Vasco

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quarta-feira, 15 de junho de 2016

BELAS DA MANCHETE ESPORTIVA - MARILENE & IARA

Morena, de estatura mediana, Marilene Gonçalves, dizia ter fascinação pelas histórias egípcias. E pela literatura de Jorge Amado. Paulista, foi para o Rio de Janeiro quando era garotinha, para estudar no Colégio Anglo-Americano. Quando se divertia, indo ao cinema, delirava com os golpes de espada do herói. Mas em vez de apaixonar-se pelo galã, como as garotinhas do seu tempo, apaixonou-se pela esgrima. Aprendeu a modalidade e foi campeã, por colégio e clube, nos Jogos das Primavera de 1955. Além disso, disputou dois Campeonatos Cariocas, pelo Fluminense, tendo sido campeã na terceira categoria. Enquanto preparava-se para tentar o bi entra as esgrimistas, treinava, também, para disputar os torneios de ginástica e de natação. Marilene, que teve  aulas, ainda, balé,  foi fotografada por Ângelo Gomes para o Nº 50  da “Manchete Esportiva” que circulou com data de 3  de novembro de 1956.  
 
Brunette, of medium height, Marilene Gonçalves, said that fascination with Egyptian stories. And by Jorge Amado literature. Paulista, went to Rio de Janeiro as a young girl to study in Anglo-American College. When she enjoyed going to the movies, delirious with the hero's sword blows. But instead of falling in love with the leading man, as the little girls of her time, fell in love with fencing. He learned the sport and was a champion for school and club in the spring of 1955. Games also played two championships Cariocas at Fluminense, having been champion in the third category. While preparing to try the bi enters the fencers, trained also to compete in the gymnastics tournaments and swimming. Marilene, who took classes also ballet, was photographed by Angelo Gomes for the # 50 of "Headline Sports" circulated dated November 3, 1956.

Se a Iara é a mãe d´água das lendas brasileiras, a Iara Maria Pinheiro poderia ser a mãe do esporte. Em seis anos de competições, a partir de 1950, colecionou 62 medalhas. Isso dividindo o seu tempo entre os estudos e o trabalho de professora de jardim de infância. Por sinal, sendo a preferida da gurizada do carioca Colégio Anglo Americano. A vida esportiva de Iara começou pelos patins, quando garotinha. De cara, ganhou a sua prova nos Jogos Infantis. No ano seguinte, venceu entre patinadores, mesatenistas, voleiras e nadadores (nado de costas). Em 1953, foi a atleta mais eficiente do setor colegial de clubes. Inédito nos Jogos Infantis do “Jornal dos Sports”, quebrando recordes. Repetiu a dose em 1954. Em 1955, foi recordista em arco e flecha e vencedora em vôlei, basquete, tênis, tênis de mesa, hipismo e ginástica. Então, feríssima, ou não?! Quando foi fotografada, por Ângelo Gomes,  para o Nº 50 da “Manchete Esportiva” de 3 de novembro de 1956, Iara já estava de olho nos Jogos da Primavera, pois havia estourado a idade para os Jogos Infantis. Para a sorte das adversárias.

terça-feira, 14 de junho de 2016

VASCO DA GAMA 3 X 2 NÁUTICO-PE

Valeu pena nona rodadas do Campeonato Brasileiro da Série B, representando a recuperação do vexame sofrido, no sábado passado, ante o Atlético-GO. Com o placar, o "Almirante!" sobe aos 22 pontos, mantendo a liderança. Os gols foram marcados por Andreznho, Rodrigo e Éder Luís. No sábado que vem os vascaínos se pegam contra o paraense Paysandu, a partir das às 16h30, novamente no gramado da Rua General Almério de Mourd, que faz fundos com a São Januário.
 O primeiro gol vascaíno saiu aos 12 minutos. Madson cobrou lateral, jogando a bola dentro da área pernambucana. Lá estava Andrezinho, para pegar na bola, de primeira, batendo sem chance de defesa para o goleiro.
Paulo Fernandes, de www.crvascodagama.com.br,
captou a bola na rede mandada por Andreznho. Leandrão
pega carona na alegria.
 O segundo foi marcado pelo zagueiro Rodrigo, que redimiu-se da entregada que derrubou o Vasco, ante os goianos, no jogo passado. No lance Nenê cobrou falta para a área e Rodrigo subiu mais para cabecear e balançar a rede.
O terceiro tento saiu com Éder Luís, que saíra do banco dos reservas e deu mais velocidade ao time.tacante brilhou. Em lance vertical no campo ofensivo, Madson ajeitou a bola para William lançar Éder. Este driblou o goleiro alvirrubro e saiu para o abraço.

