Vasco

Vasco

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

ADMIRÁVEL ALMIRANTE - 11

"Eu tinha uns 5 pra 6 anos de idade, por aí, quando o meu pai me levou para assistir Vasco x Taguatinga. Me lembro que passamos pelo Hotel Kingston, onde o time vascaíno estava hospedado, para pedir autógrafos aos jogadores. Naquele dia, vivi uma outra grande emoção. Estávamos na fila de entrada no estádio, quando aproximou-se de mim um garoto, dizendo que estava com fome, e pediu-me o sanduíche que eu comia. O meu pai mandou que eu lhe oferecesse a comida e comprou um outro para mim. Eu era um garoto do Lago Norte e foi ali que fiquei conhecendo a pobreza. Quanto ao jogo, o Vasco venceu, por 1 x 0, com o Roberto Dinamite marcando o gol, de joelho. Não esqueço. O Antônio Lopes era o treinador e, naquele dia, o meu pai informou ao artilheiro que ele havia sido convocado para a Copa do Mundo da Espanha. Mas ele já ficara sabendo, antes, no estádio. O Vasco, também, já havia sido comunicado pela CBF, que dispensara Careca, contundido e sem tempo para recuperar-se e jogar o Mundial. 
Quanto à minha maior emoção vascaína, seguramente, foi naquele gol do Cocada, em que o Vasco venceu o Flamengo, também por 1 x 0, e ficou campeão estadual. Eu já estava com 12 anos de idade. Eles tinham um grande time, com Aldair, Edinho, Andrade, Renato Gaúcho, Zinho, Bebeto, Leonardo, mas não deu pra segurar o "Almirante". No dia seguinte, o meu pai comprou todas as cocadas que encontrou com os vendedores ambulantes da Esplanada dos Ministérios e distribuiu para os amigos. Eu levei várias para os colegas de escola". Abelardo Mendes Júnior - jornalista do Ministério do Esporte.
Um gol e convocação para a
convocado para Copa do Mundo

KIKE NO LANCE -  Vasco 1 x 0 Taguatinga foi na tarde da quinta-feira 10 de junho de 1982, no estádio Serejão, em Taguatinga-DF, com arbitragem de Edson Rezende e renda de Cr$ 5 milhões, 163 mil cruzeiros. O gol de Roberto Dinamite saiu aos 42 minutos do segundo tempo e o time vascaíno alinhou: Mazaropi; Serginho, Ivan, Ney (Rondinelli) e Gilberto; Ernâni, Dudu e Cláudio Adão; Katinha, Roberto Dinamite e Jerson (Renato Sá).

Vasco 1 x 0 Flamengo foi na noite da quarta-feira 22 de junho de 1988, no Maracanã, apitado por Aloísio Viug, na presença de 31.816 pagantes. Sebastião Lazaroni era o treinador cruzmaltino e, perto do final da partida, tirou o atacante Vivinho e mandou o lateral-direito Cocada para o jogo. Este, na primeira bola que pegou, soltou um foguete e acertou a rede. Depois, correu pra o banco dos reserva rubro-negros e foi insultar o treinador Carlinhos Nunes, que o havia dispensado da Gávea. Gerou um tremendo rebu e ele foi expulso de campo, ficando campeão com apenas um toque na bola. O time do dia teve: Acácio; Paulo Roberto Gaúcho, Fernando, Donato e Mazinho; Zé do Carmo, Henrique, Geovani e Bismarck; Vivinho (Cocada) e Romário. (Foto reproduzida de álbum de figurinhas do entrevistado). Agradecimento

VASCO DA GAMA BISSEXTO - 29 DE FEVERA

O Almirante já rolou a bola em três ocasiões nas temporadas  bissextas: 1948/1984/2012. Confira as bissextadas: 

29 e fevereiro de 1948 – Vasco da Gama 1 x 0 Emelec-EQU - um domingo, pelo Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões, no Chile, na presença e 38.500 presentes. Ismael foi o salvador da pátria, comandado pelo técnico Flávio Costsa, que escalou: Barbosa, Augusto e Rafagnelli; Ely, Danilo e Jorge;  Djalma, Maneca (Dimas), Friaça, Lelé (Ismael) e Chico (Nestor). OBS: este jogo aparece em várias publicações como tendo sido disputado no dia 28 de fevereiro, mas o tempo chuvoso e falta de luz natural levaram-no para o dia seguinte. O problema acarretou, ainda, a mudança de outros compromissos vascaínos. Assim, Vasco x River Plate, que seria em 3 de março, ficou para o dia 7, e Vasco x Colo-Colo, marcado para esta data, passou para 14 de março.

29 de fevereiro de 1984 – Vasco da Gama 1 x 2 Fortaleza - noite quartafeirana, no Estádio Castelão, na capital cearense, pela primeira fase do Campeonato Brasileiro, assistida por 22.074 torcedores, que pagaram Cr$ 16 milhões,798 mil e 600 antigos cruzeiros (moeda da época) e ouviram o apito do pernambucano Laerte Marquezini. Todos os gol saíram no primeiro tempo: Tangerina, aos 25; Luisinho, aos 29, e o vascaíno Marquinho, aos 44 minutos. O Almira do treinador Eduardo Antunes Coimbra, o Eduzinho, foi: Roberto Costa; Edevaldo, Daniel González, Nenê e Aírton; Pires, Geovani e Arthurzinho; Jussiê, Roberto Dinamite e Marquinho. Perlo lado anfitrião o técnico Caiçara escalou: Sérgio Monte; Caetano, Pedro Basílio, Tadeu e Luisinho; Serginho, Vágner e Betinho; Valdir, Tangerina, Evilásio.

 

Alecsandro, um artilheiro bissextão
29 de fevereiro de 2012 – Vasco da Gama 2 x 2 Bonsucesso-RJ -  treinada por Cristóvão Borges, o Almirante recebeu visita noturna dos rubro-anis, valendo pela primeira rodada da Taça Rio. A bola rolou a partir das 19h30, em São Januário, neste terceiro jogo bissexto da rapaziada. Os cruzmaltinos chegaram a abrir dois gols de frente, por conta de Alecsandro (foto), aos dois minutos do primeiro tempo, e de Felipe, aos 13 do segundo. Mas bobeou diante de 909 almas que pagaram R$ 23.310,00 pra escutar o apito de Eduardo Cordeiro Guimarães-RJ.: Fernando Prass; Fagner, Renato Silva, Rodolfo e Thiago Feltri; Fellipe Bastos (Nílton), Eduardo Costa e Felipe (Diego Souza); Carlos Tenório (Juninho Pernambucano). Wiliam Barbio e Alecsandro. OBS: No primeiro tempo o Vasco usou a camisa preta e no segundo a branca. (Foto reproduzida de http://www.crvascodagama.com.br) Agradecimentos.



