Vasco

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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

HISTÓRIAS DO FUTEBOL BRASILIENSE. GAMA EMBEBEDA TIME DA TERRA DA UVA

 Durante o Campeonato Brasileiro de 1999, o Tribunal de Justiça da Confederação Brasileira de Futebol-CBF tirou cinco pontos do São Paulo, por ter escalado o atleta Sandro Hiroshi, irregularmente, contra o Botafogo, e os repassou ao time alvinegro carioca. Com aquilo, o Periquitão que não tinha nada a ver com o rolo, O fato foi rebaixamento à Série B. Mas não aceitou a manobra para salvar os botafoguenses da queda, e encarou as cartolagem da CBF. Recorreu à justiça desportiva e comum e, após muitas negociações, prosseguiu na Série A, tendo a CBF, para escapar de punições da FIFA-Federação Internacional de Futebol Associado, lançado a Taça João Havelange, em lugar do Campeonato Brasileiro – que, depois, foi equiparado ao tal.

 Treinado por Mauro Fernandes, o Gama montou um time enjoado - vencera Fluminense e Palmeiras, em casa, América-MG e Coritiba, fora, e empatado com Santa Cruz-PE e Vitória–BA. Só havia perdido para o Cruzeiro-MG. Mais adiante, em 21 de setembro de 2000, os gamenses teriam pela frente o gaúcho Juventude, de Caxias do Sul. Seria 15ª partida do “Gamão do Povão”, como o apelidara o locutor Marcelo Ramos, da Rádio Capital. 

A torcida alviverde gamense sabia que a sua moçada iria brigar muito para não passar decepção, mas não esperava que com 38 segundos de refrega já aprontasse. O lateral-direito Paulo Henrique subiu no ataque, cruzou bola para o rumo da área gaúcha e o sergipano Juari cabeceou a chamada “bola tirando tinta do travessão”. Aos seis minutos, o Gama voltou a ferver no ataque. Ganhou escanteio que Lindomar o cobrou, da esquerda. Enquanto o goleiro e um zagueiro do anfitrião se enrolavam no lance, o ponta-direita gamense Romualdo (foto) colocou a cabeça na pelota e abriu a conta: 1 x 0. Mas o primeiro tempo poderia ter sido com mais números no placar. Aos 24 e aos 40 minutos, respectivamente, Lindomar e Juari acertaram a trave dos gaúchos.

 Veio a segunda etapa e o Juventude partiu com tudo em busca do empate. O Gama se segurou, marcou forte e só se arriscou em contra-ataques. Mauro Fernandes ordenou à sua rapaziadas que deixasse o dono da casa gastar toda a sua energia em busca do empate e continuasse se segurando e contra-atacando. Deu certo. A partir dos 20 minutos, o Juventude começou a diminuir o ritmo de sua fúria. O Gama, que havia administrado bem as agressões pelos também alviverdes, passou a se assanhar e até a criar chaces de bater para o gol. Aos 35 minutos, quando já havia gente indo embora, não acreditando mais no empate, em um rápido contra-ataque, o lateral-esquerdo Rochinha tabelou com o deslocado ponta-direita Romualdo, fez a bola passar por entre as pernas de quem veio combater-lhe, chegou até a grande área dos gaúchos e tocou para Paulo Henrique, que estava pela marca do pênalti. Desesperado, o adversário Da Guia cometeu pênalti que Lindomar cobrou e mandou a bola para o lado esquerdo do goleiro que leu no placar: Gama: 2 x 0, somando 18 pontos ganhos. “Foi o nosso teste mais difícil”, declarou o zagueiro Gérson, ao Jornal de Brasília.

O Gama alinhou: Nílson; Paulo Henrique (Marcos Piauí), Gérson, Jairo e Rochinha; Nen, Sérgio Soares (Kabila) e Gutemberg e Lindomar; Romualdo e Juari (Silva). O Juventude foi: Júlio César; Clairton (Luiz Fernando), Marcos Aurélio, Paulo César e Alex (Fábio Magrão); Wilson, Sidnei, Luciano Fonseca e Michel (Da Guia); Adriano e Vandick; Treinador: Roberval Davino.    

 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

HISTÓRIAS DO FUTEBOL CANDANGO. JACARÉ NA COPA DO BRASIL DE 2004

07.04.2004 – Brasiliense 0 x 0 Goiás. Nesta pega, pela Copa do Brasil.  disputado no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, o Jacaré (apelido do Brasiliense) atingiu 20 partidas sem vencer fora de casa.  Além disso, foi elimiando da competição, porque os 2 x 2 do primeiro encontro, no Serejão-DF, favoreceram o então time visitante, pelo maior número de gols marcados.
O prélio teve 2.830 pagantes – renda de R$ 32.211,85 – e o “Jaca” sendo: França; Dida, Gérson, Jairo e Rochinha; Deda (Val Baiano), Cleisson, Salvino e Leandro Tavares; Tiano (Abimael) e Creedence. Técnico: Mauro Fernandes.
Criado em 01 de agosto de 2000, o Brasiliense Futebol Clube passava duas dezenas de partida sem vencer fora, mas o seu DNA era de vencedor. Vejamos:  2000 – campeão brasiliense da Série B; 2002 – vice-campeáo da Copa do Brasil (Corintians campeão) e campeão brasileiro da Série C; 2004 - campeão candango e campeão brasileiro da Série B.     

domingo, 2 de dezembro de 2012

ÁLBUM DA COLINA - RAIOS DE TUPÃ


Ademir Menezes, o maior ídolo da torcida cruzmaltina, até o surgimento de Roberto Dinamite, em 1971, jogou a favor e contra o Vasco, na data 30 de junho. Aconteceu em Tupã, distante 530 quilômetros da capita paulista.

