Vasco

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quinta-feira, 5 de outubro de 2023

O VENENO DO ESCORPIÃO - O OUTRO 31 DE MARÇO - FERRÃO DO MARECHAL DE FERRO

     Quem acha que só houve um 31 de março relevante no calendário politico brazuca, o de 1964, precisa levar um papinho com uma “veímha” que mora e ali na esquina, uma tal de “Dona História Brasileira da Hora”. Figuraça de memória supimpa, ela contará que, 72 viradas da “folhinha” antes do “meia-quatro”, rolara rebu, na mesma data, que ela o diz  “meio-tanto quanto azucrinante” quanto o engendrado pelos militares da turma do general-presidente Castelo Branco.

 Intrigante, a tal “veinha”! Espalha que o marechal Floriano Peixoto só foi chegadão na oligarquia cafeeira paulista enquanto precisava da grana dela pra botar pra correr os sediciosos que lhe apoquentavam, lá por 1891, quando ele era i, “vice-presidente-presidente. Que alcoviteira! “Só mesmo no Brasil, acontece de o presidente ser o vic”, sacaneia a própria pátria. Mais? A “veínha” conta, também, que os cafeicultores paulistas que financiaram o “vice-presidente-presidente”, lhe fornecendo armas e pagando reforma de navios  nos Estados Unidos, estavam pouco se lixando para a república que o Floriano tentava segurar. “Só queriam que as sedições não tornassem o Brasil uma esculhambação e prejudicassem os seus negócios com os parceiros estrangeiros”, afirma.

 Rola o tempo e a Dona História Brasileira da Hora sacou que o marechal Floriano andava pisando na bola, intervindo nos Estados, pra sacanear a turma dos amiguinhos do ex-presidente Deodoro da Fonseca. Com alquilo, ressslta a ‘véa”, os paulistas temiam que o alagoano se tornase um grande ditador e passaram a vê-lo como um incompetente governamental. “De quebra, trocaram de mal”, destaca, acrescentando: “Se já não bastasse a guerra civil que rolava no Sul, rolavam, ainda,  fake news dando conta de que os inimigos do Governo, os monarquistas, estavam sendo presos e fuzilados na Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro”. Enfim, pelo que se deduziu, o glorioso Floriano Peixoto ficava na dele, fazia que não ouvia o que ouvia e, por tirar onda de surdo, deu munição à Dona História para escrever a história do primeiro 31 de março arrepiante dos brazucas, como ela contará no parágrafo abaixo:

 “O Marechal Floriano Peixoto encarava pressões dos ‘contra’ pra convocar eleições presidenciais, pois aquela patotinha o consideravam presidente inconstitucional, o que ele não entendia, por ter sido eleito vice-presidente pelo Congresso e substituído um presidente (Marechal Deodoro da Fonseca) renunciante.

 A questão foi parar no Legislativo, que nem teve tempo de se manifestar, pois, no 31 de março de 1892, oficiais do Exército e da Marinha lançaram manifesto exigindo a convocação de eleição presidencial. Resultado: os “contra” promoveram manifestações pelas ruas do Rio de Janeiro, exigindo a renúncia do “vice-presidente-presidente”, do que Floriano Peixoto mostrou porque a Dona História o batizou por “Marchal de Ferro”. Sem papo furado,  suspendeu as garantias constitucionais, por três dias,  demitiu e botou na cadeia os oficiais “manifesteiros” e, pra não deixar muito barato, desterrou alguns sediciosos para os confins da Amazônia, onde eles só iriam encher o saco de grilos e lagartixas. Por aquele momento, ou ele segurava a sua “res pública”, ou os “contra” estariam ali na esquina esperando o cavalo selado para pra rapaziada montar” – que “véa” linguaruda, fuxiquenta!      