BELAS NA ESPORTIVA - MÁRCIA&INGEBORG

Elas são Márcia Guterrez e Ingeborg Ericke. Campeãs brasileiras juvenil de vôlei, pela seleção do Rio de Janeiro, esbanjavam beleza e muita enregia nas quadras. A primeira, antes de ser voleira, experimentara a natação e o ciclismo. Nos Jogos da Primavera, batera o recorde  dos 1.500 metros. Com o apoio dos pais alemães,  mandava ver no voleibol, há três anos, defendendo o Flamengo. Márcia, também, fora fera nas piscinas. Inclusive, campeã brasileira nos 100 metros nado crowl, cravando 1`55seg. A ferinha defendia o Fluminense, o que significava, junto com Ingeborg, um Fla-Flu de vôlei no escrete da então capital brasileira.

  Theyre Marcia Guterres and Ingeborg ErickeBrazilian youth volleyball champions, the selection of Rio de Janeirobeauty and lavished much enegy the courtsFirstbefore voleiraexperienced cycling and swimmingGames in the springknocked the record of 1500 metersWith the support of German parents, sent to see the volleyball, three years agodefedendo Flamengo. Marcia also out beast in the poolsEven Brazilian champion in the 100 meters crowl swimming, digging 1`55segThe ferinha defended Fluminense, which meant, along with Ingeborg a Fla-Flu Volleyball on escrete then the Brazilian capital.

ADMIRÁVEL ALMIRANTE - 10

 "Minha primeira vez num estádio, não lembro. Como o meu pai disse que eu tinha seis anos, o  jogo deve ter sido em 1976, embora não me recorde qual foi. A minha primeira lembrança é da semifinal do Brasileiro de 1978, contra o forte Guarani-SP. Não sabia que o time paulista havia vencido em Campinas, por 2 x 0 (estava começando a me familiarizar com o futebol), o que tornou quase impossível reverter no Maracanã, mas, mesmo assim, 101.541 esperançosos torcedores, incluindo eu e meu pai, fomos ao velho Maraca.
Roberto, após um período no Barcleona,
 voltou ao Vasco em 1980
Eu ficava impressionado com o tamanho do goleiro bugrino Neneca, alto e forte. O que me chamava atenção era onde a bola ia quando ele batia o tiro de meta. Subia muito, perto dos refletores do estádio. Lembro dos gols do Zenon, principalmente o de falta (se não me engano, foi o segundo). Como o Maracanã naquela época enchia o meu pai tinha o hábito de ir embora faltando uns quatro, cinco minutos antes, para evitar o tumulto da saída, afinal de contas, eu tinha oito anos e meu pai, cuidadoso, se preocupava com o filho pequeno. Quando estávamos saindo, o Dirceuzinho diminuiu (aos 37 minutos do segundo). Lembro que voltamos correndo para ver se o Vasco empatava. Mas não deu. Aquele gol, vimos depois no Fantástico. Pelo menos, perdemos para um time que seria o campeão brasileiro.
Outra lembrança traumática é do mesmo 1978, no dia do meu aniversário. Decidia-se o segundo turno do Carioca e o Rondinelli fez o gol, de cabeça. Não preciso dizer que "ganhei" um belo presente de aniversário de 9 anos.  Àquele jogo eu não fui, pois estava festejando com a minha mãe. Mas lembro do auê que foi. Imagine, Flamengo campeão, em cima do Vasco e com gol no final.
Como vê, era para ser um vascaíno traumatizado, Mas meu time me deu muitas alegrias, vi muitos títulos (Carioca, Taça GB, Brasileiro, Rio-São Paulo, tudo no estádio, viradas, , como a volta do Roberto (1980) contra o Corinthains; 7 x 0 sobre o Botafogo, em 2001;  gol do Tita (1987); do Cocada (1988), tantos, que ficaria horas recordando. Mas, onde tudo começou foi lá em 1978, com aquelas duas "alegrias". Gustavo Côrtes - Rio de Janeiro.
 
KIKE NO LANCE - Vasco 1 x 2  Guarani de Campinas foi no domingo 6 de agosto de 1978, no Maracanã, com 101.541 pagantes e renda de Cr$  4.176.615 . O mineiro Maurílio José Santiago apitou e os gols foram marcados por Zenon (2) e Dirceu Guimarães. Treinado por Orlando Fantoni, o time vascaíno teve: Mazaropi; Orlando "Lelé", Geraldo, Gaúcho e Marco Antônio; Helinho, Zanatta (Wilsinho) e Guina; Ramon Prnambucano, Roberto Dinamite e Paulinho 

domingo, 28 de fevereiro de 2016

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - ALTHEA, 1ª ESTRELA NEGRA DO TÊNIS

 Ela foi o máximo no antigamente chamado “esporte branco”. Em 1956, venceu 16 dos 18 torneios disputados entre a Europa e a Ásia. Em 1957, o mais famoso torneio da modalidade, o de Wimbledon, na Inglaterra, quando proferiu a frase “até que enfim”, diante da raínha Elizabeth II, que entregava-lhe o troféu. Ela se referia ao fato de ter sido eliminada, nas quartas-de-final da mesma disputa, na temporada anterior.
 Norte-americana, Althea Gibson chegou ao tênis via o “paddle-tenis” (no Brasil, “baby-tênis), em uma rua de recreação de Nova York. Vendo-a com qualidades para ir longe, um supervisor de quadra presenteou-lhe com uma raquete de tênis. Aos 15 anos de idade, ela teve o primeiro professor. Aos 22, estreou no também famoso torneio de Forest Hills, só caindo, em jogo duríssimo, ante a campeã nacional Louise Brought, também da última disputa de Wimbledon.
Althea não pensou só nela após o sucesso chegar. Graduou-se em Educação Física e desenvolveu um projeto de ensinar tênis a crianças pobres em  uma quadra pública novaiorquina. A  sua simpatia era tão grande que não demorou para diretores cinematográficos lhe acenarem com propostas para ir às telas. E ela tornou-se, também, a primeira desportista negra a ser atriz.    
Nascida em 27 de  gosto de 1927, em Clarendon Country, na Carolina do Sul, Althea Gibson, de 1,80 cm de altura, viveu até 28 de setembro de 2003. Venceu, na série individual, todos os grandes torneios abertos do seu tempo –  França-1956; Austrália-1957; Wimbledon e Estados Unidos, ambos em 1957/1958. Em duplas, venceu os mesmos torneios dentro das mesmas temporadas citadas, com três vitórias seguidas em Londres.