FICHA TÉCNICA – 14.06.2016 (terça-feira) -VASCO 3 X 2 NÁUTICO. 9ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Local: São Januário-RJ. Juiz: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)Público total: 3.483. Pagantes: 3.096. Renda: R$93.710,00. Gols: Andrezinho, aos 12, e  Rafael Pereira, aos 33 min do 1º tempo;  Rodrigo, a 1; Éder Luís, aos 32, e Renan Oliveira, aos 47 min do 2º tempo. VASCO: Jordi; Madson, Luan, Rodrigo e Julio César (Henrique); Marcelo Mattos, William, Nenê e Andrezinho (Eder Luis); Jorge Henrique e Leandrão (Thalles). Técnico: Jorginho Amorim. NÁUTICO-PE: Júlio César; Joazi, Eduardo, Rafael Pereira e Mateus Muller; Gastón (Eurico), Maylson, Bergson (Odilávio) e Roni. Jefferson Nem e Taiberson (Renan Oliveira). Técnico: Alexandre Gallo. 

segunda-feira, 13 de junho de 2016

BELAS NA ESPORTIVA - PÁGINA FARTA

Um time repleto de moças lindíssimas e que nunca brigavam com o namorado. Porque o namorado delas era o vôlei. É o que todo treinador sonha. E, se dizem que “mineiro trabalha em silêncio”, o Minas Tênis Clube, de Belo Horizonte, descobriu uma turma assim, na Escola Normal de Educação Física e Desportos da cidade! As meninas, amigas de todas as horas, caíram como uma luva na equipe alviazul das Minas Gerais. E como!
Isso acontecia em 1957, quando Marta Miraglia, Zilá, Jane, Augusta, Alma, Sueli e Maria formaram uma grande equipe para o time belo-horizontino. Todas haviam começado o namoro com o voleibol em joguinhos de escolas secundárias.
 A que viria a ser a considerada a “mola mestre” da representação chamava-se Maria do Espírito Santo Correia. Tinha 17 anos e jogava com a camisa 15. Moreninha, demonstrando uma energia impressionante na quadra, brilhava em todos os jogos. Irregularidade estava fora do seu histórico esportivo. Sem cogitação!
Maria descrevia o esporte como “um espetáculo na vida de uma garota”. E complementava: “Saúde e disposição a gente aproveita até o fim”. Beleza! Por isso, a estudante de Educação Física, com a fome que tinha de esporte, não deixava por menos. Anda praticava atletismo e basquete. “Fera das Alterosas!”
2 - Durante a Copa do Mundo de 1954, a seleção da Hungria encantou o mundo. Mas não carregou o caneco, que terminou com os então alemães ocidentais. Mas o que sobrou foi a fama do chamado time "magiar", contando com astros como Puskas, Kocsis e Czibor, entre outros.
 Pelo final de 1956, o maravilhoso time do Honved, a base da seleção húngara, visitou o Rio de Janeiro, levando até o presidente da república, Juscelino Kubitscheck, ao Maracanã. Para a imprensa carioca, foi uma festa a presença dos jogadores na cidade. Para as tietes, nem se fala.
Para a capa do Nº 62 da "Manchete Esportiva" de 26 de janeiro de 1957, o fotógrafo Jader Neves flagrou uma linda loira tietando o atacante Kocsis. Detalhe: embora prestigiasse muito a mulher, aquela fora a primeira vez em que uma representante do sexo feminino figurava na capa da revista. Mesmo não sendo atleta – o nome da moça não foi identificado. Nem precisava. Era a "Deusa das Tietes", que descera do seu mundo, quando nem havia tal palavra.
           

         BELAS MINEIRINHAS                      DA CAMBUQUIRA

 Além de cobrir os Jogos da Primavera e os Jogos Infantis do Rio de Janeiro, a "Manchete Esportiva" ia, também, aos Jogos Abertos de Cambuquira, em Minas Gerais. Nesta foto, Haroldo Martins mostras quatro candidagtas ao título de "Miss Objetiva", o que exigia muita simpatia das concorrentes. Embora fosse uma programação do interior mineiro, clubes cariocas também participavam, levando muito charme e beleza às Minas Gerais. Em 1957, por exemplo, a botafoguense Dayse Miguel foi eleita a raínha, com a flamenguista Nancy Mesquita (maiô roxo) a princesa.
A rainha Dayse era atleta do basquete rubro-negro, em 1955. Sofreu uma contusão e ficou um tempo em tratamento. Quando estava curada, mudou-se para o Botafogo, para tornar-se uma estrela do time. Se bem que estrela ela já tinha antes de chegar por lá. /em 1953 e em 1954 fora bi de eficiência esportiva nos Jogos da Primavera. Disputou 13 provas tremenda para usar a coroa. Em Cambuquira, não precisou jogar. Apenas exibir simpatia.