   

IMAGENS REPRODUZIDAS DE LIVROS SOBRE A HISTÓRIA DO BRASIL  

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

HISTÓRIAS DO KIKE - MANÉ E O DITADOR

  Quando o futebol começou, no Brasil, a maioria dos praticantes eram rapazes de família ilustres, estudantes a caminho de um diploma universitário. Sem muita demora, ao cair no gosto do povão, a modalidade abriu caminho para atletas descendentes de famílias pobres e que não tiveram a chance de estudar. Completamente alienados da realidade, não sabiam de nada do que acontecia no país, além de bola rolando. Pouquíssimas foram as exceções, casos de – graduados, em Medicina – Carvalho Leite e Afonsinho (Botafogo); Marquinhos (Internacional-RS); Tostão (Cruzeiro); Márcio Guerreiro (Flamengo); Sócrates e Marcial (Corinthians); Salomão (Náutico-PE); Engenharia Civil – Samarone (Fluminense) e Marcelo Cunha (Vasco da Gama) – e Advocacia (Heleno de Freitas (Botafogo).

O ditador Stroessner chutou a bola no rumo de Garrincha, mas o totógrafo não captou o lanee 

Vários atletas brasileiros são pintados por “lunáticos”, como o Mané Garrincha, que teria considerado a Copa do Mundo um “torneio mixuruca”, por não ter returno e não saber quem eram seus adversários, que os identificava por “time da camisa da cor do América”. De sua parte, o maior de todos, o “Rei” Pelé, este nunca escondeu a suas alienação, antes de estudar e graduar-se em Educação Física. Quando apareceu em fotos abraçando o presidente Garrastazu Médici (considerado o pior da Ditadura-1964/1986), justificou-se dizendo nada saber do que acontecia no país, só de futebol. Durante a década-1980, “desaslienado”, apoiou a volta das eleições diretas para presidente da república e desgostou os militares donos do poder.

Uma das histórias mais engraçadas sobre a alienação do futebolista brasileiro aconteceu em 30 de abril de 1961, quando o escrete canarinho fui ao estádio Puerto Sanjonia, em Assunção, enfrentar os paraguaios, pela Taça Oswaldo Cruz, em homenagem a um grande cientista-sanitarista brazuca. Tempos em que os dirigentes da então Confederação Brasileira de Desportos (atual CBFutebol), presidida por João Havelange, não estavam nem aí para nada que não fosse o “ôba-ôba!”

Entraram, então, as duas equipes no gramado, aplaudidas por 25 mil pagantes e recepcionadas pelo árbitro argentino Juan Brozzi. Cantou-se os dois hinos nacionais, com o capitão Bellini hasteando a bandeira brasileira (foto) e, depois, o presidente do país, Alfredo Stroessner, foi anunciado (e saudado, evidentemente) para fazer o pontapé inicial da pugna.

Quem era Stroessner? Um participante, em 1947, de guerra civil que massacrou trabalhadores paraguaios. Em 1954, por golpe de Estado, tornou-se presidente, por eleição indireta e sem oposição. Suprimiu garantias constitucionais, oprimiu e matou milhares de adversários, controlou os partidos políticos e tornou o Paraguai país afeito à corrupção, pelas oito legislaturas fraudulentas que o governou. Pois este homem foi babado pelos cartolas da CBD. 
Ainda bem que havia um Mané Garrincha para quase tropeçar no ditador, após o “kick off”, e perguntar a Nílton Santos, quando o viu o homem saindo do gramado em direção à tribuna de honra:

– Compadre! Quem é aquele sujeito (apontando) que estava atrapalhando o início da partida? Tive vontade de passar uma rasteira nele. Me atrapalhou a dominar a bola (que o Stroessner chutara durante o pontapé inicial ).

Nunca vai ser provado se esta história (ou lenda) aconteceu, mesmo. Espalhou-se, também, que, na volta da Seleção Brasileira ao Rio de Janeiro, quando o Nílton Santos já teria contado o “caso” pra todo mundo,  um cartola, dentro do avião e cheio de uísque, chegou pro Mané Garrincha e o indagou:

– Cara! Você queria passar uma rasteira no presidente?

