Vasco

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

BELAS DA MANCHETE ESPORTIVA - ANA

Ana Maria Néri Medeiros nasceu carioca, linda e loira. Com 1m70cam de altura, foi aclamada pela, Manchete Esportiva que circulou a partir de 25 de fevereiro de 1956, "Rainha do Golfinho". Mas, primeiramente, dois anos depois de começar a nadar, foi campeão do nado crawl, em 1952, cravando 1min16.  Foi em 1953 que tornou-se campeã carioca do golfinho. De quebra, levou a medalha de ouro dos Jogos da Primavera, ao que repetiu em 1955.           Nem só as águas, não entanto, sentiram o peso desportivo de Ana Maria, que descia da balança aferindo 58 quilos. Ótimos, para a sua altura. Modalidades como basquete, ciclismo, patinação e vôlei já haviam anotado a sua sina de campeã, naquele 1952 em que botou pra quebrar nas piscinas. Rapidinho, colecionou 35 medalhas e cinco taças..Educada no Colégio Sion, quando menina, Ana Maria era uma atleta que não dispensava bife com batata frita. Para ela, roupa deveria ser sempre um shortinho.  Cor? O azul do mar, das piscinas. Mas tinha vez o castanho dos seus olhos. 


Ana Maria Neri Medeiros was born carioca, beautiful and blonde. With 1m70cam high, it was acclaimed, Headline Sports circulated from February 25, 1956, "Queen of the Dolphin". But first, two years after starting to swim, he was champion crawl in 1952, nailing 1min16. It was in 1953 that became champion Rio Dolphin. Break, took the gold medal in the Spring Games, he repeated in 1955.

Not only water, not yet felt the weight of sports Ana Maria, coming down out of balance gauging 58 kilos. Great for their height. Sports such as basketball, cycling, skating and volleyball have already noted its champion fate, that in 1952 it put to break the pools.Quickly, collected 35 medals and five glasses.
Educated at the College Sion, as a girl, Ana Maria was an athlete who did not relieve steak with fries. For her, clothes should always be a short. Color? The blue sea, the swimming pools. But had instead the brown of his eyes.Campeoníssima Ana Maria, a central figure, photographed by Angelo Gomes
Campeoníssima Ana Maria, figura central, fotografada por Ângelo Gomes

                                                                     DAMA DO IATISMO
 - Clara Demaison era tão louca pelo iatismo que, três hora antes de dar a luz ao primeira filho, estava à beira do mar, no Yatch Clube do Rio de Janeiro. Esperava pelo barco “Vendaval”, que vinha de Buenos Aires, trazendo o marido a bordo. Campeã na classe Star, para pequenos percurso e duas pessoas, Clara velejava desde 1947, na época com velas de nailon, importadas. Clicada por Jankiel Gongarowski, ela foi destacada pelo Nº  61 das “Manchete Esportiva” que circulou a partir de19 de janeiro de 1957.  

LADY OF IATISM Clara Demaison was so crazy about yachting that, three hours before giving birth to her first child, she was at the edge of the sea at the Yacht Club in Rio de Janeiro. She waited for the ship "Gale", which came from Buenos Aires, bringing her husband on board. Champion in the Star class, for small route and two people, Clara had sailed since 1947, at the time with imported nylon candles. Clicked by Jankiel Gongarowski, she was highlighted by the No. 61 of the "Sports Manchete" that circulated from January 19, 1957.

HISTÓRIAS DO KIKE - DIA DE NATAL

Um dia, acontecia um festival de futebol para garotos de escolinhas, em Belo Horizonte. No time do Itaú, de Contagem – cidade industrial das vizinhanças da capital mineira – jogava um garoto chamado Natal.  Na partida contra o Cruzeiro, o danado comeu a bola e nem teve tempo de respirar, após o apito final. Orlando Vassali foi até ele e o intimou a ser, imediatamente, um cruzeirense. O menino, assustado, não só foi, com tornou-se o maior ponta-direita da história do clube.

 Driblar era uma brincadeira para Natal. Ganhou o apelido de “Diabo Louro” e aprontou horrores com os marcadores, principalmente quando já era juvenil e foi campeão mineiro, jogando ao lado do também “recém chegante” Dirceu Lopes – o lateral-direito Pedro Paulo foi u outro que subiu com ele para o time A que se tornaria um dos melhores da história do futebol brasileiro, a partir de 1966.

