Vasco

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - FESTIVAL DE W X O

Aconteceu durante o Campeonato Estadual de Futebol do Estadual do Rio de Janeiro, em 1998, quando corria a Taça Rio, o segundo turno do esculhambadas competição.
 Todo aquele rolo foi por conta de a FERJ adiar jogos do Vasco da Gama que, como campeão brasileiro-1997, tinha compromissos pela Taça Libertadores. E, também, pela Copa do Brasil. Os rivais viam na amizade do presidente vascaíno Eurico Miranda com o mandatário da FERJ, Eduardo Viana, o Caia D´Água, que adiava as partidas locais , uma afronta. E decidiram desobedecê-lo.
O primeiro a levar W x O por não comparecer ao Maracanã para encarar o Vasco foi o Botafogo, no 10 de maio, com 171 torcedores aparecendo e comprando ingressos.  Uma semana exata depois, o Flamengo fez o mesmo, diante de 34 pagantes.    
Nunca se informou se a grana foi devolvida aos torcedores pagantes, que sabiam que os dois rivais vascaínos haviam decidido não comparecer aos dois jogos. Assim, Vasco w x 0 Botafogo, de 10.05.1998, e Vasco w x 0 Flamengo, de 17.05.1998, ficam sendo os dos menores públicos pagantes desses confrontos. 
Vale ressaltar que, nos 14 e 21 de maio, respectivamente, Bangu e Fluminense compareceram aos locais marcados - Moça Bonita e Maracanã - e cumpriram a tabela do desacreditado torneio, ante 1.266 no estádio banguense e 962, no Maraca.     
Em fevereiro de 2019, Vasco x Fluminense tiveram nova briga, por causas de estádio. Faltava um dia para os dois decidirem a Taça Guanabara, e ninguém sabia onde seria o jogo. O Flu alegava ter contrato com o Consórcio Maracanã, pelo qual a sua torcida deveria ficara do lado direito dos dos camarotes e das cabines de rádio. De sua parte, o Almirante queria fazer valer a tradição de a sua galera se colocar sempre por ali, desde 1950, quando tornara-se o primeiro clube campeão na casa.
O rolo foi parar há Justiça, que determinou o cumprimento do contrato, expedindo liminar numa sexta-feira, a 48 horas da partida. Segundo os vascaínos, eles tiveram a garantia da FERJ e do Consórcio, de que poderiam ocupar a área reivindicada. Caso contrário, levariam o jogo para São Januário, ou para o Engenhão. Mais: afirmavam já terem vendido mais de 20 mil ingressos para o local, sustentando que a decisão judicial não poderia ser cumprida. 
Segundo a FERJ, no 15 de fevereiro, apresentara petição à 37 Vara Cível, informando de que a concessionária administradora do estádio estaria cumprindo decisão, e que comunicara ao Vasco da Gama, mandante da partida, para vender os ingressos do setor sul à torcida do Fluminense. 
Os dois rivais haviam iniciado a briga pelo setor sul do Maracanã após as obras para a Copa do Mundo. E se enfrentaram, depois da briga, em 2 de março de 2013, no Engenhão, pela semifinal da Tala Rio, com Vasco 3 x 2.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

HISTÓRIAS DO FUTEBOL CANDANGO: CFZ FAZ (NO SOBRADINHO) MAIOR GOLEADA

       21.01.2003 – CFZ-Cntro de Futbol Zicio  10 x 1 Sobradinho. Maior goleada do Campeanto Brasiliense de Futebol Profisisonal  da Série A, desde que a Federação Metropolitana de Futebol (depois trocou de nome) iniciou a disputas no setor, em 1976.
  O jogo foi no Estádio Adonir Guimarães, em Planaltina-DF, com qutro gols marcados por Cassius, outros quatro por Igor e os restantes por Marcelinho e Luiz Carlos – para o Leão da Serra (apelido eo Sobrá), macou Edinho Paraíba.
orda a segunda goleada mandada pelo CFZ no Candangão. Em 2002, havia mandado 7 x 1 Bandeirante.    A balaiada começou aos três minuos, por intermédio de Marcelinho. Logo em seguida Edinho Paraíba até enganou a sua torcida, empatando o cotejo. Mas Cassius e Igor fizeram a etapa inicial acabar anotando-se CFZ 3 x 1.
Veio o segundo tempo e, com oito minuos, o Sobradinho teve os seu dois later4rais contundidos e sem condições de continuar jogando. Como o treinador Alécio Gomes havia trocado três atletas durante o intervalo  - o goleiro Kennedy, por Tobias; Nadinho, por Luciano, e Alex Alves, por Joil – não teve como trocar mais ninguém (pelas regras da época). E deu no que deu.  Pagaram pelo vexame: o treinador Alécio Gomes e o goleiro Tobias, dispensados pelo presidente alvinegro sobradinhense – Manoel Esperidião, o Menelzinho.
O placar deixou o CFZ liderando - nove pontos, 17 gols pró e cinco contra – com mesma pontuação de Brasiliense e  Gama, mas vencendo-os no saldo de gols, em três prélios. O Sobradinho saiu da terceira rodada do Candangão em último lugar, com apenas um ponto, igualado a Ceilândia e ARUC-Associação Recreativa Unidos do Cruzeiro, que haviam sofrido (-5 e -2) meno gols, respectivamente.

