Vasco

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quinta-feira, 2 de junho de 2022

LUSONISISMOS NA ESQUINA DA COLINA

  Lusitanismo em conta? Uma pinóia! O Almirante sempre encarou a Lusa do Canindé com as armas de seus varões assinaladas no barbante. E ais, ô pá! Confereindo:

6 de abril de 1958 – Vasco da Gama 5 x 1 Portuguesa de Desportos-SP –  em um domingo, no paulistano Estádio Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido por Pacaembu, pelo Torneio Rio-São Paulo. Malvadezas na conta dos pernambucanos  Vavá (5 e 47 min) e Almir Pernambuquinho (7, 29 e 86), que não levaram em conta ser o goleiro anfitrião  um ex-colega vascaíno, Carlos Alberto Cavalheiro.  Treinada por Francisco de Souza Ferreira, o Gradim, seu ex-meia da década-1930, a Turma da Colina teve esta moçada goleadeira: Barbosa, Dario (Ortunho) e Bellini (Viana); Écio, Orlando (Barbosinha) e Coronel;  Sabará, Almir , Vavá, Rubens e Pinga. De bola fora só o pequeno público de 15 mil pagantes.   Ver dia a semana

3 de abril de 1960 – Vasco da Gama 5 x 0 Portuguesa de Desportos - novo pancadaço pelo Torneio Rio-São Paul, no Pacaembu e, novamente, com o goleiro da Lusa do Canindé (apelido do adversário) sendo o ex-vascaíno Carlos Alberto Cavalheiro. Pinga, aos 44 minutos do primeiro tempo, começou a mandá-lo buscar bolas no filó. Delém, aos 51; Roberto Pinto, aos 54; Roberto Peniche, aos 72, e Delém, aos 90 finalíssimos, completaram a baderna nas redes do goleiro campeão carioca-1956. Rapaziada impiedosa: Miguel (Ita); Paulinho, Bellini e Dario (Coronel); Écio e Russo; Sabará, Pinga, Delém Roberto Pinto (Valdemar) e Roberto Peniche.

 

 Se o Vasco juntasse o tempo e reunisse os 2 de junho 1946, de 1951 e de 1996 em um mesmo dia, o garoto do placar pediria demissão. Com certeza! Marcando 18 gols, em três jogos, a rapaziada não lhe deixaria respirar. Dê uma sacada! 


VASCO 9 X 1 BONSUCESSO - Foi um terror. A rapaziada rezou uma novena nas redes rubro-anis. Era um domingo e o furdunço rolou no estádio da Rua Conselheiro Galvão, pelo Torneio Municipal-1946. Quem fez o “Bonsuça" ajoelhar? Lelé (3), Elgen (3), Santo Cristo (2) e Isaías, que já andavam embarcados no “Expresso da Vitória”, colocado nos trilhos pelo uruguaio Ondino Viera. Alzilar Costa apitou, a renda atingiu Cr$ 7.306,00 cruzeiros, os pagantes 1.000  e o time atropelador derrubou o adversário com: Barbosa, Rubem e Sampaio; Ely, Nilton e Jorge; Santo Cristo, Lelé, Isaias, Elgen e Chico.

CONFRONTO – O Vasco encarou o “Bonsuça” em nove edições do Torneio Municipal. Venceu seis, com cinco goleadas, empatou uma e derrapou em só uma. Eis as provas:  21.04.1938 – Vasco 6 x 2; 19.06.1938 – Vasco 1 x 2; 25.04.1943 – Vasco 2 x 1; 27.04.1944 – Vasco 3 x 0; 20.05.1945 – Vasco 6 x 0; 02.06.1946 – Vasco 9 x 1; 27.04.1947 – Vasco 6 x 1; 06.05.1948 – Vasco 0 x 0 Bonsucesso; 29.04.1951 – Vasco 6 x 0. 

VASCO 4 X 4 AMÉRICA-RJ - Esta série só tem registrado vitórias cruzmaltinas. Mas abre exceção para este empate.  Motivo: teve o sabor de triunfo. A "Turma da Colina" perdia, por 0 x 4, e foi buscar a igualdade no placar. Aconteceu pelo Torneio Municipal -1951.  Ainda bem que o ataque vascaíno era fatal, pois, naquela partida. a zaga aprontou uma lambança. Apitado por Lourival de Castro Gomes, o susto aconteceu no estádio da Rua General Severiano, com o “Diabo” abrindo três gols de frente no primeiro tempo. No segundo, o rolo rolou, e Vasconcelos (2), Lolô e Jair (na foto reproduzida de www.osgigantesdacolina.blogspot.com  - agradecimentos) tocaram fogo no "Diabo".  Não fora a primeira fez que aquele placar rolava com a moçada. Confira: 21.03.1943 – Vasco 4 x 4 Fluminense; 30.04.1950 - Vasco 4 x 4 Rio Grande-RS; 02.06.1951 – Vasco 4 x 4 América-RJ; 25.01.1953 – Vasco 4 x 4 Boca Juniors-ARG; 17.02.2007 – Vasco 4 x 4 Fluminense; 11.04.2007 – Vasco 4 x 4 Botafogo.

