Vasco

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

REVISTA DO KIKE Nº 1 - SAULZINHO X PELÉ

 Saulzinho só enfrentou Pelé em duas oportunidades, ambas pelo Torneio Rio-São Paulo, a maior competição brasileira da década-1960, e no Maracanã: em Vasco 2 x 2 Santos, de 16 de fevereiro de 1963, e nos 3 x 0 cruzmaltinos do 4 de abril de 1965.

 Na primeira delas, assistidos por perto de 30 mil almas, Saul Santos Silva, gaúcho, de Bagé, não foi a rede, mas o Rei do Futebol bateu nela, por duas vezes, em grande estilo. Por sinal, esta é uma história muito contada. Leia no parágrafo lá debaixo:

Conta-se que, quando o Almirante jantava o Peixe, por 2 x 0, os xerifões da Colina, Brito e Fontana encarnavam no Camisa 10 santista. Um sacaneava: “Cadê o Rei?”. O outro complementava: ”Tem algum Rei por aqui?”. Tiveram boa resposta:  a dois minutos do final, Pelé empatou o prélio, pegou a bola no fundo da rede e a entregou a Fontana, dizendo: “Leve-a para a sua mãe. É presente do Rei”.

 O Vasco, que se deu mal mexendo com a fera, alinhou: Ita; Joel Felício, Brito, Dario e Barbosinha (Fontana); Maranhão e Lorico (Fagundes); Sabará, Viladônega, Saulzinho e Ronaldo, treinados por Jorge Vieira. O Santos, de Luís Alonso Perez, o Lula, foi: Gilmar; Dalmo, Mauro, Calvet e Zé Carlos (Tite); Lima e Mengálvio; Dorval, Pagão (Toninho), Pelé e Pepe.

 “Naquela noite, um conterrâneo meu estava no Rio de Janeiro e aproveitou para me ver jogando. Saiu do estádio, uns cinco minutos antes do final da partida, pegou um táxi e disse para o motorista: ‘Que bom. Vi o meu amigo Saulzinho jogar e a vitória do Vasco’. Então, o cara avisou-lhe: “O jogo terminou 2 x 2”, contou Saul, ao Kike da Bola.

 O segundo Saulzinho x Pelé  (nesta ordem porque o Kike é vascaíno) foi tarde de gloríssima glória para o gaúcho, de Bagé - Pelé é mineiro, de Três Corações. Rolou diante de 42.250 pagantes que  prestigiaram a partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo e teve o ponta-direita goiano Luizinho abrindo o placar, aos 76 minutos. Mário Tilico acabou de descamaçar o Peixe, aos  83 e aos 89, por ordem de Seu Zezé Moreira.  

Vasco da Gama do dia: Gainete; Jol Felício, Brito, Fontana e Barbosinha; Maranhão e Lorico (Oldair); Luizinho, Saulzinho (Tilico), Célio e Zerinho. Os santistas eram: Laércio; Ismael, Joel, Modesto e Geraldino; Elizeu (Rossi) e Mengálvio; Doval, Toninho, Pelé e Noriva (Peixinho), ainda comandados por Lula. 

O primeiro pega dos artilheiros Saulzinho e Pelé está registrado no Caderninho da Colina como tendo sido o prélio 2.064 da rapaziada cruzmaltina. O segundo foi anotado pelo número 2.190. Quanto à imagem acima, foi montada pelo artista Renato Aparecida, atendendo pedido do leitor Artur Cortez Neto, de Cedro, no Ceará, à seção Correio do Torcedor, da semanária carioca  Revista do Esporte, que não chegou a atendê-lo. Então, o Kike o atendeu.      

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

MEMÓRIA DA PUBLICIBRASPORT-20

O sergipano José Adílson Maguila Rodrigues dos Santos tinha pouco estudo, mas muita altura, peso e força física para não ser mais um nordestino passando dificuldades em São Paulo. Tornou-se lutador de boxe e campeão brasileiro e sul-americano no peso-pesado, o principal da modalidade. Nesta, conquistou, também, um cinturão mundial, mas por entidade menor, a WBF-Federação Mundial de Boxe, quando as  principais da época eram WBA, WBO, WBC e IB. Em 22 de agosto de 1995, aos 37 anos, ele venceu, por pontos, o inglês Johnny Nelson, em Osasco-SP, mas não teve técnica para ganhar dos feríssimos norte-americanos  George Foreman e Evander Hollyfield. Este, por sinal, o deixou desacordado, por nocaute, estirado no meio do ringue. Maguila vencera feras como James Smith, James Stillis, Alfredo Evangelista (campeão europeu) e o argentino Daniel Falconi, mas, não tinha como ser o melhor da maior entidade. A empresa Luqui apostou muito nele, televisando as suas lutas. A partir de 29 de fevereiro de 2000, após derrota (por nocaute) para Daniel Frank, o seu fim de linha nos ringues havia chegado. Ganhara boa grana, também, como garoto-propaganda. E teve redator criativo para bolar o recado acima, parodiando boxe (luta), com o anglicanismo box (compartimento).