She was the first black star in the formerly called "white sport" tennis. In 1956, he won 16 of 18 tournaments played between Europe and Asia. In 1957, he won the most famous tournament mode, the Wimbledon, England, when he uttered a phrase "at last" in front of Queen Elizabeth II, who gave him the trophy. She was referring to the fact that it was eliminated in the quarter-finals of the same dispute, the previous season.
 American, Althea Gibson came to tennis via the "paddle tennis" (in Brazil, "baby-tennis), in a street of New York recreation. Seeing her with qualities to go away, a court supervisor presented him with a tennis racket. At 15 years old, she was the first teacher. At 22, he debuted in the tournament also famous Forest Hills, only falling in very tough game, against the national champion Louise Brought also the last race of Wimbledon.
Althea did not think it only after the success comes. He graduated in Physical Education and developed a project to teach tennis to poor children in a New Yorker public court. His sympathy was so great that it took to film directors acenarem you proposed to go to the screen. And it became also the first black athlete to be an actress.
Born in like 27 1927 in Clarendon Country, South Carolina, Althea Gibson, of 1.80 cm, lived until September 28, 2003. He won in the individual series, all major open tournaments of your time - France-1956; Australia-1957; Wimbledon and the US, both in 1957/1958. In doubles, she won the same tournament in the same seasons cited with three straight wins in London.

O ADMIRÁVEL ALMIRANTE - 9

Brito e Fontana, dupla que
esteve no jogo
 
 “Eu não escondia que era torcedor do Vasco, mas era rigorosíssimo quando apitava jogos do clube, para demonstrar a minha lisura. Inclusive, a diretoria vascaína não gostava quando eu era escalado para as suas partidas, por achar que eu prejudicava o seu time.
Realmente, em lances sem perigo de nada, pelo meio do campo e pelas laterais, na dúvida, eu marcava a favor do adversário cruzmaltino.
 Certa vez, fui ao Rio Grande do Sul apitar  Vasco x Internacional, não me lembro mais se pela Taça Brasil, ou o Robertão. Marquei um pênalti contra os vascaínos, mas não me lembro do placar. No dia seguinte, cheguei atrasado ao aeroporto e fui um dos últimos a embarcar. Dentro do avião, deparei-me com o time do Vasco. Levei uma vaia da rapaziada.
 Quando passava pelos jogadores, o Fontana disse: ‘Você é um vascaíno que não ajuda a gente”. Então, dei uma de Armando Marques: senhor José de Anchieta Fontana. O lance foi pênalti indiscutível. E fui sentar na primeira cadeira vaga. Ao chegarmos ao Rio (de Janeiro), esperei o avião esvaziar para descer. Não queria levar outra vaia dos vascaínos” – José Mário Vinhas – ex-árbitro da antiga Federação Carioca de Futebol, residente, hoje, em Brasília. 

KIKE NO LANCE – O jogo foi em 18 de de setembro de 1968, pela Taça de Prata, como também chamava-se, na época, o Tornei Roberto Gomes Pedrosa, um dos embriões do Brasileirão. Era noite de quarta-feira e o Inter venceu, por 2 x 1, com o tento cruzmaltino marcado por Valfrido “Espanador da Lua”, um centroavante muito alto. Paulinho de Almeida, ex-lateral vascaíno das décadas-1950/1960, estava como treinador e escalou: Pedro Paulo; Ferreia, Brito, Fontana e Eberval; Benetti e Buglê; Nado, Nei Oliveira (Adílson Albuquerque),Valfrido e Silvinho.      

HISTÓRIAS DO GAMA - PRIMEIROS


23.02.1976 -  Gama 2 x 0 Humaitá – primeiro jogo do clube pela Federação Metropolitana de Futebol-FMF. Da primeira rodada do Torneio Imprensa, com gols marcados por Pedrinho, aos oito minutos do primeiro tempo, e Zequinha, aos 30 da etapa final. Jogado no Estádio Presidente Medici, teve arbitragem de Racib Elias e os gamenses, treinados por Esmerindo Silva, sendo: Wilson; Zé Mauro, Marcus Vinicius, Ricardo e Santos; Renildo, Pedrinho e Palito; Luis Alberto, Redi e Zequinha (Odair). OBS: preliminar de Seleção Brasileira 1 x 0 Seleção Brasiliense. 2 – Esmerindo Silva dizia que Zequinha (José Carlos Galdino da Cunha) marcara os dois tentos da sua equipe, mas o Correio Braziliense, único a cobrir a partida, informou ter sido o Pedrinho. A FMF não tem mais a súmula da partida; 3 - o torneio foi programado para ocupar datas e dar tempo aos clubes de se legalizarem para o profissionalismo, pois só o Ceub estava regularizado.

26.03.1977 – Gama 2 x 0 Taguatinga - primeiro título - decisão do I Torneio Incentivo. Apitado por Edson Resende (auxiado por Walterley Pereira e  José Raimundo), em um sábado, no  Bezerrão, com arrecadação chegando a Cr$ 10 mil cruzeiros (moeda da época). Tico, aos  cinco minutos, e Rolçdão, aos 22, bateram na rede, no segundo tempo.  Campeões:  Chico; Carlão, Marinho Júnior e Osvaldo; Santana, Júlio e Manoel Ferreira; Roldão, Nitinho (Cláudio) e Tico. O Taguatinga alinhou: Carlos José; Araújo, Aldair, Vaner e Wellington;  Elmo Maurício e Zezinho |(Warlan); Silas, Wilton e Osanam. 

09.10.1977 – Gama 0 x 3 Botafogo-RJ – primeiro jogo interestadual. Amistoso, no Bezerrão (Antônio Walmir Campelo Bezerra), na cidade do Gama, para inaugurar o estádio. Assistido por 16.360 pagantes, teve arrecadação de Cr$ 286.460,00 cruzeiros (moeda da época) e gols alvinegros marcados por Mendonça (aos nove minutos), Gil e Tiquinho, no segundo tempo. O Gama, armado pelo treinador Eurípedes Bueno, teve: Chico; Carlão (Osvaldo), César, Santana e Ivair (Isaías); Mundinho, Marquinho Lelé e Adílson (Rildo); Lucas (Careca), Maninho e Roldão. Botafogo: Zé Carlos; China (Perivaldo), Renê Osmar Guarnelli e Rodrigues Neto; Luisinho Quintanilha, Mendonça e Mário Sérgio; Gil (João Paulo), Nílson Dias (Ricardo) e Paulo César (Tiquinho),  treinados por Danilo ... OBS: o terceiro tento botafoguense foi confirmado por erro do juiz Anpilhophio Pereira da Silva, pois a bola passou por um buraco do lado esquerdo do lado de fora da rede defendida pelo Periquitão.    

20.11.1977 -   Gama 5 x 1 Taguatinga - primeira goleada sobre candangos - pelo II Torneio Incentivo, na preliminar de Canarinho x Grêmio Esportivo Brasiliense, no estádio do Gama, apitado por Walterley Pereira.