CONFRONTO –  O Vasco enfrentou o América em 12 oportunidades pelo também chamado Campeonato Metropolitano, por reunir só times da capital carioca (na época, também brasileira). Foram seis vitórias, com quatro “sacodes”, dois empates e uma deslizada. Confira: 27.04.1938 – Vasco 6 x 1; 26.06.1938 – Vasco 1 x 1 América; 06.06.1943 – Vasco 2 x 3; 27.05.1944 – Vasco 3 x 2; 24.06.1945 – Vasco 6 x 2; 26.05.1946 – Vasco 5 x 1; 13.04.1947 – Vasco 4 x 1; 09.06.1948 – Vasco 3 x 1; 02.06.1951 – Vasco 4 x 4 América. (segue na matéria abaixo). 

VASCO 1 X 0 CELTA-ESP - A data tem, também, uma vitória internacional. Amistosamente, na cidade espanhola de Vigo, durante excursão cruzmalitna aos gramados europeus,em 1955. O gol foi marcado por Pinga e o time jogou com: Gonzalez, Belline e Dario; Coronel, Adésio  e Jofre; Sabará Maneca. Ademir (Alvinho). Pinga e Parodi.
VASCO 5 X 1 MADUREIRA - Jogado em São Januário, valeu pela sexta rodada do segundo turno do Estadual-1996, a Taça Rio, em um domingo. O apito foi de Jorge dos Santos Travassos (RJ) e quem fez a festa foi Nilson, que saiu do banco dos reservas para a sua glória momentânea, por alguns dias. Os gols vascaínos foram marcados por Assis, aos 39 minutos do primeiro tempo; Nilson, aos 4 e aos 10, e por Válber, aos 12 e 41 da etapa final. Carlos Alberto Silva era o treinador e os massacradores se chamavam: Carlos Germano; Pimentel (Zé Carlos), Sidnei, Alex Pinho e Ronaldo; Leandro Ávila, Juninho Pernambucano (Zinho), Assis e Válber; Brener (Nilson) e Alesssandro. OBS: o Madureira perdeu uma outra vez para o Vasco, em um 2 de junho: 1 x 0 , em 1968, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca, com gol de Valfrido. CONFRNTO – O Vasco já encarou o “Madura” em 137 ocasiões, apresentando um cartel de 105 vitórias, 21 empates e um “time de quedas”, tendo marcado 380 gols e sofrido 121. O último pega foi em 11 de março de 2012, em São Januário, com 3 x 0 na caçapa do “ Tricolor Suburbano”. 


quarta-feira, 1 de junho de 2022

HISTORI&LENDAS DA COLINA - MURESCOS


1 - Antes do pontapé inicial do compromisso da tarde de 3 de junho de 1928, o Almirante já havia disputado oito partidas contra o Flamengo. Somava duas vitórias, contra três do rival, além de mais três empates. Então, igualou a estatística, que ficou em cima do muro, assim: 29.04.1923 – Vasco 3 x 1 Flamengo; 08.07.1923 – Vasco 2 x 3; 28.06.1925 – Vasco 0 x 2; 15.11.1925 – Vasco 1 x 1 Flamengo; 13.06.1926 – Vasco 2 x 2 Flamengo; 12.09.1926 – Vasco2 x 1; 19.06.1927 – Vasco 0 x 3; 04.09.1927 – Vasco 1 x 2; 03.06.1928 - Vasco 3 x 0.    

2 - Invictado: considerações dos cinco primeiros jogos do Almirante contra os Mulatinhos Rosados de Moça Bonita. Tá no caderninho: 03.06.1923 – Vasco 3 x 2 Bangu; 19.08.1923 – Vasco 2 x 2 Bangu; 21.06.1925 – Vasco 3 x 0 Bangu; 01.11.1925 – Vasco 4 x 1 Bangu; 30.05.1926 – Vasco 5 x 4 Bangu. 

