Vasco

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

REVKIKE - Nº 12 - O Q Q O BAHÊA TEM?

 O primeiro jogo Vasco x Bahia rolou em 21 de abril de 1936 (foto), no já demolido Estádio da Graça, em Salvador e então pertencente à Federação Baiana de Futebol. O Almirante goleou, por 4 x 1, com  gols marcados (2) por Moacyr de Mello (não confundir com  Moacyr Siqueira de Queiros, o Russinho), Ladislau e Nena. Em algumas revistas antigas, Moacyr vem com y, e em outras com i. 

Arte computadorizada por Renato Aparecida

Naquela primeira vez na Bahia, a Turma da Colina foi: Rey, Poroto e Itália; Oscarino, Zarzur e Barata; Orlando Rosa Pinto, Ladislau, Moacyr, Kuko (Nena) e Luna. O Bahia teve: Hamilton, Bubu e Laerte; Nouca (Sena), Guga (Nerinho) e Gia (Wanderley); Ito, Armandinho (Betinho), Romeu, Tintas e Moela.

Vasco x Bahia já se repetiu por 78 vezes, com 28 vitórias e 103 gols vascaínos, além de 20 empates. Em 48 pegas do Brasileirão, são 12 vitórias vascaínas e 19 empates. Em 2000, quando o torneio teve por nome Copa João Havelange, devido problemas políticos entre clubes e a Confederação Brasileira de Futebol, o Almira eliminou o Tricolor de Aço, em dois jogos eletrizantes, escrevendo  3 x 3 e 3 x 2 no placar e chegando às quartas de final, para ser, mais tarde, o campeão da competição.

Vasco x Bahia já se encontram, também, em momentos em que estavam em baixa no cenário nacional, como durante Brasileiro da Série B. Por ali, registram-se quatro pegas, com duas vitórias para cada um - pela Copa do Brasil, ocorre a mesma escrita.

Anote algumas vitórias vascaínas nesse confronto –  24.11.1959 – Vasco 2 x 1 Bahia;  03.02.1974 – Vasco 2 x 1; 13.07.1978 – Vasco 1 × 0; 13.09.1987 – Vasco 3 x 0; 17.03.1991 – Vasco 1 × 0; 12.03.1992 – Vasco 3 × 1;  02.11.1997 – Vasco 3 × 1; 28.11.2000 – Vasco 3 × 2; 23.10.2011 – Vasco 2 x 0; 10.06.2012 – Vasco 2 x 1; 28.05.2016 – Vasco 4 x 3; 21.05.2017 – Vasco 2 x 1; 16.07.2018 – Vasco 2 x 0; 24.09.2018 – Vasco 2 x 1.  Vale registro, também, do  25.11.2000 – Bahia 3 × 3 Vasco.



domingo, 31 de janeiro de 2021

ALMIRA VIRA-VIRA LEVA CANECO DO FUT-7

O título do Torneio Rio-São Paulo foi levantado pelo Expresso 7 na tarde de hoje, vencendo o Corinthians-SP, nos pênaltis, por 2 x 1. No tempo normal de jogo, a equipe paulista abriu 2 x 0, mas o Vasco virou para 3 x 2. O Na etapa final, ficou tudo igual na Barra da Tijuca e o jogo foi decidido nos pênaltis. Durante as cobranças, o goleiro Luan se destacou e os gols do Vasco foram marcados pelo (2) Marcello e Lukinhas.
Marlon Goulart/Divulgação clicou a rapaziada na hora e na glória


REVISTA DO KIKE Nº 11 - PRETA, PRETINHA

Vem cá, minha nega!”

 Se não falavam assim, quando recebiam a jaqueta vascaína para adentrar ao gramado, os primeiros atletas vascaínos deveriam falar. Afinal, a formação cultural brazuca incluiu carinhosos nega & neguinha para as amadas, amantes. E nem precisava ser, necessariamente, uma escurinha dengosa que encantava os portugueses bigodudos.

 De início – 3 de maio de 1916 -, a camisa futeboleira do Vasco da Gama foi completamente preta. Também, durante os primeiro títulos de campeão carioca - 1923/24/29/34/36. Razão de a rapaziada ser chamada por Os Camisas Pretas.  A branca só pintou a partir de 16 de janeiro de 1938, nada mau para uso em pugnas sob o filamento de mercúrio dos termômetros subindo ao calor de um país tropical.     

A branquela veio e ficou, mas, com a neguinha no corpo, o Almirante faturou dois dos seus canecos mais + mais: do Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões-1948, e do Brasileiro-1989.

Camisa preta e português bigodudo arterizados por Renato Aparecida

 O título continental foi o primeiro de um time brazuca no exterior, e a euforia da pátria amada foi tamanha que até flamenguistas (maiores rivais) torceram pelo sucesso do Vasco. Disputado no Chile, o torneio deveria reafirmar a bola mágica do argentino River Plate, tida por maior do planeta. O Almira, porém, aportou em Santiago e mandou ver no gramados do Estádio Nacional.

