Vasco

Vasco

sábado, 5 de fevereiro de 2011

ÁLBUM DA COLINA - DELÉM & WILSON

                      
Delém esteve vascaíno de 1958 a 1961, quando foi para o argentino River Plate. Antes, ajudou a Turma da Colina a conquistar o Campeonato Carioca-1958. Chegou à Seleção Brasileria, marcou cinco gols e disputou sete partidas, uma delas substituiu Pelé; na otura, entrou em lugar de Coutiunho e formou dupla fatal com o "Rei do Futebol", tudo isso em 1960. Vladem Lázaro Ruiz Quevedo, o seu nome oficial, foi paulistano e viveu entre 15 de abril de 1935 a 28 de março de 2007. Pelo SuperSuperCampeonato Carioca-1958, ele disputou 12 partidas e marcou cinco tentos. De sua parte, Wilson Faria Moreira, carioca, nascido no 6 de março de 1935, marcou o mesmo número de gols durante o SS-58, mas em sete compromissos. Campeão do Rio-São Paulo-58, entrou em quatro das nove partidas, enquanto Delém não aparece em nenhuma escalação. Filho do treinador Zezé Moreira, jamais foi escalado por conta do nome, mas pelas suas qualidades técnicas. Se Delém foi para o futebol argentino - é tido como participante do lançamentode Diego Armando Maradona no time do Argentino Juniors -, Wilson Moreira trocou o Almirante pelos gramados espanhóis. 
REPRODUÇÕES DE REVISTA DO ESPORTE E MANCHETE ESPORTIVA 


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

ÁLBUM DA COLINA - DELEMREIRA

                      FOTO REPRODUZIDA DA REVISTA DO ESPORTE
Delém e Wilson Moreira formaram a dupla fatal do ataque vascaíno duranate o Campeonato Carioca-1960. O primeiro, batizado e registado por Vladem Lázro Ruiz Quevedo, nasceu em São Paulo-SP e vivem entre 15 de abril de 1935 a 28 de março de 2007. Esteve por São Januário entre 1958 e 1961, quando foi para o argentino River Plate. Antes da viagem, ajudou a Turma daColina a conquistar o Campeonato Carioca e o Torneio Rio-São Paulo, ambos em 1958. Chegou à Seleção Brasileira, disputou sete partidas e marcou e marcou cinco gols, todos em 1960. Em um desses jogos, substituiu Pelé e, no outro, entrou na vaga de Coutinho e formou dupla atacante de área com o"Rei do Futebol". De sua parte, o carioca Wilson Faria Moreira, filho do treinador Zezé Moreira e nascido no 6 de março de 1935,       

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

ORLANDO, VASCAÍNO DO COMEÇO AO FIM

   Com Orlando, aconteceu, também, aquela manjada história que já virou folclore: um dia, o titular de alguma posição falta ao jogo (ou se machuca) e o treinador improvisa alguém na função. No caso dele, era meia-esquerda do Fonseca Atlético Clube, de Niterói, e encarava o maior rival, o Pendotiba, quando o quarto-zagueiro da sua equipe não pode mais jogar. Empurrado para a posição, gostou tanto da função que, dali por diante, nunca mais deixou de ser zagueiro. Pelo menos, é assim que se conta esta história, que ele nunca a desmentiu.

                         Reproduzido da revista Esporte Ilustrado

 Foi a melhor coisa que Orlando fez dentro dos gramdos. Se tivesse continuado pela meia-esquerda, cinco tempordas depois, seguramente, teria a concorrência de um guri endiabrado que ele conhecera, em 1957, vestindo a jaqueta do Vasco da Gama, pelo Combinado Vasco-Santos - um tal de Pelé, Pelê, do qual ninguém sabia ao certo o seu apelido. Pensou-se até que fosse Telê, já que havia Telê Santana, no Fluminense.

Orlando se deu muito bem trocando de posição, pois, aos 22 de idade, durante a Copa do Mundo-1958, na Suécia, foi campeão, aos 22 de idade, do lado da tal fera – Gilmar; Djalma Santos e Bellini; Orlando e Zito; Garrincha, Didi, Vavá, Pelé e Zagallo, era a rapaziada. Antes de ser parceiro do futuro “Rei do Futebol”, em 1952, aos 17 de idade, ele desembarcou em São Januário para iniciar a sua história cruzmaltina, pelo time juvenil, pelo qual ficou campeão carioca-1954 e valeu-lhe subida ao time A, na temporada seguinte. 

Reprodução da revista Manchete

O garotão Orlando, vendendo saúde e classe, estava com 19 nos costados, quando a rapaziada foi jogar, amistosamente, em Recife, mais precisamente, no estádio da Ilha do Retiro, onde ficou no 0 x 0 Sporte-PE. Durante a viagem Rio de Janeiro-Pernambuco, Orlando olhava para um lado do avião e via Barbosa, Paulinho de Almeia, Bellini, Laerte, Dario; para o outro, e lá etavam Maneca, Ademir Menezes, Sabará, Pinga -  só feras. Pensava: “O que é que estou fazendo por aqui? Quando vou ter uma chance de jogar neste time? 

