Vasco

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O ADMIRÁVEL ALMIRANTE - 7

Fechou o gol na decisão de 1997
"Não me lembro do primeiro jogo do Vasco comigo no estádio. Mas tenho duas lembranças  inesquecíveis. Embora tenham sido uma derrota e um empate. Mas valeram títulos. A primeira é de 1997, aquele 0 x 0, com o Palmeiras, quando o goleiro Carlos Germano fechou o gol e conquistamos o título do Campeonato Brasileiro. O segundo foi em 2011, quando perdemos do Coritiba, por 3 x 2,  mas levamos a Copa do Brasil. Para este jogo, comprei a passagem, viajei sozinho e arrumei ingresso com cambista, na hora do jogo. Fui um dos dois mil torcedores vascaínos presentes, de um total de 40 mil na casa. Não me esqueço da pressão total do time deles quando marcou o terceiro gol. Mas o Vasco segurou legal a barra. Duas grandes emoções".  Carlos Eduardo Cândido - Jornalista do Ministério do Esporte - Brasília.    
 
KIKE NO LANCE -  1 - Vasco 0 x 0 Palmeiras que valeu o caneco do Brasileirão-1997 foi em 21 de dezembro, um domingo, no Maracanã, apitado por Sidrack Marinho dos Santos e assistido por 89.900 pagantes que deixaram no cofre da casa R$ 1.380.000,00. A rapaziada jogava por dois empates, pois fizera a melhor campanha das fases anteriores, chegando a colocar mais de 10 pontos sobre os palmeirenses. Edmundo, o artilheiro da disputa, com 29 gols e que havia sido expulso na partida anterior, pagou  multa de R$ 120 reais, o que dava para comprar 15 cuecas. Treinado por Antônio Lopes, o time vascaíno alinhou: Carlos Germano; Válber, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luisinho Quintanilha, Nasa, Juninho Pernambucano (Pedrinho) e Ramon Meneses; Evair (Nélson) e Edmundo.    
Éder Luís marcou o gol que valeu o título de 2011
2 - Vasco 2 x 3 Coritiba rolou em 8 de junho de 2011, em uma noite de quarta-feira, no Estádio Couto Pereira, na capital paranaense. Alecsandro abriu o placar, aos 11 minutos, mas o time vascaíno sofreu uma virada, entre os 29 e os 44 minutos do primeiro tempo. Éder Luís empatou, aos 12 do segundo tempo, e o Coxa desempatou, oito minutos depois. Como havia vencido, por 1 x 0, uma semana antes, em São Januário, o "Almirante" levou a melhor pelo critério gols na casa do adversário. Ricardo Gomes era o treinador da rapaziada neste jogo apitado por Sálvio Spíndola Fagundes Filho-SP, com público de 31.516 pagantes e renda de R$ 892.600,00.  A formação do campeão foi: Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Ramon; Rômulo, Eduardo Csota, Felipe (Jumar) e Diego Souza (Bernardo); Éder Luís e Alecsandro.  (Fotos reproduzidas de www.crvscodgama.com.br). Agradecimento.
 

HISTÓRIAS DO GAMA - OSVANDO LIMA

Julho de 1978; o Gama passava por seríssimas dificuldades financeiras e a saída mais falada seria solicitar licença das competições da Federação Metropolitana de Futebol-FMF. O presidente Márcio Tanus de Almeida, principal assessor da Administração Regional da cidade do Gama e que estava no cargo, apenas, porque o adminisrtrador  Walmir Bezerra o indicara para suceder ao fundador Hermínio Neves, o Tim, em troca do seu apoio, não via como acumular duas funções.

Já que o Tim não era visto pelo administrador Bezerra como alguém com traquejo suficiente para comandar um clube no regime profissional e  ser o representante da cidade no campeonato metropolitano, começou-se a procurar alguém  para substituir o Tanus. Como ninguém queria o cargo, o ainda presidente Márcio Tanus e seu diretor Márcio Rodrigues conseguiram convencer o diretor de futebol, Osvandio Lima, a assumir o comando. “Me pegaram no laço”, comparava.

Osvando, comerciante, proprietário de uma das principais lojas do Gama, a Casa Lima, ao ser o brigado a topar o dessafio, disse aos demais dirigentes:

 - Sem o apoio dos comerciantes da terra, não terei como tocar o Gama. Uma coisa é eu gerir a minha loja, outra é atender às expectativas de todauma cidade apaixonada por futebol – e foi à luta e quase quebrou a sua loja.  De sua parte, o  administrador Walmir Bezerra liberava o estádio da comunidade para a turma trabalhar.