3 – Maior goleador vascaíno da década-1965, o paulista Célio Taveira Filho, neto de um português integrante do primeiro time cruzmaltino campeão carioca de remo, fez o serviço militar juntamente com Pelé, na  6ª Guarda Costeira, em Santos. Foi em 1959, quando o Rei do Futebol era o solado Nascimento – Nº 202 – do quartel do GASCOM. Em1968, quando Célio era ídolo da torcida do uruguaio Nacional, de Montevidéu, Pelé o indicou ao Santos para repatriá-lo e ser o seu parceiro de área, mas o Corinthians passou na frente. Antes da Copa do Mundo-1966, atuaram juntos, em amistoso da Seleção Brasleira, contra os alemães, no Maracanã.   

VASCODATA


s 1º de junho  


VASCO 4 X 2 CARIOCA - Em 1924, o futebol carioca estava dividido, pela segunda vez. Motivo: a eleição à vice-presidência da LMDT-Liga Metropolitana de Desportos Terrestres, de Ernesto Loureiro Filho, do Andarahy, que abrigava negros e mulatos em seus quadros, como fazia o Vasco. Com a sua galera de “profissão duvidosas”, os cruzmaltinos disputaram o campeonato da liga, com mais 21 filiados, e conquistou o título da temporada. O segundo jogo foi contra o Carioca, batido por 4 x 2, em um domingo, no campo da Rua Prefeito Serazedelo, no bairro do Jardim Botânico. Apitado por Francisco Alberto da Costa, o primeiro terminou com dois gols marcados por Torterolli, que fez mais um na etapa final – Russinho fechou a conta. O Vasco armou-se com: Nélson, Leitão e Mingote; Brilhate, Paulo Santos e Arthur; Paschoal, Torterolli, Russinho, Cecy e Negrito.  
Vasco e Carioca se enfrentaram em cinco partidas do Campeonato Carioca da Segunda Divisão, entre 7 de novembro de 1920 e 16 de julho de 1922, com a rapaziada conseguindo vencer duas e empatar uma. No de 1924, não deu mais para o rival. O Vasco venceu seis, empatou duas e caiu só uma vez, entre 6 de janeiro de 1924 e 30 de  maio de 1937. O duelo inclui, ainda, uma vitória “cruzcristense”, em 1932, pelo Torneio Preparatório.

VASCO 3 X 2 SANTOS - Era 1957, quando o Vasco enfrentou Pelé, pela segunda vez. Valeu pela nona rodada do Torneio Rio-São Paulo, em um sábado, no Maracanã, com os tentos vascaínos marcados por  Livinho, Valter e Vavá. Mas o menino que logo seria “Rei do Futebol” deixou uma bola na rede, a sua 15ª, no 28º jogo pelo time principal santista. Por sinal, ele ainda nem era titular. Entrou em campo, no decorrer da partida, em lugar de Del Vecchio.Treinado por Martim Francisco, o Vasco venceu com: Carlos Alberto, Paulinho e Bellini; Orlando, Laerte e Dario; Sabará (Almir), Livinho, Vavá (Wilson Moreira), Vállter e Pinga (Roberto Pinto). O Santos, que teve seu outro gol marcado por Tite, foi:  Manga, Getúlio, Mourão, Fioti, Urubatão (Zito), Brauner, Dorval, Álvaro, Pagão, Del Vecchio (Pelé) e Tite (Pepe). 

 INÍCIO DE HISTÓRIA - O primeiro Vasco x Pelé havia sido no domingo 7 de abril do mesmo 1957, com 4 x 2, para o adversário, na Via Belmiro, pela “Semana Alvinegra”, também batizada por Torneio dos Campeões, durante as comemorações do aniversário do clube paulista. Amilcar Ferreira (RJ) apitou e os gols cruzmaltinos foram marcados por Laerte e Vavá. Pagão (2), Afonsinho e Dorval fizeram os do anfitrião. O Vasco foi: Wagner, Cléver e Viana; Laerte, Orlando (Joaquim Henriques) e Ortunho; Sabará, Livinho (Wilson Moreira), Vavá (Vadinho), Válter e Pinga. Técnico: Martim Francisco. O Santos alinhou: Manga (Barbosinha), Hélvio (Wilson ((Cássio) e Ivan; Ramiro, Brauner e Urubatão; Dorval (Alfredinho), Álvaro (Pelé), Pagão, Afonsinho e Tite. (Foto reproduzida da revista "Grandes Clubes"). Agradecimento.
VASCO 1 X 0 SELEÇÃO AUSTRALIANA - Esta foi em um sábado de 1985, pelo Torneio Internacional da Austrália, diante de 14.003 presentes. Roberto Dinamite (foto) explodiu rede, do outro lado do mundo, cumprindo ordem do técnico Edu Coimbra. Lá longe do Brasil, ele mandou a campo: Acácio, Vítor, Nei (Mílton Mendes), Ivan, Donato, Nenê, Gilberto, Mauricinho, Cláudio José, Roberto Dinamite e Romário (Rômulo).