Vasco

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sábado, 5 de abril de 2014

TRAGÉDIAS DA COLINA - GOL CONTRA

Nada  pior do que um grande ídolo da torcida mandar uma bola para o fundo de sua própria rede. Aconteceu no dia 2 de outubro de 1966, com o zagueirão Hércules Brito Ruas. O Vasco, como favorito, recebia, o Campo Grande, em São Januário, pelo Campeonato Carioca. Aos 19 minutos, o “Campusca” atacou e o Britão pisou na bola. Abriu o marcador, para o chamado time alvinegro da Zona Rural do Rio de Janeiro.
Passado o susto, com o perdão da galera para Brito, que tinha créditos mais do que suficientes, Morais empatou, aos 65, e o uruguaio Danilo Menezes desempatou, aos 91. Que susto! Naquele dia, o técnico Zezé Moreira mandou a campo: Édson Borracha; Ari, Brito, Fontana e Oldair; Salomão e Danilo Menezes; Nado,  Madureira, Alcir e Morais.

 

 

 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

CORREIO DA COLINA - DOVAL VASCAÍNO

“Sou argentino e era fã do Doval, quando eu era moleque e o via jogando pelo San Lorenzo. Moro há mais de 40 anos no Brasil. Estou com uma dúvida. O Doval jogou, também, pelo Vasco? Não me lembro bem, mas sei que ele foi para São Januário, ou para o Fluminense, depois que saiu do Flamengo” Jorge Peñalosa, de Foz do Iguaçu, no Paraná.

Doval vascainou

Prezado hermano Rôr-rê! Nascido em Buenos Aires, em 4 de janeiro de 1944, Narciso Horácio Doval trocou a camisa rubro-negra pela tricolor num daqueles “troca-troca” que o presidente Francisco Horta, do Flu, armou no futebol carioca, pelas metades da décadas-1970. Mas ele vestiu, sim, a jaqueta da “Turma da Colina”. Aconteceu em um amistoso, em Brasília, em dezembro de 1975, em benefício do tratamento de saúde do ponta-direita cruzmaltino Jorginho Carvoeiro.
Como parte das promoções das partida, que rendeu mais de antigos Cr$ 350 mil cruzeiros, Doval jogou pelo Vasco, entrando em lugar de Roberto Dinamite, durante o decorrer da partida. O adversário foi uma seleção de craques que vestiu a camisa da Fundação de Garantia ao Atleta Profissional-FUGAP.
Veja aí o recorte do jornal do dia e confira a escalação vascaína: Andrada (Mazaropi); Paulo César (Fdélis), Moisés (Joel Santana), Miguel e Alfinete; Zanata, Alcir (Ademir) e Jaburu (Jair Pereira); Roberto Dinamite (Doval), Dé e Luis Carlos Lemos (Galdino).
FIGURAÇA - Doval era muito simpático aos cariocas. Jogou, pela primeira vez, no time A do San Lorenzo, aos 16 anos. Quando o treinador Elba de Pádua Lima, o Tim, o dirigiu, disse-lhe: “Você tem alma de carioca. Se um jogar no Rio de Janeiro, nunca mais sairá de lá”.
Pois bem! Em 1969, o seu conterrâneo veio para o “Urubu”. Em 1971, voltou à sua terra e defendeu o Huracan. Retornou à Gávea, em 1972, e foi o principal artilheiro e campeão carioca, com 16 gols. Repetiu a dose em 1976, já pelo Flu, anotando 20 tentos. Doval, hoje, é uma pessoa espiritual. Aproveitou bem a sua passagem por este planeta.












    