16.09.1979 – Gama 4 x 3 Atlético-GO – primeira jogo pelo Campeonato Brasileiro. Estreia alviverde, em uma manhã de domingo, no Bezerrão, com Robertinho marcando o primeiro e segundo gols da competição, ambos no primeiro tempo - Péricles marcou os outros dois, um deles cobrando pênalti. A partida levou 8.570 pagantes ao estádio, rendeu Cr$ 386 mil, 260 cruzeiros, foi apitada por João Leopoldo Aieta-SP e o time gamense sendo:  Hélio; Carlão, Décio, Quidão e Odair Galetti; Santana, Péricles e Manoel Ferreira (Boni); Roldão (Lino), Fantato e Robertinho.  

06.12.1979) – Gama 4 x 0 Seleção da Nigéria – primeiro jogo internacional. Amistoso, no Bezerrão, com Manoel Ferreira, de pênalti, abrindo o placar, aos 15 minutos do primeiro tempo. Fantato, aos 20 e aos 35, da mesma etapa, e Robertinho, aos 44 da fase final, escreveram o placar. Edson Rezende (auxiliado por Francisco Lopes e Luís Carlos Magano) apitou o prélio que rendeu Cr$ 40.900, 00 (cruzeiros). Martim Francisco era o treinador que escalou: Daniel; Carlão, Quidão, Décio (Mauríco Pradera) e Odair Galetti; Santana, Péricles e Manoel Ferreira; Rodão (Lino), Fantato e Robertinho. A Nigéria usou: Best; Patrick,, Obgein, Tunde, George, Segun, Martin, Eyo, Muda, Adokye e Peter. OBS: o Gama chorou prejuízo de Cr$ 120 mil cruzeiros com a promoção, culpando ter sido em  meio de semana (quinta-feira) e à noite.

  ..... 1977 – Gama 2 x 1 Vitória-ES – primeira vitória interestadual. Amistoso, em uma manhã de....., no Bezerrão, com gols marcados por Niltinho e Santana – Ribon descontou (empatou) para os alviazuis capixabas. O prélio teve 1.521 pagantes, renda de Cr$ 15.805,00 (cruzeiros) e arbitragem de Antônio Barbosa (auxiliado por Manoel Batista e Rubens da Silva). Treinado pro Ayrton Nogueira, os gamenses alinharam: Wilmar; Carlão, Marinho, Júnior (Wilton) e Osvaldo; Santana. Gaúcho (Vicente) e Julio; Manoel Ferreira (Roldão), Niltinho (Chiquinho) e Tico (Aluísio). Vitória-ES: Jonas; Bosco (Jeová), Jarbas, Julinho e Ferreti; Beto, Ribon (Osmar) e Luís Carlos (Eduardo); Morais, Zezinho e Zé Adalmo (William).

 .. 02.1979 – Gama 1 x 0 Anapolina-GO – primeira jogo e primeira vitória fora do DF. Amisstgoso, com gol marcado por Manoel Ferreira.    

21.01.1981 – Gama 1 x 0 Leônico-BA - primeira vitória fora de casda pelo Brasileiro - valeu pela Taça de Prata, espécia de segunda divisão, no Etádio Edgard Santos, em Simões Filho-BA – distante 28,1 qiilômetros de Salvador -,  assistida por 1.405 pagantes, com renda de CR$ 106 mil, 540 cruzieros, a moeda da época. O jogo foi aptiado por Carlos Alberto Valente e o tento da vitória gamense foi maracado por Ademar, aos 25 minutos do segundo tempo, O time, treinado por Aírton Nogueira (?) alinhou: Hélio; Carlão, Quidão, Zinha e Ojeda; Barão, Manoel Ferreira e Jorge Luís (Décio); Lino, Ademar e Robertinho (Roldão).  O Leônico foi: Itiberê; Bira, Ademnir, Silveira e Zé Maria; Renato, Luis Ferreira (Fernando) e Chiquinho; Joãozinho, André (Maranhão) e Sabino. Trinador: Deuclides Rabelo.    

15.03.1981 – Gama 4 x 0 Anápólis-GO –  primeira goleada interestadual - primeiro turno do Torneio Centro-Oeste, no Estádio Bezerrão, apitado por Ranuldo Soares-DF, sem público divulgado, mas com renda anunciada de Cr$ 164 mil e 300 cruzeiros, a moeda da época. Lino, aos 21 mintuos do primeiro tmpo e aos 35 do segundo; Fantato, aos 14, e Jorge Luís, aos 32 da etapa final, marcaram os tentos da vitória deste time:  Moacir. Carlão, Quidão, Zinha e Ojeda; Vicente (Barão), Luís Carlos (Ademar) e Jorge Luís; Lino,  Fantato e Robertinho. Treiandor: Elício Lopes.

          

 

 

sábado, 27 de fevereiro de 2016

BELAS DA MANCHETE ESPORTIVA - NOELZA

            
Filha do papai Noel e da mamãe Elza – nascida três meses antes do Natal, em 13 de setembro de 1939 – , só poderia ser Noelza. Mais precisamente, Noelza Abreu Guimarães.
Trazida, pela cegonha, para povoar o território do RJ, a menina veio ao planeta para ser uma multiatleta. Que o diga que a viu em ação durante os Jogos Colegiais, Intercolegiais e da Primavera.  
 Por ter caído em uma piscina e passado apuros, quando garotinha, Noelza resolveu sair no braço com as águas. Tornou-se uma nadadora versátil do Colégio Andrews e traduziu isso em boas colocações nas disputas esportivas estudantis. De quebra, Noelza representou a escola, também, em vôlei e corridas, levando medalhas pra casa. Só não emplacou mesmo quando decidiu tornar-se uma menina maravilha, também, no hipismo. A dona Elza achou o esporte muito perigoso, vendo-a colocar o cavalo para saltar obstáculos, e pediu-lhe que mudasse de ideia. Então, abandonou aquele seu “charme louco de montar”, como classificou o repórter Ronaldo Boscoli, pelo Nº  29 da “Manchete Esportiva” de 9 de junho de 1956.
Na época em que foi clicada por Jankiel Gongarowski, a imparável Noelza estava aprendendo os segredos da ginástica rítmica desportiva. Naquele ritmo, só parava para devorar um sorvete de creme. Da cor de sua pele morena!  
 
