Vasco

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segunda-feira, 20 de junho de 2016

VASCO DAS PÁGINAS - QUEIMOU O DIABO


Válter e Vavá estiveram infernais diante do 'Diabo'

A "Manchete Esportiva" Nº 42, datada de 8 de setembro de 1956, ilustrou  vitória do Vasco, sobre o América, por 3 x 1, com 10 fotografias. Valeu pela sexta rodada do primeiro turno do Campeonato Carioca e rendeu Cr$ 1 milhão, 277 mil, 744 cruzeiros e 44 centavos.  Sabará, Válter Marciano e Vavá marcaram os gols.
Diz a matéria, sem assinatura, no título, que "Quem viu o diabo foi o América". E narra a história do confronto, contando que o "Time da Colina" foi ao Maracanã para ser "sempre mais perigoso nas pontadas, colocando a defesa rubra, mercê de excelentes deslocações de sua vanguarda, em constante polvorosa". Elogia o preparo físico do time e vê o treinador Martim Francisco armando a equipe " a olhos" vistos. .. "o Vasco agiu, mais uma vez, de forma inteligente. Embaraçou a retaguarda adversária e, firme na defesa, alcançou um triunfo de expressão, que o guindou à liderança do campeonato", prossegue o texto.
OS GOLS - Aos 31 minutos, o americano Hélio fura, pela intermediária. A bola sobre para Pinga, que chuta ao gol. Pompéia salvou, mas não conseguiu segurara pelota. Ângelo tentou afastá-la dali, mas esta bateu no peito de Sabará, que aproveitou a sobra, avançou e fulminou: 1 x 0, placar do primeiro tempo.
O segundo tento saiu, aos 32 minutos da segunda etapa, quando o América entusiasmava-se para dominar a pugna, após ter empatado, aos 14. No lance fatal, Pinga centrou  a "maricota" para dentro da área americana. Como o goleiro Pompéia e o zagueiro Ângelo erraram (de quem seria a bola?), Sabará e Válter foram mais espertos e entraram com bola e sorrisos arco a dentro – o juiz considerou gol de Válter: 2 x 1.
Vavá fechou a conta, aos 37. Em mais uma falha de Pompéia, que não segurou um chute violentíssimo, de Válter. O atacante pernambucano pegou o rebote e não perdoou: 3 x 1.
 A turma do dia teve: Carlos Alberto Cavalheiro, Paulinho de Almeida e Bellini; Laerte, Orlando e Coronel: Sabará, Livinho, Vavá, Válter Marciano e Pinga. Pela análise da revista carioca, os jogadores vascaínos estiveram pelo mesmo nível. Laerte e Válter levaram a nota 9, e Coronel e Livinho a 7. Os demais ficaram com a 8. Com aquele triunfo, o grupo de Martim Francisco ficava com apenas um ponto perdido (critério da época), um a menos do que América e Flamengo. Confira a sequência de fotos foi clicada por Jader Neves.

ROTA DO ALMIRANTE - Até aquela dia, o time cruzmaltino só deixara de vencer na segunda rodada, quando ficara no 0 x 0, com o Botafogo, em 29 e julho, no mesmo Maracanã. Três dias antes, em São Januário, mandara 4 x 0 pra cima da Portuguesa-RJ.
Na terceira rodada, em 12 de agosto, o batido chamou-se Madureira, em seu estádio, à Rua  Conselheiro Galvão. Levou 4 x 1. O próximo, uma semana depois, foi o Canto do Rio, por 2 x 0, na Colina. Para não deixar dúvidas de que era candidato a carregar o "caneco", no dia 26, passou pelo Fluminense, em sua última partida de agosto, com 3 x 2. A turma estava fera, feríssima!

domingo, 19 de junho de 2016

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - OLIVINHA CARVALHO, VASCAINÍSSIMA