– O Doutor Paulo veio? Nem vi – teria respondido o Mané, para quem presidente era só o do Botafogo, o doutor Paulo Azeredo.                                 

De Sordi, Oreco, Zito, Bellini, Nílon Santos, Gilmar e Mário Américo (em pé, da esquerda para a direita); Garrincha, Didi, Coutinho, Quarentinha e Pepe (agachados, na mesma ordem).  

Quanto à Taça Oswaldo Cruz, a Seleção Brasileira venceu a paraguaia, por 2 x 0 (gols de Coutinho e Pepe, em 30.04.1961) e 3 x 2 (tentos de Coutinho (2) e Quarentinha, em 03.05.1961). Comandada pelo treinador Aymoré Moreira, o time das duas partidas contou com: Gilmar; De Sordi, Bellini, Oreco (Calvet) e Nílton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Coutinho, Quarentinha e Pepe. Na segunda partida, assistidas por 20 mil pagantes, Jair Marinho substituiu De Sordi.

terça-feira, 3 de outubro de 2023

O VENENO DO ESCORPIÃO - BLUE CAPS QUEREM NOME NO LIVRO DOS RECORDES

 Todas as bandas que pegaram estrada pela metade da década-1950, na onda do rock´n´roll, um dia pararam. Menos a brasileira Renato e Seus Blue Caps que, neste 2024, chega a 65 virada ininterruptas de calendário. Houve um “stopzinho” entre 2020/2021, por conta da pandemia do Coronavírus-19 que parou todo o planeta, mas o grupo já retomou caminho e começa a encher agenda, prevendo média de oito show mensais a partir deste janeiro.

De acordo com o líder da nova formação, Cid Chaves, o fato de o principal astro da banda, Renato Barros, não estar mais vivo – desde 28 de julho de 2020 – não atrapalhou o projeto de retomada das atividades. “Nós fizemos consulta aos fãs e a maioria não queria que parássemos, como foi, também, o desejo das filhas do Renato – Renata e Ericka. Antes, já havíamos visto que outras substituições de peças não prejudicaram a nossa interação com os admiradores.

         No segund LP, o cantor era Erasmo Carlos, em pé, ao centro 

Por exemplo, já trocamos seis vezes o baixista (Paulo César Barros foi substituído por Pedrinho, que cedeu vaga a Scarambone, que passou o cargo a Cadinho, substituído por Amadeu, que tem agora Bruno em seu lugar). Já estamos, também, no quarto bateristas (Toni, Gelson (pai), Gelsinho (filho) e Mota). A galera absorveu bem as trocas. Então, sentamos, conversamos e ficamos entendidos que manter o sucesso é questão de fazer show que a plateia goste muito”, explicou o Cid.

A nova formação de Renato e Seus Blue Caps tem Bruno Sanson (baixista); Carlos Roberto Rojas Astudillo, o Chileno (guitarristas), Fabiano Mota (baterista); Cid Chaves (vocalista) e Darci Velasco (tecladista). Este último está há mais de duas décadas no grupo; Sanson trabalhava como técnico de som da moçada. Por saber tocar baixo, mudou de função quando os Blue Caps começaram a cumprir contratos não cumpridos por causa da pandemia. O baterista Mota, também,  já era ligado ao grupo, enquanto o chileno chegou a substituir o Renato em alguns shows, quando o então líder estava mal de saúde.

Com este LP, a banda chegou ao topo das paradas de sucesso

Por apresentação, o grupo cobra R$ 25 mil, mais passagens, alimentação e hotel por conta do contratante, e mantém o repertório que o consagrou durante a Jovem Guarda, a onda musical da década-1960, com várias versões dos Beatles e outras tantas composições de Renato Barros. Por sinal, na reunião em que foi decidido a continuação da banda, após a missas de sétimo dia do Renato, a moçada votou por Renata e Ericka serem a parte do pai Renato na divisão das cotas do shows.