 Quando Osvando Lima tornou-se presidente, os jornais cariocas divulgavam que o Botafogo iria cobrar do Gama, judicialmente, Cr$ 290 mil cruzeiros (moeda da época), de cota não paga por amistoso, no Bezerrão.

- Começar um mandato daquele jeito, era pior do que ter a minha loja assaltada e não sobrado nada – considerou.

 Osvando Lima negociou com o Botafogo e a Federação Metropolitana de Futebol, que lhe emprestou grana, e marcou o seu “primeiro gol como cardtola”.

- Evitamos que o nome do Gama ficasse sujo e não conseguissemos mais trazer nenhum grande clube pra jogar amistosos com a gente” – comemorava.

 Osvando considerava, porém, o grande lance dos seus inícios de presidência gamense ter conseguido patrocinadores para tirar o meia Péricles, do Brasília Esporte Clube e considerado o principal craque do então futebol candango.

- Foi algo tão grande para um olube pequeno, como o Gama, que a apresentação do atleta foi no Iate Clube de Brasília -, acentuou, sobre o fato, ocorrido durante almoço com a imprensa,  no então mais famoso e importante clube brasiliense.      

  Os patrocinadores  – o principal foi o carnê Gamão Milionário, que sorteava prêmios para os compradores - conseguidos por Osvando Lima pagaram Cr$ 50 mil cruzeiros, de luvas (antiga grana por fora do comtrato) e Cr$ 10 mil cruzeiros mensais a Péricles, “investimentio muito grande para o pequeno Gama”, sublinhava.

Péricles foi tornado capitão do time, pelo treinador Martim Francisco e, ganhando a companhia do aratilheiro Fantato e do ponta-esquerda Robertinho, vindos do Goiânia EC, liderou a rapaziada durante a conquista do titulo de campeão brasiliense de 1979, o primeiro dos gamenses.

Osvando Pimentel de Lima nasceu na goiana Uruano. Foi lateral-direito do Brasilinha, time amador gamense, e seu único titulo como atleta foi campeão aspirante da cidade, em 1966. 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

VASCO DA GAMA 2 X 2 FRIBURGUENSE

Uma entregada de Pikachu, que tinha a bola dominada e presenteou o adversário, além de uma falha de marcação da defesa, fez a rapaziada perder os 100% de aproveitamento, hoje. Mas o resultado não influi na classificação vascaína entre os oito times que vão à próxima fase do Estadual. No domingo, o "Almirante" terá o seu segundo clássico, contra o Botafogo, também em São Januário.
 O Vaco sofreu o primeiro gol. Empatou, aos 44 minutos, em jogada de Éder Luís, pela direita. Ele deu sorte ao cruzar a bola para Riascos, com a pelota passando pro baixo das pernas de um zagueiro. O equatoriano só teve o trabalho de balançar a rede. E por 1 x 1 ficou o placar do primeiro tempo. 
Riascos guardou bola
no barbante e na barriga
Na etapa final, o Vasco virou o placar, aos 33 minutos. Pikachu cobrou escanteio, da esquerda, e Riascos subiu mais alto do que a zaga para cabecear e desempatar. Depois, foi para a torcida, pegou o seu filho Paulinho e ficou comemorando o seu quinto tento neste Estadual. Deu a sorte de não ter recebido o terceiro cartão amarelo. Aos 38, saiu o gol de empate do visitante.
 FICHA TÉCNICA - 25.02.2016 (quinta-feira) - Vasco 2 x 2 Friburguense. Estádio: São Januário-RJ. Juiz: Leandro Newley Ferreira Belota. Gols: Rômulo, aos 25 min do 1º tempo e aos 38 do 2º, e Riascos, os 44 min do 1º e aos 32 min do 2º tempo. Público presente: 2.180. Pagantes: 1.532. Renda: R$47.900,00. VASCO: Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo (Rafael Vaz) e Henrique; Júlio dos Santos, Bruno Gallo, Mateus Vital (Thalles) e Matheus Índio (Yago Pikachu); Éder Luís e Riascos. Técnico: Jorginho Amorim. FRIBURGUENSE: Marcos;  Ronaldo (Sérgio Gomes), Pierre, Diego Guerra e Flavinho; Bidú, Vitinho, Jorge Luiz e Gleison (Bernardo); Romulo e Maycon (Jeffinho). Técnico: Gerson Andreotti. (Foto reproduzida de www.crvascodagama.com.br). Agradecimento.