 Cantora das rádios Nacional e Mayrink Veiga, ela garantiu à revista “Radiolândia” – Nº 42, Ano II, de 22 janeiro de 1955 – ser torcedora cruzmaltina desde “que me entendo como gente”.  Jurou vibrar muito nas vitórias e sofrer com as derrotas. Sempre que a sua agenda de trabalho permitia, comparecia aos jogos da “Turma da Colina”, gritando e torcendo bastante. Pulava, de contentamento, quando Ademir Menezes, Vavá Pinga ou Sabará fuzilavam as redes adversárias.
 Era assim, quando estava no estádio, a animadíssima Olivinha Carvalho. Quando o “Almirante” estava sendo atacado, ou com alguém mirando no arco defendido pelo goleiro Barbosa, ela tremia de medo. Gols só deveriam ocorrer nas bolas chutadas pela turma do Vasco, “indiscutíveis”. As do adversário, que fosse para fora.
 De tão vascaína que era, Olivinha posou para o  fotógrafo Wilson Lopes, no meio do time da Colina, a aceitou fazer uma pose, no gramado, usando o uniforme de jogo do time. Muito provavelmente, a primeira de uma foto sexy de uma torcedora vascaína publicada pela imprensa. Mas bem comportada.
 Quando a cantora chegou ao estádio de São Januário, o treinador Flávio Costa preparava-se para iniciar os trabalhos com a rapaziada. Todos a cumprimentaram. Ao ver Olivinha, o técnico “sargentão” abriu um sorriso e a cumprimentou, calorosamente, dizendo: “Espero que você nos tragas mais sorte”, no que ela respondeu: “A sorte não será trazida só por mim, mas pro toda a imensa torcida do nosso Vasco”. 
 Como a equipe disse “a casa é sua, fique à vontade”, Olivinha visitou todo o complexo esportivo que servia ao futebol vascaíno e, também, a piscina olímpica. Assistiu uma parte do treino coletivo do dia e, quando posou para as fotos que você vê, encarou o ataque do sol forte que brilhava sobre São Januário, como os grandes zagueiros da Colina.
Em 1952, Olivinha gravou um grande sucesso, o bolero "Coimbra", de José Galhardo e Raul Ferrão. Em 1955, quando ocorreu aquele encontro de astros da Colina com a estrela, Olivinha fez muito sucesso com o fado” Foi Deus”, de Alberto Janes. Até hoje, esta canção é muito executada, integrando o rol dos “sucessos eternos”. Mas o seu maior sucesso foi um outro fado,  "Ai, Mouraria", de Frederico Valério e Amadeu do Vale.
Olivinha cantava desde os cinco anos de idade, no Programa Heraldo Português, da carioca Rádio Cajuti. No disco, estreou em 1940, levada pelo compositor Braguinha, para a gravadora Colúmbia, onde colocou voz em "Folhas ao vento", e o fado "Evocação", de Antônio Russo e Américo Morais. Em 1947, atuou nos filmes "Esta é fina" e "Fogo na canjica", ambos dirigidos por Luiz de Barros", que a dirigiria depois, em "Eu quero é movimento
 Em 1949, Olivinha passou a cantar mais a música portuguesa, a começar pelos fados "Juramento" e "Quanta saudade", ambos de Antônio Ferreira e Armando Nunes.

 

sábado, 18 de junho de 2016

A GRAÇA DA COLINA - VASCO VULCÂNICO

 
Em 4 de junho de 2011, o vulcão chileno Puyehue, de 2.440 metros de altura, localizado na Patagônia chilena, pela Cordilheira dos Andes, entrou em erupção, o que não ocorria desde 1960. Passou a cobrir de pó várias cidades do Cone Sul, principalmente Osorno, no Chile. e Bariloche, na Argentina.
As cinzas voavam seguindo a direção dos ventos, cancelando voos que deveriam partir de aeroportos argentinos, uruguaios e paraguaios. No Brasil, saiu prejudicado o aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre-RS. Em 11 de junho, a nuvem procurava o Oceano Atlântico. Um dia depois, um domingo, mexeu com voos até na Austrália. 
O cenário gerou uma das mais inteligentes charges na imprensa brasileira, mais precisamente no "Correio Braziliense", a propósito da conquista do título de campeão da Copa do Brasil, pelo Vasco da Gama. Sem carregar uma taça importante desde que ganhara o Campeonato Carioca de 2003, o Time da Colina foi associado, pelo espírito festivo do brasileiro, ao fenômeno vulcânico. Os criadores da caçoada na redação do diário, e o chargista Iki,  mexeram com a torcida cruzmaltina, como se tivessem dito: o Vasco abriu a sua sala de troféus e a poeira foi tanta que impediu voos e fechou aeroportos. Gozação muito inteligente. (matéria sobre o jogo do título vascaíno na edição de 09.06.2011)