CFZ: Sobradinho: Juiz: Púlico: Renda:   

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - RECUSA

Em 8 de abril de 1924, o Vasco da Gama negou-se, por unanimidade de sua diretoria, a expulsar ou ofender negros, pobres e operários que atuavam pela sua equipe. Desafiou ordem da racista  Associação Metropolitana de Esportes Atléticos-AMEA, da qual o Almirante desfiliou-se ,indignado.
Era a época do Brasil governado pelo presidente Arthur Bernardes, quando a rapaziada não tinha adversários no futebol carioca. Vencia quem pintasse pela frente, motivo de os adversários o perseguirem e fazerem de tudo para eliminá-lo de sua companhia.
Como não conseguiram desbancar o Vasco da Gama, pelo  regulamento da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres-LMDT, os rivais criarem a AMEA- Associação Metropolitana de Esportes Athléticos e recusaram a inscrição do Vasco, acusado de pagar aos seus atletas e não ter um bom estádio. Então, a entidade exigiu a exclusão de 12 jogadores vascaínos, o que foi recusado pelo clube. O presidente José Augusto Prestes enviou esta carta ao presidente da AMEA, dizendo:
 "Estamos certos de que Vossa Excelência será o primeiro a reconhecer que seria um ato pouco digno de nossa parte sacrificar, ao desejo de filiar-se à Amea, alguns dos que lutaram para que tivéssemos, entre outras vitórias, a do Campeonato de Futebol da Cidade do Rio de Janeiro de 1923 (...) Nestes termos, sentimos ter de comunicar a Vossa Excelência que desistimos de fazer parte da AMEA".
 A saída do Vasco, bicampeão carioca-1923/1924, foi disputar a temporada-1925, pela LMDT. Para os historiadores, foi por ali que o futebol brasileiro começou a ser do povo.

 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

HISTORI & LENDAS DA COLINA - MALDADONA

1 - Vasco da Gama 14 X 0 Canto do Rio, em 6 de setembro de 1947, segue sendo a maior goleada mandadas pela Turma da Colina na era do futebol profissional, em temporadas vascaínas. O estonteante placar foi escrito em um sábado, em São Januário, por Ismael (5), Maneca (4), Dimas (3), Nestor e Chico. Os rapazes impiedosos foram: Barbosa, Augusto e Rafagnelli; Ely, Danilo e Jorge; Nestor, Maneca, Dimas, Ismael (foto)e Chico. 

2 - Este time, treinado por Flávio Costa, foi das fase Expresso da Vitória, montado, a partir de 1944, pelo uruguaio Ondino Viera. Campeão carioca já em 1945, mão teve adversários durante a temporada carioca-1947, com 17 vitórias e três empates, marcando 68 e sofrendo 20 gols, o que lhe deixou com o espantoso saldo de 48 tentos, em 20 jogos.


3 - VASCO 4 X 0 BANGU, em 1921, foi o segundo amistoso da história desse duelo, iniciado em 15 de junho de 1919, quando os vascaínos ainda eram da Segunda Divisão. Pega dominical, disputado no estádio da Rua Figueira de Mello, teve Torteroli, Nolasco, Dutra e Pires fazendo das suas (gíria da época), isto é, marcando gols. Time arrasador: Leitão, Pastor, Antenor, Chiquinho, Claudionor, Eulálio, Cláudio, Pereira, Sebastião, Roberto e Anchyses.

4 - VASCO 6 X 0 OPERÁRIO, de Várzea Grande, teve três gols de Roberto Dinamite -Mauricinho, Gersinho e Romário completaram a balaiada. Aconteceu em um domingo, em São Januário, pelo Campeonato Brasileiro-1986, na presença de 5.632 pagantes. Joel Santana era o treinador e o time vascaíno desmontou os mato-grossenses com: Acácio; Paulo Roberto, Fernando, Juninho e Pedrinho; Mazinho, Geovani e Gersinho; Mauricinho (Santos), Roberto Dinamite e Zé Sérgio (Romário).


5 - Antes, o Vasco da Gama só havia enfrentado o Operário-VG, por Brasileiros, em apenas uma vez, em 8 de novembro de 1979, no Maracanã, amistosamente. CONFRONTO: Amistosos - 01.03.1978 – Vasco 1 x 2 Operário-VG; 29.08.1987 – Vasco 4 x 0 Operário-VG; (oficiais) – 08.11.1979 – Vasco 5 x 1 Operário-VG; 05.10.1986 - Vasco 6 x 0 Operário-VG.  