quinta-feira, 3 de abril de 2014

VASCO 0 x 0 RESENDE-RJ

Bernardo terá um outro duelo contra oo Resende no próximo dia 16
O Vasco estreou na Copa do Brasil-2014 empatando, hoje, com o Resende-RJ, por 0 x 0. O jogo foi em Manaus, tendo em vista que o adversário era o mandante e negociou a venda da partida com empresários manauaras.
Por ter compromisso mais importante, no domingo, quando iniciará a decisão do Estsadual-RJ, com o seu maior rival, o Flamengo, o time cruzmlatino mandou campo uma espécie de time B. O segundo jogo será no próximo dia 16, a partir das 19h30, em São Jnuário.
     CONFIRA A FICHA TÉCNICA DA PARTIDA DE HOJE 
03.04.2014 (quinta-feira) - Vasco 0 x 0 Resende. Copa do Brasil. Local:Arena da Amazônia, em Manaus- AM. Juiz: Edmar Campos da Encarnação-AM. Públicoa: 40.122 pessoas. Renda: R$  2.140.000,00. VASCO: Diogo Silva; Danielo, Jomar, Rafael Vaz e Lorran; Aranda, Dakson (Dakson egundo tempo), Fellipe Bastos, Bernardo, Montoya (Yago) e Thalles. Técnico: Adilson Batista. RESENDE: Mauro; Marcelo, Lucas Jacques, Thiago Sales, Léo (Deoclécio), Dudu, Gabriel (Felipe Alves), Bruno Gallo, Marcelo, Gerson (Everton) e Clebson Monga. Técnico: Ailton.
                             
                                    CRUZMALTNOS NA SELEÇÃO BRASILERIA SUB-20
               
O baiano Danilo disputará dois torneios no exterior
Eles são Danilo (foto) e Thalles. Entre os próximos dias 14 a 18 deste abril, eles treinarçao na cidade paulista de Mogi das Cruzes, onde o técnico Alexandre Gallo armará a equipe que tentará o título de um torneio na cidade francesa de Toulon e um outro na China. Esta é a segunda vez em que estes dois atletas são convocados. Danilo, ex-Vitória da Bahia, nasceu em 1996 e está no Vasco desde 2011, quando sagrou-se campeão estadual-RJ entre os infantis. Pasou em branco na categoria juvenil, mas subiu ao time júnior ao fnal da temporada-2012, tendo participado da campanha do título da Taça Belo Horizonte Sub-20, naquele ano. Danilo também teve ótimas passagens pela seleções sub-15 e sub-17.
De sua parte, Thalles surgiu no Itaboraí-RJ. Nascido em 1995, chegou em São Januário aos 11 anos de idade. Passou por todas as categorias de base, tendo sido promovido ao grupo principal no segundo semestre do ano passado, pro ter sido destaque na Taça Belo Horizonte. Ele já marcou sete gols para o Vasco A.
 

terça-feira, 1 de abril de 2014

HISTÓRIAS DO CAPITÃO BOUGLEUX

O capitão do time vascaíno durante a conquista do título carioca de 1970, o então meia Bougleux - a imprensa escrevia Buglê - é um bom contador de histórias. Confira "um time" delas:

Buglê ofereceu e autogafou uma revista para o Kike
1 --“Em 1970, quebramos o tabu, de 12 anos, sem um título carioca. Mas não tenho como negar: aquela foi a pior equipe que vi em São Januário. Não tínhamos nem reservas. Em muitas partidas, fui para o jogo sem condições físicas, porque o Tim (Elba de Pádua Lima, o treinador) não dispunha der ninguém para colocar na vaga. O meio-de-campo era eu e o Alcir (Alcir Portella Pinto) e mais nada”.

2 – “Eu era o capitão do time vascaíno de 1970, mas o grande líder era o Silva (Walter Machado Silva, meia-atacante, camisa 10). Bem rodado, já havia passado por Corinthians, Flamengo, Racing-ARG e Barcelona-ESP, carregando muita bagagem. Era ótimo conselheiro. As vezes, levava o time todo para um cafezinho a casa dele. Via quando precisava de um trabalho psicológico, sem a participação da comissão técnica”.


3 – “O meu maior amigo em São Januário foi o Zé de Anchieta (como os mais íntimos tratavam o zagueiro Fontana. Foi o maior líder eu vi no Vasco. E, além de líder, era um pai para os mais novos. Fazia questão de ajudar, orientar, puramente, por questão de índole. A turma gostava muito, também, do Brito, por ser gozador brincalhão. Mas o “Zé de Anchieta se destacava na admiração geral. Era um santo homem. Que coração bonito!”