 

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

'MISTER TAÇA' PASSA POR CLUBE DA FAIXA

  Anunciado, no 4 de março de 2015, como o maior reforço vascaíno para a temporada, o atacante Dagoberto chegou à São Januário, emprestado pelo Cruzeiro-MG, anotando no currículo ter sido campeão por onde passara -Atlético PR-Brasileirão-2001 e Paranaense-2002 e 2005; São PauloFC-Brasileiro-2007/2008; Internacional-RS-Gauchão-2012 e Cruzeiro-Estadual-MG-2013/2014; Seleção Brasileira-Torneio Internacional de Toulon-FRA-2002Torneio da Malásia-2003 e Mundial Sub-20-2003. Beleza! Mas nem tanto, pois saiu de campo contundido, no segundo jogo, ficando seis partidas de fora do time, mais de um mês.

Dagoberto Pelentier de Jesus, nascido na paranaense Dois Vizinhos (22.03.1983) estreou com a jaqueta cruzmaltina marcando gol - aos 31 minutos do primeiro tempo de Vasco da Gama 5 x 1 Nova Iguaçu, pela Taça Guanabara.  Lesão em início de sua história vascaína não o impediu de atuar durante a semifinal (19.04.2015) Vasco  1 x 0 Flamengo e as finais Vasco 1 x 0 Botafogo (26.04) e Vasco 2 x 1 Botafogo (03.05) – Martín Silva. Madson, Luan Garcia, Rodrigo e Christiano: Guiñazu, Serginho, Júlio dos Santos (Lucas) e Rafael Silva (Marcinho); Dagoberto (Bernardo) e Gilberto, dirigidos pelo treinador Doriva, foi o time campeão.

Dagoberto esteve escalado, ainda, em partidas da Copa do Brasil e do Brasileirão, mas não teve o seu empréstimo renovado. Partiu para o baiano Vitória, continuando a sua saga de campeão estadual, em 2016. A seguir, usou a faixa de vencedor pelo San Francisco Deltas, da North American Soccer League-2017, dos Estados Unidos, e encerrou a carreira de atleta pelo Londrina-PR. Não foi campeão, mas saiu de cena sendo o principal artilheiro do Brasileiro da Série-B-2107, com 17 gols, em 19 jogos.

MEMÓRIA DA PUBLICIBRASPORT-19

Após a Seleção Brasileira de futebol ter ido à Suécia e trazido a Taça Jules Rimet pra estas terras brazucas, as Copas do Mundo seguintes fizeram começar um campeonato à parte: o das emissoras radiofônicas pelos melhores (financeiramente) patrocinadores.   

 Na Bahia, por exemplo, uma emissora que nem era a mais forte de Salvador nos esportes, ia até a magazine carioca de grande penetração nacional mostrar a sua cara (esta peça está em preto-e-branco, mas a casa chegou a promover-se à cores). Por ter força só regional, a Rádio Cruzeiro avisava que faria cadeia com a importante (e tradicional em Mundiais) Rádio Globo, do Rio de Janeiro. E glamurizava o seu anúncio, prometendo levar som ao ouvinte via o que mais de moderno existia em tratamento de sinais, uma agência governamental (Embratel), hoje já passada para a iniciativa privada. Observe que o anunciante repete os homens da Ditadura militar época do tri-1970 e usa a imagem de Pelé, sem consultá-lo, conforme revelou sobre a maioria dos anúncios em que aparecia em ocasiões copeiras

De sua parte, velha cobrideira de Copas do Mundo, a Rádio Tupi do Rio de Janeiro, que teve muitas equipes com locutores famosíssimos, as vezes mandava recado simples, como o tradicional "estamos aí" dessa peça. No entanto, o ilustrava por desenho bem criativo, ressaltando o seu brasileiríssimo símbolo indígena infantil e a cobiçadíssima mulher alada, que o Brasil namorou e fez cinco casamentos com ela - 1958/62/70/94/2002.    

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

FERNANDA NAS PRATELEIRAS DA COLINA

A cantora Fernanda Abreu, além de ser uma fera da música popular brasileira, é o que os antigos chamavam por "vascaína de escol" - feríssima! Mesmo com agenda (sempre) lotada, ela encontrou tempo para descortinar (e reafirmar) a sua grande paixão pelo glorioso Almirante, lançando o livro Meu Pequeno Vascaíno, o qual fez questão de levar um para o maior ídolo da torcida cruzmaltina, Roberto Dinamite, quando o Bob era o presidente vascaíno (eleito em 2009). E a emocionava, em seus tempos de goleador,  com vários golões que a faziam levantar-se da cadeira (ou da arquibancada). O livro tem 24 páginas e relata a história de garota cobrada por coleguinha de escola, segundo o qual meninas não entendem nada de futebol. Com a consultoria de Mauro Prais, um dos maiores pesquisadores da história da Turma da Colina, e ilustrações por Fernando Romeiro, fera, feraça dos desenhos, o livro saiu pela Editora Belas-Letras. Fazendo um rolé pela Internet, o Kike, que já comprou o da sua coleção de peças vascaínos, o viu com preços variando entre R$ 12,49 a RS 19,90.