 Ademir Menezes, the greatest idol of the cruzmaltina fans, until the emergence of Roberto Dinamite in 1971, played for and against Vasco, on June 30. It happened in Tupã, 530 kilometers away from the capital of São Paulo.

 

sábado, 1 de dezembro de 2012

HISTÓRIAS DO KIKE - MATADOR RUBRO-ANIL DERRUBOU VASCÃO E BOTAFOGO

Em 1965, o Rio de Janeiro celebrava o seu IV Centenário e tudo era festa na Cidade Maravilhosa. No futebol, todos queriam o título da temporada, principalmente porque o Vasco da Gama vencera a I Taça Guanabara e o I Torneio Internacional (houve dois) que homenageou a terra. Era grande a expectativa das torcidas do Fluminense por um bi; do Flamengo, para recuperar o caneco que não levantava desde 1963 e, principalmente, do Botafogo, que passava longe do título há três temporadas. Só América, Bonsucesso e Portuguesa não aspiravam nada, sabiam que os sus times só seriam pra cumprir tabela.

E rolou a bola. Surprendentemente, o Vasco da Gama saiu cedo da luta pelo título, deixando rubro-negros, tricolores, banguenses e botafoguenses travaando luta ferrenha pelo caneco. Estava animado. A quatro rodadas do final, no 27 de novembro, mais uma surpresa: o Botafogo, inesperadamente, ficou no 1 x 1 Bonsucesso, diante de incrédulos 5.334 pagantes, no Maracanã. Afinal, o treinador Daniel Pinto tinha sob seu comando um timaço – Manga, Joel Martins, Zé Carlos Gaspar, Paulistinha e Rildo; Elton e Afonsinho; Jairzinho, Humberto, Bianchini e Arthurzinho.

Embora o Bonsucesso não amedrontasse ninguém, sua rapaziada estava motivada pela promessa do cartolão Rubens Araújo Reis, de premiar a rapaziada, com Cr$ 150 a 200 mil cruzeiros, caso eles vencesse a partida. Funcionou o doping financeiro, que incluiu concentração no Hotel Nice, no centro do Rio de Janeiro.

O Bonsuça chegou ao Maraca com o treinador Alfinete não escondendo da imprensa a sua escalação da imprensa: Jonas; Marcelo, Jerry, Nogueira e Albérico; Jardel e Ivo; Gilbert, Adauri, Sabará e Escurinho. No  entanto, aos 11 minutos, Jairzinho passou pro dois e cruzou bola para o miolo da área rubro-anil, onde estava o afobado zagueiro Marcelo, que marcou gol-contra. Parecia que a ordem natural das coisas iria rolar mesmo. Só que passou a acontecer tudo ao contrário do que se esperava. O Bonsucesso passou a mandar na partida, Criou e perdeu várias chances de gols, principalmente por conta de Adauri, que infernizou a vida dos zagueiros alvinegro. E o cotejo ficou pelo que estava ao final do primeiro tempo.           

Em pé, da esquerda para a direita, Marcelo, Jonas, Nogueira, Jerry, Jardel e Albérico; agachados, na mesma ordem: Gilbert, Adauri, Sabará, Ivo Sodré e Escurinho. 

Veio a etapa complementar, como falavam os speakers radiofônicos de antigamente, e os rubro-anis quase empataram, com 30 segundos de peleja. Aos 13 minutos, Gilbert centrou bola para área alvinegra e o centroavante Sabará cabeceou para empatar: 1 x 1, placar que, também, tirou a Estrela Solitária da luta pelo charmoso título de campeão do IV Centenário do Rio de Janeiro assim que o árbitro José Gomes Sobrinho (auxiliado por Cláudio Magalhães e Gualter Portela Filho) fez o apito final.

Mas aquela não fora a única estrepolia do Bonsucesso no Campeonato Carioca de 1965. Antes, no 24 de outubro, com um gol e muita aprontação por Adauri, o time suburbano havia mandado 2 x 0 Vasco da Gamas, no estádio da Rua Teixeira de Castro. Quem era, afinal, aquele tal de Adauri que enchera o saco de botafoguenses e cruzmaltinos?

Surgido no mineiro Sport Club Juiz de Fora, em 1960, logo ele foi tentar a sorte no Fluminense, mas não dava, pois Seu Zezé Moreira estava com time montadinho, que terminou vice-campeão carioca. Com aquilo, foi para o Bonsucesso, um time fraco pelo qual marcou sete gols durante os Campeonatos Cariocas de 1962/1963. Chamou a atenção do Bangu, que o levou, em 1964, mas só o lançou em 14 jogos, nos quais marcou dois tentos diante de argentinos, durante excursão sul-americana. A seguir, disputou o Torneio Rio-São Paulo e  voltou ao Bonsuça, para escrever a sensacional vitória sobre o Vasco da Gama.

Pouco depois, o Atlético-MG estava precisando de um atacante veloz, com boa técnica e que fosse íntimo do fundo da rede. E levou Adauri para vestir a sua camisa em 10 jogos e marcar dois gols.

Fase melhor Adauri viveria no Bahia, entre 1967/1970, sendo campeão estadual na primeira temporada e deixando nesta passagem, 15 gls em 24 jogos. Por fim, pendurou as chuteiras, no mesmo 1970, defendendo a Portuguesa-RJ. As últimas notícias sobre este cidadão nascido em Juiz de Fora-MG, em 11.04.1942,  dizem que ele segue vivo, aos 82 de idade, com boa saúde – que legal!  

Publicado por Jornal de Brasília (12.01.2025) e trazido pra cá via Túnel do Tempo     

https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/historias-da-bola/o-matador-rubro-anil/