 Quando o Cruzeiro estava formando a geração que seria penta estadual e ganharia a Taça Brasil (espécie da atual Copa do Brasil), a rapaziada não tinha noção do que estava acontecendo, sobretudo porque o presidente do clube, Felício Brandi, dizia-lhes que não estava preocupado com resultados.

Natal virava mais fera quando enfrentava o maior rival cruzeirense, o Atlético-MG. De tanto humilhar o marcador Warley, os galenses foram ao Uruguai e contrataram o terrível Cincunegui, em uma quarta-feira, para este marca-lo, em um domingo de decisão de título estadual. Por 85 minutos, ele não viu a cor da bola. O marcador descia-lhe a porrada. Bastou um descuido dele e Natal passou-lhe a pelota por entre as pernas e lançou Tostão, que balançou a rede.

No entanto, o lance mais incrível de Natal diante do “Galo” rolou no 18 de setembro de 1966. Disseram que ele fizera um cruzamento e fizera o gol por acaso. Mas ele sempre jurou ter mesmo tentado o tento. À  Revista do Cruzeiro, Nº 15, de junho de 1997, alegou: “Nunca vi ninguém fazer um cruzamento do meio do campo”.

No lance, houve uma falta, o apoiador Zé Carlos tocou na bola para a sua direção, tendo  mandado-a, aos 45 minutos do segundo tempo, par “onde a coruja dorme”, como falavam os “speakers” de antigamente, dizendo que a pelota passou pelo ângulo superior, na interseção do poste transversal com o vertical. Aconteceu diante de 97.965 torcedores que foram ao Mineirão aplaudir Raul; Hilton Chaves, William, Cláudio e Neco; Piazza e Zé Carlos; Natal, Tostão (autor do primeiro gol, aos 25 minutos da etapa inicial), Evaldo e Hilton Oliveira.    

Por aquela mesma temporada, Natal aprontou, também, para o time do Santos de Pelé. Decidia-se a Taça Brasil. Enquanto aquela geração do Cruzeiro ainda era desconhecida fora de Minas Gerais, a defesa santista era lenta. Como um gramado muito grande, no Mineirão, Natal, Tostão e Dirceu Lopes, principalmente, sumiam na frente dos visitantes, que não tinham velocidade para acompanha-los. Resultado: Cruzeiro 6 x 2. No jogo seguinte, em São Paulo, a “Turma do Rei” abriu dois gols de frente, a “Raposa” empatou  e Natal virou o placar: 3 x 2.

Em 1967, faltando três rodadas para o final do Campeonato Mineiro, o “Galo” estava com seis pontos à frente do Cruzeiro. Com um empate, seria campeão. Mas perdeu  para os timecos de Valério, Uberaba e Uberlândia e foi para uma melhor de três com o Cruzeiro. Perdeu, por 3 x 1 e 3 x 0, e nem precisa contar o que Natal aprontou. Era seu dia.    

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

JAIRZINHO FURACÃO DA COPA CRIOU CRUZAMENTO "RECUADO RASTEIRO"

 Em 2010, pouco antes da Copa do Mundo, fiz uma entrevista com Jairzinho (O Furacão da Copa-70) e ele sustentava que a Seleção Brasileira tivera cinco camisas 10 – Gérson, Tostão, Pelé, Rivelino e ele - durante a conquista do Mundial (no  México). Discordei dele, por este papo:

- Gérson (Nunes de Oliviera) era o único camisa 10 (pela ótica de então, quando o 10 era o cara que pensava o jogo); Tostão também era camisa 8, no Cruzeiro, o maio golador da equipe, mas nunca fora um 10 armador; Pelé era goleador sem obrigação de ajudar na armação; Rivelino idem, e você, Jairzinho, embora vestisse a 10 botafoguense, era um autêntico camisa 9, dividindo a função com o Roberto Miranda.