O que Orlando nem imaginava era que, no 17 de abril de 1955, o técnico interino e ex-lateral-direito vascaíno Augusto da Costa lhe daria a inimaginável chance. E a repetiu, quatro dias depois, em Vasco da Gama 7 x 0 Combinado CSA-Ferroviário-Al, em Maceió, lançando-o na vaga de Maneca, durante prélio em que a equipe vascaína desfilou muitos reservas.

 Estreado pelo tima A, Orlando só foi ter novas chances durante excursão à Europa, em 26 de junho, quando o treinador Flávio Costsa o escalou em Vasco da Gama 6 x 0 Acadêmica de Coimbra, formando a então chamada linha média, com Ely do Amparo e Coronel. Na outra linha de zaga, Paulinhde Almeida (Haaroldo) e Bellini. Aproveitou bem a chances e se segurou no time titular, para disputardo o seu primeiro clássico carioca em Vasco 3 x 3 Flmengo, de 16 de julho daquele mesmo 1955, no Maracanã.

“Fiquei apavorado nos primeiros jogos (pelo time A), mas logo adquiri confiança, pois senti que era muito fácil jogar ao lado de craques, como Ely (do Amparo), Haroldo, Pinga, gente de nome nos quais o técnico Flávio Costa confiava muito. Eu ainda era muito jovem (19 de idade)”, contou à revista Manchete Esportiva.

 O torcedor vascaíno mais antigo jamais esquece da linha defensiva Paulinho de Almeida, Bellini, Orlando e Coronel. Com ela, o Vasco da Gama conquistou o título carioca de 1956 e de 1958 e o do Torneio Rio-São Paulo-1958, o que levou Orlando à Seleção Brasileira do Mundial da Suécia-1958. Em 1961, ele trocou a Turma da Colina pelo argentino Boca Juniors. Voltou ao futebol brasileiro, em 1965, voltando, também, a ser companheiro de Pelé, no Santos. Em 1969, retornou ao Vasco da Gama, para encerrar a carreira. Reestreou em 17 de maio, diante do Bangu, pelo Campeonato Carioca, no Maracanã, e disputou a sua última partida vascaína no 7 de setembro, contra o Coritiba, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, pela Taça de Prata, um dos embriões do atual Brasileirão.      

 Encerrada a carreira de atleta, no Vasco da Gama, o zagueiro Orlando Peçanha de Carvalho, campeão, também, do Torneio de Paris-1957 e da Taça Teresa Herrera, este na Espanha, ambos em 1957, iniciou a de auxiliar–técnico do mesmo Vasco da Gama, em comissão técnica que incluía o treinador Tim (Elba de Pádua Lima) e os preparadores físicos Raul Carlesso e Kleber Camerino, que ajudaram o Almirante a encerrar tabu de 12 temporadas sem o título do futebolcarioca. Nascido em Niterói-RJ, ele viveu entre 20 de setembro de 1935 a 10 de fevereiro de 2010 (74 temporadas).

 Carreira do atleta campeão mundial começou e terminou em São Januário

 
                         Foto reproduzida da Revista do Esporte 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

PRIMEIRO GOL VASCAÍNO-CANARINHO

Alguns torcedores, rigorosíssimos, não consideram, de Leônidas da Silva, o primeiro gol vascaíno em uma Copa do Mundo. Alegam que o atacante deixara São Januário, para acertar com a Confederação Brasileira de Desportos, antes de disputar o Mundial-1934, na França.
Rigor nessa consideração à parte, o certo foi que Leônidas não vestiu nenhuma camisa, além da cruzmaltina e a do selecionado, em 1934. Inclusive, em todas as listagens de jornais, revistas sobre o grupo brasileiro que foi aos gramados franceses, ele aparece como jogador do Vasco. Leônidas só foi vestir uma outra camisa, em 1935, quando passou pelo Sport Club Brasil-RJ e o Botafogo. Mas, se os “rigorosíssimos” não computam o seu feito para as glórias da “Colina”, este ficaria, então, para Ademir Menezes, aos 32 minutos do primeiro tempo de Brasil 4 x 0 México, na estreia do time do técnico Flávio Costa na  Copa do Mundo-1950.
Aquele jogo deu-se em 24 de junho, no Maracanã, tendo o “Queixada” marcado, ainda, o último tento, aos 79 minutos – Jair Rosa Pinto, que fora cruzmaltino, fizera o segundo, aos 66, e Baltazar, o terceiro, aos 70. A goleada foi presenciada por 81.649 pagantes, apitada pelo inglês George Reader, e o quadro nacional alinhou com: Barbosa, Augusto e Juvenal; Ely do Amparo, Danilo e Bigode; Maneca, Ademir, Baltazar, Jair e Friaça.
Dessa rapaziada, o goleiro Barbosa; o lateral e capitão Augusto; o zagueiro de área Ely; o médio Danilo e os atacantes Maneca e Ademir eram vascaínos. Além disso, Jair Rosa Pinto (1943/1946) e Friaça (1943/1949) haviam passado por São Januário.
Naquele Mundial, o Vasco teve oito representantes – além dos citados, o coringa Alfredo I e o ponta-esquerda Chico –, um recorde ainda não batido. O time terminou vice-campeão, com estes resultados: 4 x 0 México; 2 x 2 Suíça; 2 x 0 Iugoslávia; 7 x 1 Suécia; 6 x 1 Espanha e 1 x 2 Uruguai. Ademir foi o principal artilheiro, com 9 tentos.      