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

HISTÓRIAS DO KIKE. MILÉSIMO GOL DELE. A NOITE EM QUE O "REI PELÉ" PAROU PAÍS

  

No 19 de novembro de 1969, Brasília estava parada, a partir das 21h, à espera de assistir, pelas telas em preto e branco do Canal 6, TV Brasília, Pelé marcar o seu milésimo gol. Eram 23h11, no Maracanã, quando o camisa 10 do Santos correu para a bola, de marca Drible, e a chutou, para o canto esquerdo do da trave defendida pelo argentino Edgar Norberto Andrada. Era a milésima vez em que o “Rei do Futebol” deixava um goleiro chorando.

O jogo valia pelo chamado “Robertão”, o Tornei Roberto Gomes Pedrosa, e o Santos empatava, por 1 x 1, com o Vasco da Gama, que abrira o placar, aos 17 minutos do primeiro tempo, por intermédio de Benetti. Eram jogados 33 minutos do segundo tempo, quando Pelé partiu para dentro da área vascaína, com a bola dominada. Os zagueiros Renê e Fernando lhe deram combate e, ao ver o atacante caído no gramado, o árbitro pernambucano Manoel Amaro de Lima marcou pênalti, que Renê  sempre jurou  não o ter feito, garantindo não ter tocado um  dedo em “Sua Majestade, o Camisa 10”.

Depois de esperar que os fotógrafos escolhessem o melhor ângulo para eternizar aquele momento – os demais atletas santistas se colocaram no meio do campo –, Pelé atendeu os gritos de “Pelé, Pelé”, dos torcedores que pediam para ele cobrar o penali, e correu para a bola. De nada adiantou o lateral-direito vascaíno Fidélis fazer buracos na marca do pânalti. Com o pé direito, o “Rei” transformou aquela noite na  mais interessante do 1969, até mesmo do que a da descida do homem na Lua, três meses antes.

Marcado o gol, Pelé apanhou a bola no fundo da rede e a beijou. Rapidamente, apareceu uma camisa do Vasco, com o número mil às costas, e lhe vestiram. O goleiro Agnaldo o colocou nos ombros –  Pelé tinha a pelota sempre levantada para o alto – e, com ele, fez uma volta olímpica pelo campo, com o jogo paralisado, fato inédito na história do futebol. “Naquele dia, eu enfrentei o mundo. Em campo, não dava para escutar nem a respiração dos torcedores. Até a torcida do Vasco torceu contra mim”, declarou Andrade, tempos depois. De sua parte,  Pelé confessou, também, muito depois, ter tremido:  “O jogo parado, o estádio inteiro calado. Eu, a bola e o Andrada. Naquela hora tive um terrível medo de falhar. Fiquei nervoso. Sabia que todos esperavam pelo gol. Pouca gente viu, mas fiz o sinal da cruz antes de cobrar o pênalti”.

De volta ao chão,  ao se ver diante de um “mar de microfones”, Pelé pediu:  “Pensem no Natal. Pensem nas criancinhas”. Antes, dissera ao repórter Geraldo Blota,  da Rádio Gazeta, o primeiro a ouví-lo: “Dedico este gol às criancinhas do do Brasil”

 Houve quem levantasse que o verdadeiro milésimo gol de Pelé fora  marcado no dia 4 de fevereiro de 1970, em Santos 7 x 0  América, do México. |O argumento era o de sido o “gol-mil” do atleta, como profissional. De suas parte, um dos maiores historiadores do futebol brasileiro, Thomaz Mazzoni, sustentava ter o tento histórico acontecido em Santos 4 x 0 Santa Cruz-PE, em Recife, dias antes do jogo contra o Vasco. Mazonni computava um gol de Pelé, pela seleção brasileira militar, no Sul-Americano das Forças Armadas-1959, afirmando placar de 4 x 1, em 18.11.59.

 Em 1995, a Folha de São Paulo recontou os gols do artilheiro santista e afirmou que o milésimo teria sido contra o Botafogo, da Paraíba, num amistoso, em João Pessoa, no dia 14 de novembro, durante a inauguração do Estádio Governador José Américo de Almeida. Por sinal, também, de pênalti, aos 23 minutos do segundo tempo.  A polêmica só terminou com uma reportagem, de Celso Unzelte, para a revistas Placar, comprovando que um gol atribuído a Pelé, em 1965, pela seleção brasileira, contra a então Tchcoeslováquia,  na verdade, fora marcado  por Coutinho. Assim, o festejado gol mil voltou a ser “gol mil”.

Naquela noite, o Santos foi:  Agnaldo; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado,  Djalma Dias (Joel Camargo) e Rildo; Clodoaldo, Lima, Manoel Maria e Edu; Pelé (Jair Bala) e Abel. O Vasco da Gama teve: Andrada: Fidélis, Moacir, Fernando e Eberval; Renê, Bougleux e Acelino (Raimundinho) e Adílson; Benetti e Danilo Menezes (Silvinho). 

Há mais de meio-século, portanto, o Pelé, aos 33 minutos do segundo tempo, contava aquela história, ao vivo, para 65.157 pagantes, no Maracanã.