Vasco

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sábado, 23 de julho de 2022

HISTORI&LENDAS - DUAS PAULISTANARIAS

Nada de respeito a santo e nem de amizade lusitana. Quando encara paulistanos, o Almirante não quer saber: desce a botina, tipo assim:

13 de maio de 1998 – Vasco da Gama 4 x 3 São Paulo  - quartas de finais da Copa do Brasil, em uma terça-feira, em São Januário, com o rapidão Luizão, aos 3; Pedrinho e Donizete (2) sacudindo rede, logo no primeiro tempo. Antônio Lopes era o treinador e o time alinhou: Carlos Germano; Vítor, Odvan, Alex Pinho e Felipe; Válber, Nasa, Vagner (Juninho Pernambucano) e Pedrinho; Donizete Pantera e Luizão (Nélson).

17 de maio de 2008 – Vasco da Gama 3 x 1 Portuguesa de Desportos – Edmundo (2) e Leandro Amaral resolveram a parada, sendo que o Animal (apelido de Edmundo) esquentou o banco dos reservas, inicialmente. Foram os primeiros pontos cruzmaltinos no Campeonato Brasileiro daquela temporada, rolados em um sábado, em São Januário, quando o Almirante era treinado pelo seu ex-meio-campista Gaúcho (Carlos Roberto Orrigo da Cunha), que mandou ao gramado:  Tiago; Wagner Diniz, Jorge Luiz, Rodrigo Antônio e Eduardo Luiz; Rodrigo Antônio, Leandro Bomfim (Pablo), Jonílson e Morais (Souza); Madson e Alan Kardec (Edmundo).

 

 23 DE JULHO
Esta é uma data de festança na Colina. Três vitórias sobre grandes adversários, pelo mesmo placar, e repeteco de empate com um tradicional rival. Além de goleada e carregada de caneco. 

VASCO 5 X 0 PALMEIRAS-RJ -  Em 23 de julho de 1922, um domingo, o Vasco pegou o rival do dia e não teve piedade, para ficar campeão carioca da Segunda Divisão. O título foi conquistado dentro do estádio do Andaraí, sob arbitragem de Affonso de Castro, com Torterolli (2), Pires, Negrito e Bolão – principal artilheiro da disputa, com 15 tentos – sendo os “homens do machado”, que não deixaram uma folha em pé. A rapaziada fez campanha de 10 vitórias, dois empates e só um tropeço, com grande poder de fogo: 36 gols marcados – e 10 sofridos. 10. O time-base, treinado pelo uruguaio Ramón Platero, revê: Nélson, Mingote e Leitão; Arthur, Bráulio e Nolasco; Paschoal, Pires (Dutra), Bolão, Torterolli e Negrito. Campeão da Série B, o Vasco  jogou uma partida eliminatória, com o último colocado da Série A, o São Cristóvão, em 5 de novembro, ficando no 0 x 0. 

CAMPANHA - Confira o que a “Turma da Colina” aprontou:  Turno - 16.04.1922 – Vasco 4 x 0 Palmeiras, com gols de Torterolli (2) e Bolão (2); 23.04.1922 – Vasco 0 x 1 Vila Isabel; 30.04.1922 – Vasco 3 x 0 Mackenzie (Bolão, Dutra e Torterolli); 14.05.1922 – Vasco 2 x 1 Carioca (Bolão (2); 21.05.1922 – Vasco 1 x 1 Americano (Torterolli); 28.05.1922 - Vasco 2 x 1 Mangueira (Arthur e Bolão); Returno – 04.06.1922 – Vasco 2 x 1 Vila Isabel. (Bolão (2); 25.06.1922 – Vasco 3 x 0 Mackenzie (Pires, Torterolli e Paschoal); 07.07.1922 – Vasco 4 x 2 Mangueira (Pires (2) e Negrito (2); 09.07.1922 – Vasco 2 x 0 Americano (Bolão (2); 16.07.1922 – Vasco 8 x 3 Carioca (Bolão (4), Pires (2), Paschoal e Torterolli; 23.07.1922 – Vasco 5 x 0 Palmeiras (Torterolli (2), Pires, Bolão e Negrito).    

VASCO 8 X 1 BONSUCESSO -  Já que era domingo de tabela marcando bola rolando na Rua General Severiano, a rapaziada foi para lá, sem pensar em economias. Goleou o adversário,  pelo Campeonato Carioca-1944. Lelé foi o mais malvado, fazendo o goleiro rubro-anil chorar por quatro vezes. Djalma, em mais duas, Isaías e até Toninho (contra) formaram mar de lágrimas no rosto do camisa 1 suburbano. Quem ordenou o sacode  foi o cidadão uruguaio Ondino Vieira, que escalou: Roberto, Rubens e Rafagnelli; Berascochea, Argemiro e Alfredo II; Djalma, Lelé, Isaías, Jair Rosa Pinto e Ademir Menezes, o homem que jogava em qualquer posição do ataque cruzmaltino.