Renato e Seus Blue Caps é uma história iniciada em 1959, quando o grupo nem tinha nome e ficou com este, sugerido pelo apresentador Jair de Taumaturgo, quando os garotos se apresentaram em seu programa na Rádio Mayrinck Veiga, do Rio de Janeiro. Em 1960 gravaram o primeiro disco, em 78 rotações, pelo selo Ciclone, acompanhando o grupo “Os Adolescentes”.

Em 1961, eles gravaram com Tony Billy, pelo mesmo selo. Em 1962, fizeram o primeiro vinil de longa duração, os chamados LP, pela Copacabana, titulado por “Twist”, e, em 1962, o segundo, mas pela Beverly, com o nome do grupo e tendo Erasmo Carlos (foto) por cantor. Em 1964, eles foram para a CBS e por lá ficaram até 1982.

|Um pouco antes daquilo, os Blue Caps viveram a sua história mais interessante. O apresentador Carlos Imperial pediu ao Renato pra fazer uma versão de “I should have known better”, dos Beatles, para abrir o seu programa de TV, no dia seguinte. Renato não sabia quem eram os Beatles e muito menos falava inglês. Chutou uma letra e fez o maior sucesso no programa, valendo pedido de bis.

LP de 1966 foi o mais bem sucedido, vendend mais de um milhão de cópias

A música pegou, agradou de montão. Quando foi gravar o seu primeiro LP na CBS, Renato a indicou à casa. Esta não deu a mínima, mas aceitou colocá-la como faixa 2 do lado A, o que significava não ser “música de trabalho”, a que a gravadora encheria o saco de rádio e TV para ser muito executada.

Resultado: “Menina Linda” pegou, dominou o mercado até de São Paulo, o de referência no Brasil, e chegou ao primeiro lugar das paradas de sucesso de todo o país, empurrando Roberto Carlos para o segundo lugar. Vendeu mais do que a original, dos Beatles.

Agora, nesta sua nova caminhada musical, o grupo Renato e Seus Blue Caps tem um outro projeto: conseguir junto ao Guinness Book (o livro dos recordes), a sua inscrição como a banda vocal/instrumental mais antiga do planeta, de forma ininterrupta.

domingo, 1 de outubro de 2023

CR VASCO 1 X 4 SANTOS - PISADA NA BOLA

Várias vitórias animadoras não foram suficientes para o Almirante manter a caminhada de recuperação no Brasileirão. Fez, hoje, uma de suas piores partidas na competião e voltou à zona de rebaixamento. Até, foi humilhado pelo pequeno e leve venezuelano atacante santista Soteldo, que subiu, pisou na bola, literalmente - como mostra a foto compartilhada de Metrópoles Esportes (@metropolesesportes -, gerando conflito com os vascaínos. Confira a ficha técnica

 01.10.2023 (domingo) - Vasco da Gama 1 x 4 Santos. 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Estádio: da Vila Belmiro (Urbano Caldeira), em Santos-SP. Juiz: Anderson Daronco-RS (?). Público: 13.545 presentes. Renda: R$ 580.037,50. Gols: Marcos Leonardo, aos 15 e aos 48; Vegetti, aos 30 min do 1º tempo; Tomás Rincón, aos 46 do 1º empo; Soteldo, aos 30 da fase final. VASCO: Léo Jardim; Puma Rodríguez (Maicon), Medel, Léo e Lucas Piton; Zé Gabriel (Zé Gabriel), Paulinho e Praxedes (Payet); Marlon Gomes (Jair), Gabriel Pec (Alex Teixeira) e Vegetti. Técnico: Ramón Diaz. SANTOS: João Paulo; Joaquim, João Basso e Dodô (Messias); Lucas Braga, Tomás Rincón (Camacho), Jean Lucas (Nonato), Lucas Lima e Kevyson; Soteldo (Dodi) e Marcos Leonardo (Julio Furch).Técnico: Marcelo Fernandes.