Daughter of father Noel and the mother Elza - born three months before Christmas, on september 13, 1939 - could only be Noelza . More precisely, Noelza Abreu Guimarães. Brought by the stork, to populate the territory of  Rio de Janeiro, the girl came to the planet to be a multiatleta . What say you saw her in action during the Collegiate Games, intercollegiate and spring .
 She fell into a pool and trouble past when little girl, Noelza decided to leave the arm with the waters. Became a versatile swimmer Andrews College and translated that into good placements in the student sporting contests. Break represented the school, also in volleyball and races, taking home medals. Not only spawned even when decided to also become a wonder girl in equestrian. Elza found the owner very dangerous sport, saw her put the horse to jump hurdles, and asked her to change his mind. So he abandoned his "crazy charm to assemble" as the reporter Ronaldo Boscoli , by Nº. 29 of "Manhete Esportiva" of june 9, 1956 .At the time that was clicked by Jankiel Gongarowski, the unstoppable Noelza was learning the secrets of rhythmic gymnastics. At that pace, only stopping to devour a vanilla ice cream. The color of your dark skin.

O ADMIRÁVEL ALMIRANTE - 8


Paulinho de Almeida, em foto
 reproduzida da Revista do Esporte
   Vasco da Gama x Fluminense é uma história iniciada em 20 de maio de 1923, com vitória cruzmaltina, por 1 x 0, e gol marcado por Arlindo. O clássico criou muitas emoções vividas por cartolas, treinadores e atletas. O ex-presidente Antônio Calçada, por exemplo, guarda duas lembranças distintas. “Como torcedor, o maior prélio que assisti foi uma derrota nossa, em 1952, por 1 x 0. Como diretor, destaco os 3 x 2 de 1952. Foi um dos jogos que mais me emocionaram. Perdíamos, por 0 x 2, mas, no segundo tempo, fomos recupera-los e conquistamos o gol da vitória”, contou ele à revista carioca Manchete Esportiva Nº  53, de 24 de novembro de 1956.
Pela mesma edição, o lateral Paulinho de Almeida elegeu também este como o seu maior jogo contra os tricolores. Para ele, foi “luta de leões...um jogão, não restam dúvidas”, considerou.  

KIKE NO LANCE – 1 - Vasco 0 x 1 Fluminense, em 1952, foi em 20 de setembro, no Maracanã, apitado por Mário Vianna e com o gol tricolor no segundo tempo. Se Ademir Menezes não tivesse pedido um pênalti, o “Almirante” teria sido campeão carioca invicto naquela temporada constante de 20 prélios, com mais 17 vitórias e dois empates, totalizando 49 tentos. Gentil Cardoso era o treinador e o time teve: Barbosa, Augusto e Haroldo; Ely, Danilo e Jorge; Edmur, Ademir, Maneca, Ipojucan e Chico.
 
2 – Vasco 3 x 2 Fluminense rolou em 26 de agosto de 1956, no Maracanã, com Alberto da Gama Malcher apitando e a grana rendendo Cr$ 1 milhão, 219 mil, 914 cruzeiros e 30 centavos. Pinga (2) e Livinho viraram o placar, no segundo tempo do clássico que fez parte da campanha do título da temporada. Martim Francisco era o treinador e, em 22 partidas, venceu 16, empatou quatro e tropeçou em duas, com a rapaziada totalizando 58 gols. O time do dia alinhou: Carlos Alberto Cavalheiro, Paulinho de Almeida e Bellini; Laerte, Orlando e Coronel; Sabará, Livinho, Vavá, Válter Marciano e Pinga.   
Alfredo fotografado
por Espore Ilustrado
A Manchete Esportiva ouviu ainda o coringa Alfredo dos Santos, o Alfredo II,  sobre as suas grandes emoções vividas neste clássico. E ele respondeu: “Sempre considerei o Fluminense entre os maiores adversários que já enfrentei... Destaco um jogo em que ganhamos, por 3 x 1. Perdíamos, no primeiro empo, mas, logo de cara, depois do descanso, eu empatei. É muito difícil dizer qual foi o maior jogo. Entre os dois, a luta é sempre igual”.
KIKE NO LANCE -  Alfredo não revelou em que ano se deu o placar citado acima, mas deve ter-se enganado, pois ele só marcou um tento diante do Fluminense: em 11 de janeiro de 1953, pelo Campeonato Carioca. Durante o seu tempo como vascaíno, quando o Vasco venceu o Flu, por 3 x 1 –  02.09.1945; 28.12.1949 e 21.04.1951 – ele não compareceu ao filó. No clássico em que foi à rede, em um domingo, no Maracanã, Chico marcou o outro tento vascaíno e o time, treinado por Flávio Costa, formou com: Barbosa, Augusto e Haroldo; Ely, Danilo e Jorge; Sabará, Alfredo II, Ademir Menezes, Ipojucan e Chico.

HISTÓRIAS DO GAMA - ZEQUINHA DESTAQ

  O meia-atacante Zequinha - José Caralos Galdino da Cunha -, atleta de grande estatura, pode ser considerado o maior destaque dos primeiros jogos do time Gama, pela Federação Metropolitana de Futebol-FMF. Marcou três dos cinco gols alviverdes válidos pelo Torneio Imprensa (a Rádio Nacional de Brasília ofereceu a taça ao campeão), competição armada para dar tempo aos filiados efiemistas de se organizarem para o primeiro campeonato com profissionais - na verdade, o sistema já havia sido testado, pela metade da década-1960, mas não foi adiante, e a rapaziada voltou ao amadorismo.    

 Os primeiro dos três tentos assinalados por Zequinha foi em Gama 2 x 0 Humaitá (1), no velho Estádio Presidente Medice, como era chamado o atual Mané Garrincha, estreia do time na FMF, alinhando: Wilson; Zé Mauro, Marcus Vinicius, Ricardo e Santos; Renildo, Pedrinho e Palito; Luís Alberto, Redi e a Zequinha (Odair), comandados por Esmerindo Silva, segundo o qual Zeqinha teria marcado os dois tentos – o primeiro era atribuído ao meia número 8 Pedrinho, aos 8 minutos de pugna.

Zequinha (E), Pedrinho (C) e Redi (D), aqui com a camisa do
 Humaitá, marcaram os primeiros gols do Gama

A estreia gamense teve apito de Racib Elias, rolou no 23 de fevereiro de 1976, com primeiro tempo entre 13h45 às 14h30, Zequinha batendo na rede, aos 30 minutos da etapa final, e na preliminar de Seleção Brasileira 1 x 0 Seleção Brasiliense.

O segundo segundo gol de Zequinha foi no 13.03.1976, no já demolido Pelezão (Estádio Edson Arantes do Nascimento, onde rolaram os demais jogos), em Gama 1 x 4 Taguatinga. Em 08.04, a moçada levaria goleada pior, 1 x 6 Grêmio Esportivo Brasiliense, mas, daquela vez, o gol de hora fora marado por Redi. A seguir, rolou Gama 1 x 3 Brasília, no 13.04.1976, com Zequinha voltando à rede. Por fim, Zequinha ficou calado, em 17.04.1976, em Gama 0 x 2 Ceub. E esta foi a sua última partidas alviverde. Depois, transferiu-se, para o Humaitá, juntamente com quase todo o time do Gama, para disputar o primeiro turno do I Campeonato Candango de Futebol Profissional com uma camisa alvinegra.      

