Vasco

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quinta-feira, 5 de abril de 2012

TRAGÉDIAS DA COLINA - SAMUCA

 Durante a década-1970, o Vasco da Gama não tinha muita sorte quando enfrentava o Fluminense. E quem viveu uma grande tragédia por ali foi o goleiro  Samuel, revelado nas bases. Era 1976 e durante uma semana de jogo contra os tricolores três goleiros saíram contundidos de treinamentos. Sobrou para o garoto Samuel encarar aquele timaço que tinha Rivelino como seu principal astro. Com dois minutos de bola rolando esta caiu na medida para Riva, da intermediária, disparar um míssil. Samuel papou uma avestruz, mesmo com a pelota já chegando fraca em cima dele.  Naquele lance, mandou avisar à torcida vascaína que chamasse um cardiologista, o mais rápido que pudesse. E não deu outra: Flu 4 x 2 e Samuel sumiu do mapa. 

quarta-feira, 4 de abril de 2012

CALENDÁRIO - 4 A 6 DE ABRIL

                             

Em 6 de abril de 1958, o Vasco conquistou o primeiro dos seus três títulos da então maior disputa do futebol brasileiro, goleando a Portuguesa de  Desportos, por 5 x 1, no Pacaembu. Almir (3) e Vavá (2) foram os caras. Treinado por Francisco de Souza Ferreira, o Gradim, seu ex-meia da década-1930, o  time do Almirante foi melhor, indiscutivelmente. Em nove jogos, venceu sete, inclusive, mandando duas goleadas. E proporcionou, no Clássico dos Milhões, com o Flamengo,  o maior público da história da disputa: 120.165  pagantes. Além disso, cravou uma das suas oito vitórias sobre o santista Rei Pelé. Confira a campanha:

01.03 – Vasco 2 x 4 Palmeiras. Estádio: Pacaembu (SP). Juiz: Eunápio de Queiroz. Gols: Almir, aos 12 minutos do 1º tempo, e Vavá, aos 8 da fase final. Time: Hélio, Paulinho e Viana; Écio, Orlando (foto) e Coronel; Sabará, Almir, Vavá, Pinga e Roberto.

05.03 – Vasco 3 x 1 Corinthians. Estádio: Pacaembu. Juiz: Eunápio de Queiroz. Gols: Vavá, aos  8; Rubens, aos 13, e Vavá, aos 19 minutos do 1º tempo. Time: Hélio, Dario e Viana; Écio, Orlando e Coronel; Sabará, Almir, Vavá, Rubens e Pinga.  

08.03 – Vasco 3 x 2 São Paulo. Estádio: Maracanã. Juiz: Valter Stefan Glanz. Renda: Cr$ 654.644,00. Gols: Almir, Pinga e Vavá. Time: Hélio, Paulinho, Bellini e Coronel; Laerte (Écio) e Orlando; Sabará, Almir, Vavá (Livinho), Rubens e Pinga.

13.03 - Vasco 6 X 1 Fluminense. Estádio: Maracanã. Juiz: Eunápio Gouveia de Queiroz. Público: 35.528 pagantes. Gols: Vavá, aos 27, e Rubens, aos 40 min do 1º; tempo; Vavá, a 1; aos 15 e aos 26, e Almir, aos 44 min do 2º tempo. Time: Hélio, Paulinho e Bellini; Orlando, Coronel e Écio; Rubens (Roberto Pinto), Sabará, Almir, Vavá (Wilson Moreira) e Pinga.  

19.03 – Vasco 1 x 0 América. Estádio: Maracanã. Juiz: Amilcar Ferreira. Renda: Cr$ 541.088,00. Gol: Vavá, aos  36 min do 1º tempo. Time: Hélio, Paulinho e Bellini; Écio, Orlando e Coronel; Sabará, Almir, Vavá, Rubens e Pinga (Artoff).

22.03 -  Vasco 1 X 0 Santos. Estádio: João Etzel; Renda: Cr$ 1.126.452,00. Gol: Almir, aos 67 minutos. Time: Hélio, Paulinho e Bellini (Viana); Écio, Orlando e Coronel; Sabará, Almir, Vavá, Rubens (Roberto) e Quincas (Wilson Moreira).

26.03 - Vasco 4 X 2 Botafogo. Estádio: Maracanã. Juiz: Amilcar Ferreira. Gols: Almir, aos 24; Écio, aos 28; Pinga, aos  38, e Rubens, aos 57 minutos. Time: Hélio, Paulinho e Viana; Écio, Orlando e Coronel (Dario); Sabará, Almir, Vavá, Rubens e Pinga (Wilson Moreira).

