Ganhador do Estadual Paulista e das Taças Brasil (espécie de Copa do Brasil de hoje) e Libertadores da América, o Santos de 1962 só precisava conquistar o Mundial Interclubes da FIFA para ser campeão de tudo. E foi disputar a primazia, com o português Benfica, o campeão europeu.
Por aquele tempo, era jogo na casa de cada time, o que significas que o caneco estava a um oceano de distância dos campeões da América do Sul e da Europa. O primeiro jogo foi no Maracanã, estádio escolhido pelos santistas, porque era ali que eles se sentiam mais prestigiados pelo torcedor brasileiro, com os cariocas não lhe dispensando aplaudos.
Vieram, então, os portugueses com
a fama de campeões europeus que haviam mandado 5 x 3 no poderosíssima Real
Madrid, querendo comparar o seu astro Eusébio a Pelé, o “Rei do Futebol”, coroado pelo mundo, em 1958. E 90 mil
desportistas pagaram Cr$ 31 milhões, 205 mil, 110 cruzeiros (moeda da época e equivalente,
hoje, a R$ 4 milhões – para verem o que a imprensa carioca chamou por “Show de Bola” – do Santos,
evidentemente.
Durante o primerio tempo, o time português dificultou bastante o jogo dos santistas, tanto que estes levaram 31 minutos pra baterem na rede, por intermédio de Pelé, que aprfoveitou de um chute fortíssimi, de Pepe, que o goleiro portuga não seguoru. O camisa 10 entoru, como um raio, no lance e saiu pro abraço: 1 x 0.
Parecia que o Befica iria engrossar mais o caldo, na etapa complementar, quando Santana empatou, aos 15. Os encarnados (como eram chamados, por conta da cor de suas camisas), porém, só tiveram três minutos pra comemorar. Coutinho marcou um belíssimo tento. Ele recebeu cruzamento de bola, feito por Dorval, fingiu que iria fazer cabeçada, mas matou a bola no peito, venceu dois adversários, pelo alto e, sem deixar a pelota cair, mandou-a para a rede, voltando a passar o Peixe (apelido santista) na frente da maré: 2 x 1.
Aos 41, Coutinho e Pelé tabeleram desde o meio do campo. O primeiro tinha o goleiro protuguês pela frente e lançou o companheiro, que escreveu: 3 x 1, não deixando mais ninguém duvidar da vitória, que foi arranhada, aos 43, por mais um gol de Santana.
Dos 3 x 2 mandados pelo Santos, no Maracanã,
ficou a história - ou lenda – de que
os portugas acreditavam reverterem a
vantagem brazuca, em Lisboa, e já
queriam discutir o local de uma “terceira partida”. Ainda bem que não
combinaram com o Pelé que, no lisboeta e benfiquista Estádio da Luz, fez a
maior partida de sua vida, como ele mesmo classificou, marcando três tentos e
ajudando a sua patota a carregar o e
para Santos, que ouviu a goleada, pelo rádio, em noite em que o Governo
brasileiro até atrasou a transmissão da Voz do Brasil, para todo o povão
acompanhar a irradiação da peleja.
Nos 3 x 2 do Maracanã - uma
quarta-feira -, o treinador Luís Alonso Peres, o Lula,
sob apito do paraguaio, Ruben Cabrera, mandou
a campo: Gilmar; Lima, Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Mengálvio; Dorval, Coutinho,
Pelé e Pepe. O Benfica, treinado
pelo chileno Fernando Riera, teve: José Rita; Angelo,
Humberto, Raúl e Cruz; Cavem e Coluna; José Augusto, Santana, Eusébio e Simões.





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