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

FERAS DA COLINA - JOEL SANTANA


 O primeiro título de Joel Santana, como treinador, foi pelo Vasco, a Taça Guanabara de 1987. Não suficiente para ele ficar o final do Campeonato Estadual. Trocado por  Sebastião Lazaroni, voltou, em 1992, para ser campeão-RJ, invicto.
 Após a última vitória, a torcida o carregou, nos ombros. Em 1993, foi bi. Mas um impasse financeiro o fez sair. Retornou, para o último jogo vascaíno, em 2000, substituindo Oswaldo de Oliveira, na partida que decidia a Copa Mercosul, contra o Palmeiras, na casa do adversário. Após perder o primeiro tempo, por 0 x 3, o time virou, para 4 x 3, e foi o campeão.
Em janeiro, de 2001, Joel Santana levava o Vasco a um outro título, o da Copa João Havelange, que foi o Brasileirão de 2000, decidido com atraso, devido acidentes, em São Januárioem dezembro. Mandou 3 x 1 pra cima do São Caetano-SP, no Maracanã.
 Em  2005, Joel daiu caiu, por ter sido eliminado da Copa do Brasil, dentro da Colina, pelo desconhecido (pela torcida carioca), Baraúnas-RN, que lhe mandou 3 x 0 – o ex-goleiro Humberto Torgado (década-1960) reivindicava  para si o lançamento de Joel Santana como treinador.
ATLETA - O iniciante nas pesquisas sobre a história do Vasco da Gama deve ficar atento para não marcar o início da carreira de atleta de Joel Santana, pelo clube, a partir dos primeiros anos da década-1960. Aquele Joel que aparece nas escalações é o Joel Felício. O Joel Santana vai aparecer nas escalações a partir de 1973, disputando vaga com Miguel ou Moisés, quando o time-base era: Andrada; Paulo César (Fidélis), Miguel (Joel), Moisés, (Renê) e Alfinete; Alcir, Zanata e Gaúcho (Ademir); Luís Fumanchu (Jorginho Carvoeiro), Roberto Dinamite (Dé) e Luiz Carlos Lemos.

Em 1974 e em 1975, a disputa continuou, com os mesmos concorrentes. Em seu último Vasco, em 1976, a corrida pela vaga já era com Abel Braga, quando a base era:  Mazzaropi, Toninho (Gaúcho), Abel (Joel), Renê e Marco Antônio (Luís Augusto); Zé Mário (Helinho), Zanata (Pastoril) e Luiz Carlos (Jair Pereira); Fumanchu (Galdino), Dé e Roberto.
Foto reproduzida de www.crvascodagama.com.br - agradecimento.

O ADMIRÁVEL ALMIRANTE - 7

Fechou o gol na decisão de 1997
"Não me lembro do primeiro jogo do Vasco comigo no estádio. Mas tenho duas lembranças  inesquecíveis. Embora tenham sido uma derrota e um empate. Mas valeram títulos. A primeira é de 1997, aquele 0 x 0, com o Palmeiras, quando o goleiro Carlos Germano fechou o gol e conquistamos o título do Campeonato Brasileiro. O segundo foi em 2011, quando perdemos do Coritiba, por 3 x 2,  mas levamos a Copa do Brasil. Para este jogo, comprei a passagem, viajei sozinho e arrumei ingresso com cambista, na hora do jogo. Fui um dos dois mil torcedores vascaínos presentes, de um total de 40 mil na casa. Não me esqueço da pressão total do time deles quando marcou o terceiro gol. Mas o Vasco segurou legal a barra. Duas grandes emoções".  Carlos Eduardo Cândido - Jornalista do Ministério do Esporte - Brasília.    
 
KIKE NO LANCE -  1 - Vasco 0 x 0 Palmeiras que valeu o caneco do Brasileirão-1997 foi em 21 de dezembro, um domingo, no Maracanã, apitado por Sidrack Marinho dos Santos e assistido por 89.900 pagantes que deixaram no cofre da casa R$ 1.380.000,00. A rapaziada jogava por dois empates, pois fizera a melhor campanha das fases anteriores, chegando a colocar mais de 10 pontos sobre os palmeirenses. Edmundo, o artilheiro da disputa, com 29 gols e que havia sido expulso na partida anterior, pagou  multa de R$ 120 reais, o que dava para comprar 15 cuecas. Treinado por Antônio Lopes, o time vascaíno alinhou: Carlos Germano; Válber, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luisinho Quintanilha, Nasa, Juninho Pernambucano (Pedrinho) e Ramon Meneses; Evair (Nélson) e Edmundo.    
Éder Luís marcou o gol que valeu o título de 2011
2 - Vasco 2 x 3 Coritiba rolou em 8 de junho de 2011, em uma noite de quarta-feira, no Estádio Couto Pereira, na capital paranaense. Alecsandro abriu o placar, aos 11 minutos, mas o time vascaíno sofreu uma virada, entre os 29 e os 44 minutos do primeiro tempo. Éder Luís empatou, aos 12 do segundo tempo, e o Coxa desempatou, oito minutos depois. Como havia vencido, por 1 x 0, uma semana antes, em São Januário, o "Almirante" levou a melhor pelo critério gols na casa do adversário. Ricardo Gomes era o treinador da rapaziada neste jogo apitado por Sálvio Spíndola Fagundes Filho-SP, com público de 31.516 pagantes e renda de R$ 892.600,00.  A formação do campeão foi: Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Ramon; Rômulo, Eduardo Csota, Felipe (Jumar) e Diego Souza (Bernardo); Éder Luís e Alecsandro.  (Fotos reproduzidas de www.crvscodgama.com.br). Agradecimento.
 

HISTÓRIAS DO GAMA - OSVANDO LIMA

Julho de 1978; o Gama passava por seríssimas dificuldades financeiras e a saída mais falada seria solicitar licença das competições da Federação Metropolitana de Futebol-FMF. O presidente Márcio Tanus de Almeida, principal assessor da Administração Regional da cidade do Gama e que estava no cargo, apenas, porque o adminisrtrador  Walmir Bezerra o indicara para suceder ao fundador Hermínio Neves, o Tim, em troca do seu apoio, não via como acumular duas funções.

Já que o Tim não era visto pelo administrador Bezerra como alguém com traquejo suficiente para comandar um clube no regime profissional e  ser o representante da cidade no campeonato metropolitano, começou-se a procurar alguém  para substituir o Tanus. Como ninguém queria o cargo, o ainda presidente Márcio Tanus e seu diretor Márcio Rodrigues conseguiram convencer o diretor de futebol, Osvandio Lima, a assumir o comando. “Me pegaram no laço”, comparava.