VASCO 2 X 1 BOTAFOGO - O  23 de julho serviu, também, para mais uma apagada da estrela solitária alvinegra. Aconteceu, em  um domingo, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca-1972. Jorginho Carvoeiro foi o primeiro a queimar o “Fogo”. Aos 37 minutos, ele incendiou a galera cruzmaltina, para o ‘Batuta” Silva tocar mais lenha na fogueira, aos 39, ambos do primeiro tempo, quando o radiador da máquina da Colina” ferveu pra cima do rival.
Aírton Vieira de Morais apitou, o treinador cruzmaltino era Mário Travaglini e a sua patota assinava: Andrada; Paulo César, Miguel, Moisés e Eberval; Alcir e Buglê (Suingue); Jorginho Carvoeiro, Silva, Tostão e Ademir.

VASCO 3 X 3 FLUMINENSE - Diante do  grande rival carioca, nos 23 de julho, já rolaram dois empates, por 3 x 3. Em 1985 e em 2008.  O primeiro, pela primeira fase da Taça Libertadores-1985, no primeiro clássico entre eles pela disputa continental, que tinha, ainda os "hermanos" Ferrocaril Oeste e Argentino Juniors no grupo. Era uma terça-feira, no Maracanã, e um o campeão (Flu) e o outro o vice (Vsc) do Brasileirão-1984. Roberto Dinamite abriu o placar, cabeceando um cruzamento, da esquerda, que sobrevoou o miolo da área tricolor. O rival empatou e desempatou, mas o zagueiro Nenê não deixou a rapaziada virar de etapa atrás no placar. No segundo tempo, o time das Laranjeiras voltou a passar à frente, com um gol de pênalti. O mesmo Nenê, no finalzinho, voltou a empatar, para: Roberto Costa; Donato, Ivan, Nenê e Paulo César; Oliveira, Geovani (Gersinho) e Luís Carlos Martins e Gilberto; Mauricinho e Roberto Dinamite.

VASCO 3 X 3 FLUMINENSE, do 23 de julho de 2008,  foi considerado pela imprensa carioca da época como “eletrizante”.  Os vascaínos, que seguiam sem vencer um clássico na temporada, chegaram a abrir 3 x 1 de frente, mas duas falhas de sua defessa foram fatais. Edmundo, aos 18 minutos do primeiro tempo, e aos ... do segundo, além de Laandro Amaral, aos 8 da mesma etapa, marcaram os tentos cruzmaltinos, que completaram quatro jogos sem vitórias, somando, por ali, 16 pontos na classificação do Campeonato Brasileiro. Seu ex-jogador Gaúcho era o treinador, contando com: Tiago; Wagner Diniz, Eduardo Luiz, Rodrigo Antônio e Edu Pina (Marco Aurélio), Souza, Morais, Madson (Leandro Bomfim), Leandro Amaral e Edmundo (Jean).  

VASCO 2 X 1 SÃO PAULO - A noite da quarta-feira 23 de julho de 1997, em São Januário, passou um filme muito assistido pela galera cruzmaltina: vitória, de virada. Aos dois minutos, o time do treinador Antônio Loes já perdia dos tricolores paulistas. E levou 67 minutos para empatar, por intermédio de Evair. Aos 90, Pedrinho cumpriu com a sua obrigação no jogo válido pela primeira fase do Campeonato Brasileiro, ampliando, para seis, a sequência de jogos da rapaziada sem quedas ante os tricolores paulistas, pelo Brasileirão unificado. Autores do feito: Márcio; Maricá, Mauro Galvão, Alex Pinho e Válber; Felipe, Nasa, Pedrinho e Ramon (Mauricinho), Evair (Moisés) e Edmundo.

VASCO 2 X 1 ATLÉTICO-PR - A  bola rolou em um domingo à tarde, em, São Januário, marcando uma inédita vitória de entrada e saída da etapa final. Com um minuto Morais abriu o placar; aos 90, Andrade fechou a conta. Valeu pela fase única do Campeonato Brasileiro-2006, com o treinador  Renato Gaúcho confiando em: Cássio; Wagner Diniz, Fábio Braz, Jorge Luís e Diego Corrêa; Andrade, Morais (Ernane), Ygor e Ramon (Abedi), Edílson “Capetinha”, Valdir Papel (Ricardinho).

sexta-feira, 22 de julho de 2022

    22 DE JULHO

o Almirante Vasco da Gama "desmentiu a ciência", comprovando que um raio caia por duas vezes sobre o mesmo local. Consulte o "fulminado" e  maior rival. Mas tão fulminado quanto os rubro-negros foram gente lusitana. Sobrou até para o "Diabo". E para outros cristãos. Mas o grande resultado na data não foi uma vitória, mas um empate. Vamos ver?