29.03 – Vasco  1 x 1 Flamengo. Estádio: Maracanã. Juiz: Walter Stefan Glanz. Público: 120.165  pagantes. Renda: Cr$ 4.140.891,00. Gol: Rubens, aos  52 minutos. Time: Hélio (Barbosa), Paulinho (Dario) e Bellini; Écio, Orlando e Coronel; Sabará, Almir, Vavá, Rubens e Pinga.
                       
06.04 – Vasco 5 x 1 Portuguesa de Desportos. Estádio: Pacaembu. Juiz: Amilcar Ferreira; Renda: Cr$ 445.100,00. Público: cerca de15.000. Gols: Vavá, aos 4; Almir, aos 5 e aos 26; Vavá, aos 49, e Almir, aos 86 minutos. Time: Barbosa, Dario (Ortunho) e Bellini (Viana); Écio, Orlando (Barbosinha) e Coronel; Sabará, Almir, Vavá, Rubens e Pinga.  

        

terça-feira, 3 de abril de 2012

HISTORI & LENDAS DA COLINA - FONTANA

 1 - O zagueiro José de Anchieta Fontana nasceu no último dia do ano de 1940, na cidade de Santa Teresa. Jogando ao lado de Brito, formou uma das mais respeitadas zagas do futebol carioca, tendo a "terrível barreira" sido convocada para os preparativos da Seleção Brasileira rumo à Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. Mas ele foi cortado, perto da disputa, por motivo de lesão.

2 - Fontana viveu até 10 de setembro de 1980 e foi vascaíno, de 1962 até 1968. Antes, passara pelos capixabas Vitória, em 1958, e Rio Branco, de 1959 a 1962. Defendeu, também, o Cruzeiro, de 1969 a1972. Pela Seleção Brasileira, disputou a Copa do Mundo-1970, no México, tendo feito só um jogo. Mas atuou em outras 10 jogos, com oito vitórias, dois empates e uma pisada na bola. Desses jogos, sete foram contra seleções nacionais - quatro vitórias, dois empates e uma escorregada - e quatro contra clubes e combinados, vencendo todas

  3 - Os palmeirenses são os adversário mais difícil dos vascaínos, desde 28 de setembro de 1924, quando o duelo começou (amistosamente), e o clube paulista ainda se chamava Palestra Itália. Na fase  Sociedade Esportiva Palmeiras, os pegas partiram de 14 de fevereiro de 1943.

4 -  Em  2012, o Vasco fez tudo ao contrário de 2011, quando perdeu os quatro primeiros jogos da Taça Guanabara. Na nova temporada, chegou à sexta vitória consecutiva: 3 x 0 sobre o Volta Redonda, em São Januário. O placar garantiu à rapaziada o primeiro lugar Grupo B do primeiro turno do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, com 18 pontos.      

segunda-feira, 2 de abril de 2012

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - PROFISSIONAL

Em 2 de abril de 1933, o Vasco venceu o América, por 2 x 1, naquele que foi o primeiro jogo de futebol profissional disputado no Rio de Janeiro. Mesmo com o tempo chuvoso, cerca de 50 mil pessoas foram ao Estádio de São Januário assistir ao acontecimento histórico, que rendeu perto de $ 54 contos de réis. Loris Cordovil foi o árbitro e os gols de Agrícola (contra), aos 2; Gradim, aos 18, e Carola, aos 30 min do 1º tempo. O Vasco alinhou com: Jaguaré, Juca e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Bahiano, Faria, Gradim, Carnieri e Orlando. O treinador era Harry Walfare. Na foto (Netvasco), Gradim está ao lado do atacante Pacoti.
O Vasco foi um dos fundadores da Liga Carioca de futebol, em 23 de janeiro de 1933, juntamente com América, Bangu e Fluminense, mas a entidade passou seus primeiros dois não oficializada, porque a Confederação Brasileira de desportos ainda não havia aderido ao profissionalismo.
O CARA -Francisco de Souza Ferreira, o Gradim, foi o primeiro vascaíno a marcar um gol no futebol profissional. Nascido em 15 de junho de 1908, em Vassouras-RJ,viveu até 12 de junho de 1987, três dias antes de completar 79 anos.
Gradim chegou a São Januário em 1932, buscado no Bonsucesso, para se destacar durante a conquista do título carioca de 1934, marcado 9 gols em 12 jogos. Gradim foi, também, o treinador do time vascaíno campeão carioca de 1958, o chamado "Supercampeonato", decidido num triangular com Botafogo e Flamengo, e do Torneio Rio-São Paulo.

domingo, 1 de abril de 2012

HSTÓLRAIS DO FUTEBOL BRASILINSE. CANARINHO, FLA E BRASÍLIA

 1 - 1976  -  Flamengo e Canarinho se enfrentavam, no Pelezão. No primeiro tempo, o time rubro-negro, chamado por Flamenguinho, pela sua galera, demonstrou mais domínio da pugna, bateu na rede, por intermédio do seu homem-gol Itamar, e seguou o placar por toda a etapa.