BELA DA MANCHETE ESPORTIVA - NAIR E MARTHA


      Que charme! Plumas, lantejoulas douradas na blusa; vidrilhos vermelhos; cetim branco e saia de pregueado curto. Foi vestida assim, mirando um gladiador romano, que Nair Moussatche encantou na pista e tornou-se a baliza campeã dos Jogos da Primavera de 1957, promovidos, no Rio de Janeiro, pelo “Jornal dos Sports”.
Representante do Colégio Bennett, a moreníssima Nair estudava balé desde garotinha. Quando o convite para se baliza lhe foi feito, ela ficou indecisa, pois anão seria fazer o que estava acostumada. Não iria levar a dança clássica para a pista de um  estádio de futebol. O barato seria bem diferente, uma coreografia com música de marcha, algo que lembrasse um soldadinho de chumbo.
 Nair decidiu encarar. Informou-se sobre o veneno, a graciosidade de antigas balizas campeã e foi à luta. E não deu outra. Levou o título. Em vermelho e branco, as cores do seu colégio. Nesta foto, ela foi clicada, por Jankiel Gonckazarowski, para o Nº 79 de “Manchete Esportiva” que circulou com data de 25 de maio de 1957.
                                                       MARTHA
Seu nome bem que poderia ser "Basquete". Afinal, a modalidade era a vida de Martha Bahde, a estrela loira do paulistano Pinheiros. Além de competir por aquele clube, ela ainda defendia o time do União, do seu bairro, Indianópolis, na capital paulista, e pela equipe do Real, que reunia a moçada de uma empresa aérea do mesmo nome, já extinta. 
Depois de mostrar talento no time do seu bairro, Marta foi convidada a jogar pelo Tietê. E, até chegar ao Pinheiros, ainda passou pelo Sírio. Qual time não queria contar com os serviços de uma atleta firme, segura e  marcadora implacável? O interessante é que ela era reserva no Pinheiros, enquanto a sua irmã Ruth acontecia nas seleções paulista e brasileira. Quando não estava jogando, Marta gostava de pegar uma piscina no clube, de dançar e de brincar com o sobrinho, filho de Ruth. Uma cesta de paixões!
O objetivo desta seção é não deixa cair no esquecimento as belas atletas do passado, que tanto contribuíram par que a juventude do seu tempo tivesse uma vida repleta de emoções desportivas e muita saúde, livre de influências maléficas. Hoje, muitas delas guardam estas fotos em seus álbuns de recordação para os netinhos brincarem, dizendo: "Olh´a vovó! Como era gata!"
His name 

O ADMIRÁVEL ALMIRANTE - 6

"O meu pai comprava camisas do Vasco para mim, quando eu era garoto, mas nunca me levava aos jogos do clube. Isso só foi acontecer quando já morávamos em São Paulo. Ele era capitão do Exército e foi transferido de cidade. Um dia, um tio fanático pelo Vasco foi assistir à decisão do Tornei Rio de Janeiro-São Paulo e meu pai ficou tão alegre que levou a família toda para o estádio. Isto é, a minha mãe e a minha irmã, além de mim. Não me lembro de mais nada da partida, que encontro  em matérias pela Internet. Mas algo ficou marcado na minha mente de garoto de 13 para 14 anos de idade: eles comemoram tanto que, ao chegarmos de volta em casa, ouvi um deles falar: 'Vamos beber uma pinga em homenagem ao Pinga", que nem marcou gol".  Hílton Júnior - do Rio de Janeiro. 
 
KIKE NO LANCE:  Em 6 de abril de 1958, o Vasco conquistou o primeiro dos seus três títulos do Torneio Rio-São Paulo, o nome da então maior disputa do futebol brasileiro, goleando a Portuguesa de  Desportos, por 5 x 1, no Pacaembu. Almir (3) e Vavá (2) foram os "caras”. Treinado por Francisco de Souza Ferreira, o Gradim, seu ex-meia da década-1930, a “Turma da Colina” foi melhor, indiscutivelmente. Em nove jogos, venceu sete, inclusive, mandando duas goleadas. Amílcar Ferreira apitou a renda foi de Cr$ 445.100,00 e o público de cerca de 15 mil presentes. O time vascaíno teve: Barbosa, Dario (Ortunho) e Bellini (Viana); Écio, Orlando (Barbosinha) e Coronel; Sabará, Almir, Vavá, Rubens e Pinga.