Reprodução de site botafoguense e de youtube

Jairzinho lembrou que Gérson usava a camisa 10 no São Paulo e seguia sendo um autêntico 10. Fui, então, para uma outro lance:

- Na Seleção-70, Gérson foi camisa 10, realmente, mas você um autêntico ponteiro (direito) camisa 7; Rivelino fazia de contas que seria um ponteiro camisa 11, mas não armava jogo; Tostão, idem, tendo sido o camisa 9, e o Pelé um 10 que não era um 10 autêntico.

 Discutimos mais e não chegamos a um acordo. E o papo foi parar em conversa sobre o início da carreira dele, que me contou assim: 

 - Quando era moleque, de 11 de idade, vivia batendo bola,em um local do lado do Estádio General Severiano, pertinho de onde eu residia. Por tirar boas notas na Escola Francisco Alves, tinha a complacência da Professora Cecília, que nada contava à sua mãe - Dolores Alves Santos -, que não era muito simpática ao meu futebolismo. Só depois que perdeu o meu pai – Jair Ventura - ela deixou de implicar com a minha bola - já com 13.

 Por aquele tempo, o Botafogo não impedia quem quisesse de assistir aos seus treinos, e o moleque Jairzinho, muitas veze, matava aulas para saber se o Mané Garrincha era mesmo aquele “demônio” que os mais velhos falavam, evidentemente, contanto com o silêncio da Professor Cecília, que fazia de contas não ter notado a ausência dele durante as aulas do dia de treinos alvinegros.

  Lá pelas tantas -  contou - quando já estava com físico mais desenvolvido, o Jairzinho criou coragem, aproximou-se do treinador Paraguaio, que a sua turma conhecia – dos treinos do Botafogo e de vê-lo passando do lado onde rolavam a bola – e pediu uma chance para treinar entre os juvenis. Treinou, agradou, foi instruído a procurar a secretaria do Departamento de Futebol e se inscreveu como como atleta. 

 - De tão exultante que fiquei, a minha maior preocupação nem foi me programar para o segundo treino, mas contar a todos os vizinhos - relatou.

 Carioca, nascido no 25 de dezembro de 1944, perto do estádio do Botafogo, o atacante registrado por Jair Ventura Filho, mesmo tendo assistido muitos treinos do Mané Garrincha e gostando de driblar, jurou nunca ter pretendido imitá-lo.

 - Eu era meia-esquerda, não dava para imitar o Mané (Garrincha). Cheguei a jogar algumas partidas pela ponta, quando subi ao time profissional. Durante os Jogos Pan-Americanos de 1963 (em São Paulo), o treinador Antoninho (Fernandes) me fixou na posição. Euu gostava de driblar, mas o meu futebol era modesto para ser comparado ao do Garrincha, como muitos torcedores botafoguenses fanáticos começaram a falar. Eu precisava aprender muito para jogar a metade do futebol que o Mané (Garrincha) jogava – foi sincero. o atacante.

Jairzinho e Garrincha reproduzidos de capa da Revista do Esporte


 Jairzinho afirmou, ainda,  que uma outra razão para ele não tentar imitar  o endiabrado Mané Garrincha era achar ridículo um outro jogador querer fazê-lo.

- O estilo do Garrincha (com muitos dribles) era uma marca registrada dele. Cada jogador deve ter o seu estilo – defendeu.

 Enquanto se dizia admirador do Mané, o futuro “Furacão da Copa do Mundo-1970” elogiava os ponteiros que iam à linha de fundo, explicando isso assim:

 - Bola lançada da linha de fundo é, sempre, um perigo para as defesas, meio-gol. Não recomendo cruzamentos à meia-altura ou alto, pois favorecem defesas e goleiros. Prefiro o cruzamento recuado rasteiro, que pode pegar defensores desprevenidos.  

 Como àquela altura da entrevista fomos chamados para uma conferência do Eusébio, antigo craque do futebol português, não deu temepo para eu  perguntar o que seria cruzamento recuado rasteiro - até hoje não sei.      