No segundo tempo, sem Itamar, contundido, o Flamengo caiu muito e as ações se inverteram. O Canarinho dominou na etapa e chegou a empate, por conta de Belo. Por ali, a sua galera ficou assobiando, imitando o pássaro auri-negros, mas desperdiçou assopros, de graça. A pontaria do time do presidente Manoel Ramos era descalibradíssima, todas as chances de gol criadas eram desperdiçadas, principalmente por Peba, que foi expulso de campo, por reclamações ao arbitro.

Com cada time com um jogador a manos, as ações ficram mais parelhas, mas lá pelos finalmentes da pugna notava-se dois times muito exauridos, um por ter gasto muita energia pretendendo virar o plaar e o outro se matando para se defender. E por 1 x 1 ficou a pugna, com o Canarinho alinhando: Édson; Déo, Ivan, Cruzeiro e Diogo; Paulinho, Robertinho e Belo; Mano (Chiquinho II), Peba e Juvêncio. O Flamengo teve: Arnaldo: Luís Carlos. Miltão, Jaílson e Coco; Israel, Eudo e Chagas; Fernando (Josias), Itamar (Noel) e Rodrigues.

2 - O Flamengo fora formado por militares que serviam no Hospital das
Forças Armadas-HFA. Era totalmente time amadorzão e entrou nas disputas da Federação Metropolitana de Futebol a partir der 1976. Antes do segundo semestre, trocou de nome, para Cruzeiro, porque o HFA ficava no bairro do mesmo nome e seus comandantes, Ribamar e Fernando Baracho, esperavam contar com o apoio da comunidade cruzeirense.  O seu principal jogador, o meia Eudo, tinha o apelido de Pudim. Do lado canarinhense, o atacante Peba, considerado o astro do time, mudou de nome, em 1978, passando a ser Paulo Hermes, como havia sido batizado e registrado.    

Brasíia foi a Anápólis e voltou "xateado"  

3 – 1978  - O Brasília Esporte Clube, bicampeão candango, não tinha adversários dentro da Federação Metropolitana de Futebol, tal a sua superioridade técnica e poder financeiro lhe garantido pela Associação Comercial do DF. Abusado de tanto bater na turma daqui, o Colorado do Planalto (apelido inventado pelo radialista gaúcho Nílson Nélson e que não pegou) marcou um amistoso com a goiana Anapolina, na vizinha Anápolis.

Rola a bola e o Brasília parecia estar jogando contra seus fracos adversários candangos. Dominava a Xata (apelido das Anapolina) e tinha seu ponta-esquerda Jair Soares entortando quem pintava pela sua marcação, o mesmo fazendo William Mochila, pela direita, em cima e Jorge Timbó, que nem voltou para o segundo tempo. No meio-de-campo, Wel, RaimuNdinho e Ernane Banana ditavam o ritmo de jogo. Dominaram taNto que esqueceram de bater na rede. Pê da vida com aquilo, durante o intervalo da partida, o treinador paulista Dicão (Osvaldo Lembo) mandou esporros pra cima deles e os barrou,  embora deixando o Banana, o craque do time, para a etapa final . Além dos três, tirou, também,   Edvaldo, por achar que este, quando atacava, não acertava os chutes a gol por falta de capricho.

 Pior pra ele. A turma que entrou ficou na mesma murrinhagem e, em seu primeiro ataque, a Anapolina venceu o amistoso por 1 x 0, com gol marcado por Sinomar, que passara todo o primeiro tempo anulado por Edvaldo. O Brasília foi: Paulo Victor;  Edvaldo (Manoel), Emerson Braga, Chavala e Santos; Wel Pinho (Capela), Raimundinho (Rogério) e Ernane Banana; William, Ney e Jair Soares. A Anapolina alinhou: Moacir, Eulálio, Deirotti, Toninho e Jorge Timbó (Ferreira); Décio (Ivan), Barão, Raimundinho e Armando (Paghetti); Edinho (Edson), Maurício (Zé Antônio) e Sinomar.