Vasco

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sexta-feira, 14 de julho de 2023

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - CAPITA AUGUSTO

 Em 1º de abril de 1953, um capitão de time vascaíno atuava, pela primeira vez, como atleta e técnico da Turma da Colina. Aconteceu durante Vasco da Gama 2 x 1 Millonarios, da Colômbia, pelo Toreneio Internacional de Santiago do Chile. O cara foi o lateral-direito Augusto, tendo em vista que o treinador vascaíno Flávio Costa estava requisitado pela Confederação Brasileira de Futebol.  

Augusto da Costa fora cria do São Cristóvão-RJ (1936 a 1944) e Fera da Colina por nove temporadas (1945 a 1954), tendo ajudado o Almirante a conquistar os títulos cariocas-1945 (13 jogos); 1947 (18); 1949 (17); 1950 (20) e 1952 (20), além do Sul-Americano de Times Campeões-1948 e o internacional Octogonal Rivadávia Corrêa Meyer-1953 (espécie de Mundial de clubes da época). Foi capitão, também, da Seleção Brasileira vice-campeã da Copa do undo-1950, e estava nos times canarinhos campeões da Copas Rio Branco-1947 (contra os uruguaios) e doi Sul-Americano-1949 (atual Copa América).

Imagem reproduzida do Boletim do Vasco

               Augusto em foto que não é do jogo citado pelo texto

Na sua vez de capitão-atleta/técnico, ele madou este time ao gramado: Barbosa, Augusto e Haroldo; Ely do Amparo (Mirim), Danilo Alvim e Jorge Sacramento; Sabará, Maneca, Friaça, Vavá e Chico Aramburu. No match apitado pelo inglês William Crawford, no Estádio Nacional de Santiago do Chile, os gols vascaínos foram marcados por Zuluaga (contra), aos 32 minutos do primeiro tempo, e Friaça, aos 17 da segunda etapa. No jogo seguinte – 05.04.1953 – Vasco da Gama 2 x 0 Colo-Colo-CHI, o treinador Flávio Costa reassumiu o seu carago.       

Carioca, nascido em  22 de outubro de 1920, Augusto da Costa viveu até o 1º de março de 2004, por 83 temporadas. Tentou ser treinador no português Belenenses, pelo final da décadas-1950, e no amadorzão futebol brasiliense dos inícios da Era-1960, mas não emplacou.     

 


quinta-feira, 13 de julho de 2023

FERAS DA COLINA - O IMPIEDOSO PINGA


               Pinga deixava os rivais tontos e beijava o "véu da noiva".


                             VEJA MAIS SOBRE PINGA NO TEXTO ABAIXO:
     

quarta-feira, 12 de julho de 2023

VASCO DAS PÁGINAS - O ESTONTEANTE PINGA EM UM GOLE DE VASCAINIDADE

 O atacante Pinga disse à Revista do Esporte – Nº 185, de 22.09.1962 – que, enquanto vivesse, não esqueceria do Vasco da Gama, por ter sido – entre 1953 a 1962 -, sempre estimado por torcedores, dirigentes e companheiros de canchas.
Passageiro da nau do Almirante, desde 1953, quando foi desembarcado da Poruguesa de Desportos-SP, ele foi para o Rio de Janeiro recebendo o maior salário do futebol carioca. Em 1962, veterano, quando recebeu passe livre, por ter convite do paulistano Juventus, para ganhar um bom dinheirinho, Pinga pretendia rolar a bola por mais umas duas temporadas e, depois, voltar a São Januário e fazer o seu fim de linha. “Era o meu desejo encerrar a carreira no clube cruzmaltino”, afirmou à RevEesp.

Pinga deixou o Vasco para defender o paulista Juventus 

José Lázaro Robles, o verdadeiro nome de Pinga, ajudou o Vasco da Gama a conquistar vários títulos, entre eles: Octogonal Rivadávia Correia Meyer-1953, espécie de um Mundial de clubes; Torneio de Santiago do Chile-1957; Torneio Início-RJ-1958; Estaduais-RJ-1956/1958; Torneio Rio-São Paulo-1958; Torneio de Paris-FRA e Troféu Teresa Herrera-ESP, ambos em 1957. Como vascaíno, disputou a Copa do Mundo-1954, enfrentando México, Iugoslávia e Paaraguai, e marcando dois gols no primeiro desses jogos. Totalizou 19 partidas canarinhas e 10 gols, sendo como vascaíno um dos seus três títulos pela Seleção Brasileira, a Taça Oswaldo Cruz-1955, contra os paraguaios –  foi campeão, também, do Oswaldo-1950, e do Pan-Americano-1952, como atleta da Portuguesa de Desportos.

Pinga como capitão vascaíno durante excursão à Europa

Em 461 partidas cruzmaltinas, Pinga marcou 252 tentos, sendo o quarto maior artilheiro das Turma da Colina, arás de Roberto Dinamite, Romário e Ademir Menezes. Nascido em 11 de fevereiro de 1924, no bairo da Mooca, em São Paulo, viveu até 8 de maio de 1996. Esteve treinador do time vascaíno em 1969.      

FOTOS ACIMA REPRODUZIDAS DA REVISTA DO ESPORTE E ABAIXO DE MANCHETE ESPORTIVA

                Na Seleção e no Vasco da Gama, sempre craque
José Lázaro Robles, or Pinga, was born on February 11, 1924, in São Paulo, and lived until May 7, 1996. He was Basque from 1953 to 1962, passing before Juventus-SP (1943/1944) and Portuguese Sports -SP (1945/1952). He finished his career, between 1962/1964, in the same Juventus. For the Brazilian National Team, he played two World Cup matches-1954, with a win and a draw. Scored two goals. He has scored 19 canarian games with 13 wins, 3 draws, 3 losses and 10 goals. Of those games, 17 were against national teams - 11 wins, 3 draws, 3 losses and 10 goals. In front of clubs / combined, two wins, in two commitments. He collected the titles of the Pan American Championship-1952 and the Oswaldo Cruz-1950/1955 Cup. 