                                                                    AS BELEZAS DO FLA-FLU

Se tem algo que vascaíno gosta é de mulher bonita. Seja do time que for. Ele é um apreciadora das feras ganhadoras de taças nas pistas, quadras ou piscinas. Quanto a isso não tem preconceito. Caso da tricolor Hilda (acima) e da rubro-negra Hingeborg (abaixo). Mas vale ressaltar que o cruzmaltina gosta só da beleza e da estampa. Da camisa, não!

domingo, 12 de junho de 2016

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA – AS DUAS FABIANAS "BRASUCAS" DOURADAS

Se as mulheres brasileiras não são mais douradas, prateadas e bronzeadas, olimpicamente, culpe-se por isso o Estado e as suas razões políticas, ideológics, sociais e biológicas  que, a partir de 1941, as mantiveram decretadas a não praticarem “desportos incompatíveis  com as condições de sua natureza”. Grande mancada!
O saldo dessa bola fora governamental foi as “brasucas” levarem 64 temporadas para colocarem uma medalha no peito, acontecimento registrado durante as Olímpóadas de Atlanta, nos Estados Unidos, em 1996, tão distante do 1932 em que a nadadora Maria Lenk tornou-se a primeria delas a participara dos Jogos.
Fabiana Beltrame reproduzida de
 www.crvascodagama.com.br
 Se o governo do presidente e Getúlio Vargas, por intermédio do seu Conselho Nacional de Desportos-CND (abolido pelo presidente Fernando Collor de Mello, em 1986) estava certo, o desenvolvimento motor das meninas mostrou que estava errado, entre o final do século passado e o início deste, com quebras de recordes mais frequentes do que os rapazes. Mas não era fácila enfrentar ditaduras. Em 1965, com regime militar de generais-presidentes dando as ordens, o mesmo CND determinou que elas, em aulas de Educação Físicas, ficassem longe de práticas como futebol (de gramado, praia ou salão); rúgbi; pólo aquático; haltefofilismo, beisebol e lutas.”  Amarras só revogadas em 1979, contribuintes para o retardamento do nosso desenvolvimento feminino olímpico.
 Mas as “brasucas” haviam de ficar, olimpicamente, douradas, um dia. Individualmente, a primeira foi Maurren Maggi, em Pequim-2008. Saltou a distância de...m. Vale ressaltar que, dias antes, a judoca Katleyn Quadros já ficara bronzeada. Logo, a primeirona, no geral.
Fabiana Murer reproduzida do
site oficial da IAAF
Seguramente, se os legisladores das nosas velhas repúblicas tivessem entrado no túnel do tempo e lido relatórios do Comitê Olímpico Brasileiro sobre a capacidade física das Fabianas –  Beltrame (remadora) e Murer (saltadora com vara) –, voltariam ao passado dispostos a conselharem ao Governo a revogar, imediatamente, a lei das amarras femininas nos desportos. A primeira mostrou uma energia impressionante para o organismo feminino, ganhando a medalha de ouro, em Bled, na Eslovênia, na prova do skiff simples leve, do Campeanto Mundial-2011; a segunda já se dourou nos Mundiais de Daegu, na China-20111 e em Pequin-2015; no Mndial Indoor de Doha, no Katar-2010, e nos Pan-Americanos do Rio de Janeiro-2007. Além disso já saiu prateada do Mundial de Pequim-2015; dos Pan-Americanos de Guadalajara, no México-20111, e de Torondo, no Candá-2015, e, ainda, bronzeada do Mundial Indoor, na Espanha-2008.
Nascida em Campinas-SP (16.03.1981), Fabiana de Almeida Murer é, também, recordista brasileira e sul-americana do salto com vara. Os seus seus recordes sul-americanos foram batidos na espanhola San Fernando, disputando o Campeonato Ibero-Americano-2010 (4m85cm ao ar livre) e no Meeting Top Perche, na francesa Nevers-2015 (4m,83cm em pista coberta). Em 2014, ela foi a número 1 do mundo pelo ranking Associação Internacional das Federações de Atletismo-IAAF. 