MEMÓRIA DA PUBLICIDADE NAS REVISTAS ESPORTIVAS BRASILEIRAS - AS "MAIS UMA"

  A tradicional ‘mais uma”. E não deveria ter sido, pois teve por editor um dos principais jornalistas esportivos do pais, Odir Cunha, e um ótimo grupo de consultoria – Roberto Rivellino (futebol), Emídio Marques de Mesquita (regras e arbitragem), Nun Cobra (fisiologia e educação física; Patrícia Bertolucci (nutrição) e Regina Brandão (psicologia esportiva).
 Paulistana,  lançada pela B&C Ampla Assessoria de Imprensa, Publicidade e Editora, em 1995, a REVISTA DO FUTEBOL teve a sua chegada saudada por famosos jornalistas esportivos paulistas, como Vital Bataglia, então editor de A Gazeta Esportiva, e Roberto Avalone, editor de esportes da TV Gazeta, ambos de São Paulo, mas não trouxe a “fantasia e a precisão que sempre marcaram o etilo de Odir”, com lembrou Avallone. Fez tudo o que Placar já havia feito, inclusive as aulas de técnicas de futebol (por Rivellino), o que Pelé e Placar haviam feito no começo da década-1970.
  O número inicial discutiu bem a questão da violência nos estádios, promovida pelas torcida organizadas, por texto de Mauro Cezar Pereira; relembrou a história de um dos maiores craques do futebol brasileiro, o são-paulino Canhoteiro, por Sérgio Baklanos; rolou as mágoas que Nelson de Filpo Nuñes tinha do Palmeiras, por sentir-se esquecido como o montador do time de 1965, campeão do Torneio Rio-São Paulo e único time brasileiro capaz de fazer frente ao Santos de Pelé e o que valeu à equipe o título de “Academia do Futebol”; traçou um perfil de Juninho Giroldo, começando a explodir no ataque do São Paulo, e  mostrou como um mito como Romário tinha s sua vida, aos 29 anos de idade, vigiada pela imprensa e a sociedade, e como respondia ao mundo que o vigiava.
 Embora tivesse trazido boas matérias na estreia, com data de 1º de abril, em 52 páginas quase todas coloridas e em papel cuchê, não comoveu os anunciantes – Planeta Futebol (loja de artigos esportivos); Feira Internacional de Esportes do Brasil (evento em julho de 1995, em SP);Rottis (loja de brindes); Vale Gastafácil; Expand (importadora de vinhos); Etti (divulgando catchup) e Dela Via (pneus), todos vendidos no mercado paulista. Também, houve anúncios da escolinha de futebol de Rivellino e do jornal A Gazeta Esportiva, o que deve ter sido permuta, troca de gentilezas.           
 O segundo número teve mais recados e já uma peça de um grande anunciante, a Volkswagen. Material esportivo da Reusch, anunciado pela Seven Seas Stationery;  pneus  da Della Via; pisos esportivos fexíveis Lisonda e Pelé Sports & Marketing, em parceria com a organizadora Lemos Brito, divulgando a já citada feira internacional de esportes do Brasil, também foram promovidos por páginas coloridas. A maioria, porém, ficou por conta de pequenas chamadas. Até uma espécie de classificados com várias opções para rolar a bola, como escolinhas, clínicas, recreação, etc.   
A edição mexeu com um acidente automobilístico envolvendo o atacante Edmundo, sem deixar de entrevistar vítimas e trouxe permutas com a TV Bandeirantes, Jornal dos Sports e Rádio Record-SP.  
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BELAS DA MANCHETE ESPORTIVA - URUGUAIA


Esta linda jovem remadora fez parte da equipe uruguaia que veio ao Brasil participar da primeira reata feminina internacional realizada no país. A prova foi no Rio Grande do Sula, vencida pela guarnição gaúcho do clube Barroso, em uma distância de 500 metros, vencidos no tempo de 1m52seg. A foto, que não tinha crédito, na época, foi publicada pela Manche Esportiva Nº 181, de 9 de maio de 1959. Abaixo, as feras Iara Marinho, Maria de Lurdes Alves, Geni Santos e Geni Nascimento, as grandes vencedoras.
This beautiful young rower was part of the Uruguayan team that came to Brazil to attend the first international female reattaches held in the country. The proof was in Rio Grande do Sula, defeated by Gaucho trim club Barroso, in a distance of 500 meters, due at the time 1m52seg. The photo, which had no credit at the time, was published by Sports Spot No. 181 of May 9, 1959 Under., Beasts Iara Marino, Maria de Lourdes Alves, and Geni Geni Santos Nascimento, the big winners.