Osvando, comerciante, proprietário de uma das principais lojas do Gama, a Casa Lima, ao ser o brigado a topar o dessafio, disse aos demais dirigentes:

 - Sem o apoio dos comerciantes da terra, não terei como tocar o Gama. Uma coisa é eu gerir a minha loja, outra é atender às expectativas de todauma cidade apaixonada por futebol – e foi à luta e quase quebrou a sua loja.  De sua parte, o  administrador Walmir Bezerra liberava o estádio da comunidade para a turma trabalhar.

 Quando Osvando Lima tornou-se presidente, os jornais cariocas divulgavam que o Botafogo iria cobrar do Gama, judicialmente, Cr$ 290 mil cruzeiros (moeda da época), de cota não paga por amistoso, no Bezerrão.

- Começar um mandato daquele jeito, era pior do que ter a minha loja assaltada e não sobrado nada – considerou.

 Osvando Lima negociou com o Botafogo e a Federação Metropolitana de Futebol, que lhe emprestou grana, e marcou o seu “primeiro gol como cardtola”.

- Evitamos que o nome do Gama ficasse sujo e não conseguissemos mais trazer nenhum grande clube pra jogar amistosos com a gente” – comemorava.

 Osvando considerava, porém, o grande lance dos seus inícios de presidência gamense ter conseguido patrocinadores para tirar o meia Péricles, do Brasília Esporte Clube e considerado o principal craque do então futebol candango.

- Foi algo tão grande para um olube pequeno, como o Gama, que a apresentação do atleta foi no Iate Clube de Brasília -, acentuou, sobre o fato, ocorrido durante almoço com a imprensa,  no então mais famoso e importante clube brasiliense.      

  Os patrocinadores  – o principal foi o carnê Gamão Milionário, que sorteava prêmios para os compradores - conseguidos por Osvando Lima pagaram Cr$ 50 mil cruzeiros, de luvas (antiga grana por fora do comtrato) e Cr$ 10 mil cruzeiros mensais a Péricles, “investimentio muito grande para o pequeno Gama”, sublinhava.

Péricles foi tornado capitão do time, pelo treinador Martim Francisco e, ganhando a companhia do aratilheiro Fantato e do ponta-esquerda Robertinho, vindos do Goiânia EC, liderou a rapaziada durante a conquista do titulo de campeão brasiliense de 1979, o primeiro dos gamenses.

Osvando Pimentel de Lima nasceu na goiana Uruano. Foi lateral-direito do Brasilinha, time amador gamense, e seu único titulo como atleta foi campeão aspirante da cidade, em 1966. 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

VASCO DA GAMA 2 X 2 FRIBURGUENSE

Uma entregada de Pikachu, que tinha a bola dominada e presenteou o adversário, além de uma falha de marcação da defesa, fez a rapaziada perder os 100% de aproveitamento, hoje. Mas o resultado não influi na classificação vascaína entre os oito times que vão à próxima fase do Estadual. No domingo, o "Almirante" terá o seu segundo clássico, contra o Botafogo, também em São Januário.
 O Vaco sofreu o primeiro gol. Empatou, aos 44 minutos, em jogada de Éder Luís, pela direita. Ele deu sorte ao cruzar a bola para Riascos, com a pelota passando pro baixo das pernas de um zagueiro. O equatoriano só teve o trabalho de balançar a rede. E por 1 x 1 ficou o placar do primeiro tempo. 
Riascos guardou bola
no barbante e na barriga
Na etapa final, o Vasco virou o placar, aos 33 minutos. Pikachu cobrou escanteio, da esquerda, e Riascos subiu mais alto do que a zaga para cabecear e desempatar. Depois, foi para a torcida, pegou o seu filho Paulinho e ficou comemorando o seu quinto tento neste Estadual. Deu a sorte de não ter recebido o terceiro cartão amarelo. Aos 38, saiu o gol de empate do visitante.
 FICHA TÉCNICA - 25.02.2016 (quinta-feira) - Vasco 2 x 2 Friburguense. Estádio: São Januário-RJ. Juiz: Leandro Newley Ferreira Belota. Gols: Rômulo, aos 25 min do 1º tempo e aos 38 do 2º, e Riascos, os 44 min do 1º e aos 32 min do 2º tempo. Público presente: 2.180. Pagantes: 1.532. Renda: R$47.900,00. VASCO: Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo (Rafael Vaz) e Henrique; Júlio dos Santos, Bruno Gallo, Mateus Vital (Thalles) e Matheus Índio (Yago Pikachu); Éder Luís e Riascos. Técnico: Jorginho Amorim. FRIBURGUENSE: Marcos;  Ronaldo (Sérgio Gomes), Pierre, Diego Guerra e Flavinho; Bidú, Vitinho, Jorge Luiz e Gleison (Bernardo); Romulo e Maycon (Jeffinho). Técnico: Gerson Andreotti. (Foto reproduzida de www.crvascodagama.com.br). Agradecimento.

BELA DA MANCHETE ESPORTIVA - NAIR E MARTHA


      Que charme! Plumas, lantejoulas douradas na blusa; vidrilhos vermelhos; cetim branco e saia de pregueado curto. Foi vestida assim, mirando um gladiador romano, que Nair Moussatche encantou na pista e tornou-se a baliza campeã dos Jogos da Primavera de 1957, promovidos, no Rio de Janeiro, pelo “Jornal dos Sports”.
Representante do Colégio Bennett, a moreníssima Nair estudava balé desde garotinha. Quando o convite para se baliza lhe foi feito, ela ficou indecisa, pois anão seria fazer o que estava acostumada. Não iria levar a dança clássica para a pista de um  estádio de futebol. O barato seria bem diferente, uma coreografia com música de marcha, algo que lembrasse um soldadinho de chumbo.
 Nair decidiu encarar. Informou-se sobre o veneno, a graciosidade de antigas balizas campeã e foi à luta. E não deu outra. Levou o título. Em vermelho e branco, as cores do seu colégio. Nesta foto, ela foi clicada, por Jankiel Gonckazarowski, para o Nº 79 de “Manchete Esportiva” que circulou com data de 25 de maio de 1957.
                                                       MARTHA
Seu nome bem que poderia ser "Basquete". Afinal, a modalidade era a vida de Martha Bahde, a estrela loira do paulistano Pinheiros. Além de competir por aquele clube, ela ainda defendia o time do União, do seu bairro, Indianópolis, na capital paulista, e pela equipe do Real, que reunia a moçada de uma empresa aérea do mesmo nome, já extinta. 
Depois de mostrar talento no time do seu bairro, Marta foi convidada a jogar pelo Tietê. E, até chegar ao Pinheiros, ainda passou pelo Sírio. Qual time não queria contar com os serviços de uma atleta firme, segura e  marcadora implacável? O interessante é que ela era reserva no Pinheiros, enquanto a sua irmã Ruth acontecia nas seleções paulista e brasileira. Quando não estava jogando, Marta gostava de pegar uma piscina no clube, de dançar e de brincar com o sobrinho, filho de Ruth. Uma cesta de paixões!
O objetivo desta seção é não deixa cair no esquecimento as belas atletas do passado, que tanto contribuíram par que a juventude do seu tempo tivesse uma vida repleta de emoções desportivas e muita saúde, livre de influências maléficas. Hoje, muitas delas guardam estas fotos em seus álbuns de recordação para os netinhos brincarem, dizendo: "Olh´a vovó! Como era gata!"
His name 