Pinga encerrou a carreira, entre 1962/1964, no mesmo Juventus. Pela Seleção Brasileira, disputou dois jogos da Copa do Mundo-1954, com uma vitória e um empate, marcando dois gols. Totalizou 19 jogos canarinhos, com 13 vitórias, 3 empates, 3 derrotas e 10 gols. Desse jogos, 17 foram contra seleções nacionais – 11 vitórias, 3 empates, 3 derrotas e os 10 tentos. Diante de clubes/combinados, dois triunfos, em dois compromissos.





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terça-feira, 11 de julho de 2023

VASCO DAS PÁGINAS - ATACANTE TIRIÇA

 A carioca Revista do Esporte – Nº 181, de 25 de agosto de 1962 – conta que um cartola do Bangu comemorara a venda do passe do ponteiro-esquerdo Tiriça, aoVasco da Gama, dizeno ter sido o melhor negócio um grande negócio. Para o cara, o atacante não passava de um perna-de-pau. Ainda não existia a “Lei do Ex”, tão brincada, ultimamente, pelos narradores esportivos, invocando atletas dispensados e que se vingam do antigo clube durante o reencontro. Caso de Tiriça, em Vasco da Gama 1 x 0 Bangu, no 21 de julho de 1962, pela quarta rodada do primeiro turno do Campeonato Carioca de 1962.   

Tiriça trocou o Vasco pela Colômbia, em 1963 
Ele queria mostrar aos cruzmaltinos que era bom de bola

 Ao ver a Turma da Colina (treinada por Jorge Vieira) adentrando ao gramado do Maracanã - Humberto Torgado, Joel Felício, Brito, Barbosinha, Dario, Nivaldo, Joãozinho, Lorico, Saulzinho, Vevé e Tiriça eram os escalados para o match-, o tal dirigente banguense citado acima tria apontado para o seu ex-atleta e falado com um colega de cartolaria: “Aquele ali pode deixar sozinho, que não incomoda a ninguém”. Frase que ele não usaria ao apito final do árbitro José Gomes Sobrinho que, aos 30 minutos do segundo tempo, ordenou nova saída de jogo, por conta de gol marcado por Tiriça.

 Aquele tento vinha uma história interessante. Antes de ser banguense, Tiriça havia sido juvenil vascaíno, em 1959, e dispensado, “injustamente”, segundo ele: “Eu e o Dominguinhos éramos os pontas (pela esquerda) do time. Então, chegou um terceiro (ponteiro) e eu fui mandado embora”, contou à RE, revelando que o seu grande sonho era voltar a São Januário e provar que era bom de bola.

Batizado e registrado por Walter Mendes de Caravalho, o ponta-esquerda Tiriça chamou a atenção dos crtolas vascaínos devido as 53 boas partidas que fazia para o ataque banguense, nas quais marcara quatro tentos, entre 1960 a primeiro semestre de 1962. Trocao pelo meia-armador Roberto Pinto, após oito partidas e o gol contra o Bangu, foi levado pelo colombiano Deportivo Cali, do qual passou para o peruano Alianza Lima, em 1965, até quando o Kike tem notícias da carreira dete carioca, nascido em 26 de novembro de 1939.    

   

segunda-feira, 10 de julho de 2023

HISTORI&LENDAS DA COLINA - K-RIOKADA

1 - O Vasco da Gama enfrentou o América, em seis oportunidades, pelo Torneio Municipal. Venceu seis: 27.04.1938 – Vasco 6 x 1; 24.06.1945 – Vasco 6 x 2; 26.05.1946 – Vasco 5 x 1; 13.04.1947 – Vasco 4 x 1; 09.06.1948 - Vasco 3 x 1. Detalhe: no pega de 02.06.1951 registrou-se um dos empates cruzmaltinos com maior número de gols: Vasco 4 x 4 América.   

2 - Vasco da Gama e Bonsucesso se encontraram em nove ocasiões pelo Torneio Municipal. Dessas, a “Turma da Colina” se deu bem em sete:  21.04.1938 – Vasco 6 x 2;  25.04.1943 – Vasco 2 x 1; 27.04.1944 – Vasco 3 x 0; 20.05.1945 – Vasco 6 x 0; 02.06.1946- Vasco 9 x 1; 20.04.1947 – Vasco 6 x 1;  29.04.1951 – Vasco 6 x 0.

3 - 27 de abril de 1938 - Bahianinho (Daniel Augusto Madaleno) marcou quatro tentos em Vasco da Gama 6 x 1 América-RJ – Torneio Municipal, em uma quarta-feira, em São Januário. 24 de abril de 1947 - Friaça (Abldino Cardoso Friaça) deixou quatro na rede, em  Vasco da Gama 6 x 1 Bonsucesso, pelo mesmo Torneio Municipal, com o salto de oito viradas de calendário. Difereça: os gols do Bahianinho foram em uma quarta-feira e s de Friaça em um domingo. 

4 - Na data 25 de abril, parece que os vascaínos estavam fazendo regime, pois adentraram aos quadrilaterados tapetes verdes sem fome de gols. Parece! Pelo menos, venceram quatro partidas por apenas 1 x 0: Bangu, em 1973 e em 1999; Volta Redonda, em 1979, e o mexicano Guadalajara, em 1991.