VASCO 2 X 1 AMÉRICA-RJ - Este foi o segundo jogo entre os dois clubes, pelo primeiro Campeonato Carioca jogado pela “Turma da Colina” na Primeira Divisão, em 1923. Se vencera a partida do turno, por 1 x 0,  a rapaziada aumentou a dose no returno, mandou 2 x 1, com gols de Brilhante e Torterolli. Era o 11º compromisso na jornada do primeiro título cruzmaltino na elite estadual. O embate teve lugar, como escreviam os cronistas de antigamente, no estádio das Laranjeiras, foi mediado por João De Maria e o time cruzmaltino formando com: Nélson, Leitão e Mingote; Claudionor e Arthur; Paschoal,  Torterolli Pires, Cecy e Negrito.

DETALHE – Os pesquisadores Roberto Assaf e Clóvis Martins anotam o americano Gonçalo como tendo marcado um gol contra, enquanto os tentos vacaínos são atribuídos a Torterolli e Brilhante. Um dos melhores sites sobre resultados, o www.conteudoesportivo.com.br, tem Nicolino e Torterolli como os goleadores cruzmaltinos.    

VASCO 9 X 2 COMBINADO VARZIM/BOAVISTA - A goleada, em 1931, na  Cidade do Porto, em 1931, foi impressionante, para os “gajos lusitanos”. Rolou em mais um dos amistosos que a “Turma da Colina” vinha fazendo pela Europa, após já ter  vencido os espanhóis Barcelona (2 x 1) e Celta (7 x 1), e batido nos também portugueses Befica (5 x 0), Combinado de Lisboa (4 x 2) e Futebol Clube do Porto (3 x 1). O quarto amistoso com os “portugas” teve gols marcados Tinoco (3), Benedito (3), Santana (2) e Fernando. O treinador Harry Welare usou este time: Valdemar, Itália e Nesi; Fernando, Mola e Bahianinho; Benedito, Rainha, Ghizone, Mário Matos e Santana.
VASCO 1 X 1 RIVER PLATE - A goleada sobre o combinado português foi sensacional.  Mas o grande resultado cruzmaltino nos 22 de julho foi um empate: 1 x 1, com os argentinos, na casa dele, o Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. Classificou a rapaziada para a final da Taça Libertadores, contra o equatoriano Barcelona, de Guaiaquil. Para os vascaínos, aquele foi uma “final antecipada”, devido a força dos dois times – no jogo de ida, em  São Januário,  "Almirante" 1 x 0.
O empate com os rveristas aconteceu em uma noite de quarta-feira, assistido por 55 ml pagantes. Os “hermanos” abriram o placar, aos 21 minutos do primeiro tempo, por intermédio do lateral-esquerdo Sorín. Aos 37 da etapa final, o árbitro chileno Guido Aros marcou uma falta, contra os anfitriões, pela esquerda do ataque vascaíno, da altura da intermediária. Juninho Pernambucano, que havia entrado em campo, na vaga de Luizão,  bateu forte. A bola fez um impressionante voo direto – para a torcida vascaína, uma eternidade, até chegar à rede –, pelo alto, rumo ao canto direito defendido pelo goleiro Burgos. Um golaço, que evitou a prorrogação.  Treinado por Antônio Lopes, o time vascaíno jogou com: Carlos Germano; Válber, Odvan, Mauro Galvão e Felipe: Luisinho, Nasa, Ramon e Pedrinho (Vagner); Donziete “Pantera” e Luizão (Juninho Pernambucano). 

VASCO 4 X 3 FLAMENGO - Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Na Colina cai! E mata "Urubu". Como aconteceu durante os 22 de julho de 1967 e de 1973. Da primeira quebra de asa, os rubro-negros chegaram a abrir 3 x 0 de frente. Mas a a “Turma da Colina”, que tem como um dos seus esportes prediletos virar placar pra cima do maior rival, mudou a história com um asteróide. E sapecou 4 x 3 – o goiano Luisinho, os paulistas Oldair Barchi e Nei Oliveira, e até o zagueiro carioca Brito, que não era do ofício, foram os executores.
Aquela “virada nuclear” valeu pela Taça Guanabara, em um sábado, no Maracanã, assistida por 35.195 pagantes. Frederico Lopes apitou, Gentil Cardoso era o treinador vascaíno e seu time brilhou às custas de: Franz (Valdir); Nílton Paquetá, Brito, Fontana e Oldair; Jedir e Danilo Menezes: Luisinho, Nei, Paulo Bim e Zezinho.