O ADMIRÁVEL ALMIRANTE - 6

"O meu pai comprava camisas do Vasco para mim, quando eu era garoto, mas nunca me levava aos jogos do clube. Isso só foi acontecer quando já morávamos em São Paulo. Ele era capitão do Exército e foi transferido de cidade. Um dia, um tio fanático pelo Vasco foi assistir à decisão do Tornei Rio de Janeiro-São Paulo e meu pai ficou tão alegre que levou a família toda para o estádio. Isto é, a minha mãe e a minha irmã, além de mim. Não me lembro de mais nada da partida, que encontro  em matérias pela Internet. Mas algo ficou marcado na minha mente de garoto de 13 para 14 anos de idade: eles comemoram tanto que, ao chegarmos de volta em casa, ouvi um deles falar: 'Vamos beber uma pinga em homenagem ao Pinga", que nem marcou gol".  Hílton Júnior - do Rio de Janeiro. 
 
KIKE NO LANCE:  Em 6 de abril de 1958, o Vasco conquistou o primeiro dos seus três títulos do Torneio Rio-São Paulo, o nome da então maior disputa do futebol brasileiro, goleando a Portuguesa de  Desportos, por 5 x 1, no Pacaembu. Almir (3) e Vavá (2) foram os "caras”. Treinado por Francisco de Souza Ferreira, o Gradim, seu ex-meia da década-1930, a “Turma da Colina” foi melhor, indiscutivelmente. Em nove jogos, venceu sete, inclusive, mandando duas goleadas. Amílcar Ferreira apitou a renda foi de Cr$ 445.100,00 e o público de cerca de 15 mil presentes. O time vascaíno teve: Barbosa, Dario (Ortunho) e Bellini (Viana); Écio, Orlando (Barbosinha) e Coronel; Sabará, Almir, Vavá, Rubens e Pinga.  

MEIA-TRAGÉDIA DA COLINA

 Tragédias pela metade? Com o Almirante já rolou. Podes crer! No 25 de fevereiro de 1993. Dia de mais uma grande vitória, mas, também, de uma decepcionice.... para o tesoureiro da Colina. 
Na data, embora a rapaziada tenha sapecado 6 x 0 nos costados do América, de Três Rios-RJ, o funcionário do Almirante  saiu do estádio quase chorado. Evidntemente, nunca se soube e alguém que chorou após o seu time mandar uma goleada. Mas o tesourinha quase aarranca os cabelos, por conta da pouca comparcença de pagantes à pugna: 1.029 . Era uma quinta-feira e, com o que sobou para o seu clube, não dava para pagar à peãozada que trabalhava em São Januário e deveria morder uma graninha, na sexta - quando saíria da Rua General Almérico de Moura pra ir ao boteco do português ladrão, do lado do estádio, pra molhar o pescoço por dentro, evidentemente.
Quanto à refreta goleadeira, Valdir Bigode (2), Bismarck (2), Carlos Alberto Dias e Alexandre Torres mexeram no placar. Treinado por Joel Santana, o time mandou ver com: Carlos Germano; Cláudio Gomes (Tinho), Jorge Luiz, Alexandre Torres e Cássio; Luisinho, Leandro Ávila (Sidney), William e Carlos Alberto Dias; Bismarck e Valdir.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

HISTÓRIAS DO GAMA - ALMIR VIEIRA

Supervisor gamense da grande temporada-1979, Almir de Azevedo Vieira esteve sempre ligado ao esporte, desde quando chegou a (então sendo construída) Brasília, em 1957. Servidor do IAPI (Instituto de Aposentadoria e Pensões do Industriários, futuro INPS e atual INSS), ele não tinha tempo para jogar futebol, como o fazia no Rio de Janeiro, sendo meia-esquerda ou centroavante.  Sem poder correr atrás do placar, o (louco por futebol) Almir se juntou à turma da bola, pelo lado de fora do campo e participou da criação do Clube de Regatas Guará. E se juntou à moçada desportiva pra pedir tratores a órgãos governamentais para fazer campos de futebol.

- Ajudei a construir um dos primeiros campos (de futebol) de Brasília, Foi onde havia sido o hospital do IAPI. Mais pra frentee, ajudei a fazer um campo para lazer de operários, na hoje 305 Sul – lembra ele, que chegou a jogar algumas peladas na quadra do IPASE (Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado), na atual 208 Sul.

Almir Vieira reproduzido de álbum de família 

  Depois de suas primeiras participações nas esportividades candangas, o carioca Almir Viera só voltou ao ramo, em 1965, como cartola do Clube dos Inapiários (depois, Clube dos Previdenciários), militando com o futebol mirim. Adiante, participou de diretorias desportivas de Cota Mil, Monte Libano, CR Guará, Grêmio Esportivo Brasiliense e Corintians do Guará, que se juntou ao Humaitá e ao CR Guará pra se ter um só representante da cidade-satélite do Guará no futebol gerido pela Federação Metropolitana de Futebol, em 1976. Um pouco antes, fora supervisor da Seleção Brasiliense Juvenil-1976 e de um selecionado profissional formada para enfrentar o Atlético-MG, em data festiva de 1977.

 A liderança mostrada por Almir durante aquelas as atividades citadas acima levou a Sociedade Esportiva do Gama a “requsita-lo”, como gostava de falar. No Periquitão, ele foi um dos responsáveis pela contratação do treinador Martim Francisco, velho amigo dos seus tempos vascaínos.

 Nascido no 16.04.1926 e vivente até o 05.03.2028, aos 91 de idade, o jovem Almir era atleta do futebol juvenil do São Cristóvão, quando recebeu convite para mudar-se para o Vasco da Gama. Subiu ao time de aspirantes, que tinha dedo de Martim Francisco (campeão carioca-1956) e, ao se profissionalizar, passou pelos paranaenses Coritiba e Água Verde. Mas estava escrito que, na temporada seguinte, ele chegaria ao futuro novo DF para, em 1979, entrar para a história do Gama.