nacional-PN. A primeira a chegar lá, porém, foia Dilma Rousseff, do PT, em 31 de outubro de 2010. Venceu o pleito, em segundo turno,e foi reeleita, em 2014. Terminou sofrendo “impeachment”, em 2016.
Outras conquistas femininas pelo voto foram a eleição, em 1986, de Maria Luiza Fontenele-PT, para a Prefeitura de Fortaleza-CE. Foi a primeira mulher a governar uma capital estadual brasileira. Em 2006, Micarla de Sousa foi eleita, pelo Partido Verde-PV, prefeita de Natal a capital potiguar.
Grandes conquistas, mas, ainda pequenas. Força Mulheres!