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

HISTÓRIAS DO KIKE - PINGOU NA ÁREA

1 – Final da década-1960: o centroavante Ney Oliveira paquerava bola pingando sobre a área do Botafogo. O goleiro Manga, com quase o dobro da altura dele, preparava-se para fazer a defesa. Só que o baixinho pulou mais alto e mandou a maricota para a rede. E ficou vendo o grandalhão Manguinha dando socos no ar, de tanta raiva, pela bobeira. Pela mesma época, Ney enfrentava o Fluminense e já havia desistido do lance criado pelo ataque vascaíno. De repenter, a bola bateu em uma desuas canelas e foi para o placar. “Foi um gol sem trabalho”, considerou o atacante, em entrevista à Revista do Esporte

2 – Em 1959, convidado pelo dirigente João Silva, o ex-zagueirão Ely do Amparo voltou ao Vasco da Gama. Até ter uma chance como treinador efetivo, esteve auxiliar de Abel Picabéa, Filpo Nuñez (argentinos). Yustrich, Jorge Vieira, Martim Francisco, Paulo Amaral, Oto Glória e Duque (Davi Ferreira). Quando este saiu, em 1964, o presidente Manuel Joaquim Lopes o convidou para comandar a rapaziada. Então, ele chamou o antigo colega e ainda lateral-direito Paulinho de Almeida em atividade para ser o seu parceiro. Ely havia sido atleta vascaíno entre 1945 a 1954. A seguir, encerrou a carreira defendendo o Sport Recife, entre 1955 a 1957. Fez parte da Seleção Brasileira dos Mundiais-1950 e de 1954 e dos Sul-Americanos-1949/1953. Como membro da Turma da Colina, foi campeão do Torneio Octogonal Rivadávia Corrêa Meyer-1953 (espécie de Mundialito de Clubes); do Sul-Americano de Clubes Campeões-1948 e dos Campeonatos Cariocas-1945/1947/1949/1950/1952. Nascido em Paracambi-RJ, em 14 de abril de 1921, viveu até 9 de março de 1991. Jogava medindo 1m84 de altura e, antes de chegar a São Januário, passou por América-RJ e Canto do Rio. Como vascaíno, fez 304 jogos e 11 gols. Como treinador, disputou 37 jogos, vencendo 24, empatando sete e escorregando em seis oportunidades.   

ELY REPRODUZIDO DA REVISTA DO ESPORTE

                   Ely foi xerifão da zaga e treinador vascaíno

   3 – Trabalhador da Fábrica Johnson (produtos hospitalares, de saúde, higiene, cosméticos), em São José dos Campos-SP, o lateral-direito Fidélis agradava ao amigo e tenente Cavalcante nas peladas em que jogava. Então, o homem o levou para o Bangu. Ele tinha 18 de idade, não conhecia nada além da sua terra e, após ter a autorização de sua mãe, viajou achando que iria só passar uma semana no Rio de Janeiro, sem gastar um tostão, pois não acreditava ser capaz de barar ninguém em Moça Bonita, principalmente, por ser baixinho. O cara em cartaz chamava-se Fidélis e tinha por ídolo Gilmar dos Santos Neves (goleiro bicampeão das Copas do Mundol-1958/1962. No entanto, como ele não crescia muito, desistiu da posição e virou zazgueiro. Ainda bem, pois foi convocado pelo escreta canarinho para disputar a Copa do Mundo da Inglatera, tendo atuyado em Brasil 1 x 3 Portugal, no 19 de julho de 1966. Totalizou oito partidas pelo escrete nacional, com mais cinco vitórias e dois empates.  José Maria Fidélis dos Santos nasceu, em 13 de março de 1944, em São José dos Campos-SP, e viveu até 28 de novembro de 2012. Esteve vascaíno entre 1959 e 1974, quando ajudou o Almirante a conquistar o Campeonato Brasileiro de Futebol, pirmeiro por um time carioca.   

 4 – Em 1966, quando covocou 45 atletas para os treinos visando a Copa do Mundo da Inglaterra, a Confederação Brasileira de Desportos – atual CBFutebol – chamou, pela primeir vez, um atleta que atuava pelo Nordeste: o ponta-direita pernambucano Nado (José Rinaldo Tasso Lasalvia), do Clube Náutico Capibaraibe, de Recife. Pouco depois, ele foi contratado pelo Vasco da Gama, custando Cr$ 100 milhões de cruzeiros, dos quais ficou com Cr $20 milhões. Com a grana, comprou seis casas, em Olinda, do lado de Recife. Nascido, em Olinda-PE, em 15 de janeior de 1939, Nado viveu até  3 de maio de 2013, tendo sido um vascaíno entre 1969 e  1970. Fez três jogos, com duas vitórias e um empate, pela Seleção Brasileira.