VASCO 2 X 1 FLAMENGO - Em 1973, o clássico era do segundo turno do Campeonato Carioca, com gols de Zanata, aos 56, e Gaúcho, aos 58 minutos. Naquela tarde de domingo, no Maracanã, o autor do gol da vitória vascaína, o apoiador Gaúcho, usava a camisa 10. Roberto Dinamite – aos 19 anos –, seu colega de time juvenil, juntamente com Luis Fumanchu, outro que estava no garmado, vestia a jaqueta de número 9. Romualdo Arppi Filho apitou e o público foi de 79.219 pagadores de emoções. Mário Travaglino era o treinador e a sua rapaziada foi: Andrada; Paulo César, Moisés, Renê, Alfinete, Zanata, Alcir, Gaúcho (Dé), Luís Fumanchu (Buglê), Roberto Dinamite e Luís Carlos.

Outras vitórias vascaínos nos 22 de julho foram: 22.07.1989 – Vasco 2 x 1 Rio Negro-AM e 22.07.1988 - Vasco 3 x 0 Independência-AC.

E O EMPATE?

HISTORILENDAS - KOLINA- K-RIÓ-KIZADA

 Vasco disputa taças com o Flamengo desde o Torneio Início de 1926, quando levou o caneco para a Colina. É grande a estatísticas das decisões entre os dois, que já se pegaram em vários gramados e decidiram  três troféus fora do Rio de Janeiro. Contra outros adversários cariocas, temos dois capítulos abaixo:

17 de maio de 1925 - Vasco da Gama 2 x 1 Fluminense - mais uma prova de que a Turma da Colina sempre tratou mal os seus rivais cariocas na data acima. Esta citada rolou em um domingo, na casa do rival, o estádio das Laranjeiras. Valeu pelo primeiro turno do Campeonato Carioca, quando a rapaziada terminou a disputa em terceiro lugar, - 18 jogos, 13 vitórias, três empates e duas escorregadas, ou 72,22% de aproveitamento, marcando  57 gols, à média de 3,17 por partida, sem nenhum atletas expulso de campo. 

17 de junho de 1989 - Vasco da Gama 3 x 0 Olaria - com  gols  marcados por Roberto Dinamite, a um minuto do segundo tempo,  Sorato, aos 7, e Vivinho, aos 24, o time era teinado por Sérgio Cosme. Aquela pancada foi em uma quarta-feira, em São Januários, com a rapaziada sendo: Acácio; Paulo Roberto, Célio Silva, Fernando e Mazinho; França (Leonardo Siqueira), Wiliam e Bismarck; Vivinho, Roberto Dinamite e Sorato.  

quinta-feira, 21 de julho de 2022

HISTORI & LENDAS DA COLINA - ÚLTIMO PELÉ

                                                               21 DE JLHO 

Nesta data, os vascaínos qujatrizaram dois adversários. Confira o barato:

Sabará abriu os trabalhos
VACO 4 x 0 ATLÉTICO-MG foi um “sacodaço” rolado em São Januário, em uma noite de sábado, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2007. O jogo teve 5.607 pagantes e renda de R$ 58.630, apitado por José Henrique de Carvalho (SP). Martin Garcia, aos 25 minutos do primeiro tempo, e aos 5 do segundo, abriu a porteira. Alan Kardec, aos 42, e Darío Conca, aos 46, também da fase final, completaram a pancada. Celso Roth era o treinador e o time foi: Lílvio Luiz; Jorge Luiz, Júlio Santos, Dudar (Roberto Lopes) e Wágenr Diniz; Amaral, Perdigão (Júnior), Darío Conca e Rubens Júnior; Martin Garcia (AlanKardec) e Leandro Amaral.

VASCO 4 x 0 MIXTO teve machucados, na turma de Cuiabá, em 1985, no mesmo São Januário e pelo mesmo Brasileirão, sob o apito de Almir Ricci Peixoto Laguna (SC), diante de 1.195 presentes, que deixaram nas bilheterias do estádio a renda de Cr$ 12 milhões, 650 mil cruzeiros, em um tempo de inflação alta. Inflação por inflação, Roberto Dinamite, aos 20 do primeiro tempo e a um minuto da etapa final, além de Mauricinho aos 33, e Cláudio José, aos 42 da etapa complementar, “inflacionaram” as redes cuiabanas. O “Delegado” Antônio Lopes era o treinador e o time vascaíno soltou as feras com: Roberto Costa; Donato (Edevaldo), Nei, Nenê e Lira; Vítor, Geovani (Cláudio José) e Gilberto; Mauricinho, Roberto Dinamite e Rômulo.