sexta-feira, 17 de junho de 2016

A BELA, BELÍSSIMA DO DIA - YANA

Yana Purim fotografada por Ângelo Gomes, para o Nº 81 da “Manchete Esportiva” de 8 de julho de 1957.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

BELAS NA ESPORTIVA - COLETTE & GISA & LIZ


Em seu Nº 29, de 9 de janeiro de 1956, a "Manchete Esportiva" escalou um dos seus principais repórteres, Ney Bianchi, para cobrir um fato inusitadíssimo: uma francesinha iria tentar bater o recorde mundial de saltos no pára-quedismo. A Força Aérea Brasileira-FAB cedeu-lhe um avião-transporte e lá se foi Colette Duval, para o céu do Rio de Janeiro, mostrar coragem à Cidade Maravilhosa. Subiu 11.147 metros, encarando tudo. O seu pára-quedas abriu nos 250, quando encarava ventos de 100 nós, temperatura de 30 graus e unidade de 60%. E o recorde mundial estava batido. quando toda Copacabana olhou, no mesmo instante, para o céu. Leia mais sobre Colette na data 24 de outubro de 2013, quando ela apareceu por aqui, pela primeira vez.
                                                               ADALAGISA
Você está vendo uma das mais lindas mulheres que já nasceram neste país, Adalgisa Colombo, Miss Brasil, com todo o merecimento. A Manchete Esportiva, única semanário esportivo nacional da década-1950, mostrou que ela não era só beleza, mas, também, muita desportividade. Aqui, Adalgisa sai de um dos seus treinamentos de balé aquático, modalidade na qual demonstrou mais graça e charme, ainda.

 Abaixo, quem aparece é uma das jovens nadadoras do Club de Regatas Vasco da Gama, Lizete Alves, que a semanário do grupo do empresário Adolph Bloch mostrou com um dos brotinhos que participavam os Jogos da Primavera, uma tradicional promoção do "Jornal dos Sports", reunido estudantes-atletas.

Na época me que promovia este grande momento de encontro desportivo, o idealizador e realizador Mário Filho, não aceitava patrocínios comercias. Certa vez,ele chegou a sair catando os anúncios que foram despejados pelas arquibancadas do estádio de São Januário, por um comerciante.
Primavera foram atividades que deveriam ser reproduzidas hoje, pois motivavam bastante os estudantes. É hora dos patrocinadores pensarem no tema.
Above, you see one of the most beautiful women ever born in this countryAdalgisa Colombo, who was Miss Brazilwith all the worthinessThe "ME" only national sports weekly 1950-the decade, showed that she was not only beauty, but also much desportividasdeHereAdalgisa comes out of one of their trainings aquatic ballet modality in which showed more grace and charmyet. Belowwho appears is one of the young swimmers Regatgas Club of Vasco da Gamathe weekly newspaper of the entrepreneur Adolph Bloch mostoru with a group of brotinhos who attended the Spring Gamesa traditional promotion "Journal of Sportsmeeting student-athletes.
At the time that was promoting this great moment in sports meet, the founder and director Mário Filhodid not accept commercial sponsorshipHe once came to picking out the ads that were dumped by stadium bleachers of San Gennaroa trader.
The Spring Games are activities that should be played today because quite motivated studentsIt's time the sponsors think of the theme.