4 – “O Carlos Alberto Cavalheiro (diretor) me chamou, acho que na véspera da última partida (do Campeonato Carioca de 1970), para uma conversa. Se não me engano, estávamos concentrados na Urca. Lá fomos para uma sala, onde o Zé Bonetti (José, o supervisor) nos aguardava. Então, me explicaram terem me chamado porque eu era o capitão do time. Me contaram o Andrada (goleiro argentino) seria afastado do time, porque havia uma informação de que ele estaria vendido”.

5 – “Eu tinha 23 anos e já vivido grandes experiências, como rodar o mundo jogando ao lado de Pelé, enfrentando tempestades em aviões, para o Santos ganhar U$ 120 mi dólares por partida, no exterior. Jamais levara um choque tão grande como aquela notícia de que o Andrada estaria vendido. Não entrava em minha cabeça como um cara tão sério, que nunca dera motivos para suspeitas, pudesse passar por aquilo. Para mim, doeu muito mais, porque éramos muito amigos.

6 - Nada ficou provado contra o Andrada. Os caras (Carlos Alberto, Bonetti e Tim) não entregavam ninguém e nós nunca conseguimos descobrir de onde partira a notícia. Até pedimos ajuda ao Hélio Vigio, que era PM. Mas ele nunca nos retornou nenhuma informação. Então , preferimos acreditar que fora coisa plantada pelos adversários. Veja bem: o Fluminense estava na luta pelo bi; o Botafogo, que perder o tri para os tricolores, não se conformava; o Flamengo entrava quinto ano sem ser campeão, e o Bangu, que era forte na época, não ganhava nada há quatro. Eles não engoliam um time tão ruim como aquele do Vasco passá-los para trás.

6 - Frequentemente, depois dos treinos, o Andrada pedia ao Hélio Vigio (preparador físico), para colocar barreiras na pequena área. Então, deitava-se debaixo do gol, com as duas mãos no pescoço, esperando eu bater forte. Quando eu soltava a pancada, gritava e ele levantava-se para tentar a defesa. Ele considerava aqueles treinos muito importantes. “Pedi demissão do cargo”, depois que passei por uma cirurgia em um dos joelhos. Quando voltei a chutar, não tinha mais a força de antes0

7 – O Tim era um grandioso estrategista. Bote grande nisso. Nos dias de jogos (do Carioca-70), ele nos reunia, sempre às 11h, vinha com seus botões e fazia os últimos arremates para a partida do dia. Se não funcionasse, ele mudava a tática, durante no intervalo. Poderíamos até na vencer, mas melhorava o rendimento. Quando o Vasco perdeu o Nei (Oliveira, centroavante), o Tim se virou com o Valfrido, um sujeito que fazia os seus gols, mas estava muito distante do antigo titular. Achávamos esquisito, quando ele mandava o centroavante ir para a larteral-direita, em determinado momento da partida. Depois, a gente sacava qual era a dele. Via, rapidamente, o que a gente demorava a perceber.

8 - O Santos viajava pelo continente africano. Iria jogar em Cotonu (capital de Benin, na África Ocidental). Foi uma noite de terror. Chovia, havia turbulência e o avião encarou duas quedas bruscas de uns 400 metros de altitude. Nas duas veze, o Pelé nem se tocou. Não viu nada. Dormia, exaustíssimo, de tão cansado que estava. Durante os dois anos (1967/68) que passei no Santos, praticamente, não treinava. Só jogava e viajava. Os caras queriam tirar dinheiro do jeito que pudesse, enquanto tinham o Pelé. Por aquele tempo, jogávamos, se brincasse, umas 90 vezes por ano.

9 – Quando chegamos em Benin, todo mundo foi se preparando para descer. O Pelé continuava dormindo, como se estivesse no hotel. Aí o Zito lhe deu um tremendo cutucão. Ele acordou gritando, pê da vida; ‘ Pô, meu irmão, me deixa dormir. Vá encher o saco de sua veia. Deix´eu dormir. Tô pregado”.

10 - A turma achou que aquilo era sacanagem do Pelé. Não era possível ele não ter sentido as turbulências da viagem. E caímos de tapa em cima dele. Quando ele me viu no meio da sacanagem, gritou: “Mineirinho traidor, você, hem, conterrâneo! Se o Estado de Minas Gerais precisar de gente como você, t^f... e mal pago”.

11- Bougleux divide a capa desta edição da Revista do Esporte com o lateral-esquerdo santista Rildo.