sábado, 11 de junho de 2016

BELAS NA ESPORTVA - MARIA, YANA E SELMA

 Um time repleto de moças lindíssimas e que nunca brigavam com o namorado. Porque o namorado delas era o vôlei. É o que todo treinador sonha.
Se dizem que “mineiro trabalha em silêncio”, o Minas Tênis Clube, de Belo Horizonte, descobriu uma turma assim na Escola Normal de Educação Física e Desportos da cidade! As meninas, amigas de todas as horas, caíram como uma luva na equipe alviazul das Minas Gerais. E como!
Isso acontecia em 1957, quando Marta Miraglia, Zilá, Jane, Augusta, Alma, Sueli e Maria formaram uma grande equipe para o time belo-horizotino. Todas haviam começado o namoro com o voleibol em joguinhos de escolas secundárias.
A que viria a ser a considerada a “mola mestre” da representação chamava-se Maria do Espírito Santo Correia. Tinha 17 anos e jogava com a camisa 15. Moreninha, demonstrando uma energia impressionante na quadra, brilhava em todos os jogos. Irregularidade estava fora do seu histórico esportivo. Sem cogitação!
Maria descrevia o esporte como “um espetáculo na vida de uma garota”. E complementava: “Saúde e disposição a gente aproveita até o fim”. Beleza! Por isso,  Estudante de Educação Física, com a fome que tinha de esporte, Maria não deixava por menos. Anda praticava atletismo e basquete. “Fera das Alterosas.
                                   YANA
Ela era apaixonada pelo balé, quando era uma garotinha. Chegou a assustar os pais. Depois, virou desportista, em 1954. E, de saída, venceu o torneio de arco e flecha, dos Jogos Infantis do Rio de Janeiro. Como não repetiu o feito no ano seguinte, mudou para o tiro ao alvo, embora não fizesse muito sucesso em casa. Seus pais viam a modalidade como “muito estúpida” para moças. Considerações à parte, valeu-lhe medalha de prata. Em 1957, como o seu colégio, o Anglo-Americano, preferiu ficar fora dos Jogos Infantis, para promover uma olimpíada interna, ela decidiu competir pelo Centro Israelita Brasileiro, do qual a sua família era membro.
Além do tiro ao alvo e do arco e flecha, Yana Purim praticava, também, a ginástica desportiva. O próximo esporte a experimenta-lo seria uma brincadeira chamada “aqualoucos”, isto é, de piruetas malandrinhas em saltos ornamentais.
 Fora das atividades desportivas, Yana, cujo nome é um derivativo do indígena Yara, aprendia a tocar violão e piano. Assim, como os malandros “aqualoucos”, quando precisava descolar um aumento de mesada, fazia um quitute caprichado para o pai. E flechava o bolso do coroa –Yana foi fotografada por Ângelo Gomes, para o Nº 81 da “Manchete Esportiva” de 8 de julho de 1957.

                                       SELMA
  Ela trabalhava na Panair, mas não era aeromoça. Era moça aérea. Vivia no ar, subindo para bater forte e derrubar a bola do outro lado das quadras de vôlei. Da mesma forma, tirava os pés do chão e decolava para colocar a bola no aro do basquete.
Com a mineirinha Selma Rezende era assim. Uma autêntica "Fera das Alterosas". Além das duas modalidades em que era craque, mostrava veneno, também, na seleção mineira de atletismo. Era daquele ofício.
Quando voltava a Lavras, a sua cidade, levava medalhas para mostrar aos conterrâneos, como a de prata do Campeonato Brasileiro-1956, no arremesso do dardo, e a de ouro, buscada pelo Colégio Gamon, de sua terra, quando disputou os Jogos da Primavera do Rio de Janeiro. Selma excedeu: bateu o recorde do arremesso do peso.
 Na opinião desta "Fera das Minas", toda garota que jogava basquete, gostava do vôlei. E discordava dos que diziam que "bola ao cesto" não era esporte para moças. Garantia que qualquer modalidade bem praticada fazia era bem às meninas. Antes de ser do time de vôlei do Minas Tênis Clube, ela defendia a equipe basqueteboleira do Lavras Tênis Clube. Ela postou para esta foto da "Manchete Esportiva" de 13 de outubro de 1956, em que era apresentada como "Selma, a Tal em Qualquer Esporte". Está escrito assim.