 No jogo final, o Vasco viu gol legal seu anulado e pênalti marcado (e defendido) a favor dos hermanos. Mas ele encheu mais a pelota. História  de luxo. Confira: 14.02 – 2 x 1 Litoral-BOL; 18.02 – 4 x 1 Nacional-URU; 25.02 – 4 x 0 Municipal-PER; 29.02 – 1 x 0 Emelec-QUE; 07.03 – 1 x 1 Colo-Colo-CHI; 14.03 – 0 x 0 River Plate-ARG, tendo a rapaziada do prélio sido: Barbosa, Augusto e Wilson (Rafagnelli); Ely, Danilo e Jorge; Djalma, Maneca (Lelé), Friaça (Dimas), Ismael e Chico, treindos por Flavio Costa.

 O segundo título de grande magnitude, mas de consumo interno, o Brasileirão-89, também, foi conquistado fora e casa. E vencendo o dono da casa, o São Paulo, no estádio do Morumbi, diante de 51.572 pagantes. Era o 16 de dezembro e, aos 50 minutos de árdua peleja, Luís Carlos Winck cruzou bola para a área são-paulina, onde estava Sorato, sujeito e cuca legal. Cabeceou a maricota e carregou o caneco, a mando do treinador Nelsinho Rosa, para esta turma da pesadas: Carlos Germano; Winck, Mareco Aurélio, Quiñones e Mazinho; Zé do Carmo, Boiadeiro e Bismarck; Bebeto e William.  Eles escreveram na tabela da classificação final: 19 partidas, 9 vitórias, 8 empates, duas escorregadas, 27 gols pró e 16 contra, ficando com o saldo de 11.       

sábado, 30 de janeiro de 2021

O VENENO O ESCORPIÃO - A REVOLTA DO FORTE, DIA DE BALAS PARA REVOLTOSOS

     Exército repeliu e matou quase todos os que desafiaram o governo Arthur Bernardes

 Se 1922 foi marcado pela sempre referida Semana da Arte Moderna, em São Paulo. Mas acontecimento de também grande importância marcou o Rio de Janeiro: o episódio que ficou conhecido por Revolta dos 18 do Forte de Copacabana e que, hoje, faz 100 viradas de calendário.

 A história pega fogo, no primeiro dia de março, quando Artur Bernardes, apoiado por fazendeiros cafeeiros,  tornou-se presidente da república, gerando rebeliões populares em vários Estados e insatisfações dos militares, que apoiavam o candidato Nilo Peçanha. E ficaram mais insatisfeitos, ainda, com a nomeação de um civil para ministro da Guerra.

 Os revoltosos, liderados pelo tenente-coronel Euclides Hermes da Fonseca, que foi preso, esperavam contar com o apoio de líderes políticos estaduais e de quartéis cariocas. Mas tudo só aconteceu no Forte de Copacabana e com o Governo já sabendo do que iria rolar e o que queriam jovens tenentes e capitães do Exército.

Era o 5 de julho, quando o Forte de Copacabana foi bombardeado, por militares governistas, que exigiam a rendição dos 301 colegas que estavam por lá. Daqueles, 272 se renderam, enquanto os restantes decidiram sair em marcha, pela Avenida Atlântica, munidos com rifles e revólveres. Pelo meio do caminho alguns desistiram, ficando só 18 mais corajosos. No final das contas, dois tenentes (Siqueira Campos e Eduardo Gomes) e dois soldados ficaram feridos, enquanto os demais foram abatidos pelas balas do Exército, que matou também,  o civil  Otávio Correia, que se juntara aos desafiantes. 

 A tentativa fracassada, quando nada, serviu para a eclosão de outros movimentos desejosos de dar um fim à força política dos oligarcas cafeeiros paulistas e mineiros, que se alternavam no comando dos governos do país e, segundo os militares, ganhavam as eleições à base de fraudes. Nada do que foi  tentado, porém – Comuna de Manaus-AM, em 1924; Revolução Paulista, do mesmo período, e a Coluna Prestes, liderada pelo militar gaúcho Luís Carlo Prestes, que varou rincões, entre 1925 a 1927 – deu certo, como pensavam os revoltosos.

 O que fez surgir o tenentismo que gerou a Revolta do Forte de Copacabana foram desagrados que já vinham desde 1894,  época em que o presidente da república, Prudente de Morais, geria o país à base do clientelismo, do mandonismo e do coronelismo. Fase acentuada pelos inícios do “toma lá, dá cá”, principalmente, por parte dos governadores estaduais – que devem ter ensinado aos políticos que os seguiram, pois, até hoje, a prática é repetida.      

REVISTA DO KIKE - Nº 10 - BELAS DA COPA

 Claro que não poderia faltaria ela, a Garota da Capa da RevKike Nº 9. No time das belas camisas 10 copeiras, escalação garantida. Só faltou um sorrisinho, pra ficar melhor na foto, motivo pelo qual ela foi punida pelo artista multimídia Renato Aparecida, sendo computadorizada em preto-e-branco. Desculpa dela: estava aburrida pelos 7 x 1 Brasil, mandados pelos alemães, em 2014, lembra-se? Por isso, disse ter guardado o sorriso para a próxima Copa - e cozinha. Promete fornecer as mais deliciosas receitas copeiras.